Mão, cabeça e coração

Ilustração minha em Nanquin e aquarela. #DesenhaEster

Acho incrível quando conseguimos entender, de fato, como se constrói o que acreditamos: o que faz chegarmos naquela conclusão. Finalmente, depois de alguns anos, consegui decifrar o que é design pra mim e o que justifica minha paixão por esse universo: justifica-se pelo “3 H’s” — hand, head e heart, ou seja, mãos, coração e cabeça! Ao pé da letra, é fácil deduzir esses conceitos dentro de uma conceituação do que é fazer design.

Os 3H’s é uma abordagem holística da experiência de aprendizado e de relacionamento em um contexto, que em uma simplificada significação, engloba o domínio cognitivo (cabeça) com a reflexão e comportamento crítico, o domínio afetivo (coração) sendo a dimensão de relacionamentos e emoções e o domínio psicomotor (mãos) para o engajamento e habilidade.

O interessante de se ter a consciência dessas dimensões está relacionado ao nível de envolvimento e percepção de pertencimento a um contexto ou tarefa. Além disso, amplia o autoconhecimento e autopercepção das potencialidades que podem ser empregadas nos diversos contextos que podemos estar inseridos, como por exemplo o modo como lidamos com um desafio, os processos que nos levam a tomadas de decisão ou como são nossas atitudes para executar algo. Consequentemente, esta autopercepção cataliza para o envolvimento das pessoas em tarefas que levam a mudanças transformadoras, que saem do lugar comum. Então aliar os 3H’s seria a melhor fórmula para “sair da caixinha”(!?).

A analogia cabeça, mãos e coração representa a capacidade ativa do homem, do se fazer presente. Logo, o 3H’s é mencionado em várias teorias, colocando-se como significativo em diversas áreas, mas mais comumente em mudanças de mindset e de relações de aprendizado. Para mim, tendo plena consciência dessas três áreas de domínio da ação humana e considerando a área que eu decidi atuar, exemplifico, por exemplo, que ser designer é:

“ter a consciência que habilidades e conhecimentos diversos é o que permite termos uma maior consciência do ser e estar no mundo, nos levando a ser a pessoa e o profissional que o mundo precisa, além de estar no mundo que queremos estar.”

E aí, percebe como o a consciência do que são as minhas habilidades de domínio afetivas, cognitivas e psicomotoras me ajudam a conduzir a minha percepção de contexto? E você, como domina suas capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras no seu contexto?

**Estou animada a compartilhar as aleatoriedades de constroem meu conhecimento empírico desse universo criativo que resolvi estar. Espero te ter sempre por aqui! :) **

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