Se você tá buscando seu primeiro emprego ou tá afim de dar um passo em uma nova direção de carreira, esse texto é pra você!

Augusto Nogueira
Jun 6 · 11 min read

Na Eureca, a gente fala com bastante frequência sobre algumas palavras nas quais acreditamos: empatia, vulnerabilidade, consciência, autogestão e diversidade.

Aqui, vamos abordar essas palavras como valores para se ter e viver na sua jornada em qualquer tipo de processo seletivo, seja pra um estágio, um trainee, um prêmio ou competição.

Se você mantiver essas cinco palavras em sua memória e nas suas atitudes, vai conseguir se destacar nesses momentos desafiadores.

A gente escolheu esses termos pra abordar pois sabemos da grande tensão criada em momentos de cheque, como esses, e vemos no mercado uma série de conteúdos abordando “valores de super-heróis”, como coragem, liderança, persistência, entre outros.

E queremos trazer uma nova perspectiva sobre o que é valorizado quando empresas estão no delicado e importante momento de selecionar novos(as) colaboradores(as).

A cada valor abordado, vamos te dar mais um bônus: vai rolar uma indicação de conteúdo pra você iniciar, e ao mesmo tempo aprofundar, seu conhecimento no tema. Aproveite essas indicações pra evoluir!

Topa abrir sua mente com essa nova perspectiva?


Empatia como premissa

Você já deve ter passado pela experiência de um processo seletivo: um ambiente novo, com muita gente que você não conhece, todos com o objetivo em comum de conquistar uma vaga profissional (muitas vezes a mesma, inclusive).

Como se a atmosfera de competição já não fosse suficiente pra te estressar, você ainda tem que passar por um número de desafios capciosos e com um tempo bastante limitado. A cada etapa, a tensão sobe, pois o tempo investido te lembra que você tem ainda mais a perder caso não conquiste o objetivo final.

Não é fácil.

E sabe de uma coisa?

Todas essas pessoas desconhecidas que estão no mesmo ambiente que você sentem praticamente a mesma coisa!

E vocês têm uma oportunidade maravilhosa, quase sempre negligenciada inconscientemente… a de se conectarem por meio dessa tensão pra construírem uma experiência compartilhada de superação.

Fazer isso é mais simples do que parece. Basta você questionar em si mesmo(a) “o que me faria superar esse estresse e mandar bem hoje?” e agir de acordo com as respostas dessa reflexão para com todas as pessoas que estão nesse momento contigo.

Afinal, ao acessar esse nível de empatia, você vai colaborar pra criar um ambiente onde todos, inclusive você, performam na sua melhor condição.

Aproveite os momentos de break pra compartilhar um pouco desse seu receio e construir um senso de coragem coletiva.

Ao fazer isso, você estará treinando — e demonstrando capacidade — de construir um clima organizacional forte e orientado a soluções criativas.

Isso é um parâmetro importantíssimo avaliado por qualquer gestor ou gestora de uma empresa.

  • Dica de conteúdo: neste vídeo curto, a Dr.ª Brené Brown explica o que é empatia. Como vamos indicar outro conteúdo dessa escritora em breve, a indicação de livro para este ponto será “O poder da empatia”, por Roman Krznaric.


A força da vulnerabilidade

O principal padrão de mercado e até de conteúdos pra desenvolvimento abordam “valores de super-heróis” que todas as pessoas devem manifestar para conseguir destaque e apreço aos olhos de gestores e gestoras, como abordado antes.

Ter e demonstrar coragem inabalável; falar com voz forte, imponente e demonstrando presença; estudar o tempo todo, ininterruptamente, para sempre ser melhor que a concorrência… são tantas demonstrações de força que a gente aqui na Eureca fica se questionando o quão sustentável isso realmente é. E o quão verdadeiro é.

Não temos uma resposta final, pois perseverança, coragem e resiliência realmente são valiosos. Mas pra gente, isso nasce de um lugar diferente.

Nasce da fonte verdadeira de força: a vulnerabilidade

Pode parecer controverso, mas se você tiver conhecimento e acesso livre a tudo aquilo que te remete às suas imperfeições, você vai ter uma riqueza única de consciência (spoiler, vamos falar dela no próximo ponto) sobre o que te faz humano.

Vulnerability sounds like truth and feels like courage. Truth and courage aren’t always comfortable, but they’re never weakness.” — Brené Brown.

Somente quem conhece suas imperfeições sabe onde e como deve se melhorar. E não a fim de tornar-se perfeito(a), mas sim de tornar-se evoluído(a) em seus próprios termos e prioridades.

Essa vulnerabilidade te abre para um mundo de aprendizados.

Na prática, pergunte-se “o que eu preciso aprender? E o que eu quero aprender?”. Simples assim, você vai descobrir o caminho a seguir.

E se você ousar compartilhar isso com pessoas próximas, vai aprender com o melhor dessas pessoas.

Um dos aspectos mais valiosos da liderança é justamente a vulnerabilidade: líderes acessam constantemente suas imperfeições, pois delas nascem a evolução real e até inovações únicas e valiosas.

