Sons de cura

Em 2017, a musicoterapia é a nova prática reconhecida e inclusa no Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde (MS). Confira no vídeo as causas e efeitos desse reconhecimento para a prática.

A musicoterapia me mostrou que a música é muito mais do que eu imaginava: ela tem a capacidade de envolver o ambiente e as pessoas e transformar tudo. Como? Por meio das vibrações. Já ouviu falar da expressão “goods vibes”, que no português significa “boas vibrações”? A música é protagonista desse efeito! Isso porque ela lida diretamente com as ondas sonoras audíveis do ser humano (o aparelho auditivo humano escuta aproximadamente entre 20 Hz e 20 000 Hz). Ao lidar com intervalos de tempo com e sem som, realiza verdadeiros trabalhos internos de acordo com a intenção da composição e como o ouvinte interpreta o conjunto de sons.

Eduardo Rikelme faz sessões de musicoterapia quinzenalmente no HCB com Cláudio Vinícius (Foto: Gustavo Andrade)

Como dito no vídeo acima, a musicoterapia deriva de conhecimentos de nossos antepassados e vem evoluindo com o passar das gerações. Veja no infográfico como a música se alia à cura ao longo dos anos:

Arte: Gustavo Andrade

É interessante também notar as parcerias que a musicoterapia desenvolve com outras áreas da saúde. A música faz parcerias, por exemplo, com áreas como a psiquiatria ao obter níveis de comunicação que muitas vezes num recurso verbal não seria possível. Já com a psicologia, a música dá capacidade de empoderamento para as pessoas quando elas descobrem que têm voz ativa e podem se expressar. Porém, além de parcerias no campo psicológico, a musicoterapia também facilita práticas como a fisioterapia. Quando Cláudio Vinícius toca nas sessões, ele relata que “ao passo que a criança fica entretida com o som, o fisioterapeuta faz os exercícios”, conta.

Existem outros casos de pacientes, conforme também relata a presidente da Associação de Musicoterapeutas do DF (AMT-DF) Erci Kimiko, que aliados à fisioterapia, obtiveram curas imediatas ao tratar com musicoterapia. Ela recorda o caso de uma senhora que sofria de fibromialgia, síndrome provocadora de dores nos tecidos fibroso e muscular em diferentes partes do corpo. Depois de duas semanas de tratamento, a paciente foi completamente curada. Kimiko conta que a senhora não queria deixar de fazer musicoterapia porque sentia o “vínculo sonoro-musical”. “Eles sentem isso, alguém que realmente está se importando com eles e não está fazendo algo mecanicamente”, afirma a musicoterapeuta.

Presidente da AMT-DF, Erci Kimiko

Há muito ainda a se descobrir sobre a musicoterapia, mas o que já se sabe é que a sua efetividade é plena e abrangente. Ela cura câncer, traumas, vícios, síndromes, transtornos psicológicos e até acidentes e as possibilidades de se realizá-la são infinitas.

Para saber mais, leia a matéria completa na revista do Esquina.

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