Atlético de Madrid: o arrancador de corações

Saúl comemora a abertura do placar. (Foto: Getty Images)

“Ontem acreditamos, hoje acreditamos e amanhã acreditaremos”. Foi assim que os cinquenta mil torcedores do Atlético de Madrid vieram ao Vicente Calderón nesta quarta-feira. Os invasores bávaros foram parados frente à bastilha inexpugnável feita pelos colchoneros. Cada bola um tranco graúdo, uma poesia esmagadora de sonhos com os pés.

Mas não é só de porradas e divididas que vive o exército de Madrid que dispõe de um arsenal de táticas e estratégias. O time teve o brilhantismo de Saúl que no melhor momento do Atléti na partida, não teve medo do time alemão, tirou três jogadores e bateu no seu canto oposto sem qualquer chance para o gigante goleiro alemão.

Depois a valentia que já não era pouca se tornou essencial para o Atléti sobreviver ao restante do jogo. Nem menos o canhão de Alaba e a fúria de Ribery foram suficientes para furar a retranca. Os colchoneros esgrimiam com os bávaros enquanto recebiam um apoio incondicional de sua torcida: “te amo Atlético”, ela dizia.

Torres teve mais uma vez a chance de marcar contra a equipe de Felipe Lahm (Torres marcara na final da Eurocopa em 2008 em cima do zagueiro alemão). Mas apesar do mesmo lado, não teve a mesma sorte desta vez. Os soldados colchoneros agora repousam para enfrentar o gigante da Baviera na Alemanha. A única certeza é que a briga continuará mesmo longe de casa.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.