Em um processo seletivo, conhecer suas fraquezas e manifestá-las com aceitação vai fazer com que outras pessoas possam se abrir com você e vocês possam se complementar para serem uma equipe forte e em destaque.

Algumas pessoas sucumbem ao medo e à introspecção e acabam se apagando, não sendo notadas. Busque essas pessoas com intenção genuína e envolva-as no momento, dando abertura para participação. Assim, você vai demonstrar sua capacidade de ser responsável por trazer o melhor de todos, e isso é um parâmetro muito importante aos olhos de avaliadores.

  • Dica de conteúdo: como prometido, o livro da autora Brené Brown, “A coragem de ser imperfeito”. Um bestseller e leitura obrigatória para quem quer acessar sua vulnerabilidade. E também um famoso TED Talk da mesma autora.

Consciência sempre presente

  • Por que você tá prestando um processo seletivo?
  • Você quer estar fazendo o que está fazendo agora?
  • Você quer mesmo essa vaga? Por que?
  • O que você tá fazendo certo? E errado?
  • Onde e de quem você precisa de ajuda? Você chamou essas pessoas pra te ajudar?
  • Como os seus pontos fortes podem te fazer destacar no processo?
  • Como os seus pontos fracos também podem fazer isso?
  • Quais perguntas podem te ajudar a manter-se consciente ao longo do processo?

Sim, começar esse tópico com perguntas foi um ato intencional.

Pois a consciência é alimentada pelo ato de sempre perguntar e não de sempre responder.

Como vivemos em correria, tendo que atender as aulas e estudar pras provas, responder os e-mails de gestores, clientes e stakeholders, responder as mensagens da família e amigos, assistir as séries e ler os livros que temos vontade, comer, dormir, lavar as louças, levar o cachorro pra passear, limpar a casa, se arrumar pra sair… ufa.

As vezes não dá nem pra respirar, quanto mais pra pensar!

E é aí que a gente prioriza só o fazer. Isso é o nascimento da inconsciência.

O ato de parar é culturalmente evitado na sociedade como um todo.

Até aqui neste post, consciência tá em terceiro lugar. Imagina se estivesse em primeiro. Será que ajudaria? Imagina se fosse o único tópico, pois consciência é um tema digno de ter conteúdo dedicado só pra si.

Mas ela tá no meio justamente pra ser uma reflexão: no meio de tudo, a gente precisa parar pra pensar com qualidade e calma.

Essa atitude pode te trazer benefícios incríveis, como clareza sobre suas atitudes, poder de tomar decisões e a chance dessas decisões serem realmente relevantes pro seu crescimento. Imagina só a importância disso para uma organização… por isso que é algo tão valorizado (e buscado) nas empresas.

Manter a consciência sempre presente é praticamente impossível, até porque é também faz bem ter momentos pra espairecer, desligar. Mas não deixe a consciência ficar sempre ausente. Ela vai te ajudar a chegar onde você realmente quer.

Uma peculiaridade importante sobre a consciência é que, se ela nasce de perguntas, as respostas para essas perguntas não são e nem precisam ser constantes ou fixas. Em diferentes momentos da sua vida você terá diferentes respostas pras mesmas perguntas que se dispor a fazer pra si mesmo(a).

E isso é bom.

Você é um ser mutável e em constante evolução, então as diferentes reflexões que tiver sobre mesmos parâmetros serão sinais positivos. Estagnação é um sintoma negativo sobre a consciência.

E como a consciência pode ser evoluída sobre diferentes aspectos, vamos dar uma sugestão de conteúdo que alguns membros da Eureca têm estudado mais afundo, e que tem trazido bons resultados. Mas sinta-se a vontade para buscar suas próprias fontes de consciência.

  • Dica de conteúdo: o livro Atenção PlenaMindfulness — de Danny Penman e Mark Williams, é uma boa forma de evoluir conscientemente. Mas até uma conversa pode te levar a ter insights valiosos sobre suas prioridades.

Trabalhar e viver a Autogestão

Essa palavra pode ser nova pra você.

Autogestão é um valor (e uma metodologia) importante do sistema de gestão que a Eureca utiliza hoje. Só pra dar mais contexto, esse sistema de gestão é o sistema do Grupo Anga, que é aplicado a todas as empresas contidas nele, inclusive a nossa.

Não vamos aprofundar em como ela é vivida aqui, mas sim em como você pode ter nela uma fonte de aprendizado, produtividade e responsabilidade pessoal.

De acordo com nossa principal referência, a Target Teal, Autogestão é definida como:

“Conjunto de práticas organizacionais que buscam distribuir a autoridade, dando clareza de responsabilidades e o máximo de autonomia a cada integrante da organização. Nesse caso, as pessoas deixam de reportar a um superior, porém seguem um conjunto de regras e acordos firmados coletivamente. Esses acordos formam uma estrutura organizacional que não exige que todos tenham o mesmo poder de decisão e autoridade, apenas deixa claro como isso é feito e impede a relação de chefe-subordinado.”

Essa noção introdutória explica a aplicação do termo no contexto de uma organização, mas e no nível individual?

