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Estúdio Barbatana
a frase de um pixo maravilhoso — e o belo deprimido é o Gilles Deleuze

Antes das habituais reflexões, a gente quer apresentar o que entendemos sobre o que é ser de esquerda. O filósofo Gilles Deleuze, em sua série O Abecedário, tem uma fala lindíssima sobre a forma como podemos ver o mundo. E como direita-esquerda nem tem a ver, de fato, com partido ou governo. É política sim, na medida em que é um jeito ativo de existir no mundo, que pode construir mundo, desconstruir mundo, ou destruir.

Curioso que toda vez que a gente vai pegar esse video ele sumiu das plataformas de streaming… Não me admira que seja derrubado, porque em…


Um pouco de história e um pouco de opinião

Golden Age

Em 18 de abril de 1938 (porém com “June” na capa) chegava às bancas a primeira edição da revista Action Comics. Na Era de Ouro dos quadrinhos estadunidenses, as revistas eram antológicas, ou seja, cada revista trazia várias histórias diferentes, agrupadas por tema, num volume de 50 a 60 páginas. Mas escrevi este texto para falar do Superman e vou começar pela primeira história da Action Comics #1, de apenas 13 páginas e intitulada “Superman”.

Lá se vai seu Ford sedan.

Nessa revista se contava a história de um “campeão dos oprimidos”, cuja pele não poderia ser perfurada por nada menos que artilharia explosiva, ele também…


Minha carinha chamando você pra papear, feita por mim mesma

Desenho é trabalho, design é trabalho, texto é trabalho

Existem profissionais de diversas formações que trabalham com conteúdo digital: jornalistas, formados em letras, comunicação, marketing, artes. Empresas, agências ou autônomos que atuam como ilustradores, fotógrafos, videomakers, artistas multimeios.

Quando um cliente precisa comunicar algo, existe um processo de briefing (pedido), em que estabelecemos o que precisa ser dito, porquê, e qual a melhor maneira. Existe um tempo de pesquisa (seja bibliográfica ou de referências visuais), um tempo de criação com uma primeira entrega de rascunho que será submetido a ajustes, e por fim finalização, aprovação e postagem. Isso se der tudo certo. Mesmo quando a pessoa cria conteúdo (arte…


foto de Julie Tupas em Unsplashed

Sabe pessoa que dorme no cinema?

Que para filme no meio, e volta outro dia?

Que deixa o filme rolando enquanto conversa sobre outra coisa ou anda pela casa?

Conheço, mas não compreendo. Sou o oposto. Tão oposto que percebi como é desproporcional minha reação quando alguém interrompe um filme, ou propõe fazer algo na hora que vou assistir filme. Me incomoda muito, mesmo que eu não fale. E como toda reação intensa, vem de algum lugar. Por isso fui pensar na minha relação com o cinema.

Na minha cabeça é mais que entretenimento, mais que uma pausa. Desde muito…


Colagem com fotos de Javardh e Jr Korpa, obtidas em Unsplash

Esta é a parte 2 do texto, para ler a parte 1 clique aqui

Cuidado com as falsas simetrias

Se puxarmos o fiozinho do racismo, vamos ver que lá no fundo tem o ego fascista querendo eliminar a diferença. Se puxarmos o fiozinho por trás da violência de gênero, religiosa, ou contra outras minorias vamos ter o fascismo em comum. Sim. Mas quero fazer um pequeno (e nojento) paralelo.

Essa doença altamente contagiosa é como a sífilis. Você pode ter febre, feridas, manchas no corpo, ínguas, dores de cabeça e no corpo. Também dentre os efeitos colaterais da Sífilis não tratada você encontra a surdez…


Colagem com fotos de Chuttersnap e Jurien Huggins, obtidas em Unsplash

Protagonizando o filme dos outros

Este texto é sobre racismo. E sobre como nós humanos somos tantas vezes parecidos com gafanhotos. Nos juntamos em nuvens grandes e avassaladoras destruindo plantações. Às vezes bem intencionados, a maior parte das vezes com interesses.

Primeiro um paralelo com uma outra luta, de outra natureza, num cenário hipotético: amiga mulher, imagina que os homens resolvem aderir à luta feminista para exigir o fim do feminicídio, assédio, disparidade salarial, etc. E criam uma corrente na linha “estou com vocês”, pra respeitar nossas manifestações e exigências.

Aí, quando a coisa tá ganhando proporção, postam em massa um monte de tela rosa…


Primeiro: este texto tem o intuito de refletir algumas questões cristalizadas e dar uma soltada no cabresto conceitual — não tem a pretensão de aprofundar filosofia, linguística, física, matemática ou sociologia. Se topar, viaja aqui com a gente :)

Essa introdução é necessária porque existem alguns conceitos que nos apegamos mas que, na vida real, são um pouco diferentes. Por exemplo, maioria e minoria. Tem a ver com números, certo?


Estudo de uma careca refletindo

Muitos estão sentindo o efeito da quarentena, de se deparar com sigo mesmos, com suas relações, de não poderem distrair a existência com trânsito, cafezinhos, acontecimentos cotidianos, trocas, lugares, experiências, urgências, pressas. Tudo parou agora, não tem pra onde correr. Estou nesse processo desde 2015, quando me demiti e mudei de cidade, então não me pegou de forma abrupta. Mas o estilo de vida de quarentena de anos tem seus efeitos: do trabalho em casa para o descanso em casa, me sentindo longe de tantas pessoas com as quais fiz relações próximas, mesmo quando estão geograficamente perto. Ainda assim, no…


Ano passado, para o Dia da Mulher, publicamos uma série de conteúdos falando sobre prazer feminino e assédio durante uma semana inteira. Tanta coisa aconteceu, que este ano sentimos que apenas falar de corpo não é suficiente — na verdade mal arranha a superfície.

Papel


Eu descobri o feijão, de fato, aos 12 anos. Parece chique falar que cresci fora do Brasil mas a real é que perrengues e boletos em espanhol são tão tensos quanto os em português. O ponto é que, acostumada a comer macarrão, batata e abóbora ensopada sem tempero, eu comi meu “primeiro” prato de arroz e feijão quase chorando de emoção. Era um daqueles feijões fresquinhos, temperados, caldo cremoso, feitos com amor, sabe? Nessa mesma época descobri o que era merenda. Onde eu morava isso não existia, a gente almoçava na escola porque passava o dia todo lá. Isso de…

Estúdio Barbatana

O mar é muito grande, e nós gostamos de nadar

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