Grandes histórias começam com grandes sonhos

Paula Nishi
May 13 · 5 min read

Como o empoderamento feminino fez da Nike um lugar onde as mulheres estão onde deveriam estar: dentro do campo, do escritório e onde mais elas quiserem

“Se mostramos emoções, somos chamadas de dramáticas. Se queremos jogar contra homens, somos malucas. Se sonhamos com oportunidades iguais, estamos delirando”

É dessa forma que o comercial Dream Crazier, lançado no início deste ano, começa. Sob narrativa da tenista mundialmente consagrada, Serena Williams, o vídeo é apenas uma das ações que a Nike tem promovido em prol do empoderamento feminino no esporte. A proposta do comercial era apresentar mulheres reais que, ao quebrarem estereótipos culturais e comportamentais, mostram a força feminina, ao mesmo tempo em que se faz uma provocação sobre as mulheres e como elas lidam com suas emoções em campo.

Além do Dream Crazier, que ressignificou a loucura’’ das mulheres no esporte, a Nike — patrocinadora oficial da seleção feminina de futebol de campo — também lançou, pela primeira vez na história, um uniforme exclusivo e sob medida para a equipe. Até então, o time feminino utilizava calções e camisetas com modelagem masculina. Agora, além de oferecer mais conforto às jogadoras, o novo uniforme também carrega uma inscrição na parte interna, escrito “Mulheres Guerreiras do Brasil”, uma homenagem da Nike à seleção feminina.

“É um orgulho muito grande poder representar o país, levantar a bandeira do futebol feminino e conduzir a camisa da Seleção a mais uma Copa do Mundo. Sempre me inspirei em craques como Marta, Cris e Formiga, guerreiras que tanto fazem pela modalidade. Hoje, estou ao lado delas. Tudo vale a pena pelos nossos sonhos’’ — destacou Andressa Alves, atacante da seleção, ao portal oficial da CBF.

Essas iniciativas também trazem resultados financeiros, afinal, não se pode negar o potencial de compra do público feminino. A Nike faturou US$ 34 bilhões em 2017 e, desse valor, a meta era alcançar US$ 6 bilhões em vendas diretas para mulheres. Meta batida! Entretanto, é preciso entender que, além de uma estratégia de vendas, a Nike tem se posicionado e realizado ações efetivas para incluir as mulheres no esporte. Um exemplo disso são os coletivos apoiados pela Nike, como o Jogue como uma Garota’’, Passa a bola, as quadras também sempre foram nossas’’ e Pelado Real FC’’, nos quais são realizados treinos periódicos e abertos para todas as mulheres que queiram bater uma bolinha e, claro, fortalecer o futebol feminino.

Nas quadras, o apoio da Nike pela inclusão feminina no esporte está bem claro. E dentro de seu próprio escritório?

A Vanessa Gomes, atual estagiária da Nike, é um exemplo vivo de como o esporte pode encurtar distâncias e empoderar mulheres. Nesse momento, escolhemos dar voz à Vanessa e, agora, você poderá conhecer a sua história:

Comecei a jogar futebol desde pequena, por influência da minha irmã mais velha. Minha primeira quadra havia sido um campo de terra batido em frente a minha casa que, carinhosamente, chamávamos de ‘campinho’. O primeiro time do qual fiz parte era misto, entre meninos e meninas. Na época, não tínhamos um time feminino.

Vim de uma região aqui de São Paulo onde, infelizmente, poucos são os lugares em que encontramos apoio e local adequado para a prática do esporte. Infelizmente, na maioria deles, você encontra uma predominância masculina. E, infelizmente, aos poucos, fui entendendo como era a sensação de você ser uma menina que joga futebol. E sempre foi doloroso. Desde a maneira em que todo mundo questionava se, de fato, você sabia o que estava fazendo ali, até a forma como duvidavam da sua capacidade em campo.

De fato, temos poucas oportunidades para falar sobre isso. Além de diversas questões que envolvem a falta de representatividade e inclusão da mulher no esporte. E quando se trata de futebol, um esporte predominantemente dominado pelo universo masculino, isso pode acabar se tornando algo ainda mais complexo e tendencioso.

Continuei jogando bola até meus 13 anos e acabei resolvendo parar, pois não tinha apoio e, a partir desse momento, passei a ficar extremamente desconfortável em quadra. Guardei esse assunto a sete chaves. Porém, sentia uma necessidade de me posicionar como mulher e como uma mulher apaixonada por futebol.

Assim que comecei a fazer parte da Nike, percebi que estava cercada por um time disposto a acreditar nisso, até que a oportunidade veio: Tudo começou em um campeonato interno (Copa Ekin), tradicionalmente realizada em ano de Copa do Mundo, que trazia pela primeira vez a oportunidade de ocorrer jogos também entre times femininos. Logo de cara, levantei a questão de que não teríamos mais mulheres a fim de participar dos jogos. Mas essa era, finalmente, minha chance de voltar a jogar. O “campeonato feminino” iria ser decidido em um único jogo, devido ao baixo número de mulheres em campo. O jogo foi tranquilo, mas a hora de ganharmos as medalhas foi um momento nostálgico. Relembrei a época em que jogava no campinho: enquanto um time masculino poderia comemorar sua vitória, o nosso time comemorou de forma tímida e discreta.

Entretanto, foi nesse momento que me dei conta de que poderia encorajar outras mulheres a jogar. Eu sonhava com o momento no qual poderia dizer a elas o que gostaria de ter ouvido antes, e que elas soubessem que não estamos sozinhas nessa jornada. Que devemos ter umas às outras. É possível se tivermos oportunidade.

Toda essa atmosfera contribuiu para me inspirar e poder compartilhar essa mensagem em uma de nossas reuniões de funcionários. Com o microfone na mão, pude deixar claro a todos que tudo o que precisávamos era de uma chance. Muitas meninas se empolgaram desde então e, o time que antes não existia, não parou de crescer.

Acreditaram em mim e nas minhas palavras da mesma maneira que acredito em todas nós. Não é só sobre futebol, é sobre oportunidade e acessibilidade ao esporte para mulheres’’

Se inspirou? A história da Vanessa também pode ser a sua. Afinal, grandes histórias começam com grandes sonhos e, para realizá-los, a gente só precisa de uma oportunidade para transformar o futuro e deixar um legado. Quer começar essa trajetória agora? A Nike está com inscrições abertas para o seu Programa de Estágio 2019. É só se inscrever nesse link até o dia 17/05.

Confira o vídeo oficial da oportunidade aqui:

Estágio Nike 2019 | Nascidos Para Vencer: Inscrições até 17/05 pela plataforma da Eureca

Curtiu? Deixe seu comentário abaixo e, caso tenha alguma dúvida sobre o processo seletivo, vem bater um papo com a gente pelo e-mail (eu@eureca.me) ou nos chats das nossas redes sociais.

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