Dia 11: a violência do Twitter

Noite de jogo. Noite de final de campeonato.

Uma das coisas mais divertidas do Facebook é assistir ao jogo com o telefone na mão comentando, replicando e bagunçando os amigos.

Faltavam algumas horas para o jogo e bateu um desespero depressivo. Comecei a me ajeitar pra assistir ao jogo num boteco, sabedor de que a prática do esporte de zoar os outros pode ser mais perigosa no mundo real.

Sem sucesso ou coragem, decidi assistir do conforto do lar, mas não sem antes reativar minha antiquíssima conta do Twitter, agora com um monte de funções e comandinhos que eu nunca tinha visto.

Agora há uma página de notícias, que você pode seguir e inserir na sua timeline.

Fiz a besteira de seguir as notícias do jogo e da briga Cunha x Dilma.

A velocidade de tuites é violenta. A quantidade em que eles vão se sobrepondo configura um estupro sensorial.

Sabe aquela história de quando você morre sua vida inteira passa na sua frente em 1 segundo?

Só se for via timeline de Twitter.

Para quem estava acostumada com padrão cptm de velocidade nas atualizações do fb, ou o silêncio contemplativo do instagram, a rede das mini frases é um trem bala.

Dá náusea.

E os tuites patrocinados são irritantes.