[+DUTRA] A Culpa é das Estrelas | O Filme

Um comentário sobre o filme.


Fui assistir A Culpa é das Estrelas logo após seu lançamento, mas quis esperar um pouquinho para não fazer nenhum julgamento precipitado.

Já imaginando o sucesso do filme, fui ao cinema com o seguinte pensamento: “Porque essa história faz tanto sucesso? Porque faz as meninas (os) se emocionarem tanto?” entre outras questões que seguiam o mesmo caminho. Tentei ao máximo deixar o preconceito de lado e apreciar uma boa história.

Shailene Woodley — que de longe chega a lembrar a Jennifer Lawrence, bem de longe mesmo — faz o papel da protagonista Hazel Grace, e o papel do Gus (Augustus Waters) fica com o novato Ansel Elgort. Shailene e Ansel já trabalharam juntos em Divergente (2014) — que sempre leio como “Detergente” — filme baseado na serie de livros da Veronica Roth. Eu ainda não assisti a Divergente, mas as criticas não são das melhores.

A história de romance em meio a uma doença terminal não é algo tão novo e muito menos original, né? Mas o filme utiliza-se do humor para conseguir se diferenciar e criar uma história única. Cumpre o que promete, trazendo momentos de rizadas misturado com momentos tristes, uma Montanha-russa de emoções: Uma hora você está lá em cima, sorridente e alegre, e depois — Puf! — você está se segurando para não chorar. Uma cena que reflete bem o humor presente no filme é quando Gus, Hazel e Issac (Um amigo que acabou de ficar cego, por causa de um câncer) decidem ir a casa da Ex de Issac e tacar ovos no carro da garota. Ao dar de cara com a mãe da ex, Gus vira e diz algo como: “Temos 5 pernas, 4 olhos e dois pares e meio de pulmões funcionais, mas também temos duas dúzias de ovos. Então se fosse a senhora, eu voltaria para dentro.”

https://www.youtube.com/watch?v=iN5yhjNKq_k

Esse é um dos momentos que parece deixar no ar a mensagem “Faça de seus problemas, suas piadas”. Alias o filme é recheado de frases de efeito e diálogos marcantes, desde um simples “Okay” — que fez as meninas suspirarem no cinema — até uma declaração um pouquinho mais refinada, tudo meio que tentando envolver um pouco o sentido da vida:

“Eu estou apaixonado por você e não quero me negar ao simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizermos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você”

O que domina a história são as metáforas — e há alguém que não goste de metáforas? — desde o cigarro que o Gus põe entre os lábios ainda no começo do filme (pôr na boca algo que pode lhe matar, mas ter o autocontrole e não acender e fumar), até quando ela fala que alguns infinitos são maiores do que outros. A história mostra nas estrelinhas que o verdadeiro medo da Hazel não é a morte em si, mas sim de acabar deixando infeliz quem está ao seu redor, ela se preocupa com como vai ser a vida de seus pais após sua morte, e depois a preocupação passa a ser por conta do Gus, ela mesmo diz ser como uma granada que pode explodir a qualquer momento. — olha outra metáfora ai, rs — Por outro lado o Gus tem como seu maior medo o de ser esquecido, e acabar sua vida como apenas mais um em meio a multidão, de fato ele quer ser lembrado. Do inicio ao fim temos a mensagem de que os problemas existem sim e que as vezes são bem difíceis de se lidar, mas que só você pode decidir como vai enfrentar-los, se vai ficar lamentando ou viver de verdade. Algo que me lembrou o excelente As Vantagens de ser Invisível — Se não viu, veja! Ótimo filme -

“Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo.”
Meninas após acabar o filme.

Assim como no livro a história é sim emocionante, claro se você se deixar levar por ela. Para mim o filme consegue ser mais impactante do que o livro quando se trata das partes dramáticas, mas nada que me faça considerar o filme melhor que o livro, ou vice e versa. Afinal não precisa ser melhor, o formato é diferente e tanto o filme como o livro conseguem cumprir muito bem o seu papel.

O filme sofre com alguns clichês bobinhos em alguns momentos, talvez um exagero em uma cena aqui ou ali, mas nada que agrida — escrevi isso lembrando dos vampiros que brilham em Crepúsculo, Rs. — ou que tire o titulo de bom filme, está um pouco acima da média de romances que tem saído ultimamente — muito melhor que várias adaptações do Nicholas Spark — não é nem de longe meu filme de romance predileto, mas está entre os que gostei de assistir. ;)

O filme estreou aqui (Brasil) no dia 05 de Junho e já arrecadou mais de 12,2 milhões de reais somente em território nacional, fazendo do Brasil o maior responsável pela sua bilheteria fora Estados Unidos.

Em questão de bilheteria A Culpa é das Estrelas já ultrapassou Crepúsculo e o primeiro Jogos Vorazes. Ainda falando em números, ACEDE tem 80% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes e tem média 8,5 no IMDb, ótimos números. Lembrando que o filme é baseado no livro homônimo lançado pelo autor John Green em 2012, eu já falei sobre o livro aqui no Blog:

“Quando li a sinopse eu pensei: “Lá vem mais um dramalhão daqueles.”. Não estava esperando nada, apenas abri e comecei a ler, ‘Não pode ser tão chato’ eu pensava.
Sim a história é um pouco dramática, porém isso é amenizado pelo humor negro e tiradas engraçadas da protagonista Hazel e do Augustus. […]” clicando aqui você pode conferir o post completo onde falo sobre o livro.

Vale lembrar que ainda vamos ver mais 2 filmes baseados em livros do John Green no cinema, o primeiro é Cidades de Papel que contará com Nat Wolff (O Isaac de A Culpa é das Estrelas) como protagonista, e o segundo é Quem é você, Alasca? que será dirigido pela Sarah Polley, ambos sem data de lançamento ainda, mas deve chegar em breve. E eu só espero o mesmo nível de qualidade apresentado no A Culpa é das Estrelas.

Você já percebeu os elementos semelhantes presentes em Titanic e A Culpa é das Estrelas? Não? Então clique aqui e veja se faz sentido.

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