De maneira natural, você já vive a Autogestão no seu dia a dia. Você tem responsabilidade e poder de escolha sobre suas decisões cotidianas. Algumas são mais automáticas, outras mais complexas.

O que acontece é que costumamos não usar metodologias para trazer disciplina para essas decisões e as tarefas inerentes a elas.

Para aprimorar o uso dessas metodologias, as dicas de conteúdos vão ser um pouco mais extensas e numerosas.

Mas antes de falar essas dicas, tenha em mente que a autogestão tem grande relevância nos modelos de trabalho daqui pra frente, com o avanço da tecnologia. E ela é central para o desenvolvimento de liderança.

Termos como “responsável”, “autogerido(a)”, “accountable”, “organizado(a)”, “bom/boa com metas”, entre outros, são cada vez mais encontrados em descrições de vagas em diferentes cargos de empresas.

E se você dominar a Autogestão vai ter desenvolvido e comprovado para si que domina todos esses termos. Para isso, não há segredo: você precisa praticar.

Encontrar seu método de trabalho ideal, seu estado de flow.

É importante lembrar que a Autogestão parte de um princípio importante de autorresponsabilização, então você é quem vai definir como aprender e aplicar. Explore as dicas, sem deixar nenhuma pra trás, e desenvolva-se de acordo com suas próprias prioridades.

Mantenha ativa a sua curiosidade e atitude.

Para dar um empurrãozinho nessa direção, se liga nas dicas.

  • A Target Teal é a principal indicação. Com conteúdos profundos e, ao mesmo tempo, práticos, você pode aprender sobre a Autogestão sob uma perspectiva cultural. Pra começar, dá uma olhada no artigo de onde tiramos a definição citada acima.
  • O livro Reinventando as Organizações, de Frederic Laloux, é um conteúdo bom pra aprofundar o conhecimento. Ele aborda este e diversos aspectos para criar organizações inspiradas no próximo estágio da consciência humana.
  • O livro Essencialismo, de Greg Mckeown, é uma indicação mais indireta, pois não aborda exatamente o tema, mas sim reflete sobre priorização e escolhas assertivas, que é um grande ingrediente da Autogestão.
  • Pra aplicar metodologias e melhorar sua produtividade, o Trello, o Toggl e o Google Calendar, usados juntos, podem te ajudar a disciplinar sua demanda e sua agenda. Essas ferramentas são bons exemplos do que usamos aqui, mas existem inúmeras outras que você pode testar e encontrar a que sente-se melhor usando. Comece por elas, mas não pare por elas.

Valorizar e ser diversidade

Os ambientes de processos seletivos exalam diversidade: uma sala com várias pessoas majoritariamente desconhecidas entre si, todas incubidas de gerenciar desde primeiras impressões até impressões aprofundadas em uma velocidade enorme.

Isso tende a tornar as pessoas mais fechadas, e você vai com certeza prosperar se escolher aceitar, valorizar, aplicar e ser essa diversidade.

Quem sabe gerir o desconhecido, o caos, sabe muito bem gerir o conhecido e o previsível.

Aproveite esse ambiente pra potencializar o que há de melhor na diversidade, aceitando com abertura, genuinidade e curiosidade as habilidades e traços das outras pessoas. Sobretudo daquelas com quem você vai ter de trabalhar ao longo do dia, afinal vocês vão compartilhar um ou mais objetivos durante a experiência.

Essa mentalidade, inclusive, é útil para todos os aspectos da sua vida.

Enfim, não tem como “treinar diversidade”. Mas participar de diferentes experiências e conversar com pessoas diferentes te leva a aprender a respeitar e valorizar mais o diferente.

Ir em festivais, em eventos culturais em geral, consumir conteúdos fora do seu “padrão pessoal”… sair da sua zona de conforto vai te fazer viver mais a diversidade.

  • Dica de conteúdo: como dito antes, diversidade não se treina, mas sim se explora. Pra te colocar num lugar diferente a ser explorado, o conteúdo vai ser uma série. Assista Dirk Gently’s na Netflix. Depois, explore. Busque o diferente com carinho e curiosidade.

Essa “nova abordagem”, como chamamos, não é uma receita e não tem certo e errado. Com certeza, não é binária ou exata.

É apenas uma nova visão sobre algo que você pode consumir muitos outros conteúdos padronizados e ultrasimplificados.

Em todos os nossos conteúdos, vamos te convidar a ir adiante e explorar pela sua própria ótica, mas te indicando o que funciona pra nós.

Se você evoluir nesses valores, com certeza vai ter um desempenho ótimo nas oportunidades que criamos aqui e em muitas outras, afinal, a inovação é muito valorizada em qualquer empresa.

Mas isto é, ao mesmo tempo, um convite pra construir com a gente.

Então, o que você concorda e discorda sobre o texto? Onde ele está bom e onde tá ruim?

Conta mais, a gente vai adorar te ouvir (ou ler, né, hehe)!

Esperamos que te ajude de alguma forma… e até mais.


Ah, não esquece de deixar seu comentário caso tenha curtido (ou não) esse artigo pra ver se a gente continua nesse caminho (ou não)! E se achar interessante, compartilha cozamigo e cazamiga.

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