Malala no Ibirapuera: defesa da educação para meninas Foto: Edilson Dantas. O Globo.

Malala, Juventude & Esperança

Ou por quê você deveria incentivar os jovens.

No final da tarde de ontem (09/07/2018), a paquistanesa Malala Yousafazai, a mulher mais jovem da história a receber um Prêmio Nobel da Paz, esteve em São Paulo debatendo sobre educação, empoderamento feminino, política e transformação social com a presença de outras lideranças como Ana Lucia Villela, Tabata Amaral e Dagmar Riviera.

Augusto Júnior, líder do Time de Conhecimento da Eureca, acompanhou a palestra de Malala e escreveu algumas palavras sobre o poder e a importância da juventude.

Leia na íntegra o texto. 👇

Juventude, nossa esperança

Nos últimos tempos o mundo corporativo vem discutindo rotineiramente sobre a juventude e seus impactos nos negócios e na sociedade. São livros, eventos, artigos, reportagens, estudos e análises sobre essa nova geração de profissionais e sua rede de complexidades.

No entanto, você sabe por que o tema ficou em tanta evidência?

Gostaria de compartilhar alguns fatores fundamentais para essa discussão estar emergindo com tamanha força:

  1. O Brasil, na última década, viveu o chamado Bônus Demográfico, fenômeno que ocorre quando há proporcionalmente um maior número de pessoas em idade ativas aptas a trabalhar. Nosso país possui mais de 50 milhões de jovens. O aumento da população nessa faixa etária começou no início da década de 2010 e seu auge ocorrerá em 2020, de acordo com pesquisadores.
  2. Segundo um estudo das Organizações das Nações Unidas (ONU), o Bônus Demográfico está ocorrendo em 59 países: dos 7 bilhões de habitantes na Terra aproximadamente 1,8 bilhão são jovens na faixa de idade considerada apta para participar ativamente no mercado de trabalho.
  3. Além da questão quantitativa e dos números reveladores sobre o potencial demográfico da juventude, também conseguimos analisar a juventude pela lógica da influência comportamental. Se olharmos com cuidado para o dia-a-dia, constataremos que um Millennial, geralmente, influencia os hábitos de consumo da família e dos pais.
  4. Pela primeira vez na história temos mais de três gerações vivendo na mesma época na sociedade e, mais importante para esta reflexão, dentro das organizações.

Embora as discussões sobre juventude tenham ganhado relevância nos últimos tempos, por diversas vezes me deparei com palestras e debates que tratavam o jovem por um viés negativo.

Não é raro escutarmos que a atual geração de jovens pode ser definida como “Geração Nem-Nem”, “Geração Mimimi” ou “Geração Fast-Food”.

Tenho consciência de que a nossa geração possui diversos defeitos e dificuldades, assim como todas as outras. No entanto, o que me deixa chateado é a generalização e a rotulação a partir de argumentos frágeis e, muitas vezes, sem embasamento.

Faço parte de uma geração plural: são mais de 52 milhões de Millennials e Centennials realizando transformações sociais e remodelando nossas vivências e experiências diárias.

Somos maiores do que qualquer generalização.

Atualmente, sou um dos líderes da Eureca, empresa do Grupo Anga que tem como propósito “empoderar a juventude que vai liderar as organizações e empreender as transformações que o mundo precisa”.

Sendo assim, quero aproveitar esse espaço de reflexão para trazer alguns pontos para que você comece a defender a importância dos jovens:

  • Existem diversos estudos e pesquisas renomadas que abordam o potencial e as qualidades das novas gerações de jovens. O Millennial Survey feito pela Telefônica, a pesquisa Millennials feita pela Delloite em 36 países e o estudo do World Economic Forum são excelentes exemplos.
  • Falar de juventude é falar do futuro, é falar de esperança, de continuidade. Somos a próxima geração de líderes das organizações, precisamos do apoio e do suporte das outras gerações.
  • Segundo alguns estudos, até 2030 os Millennials liderarão a maior parte das organizações mundiais.
Conexão Sicoob — Projeto desenvolvido pela Eureca.

Bem… dito tudo isso, não tenho como não me lembrar das palavras do compositor Gonzaguinha:

“Eu acredito é na rapaziada…”

Temos uma multidão de jovens querendo fazer a diferença.

Temos tecnologias que nos apoiarão na criarão soluções em escala para os grandes problemas mundiais. Temos uma sociedade caminhando para a expansão da consciência nos negócios, no trabalho e nas relações humanas.

Possuímos um ecossistema de juventude protagonista global se fortalecendo por meio de diversos movimentos e iniciativas, como o Movimento Empresa Júnior, AIESEC, Global Shapers, Fundação Estudar e ProLíder.

Não tenho dúvidas: a geração de jovens é a esperança para um mundo melhor.

Malala, você é uma inspiração. Obrigado por me lembrar o potencial da juventude. Obrigado pela reafirmação da esperança!


Augusto Júnior é Líder de Desenvolvimento na Eureca, Professor convidado da Fundação Dom Cabral e Colunista no vlog da Revista Hsm Managment.