Despedidas e Chegadas

Têm sido dias assim, de pessoas minhas que vão e de outras que voltam. Vai do abraço a quem chega, quente e de querer dizer para não ir embora, ao abraço aos que vão e levam sonhos na mala.

O que as distingue são o que lhes dou em abraços… o abraço ‘porra, senti a tua falta!’ e o abraço ‘meu, não vás. Fica mais um dia e ensina-me a sonhar mais um bocadinho.’

O que as une é o que eu sei que elas sentem ao chegar e ao partir. O sentimento de mesmice mas de querer ficar mais um pouco.

Pelos dias partilhados com os que vão, ficaram pedaços de sabedoria inconsciente e que guardo no peito até aos próximos:

-Vou para casa.
-Vai. Não faças desvios!

Ele nem imagina o que esse pedacito de nada (para ele) significou para mim. No momento, era tudo o que eu precisava ouvir. Não fazer desvios!

Ou o outro que veio para casar e pergunta:

-E tu? Quando te casas?
-Nunca!
-Quando chegar a pessoa certa, tu vais saber! Acredita em mim!

E é isto o meu rol de gente, gente que vai e acredita e gente que volta cheia de sonhos e vontades como eu voltei.

E é por essa gente que levei no peito e trouxe e permanece que não vou fazer desvios, que não vou desistir e que vou chegar onde quero.

E quanto a casar, Amigo, pensar nisso seria um desvio nesta altura.

Vou ali amar-me um bocado. É o que esta gente me ensina quando vai e volta e quando eu vou e volto.

Luv, M.

P.S.: já tenho saudades vossas!

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