“A person reaching their arm out underwater and making a thumbs up motion.” by Cristian Álvarez on Unsplash

Por trás de todo NÃO em um processo seletivo, existe um SIM para os aprendizados!

Em algum momento na vida as coisas não sairão como você imagina. Ok. Respire fundo três vezes. Está tudo bem.

Quem já participou de um processo seletivo sabe o quão desgastante é cada etapa. A necessidade de provar que possui competências suficientes para fazer parte de uma empresa que esteja alinhada com seus valores e objetivos profissionais é desafiador.

Quando chega o momento do desafio presencial, o clima geralmente é de tensão, salvo exceções. Nesta fase ter uma boa gestão das emoções pode ser decisivo no resultado final.

Até aqui tudo bem. Eis que chega a deliberação (feedback se o candidato passou na entrevista). As mãos ficam suadas, as pernas tremem, o coração acelera e a resposta que vem do RH é:

“Obrigado por sua participação e esforço, mas no momento seu perfil não é adequado com o que a empresa está procurando.”
Photo by Milada Vigerova on Unsplash

Uma pausa súbita na sua expectativa toma conta do seu corpo e você respira fundo, pensando qual é o próximo passo…

A partir daqui, cabe somente à você escolher como irá reagir à esta notícia.

No livro MINDSET de Carol S. Dweck, foi feito um estudo sobre o que diferencia pessoas que fazem sucesso e outras não. Uma das razões segundo Carol, é que existem dois tipos de mindset: fixo e o de crescimento.

As pessoas com tendência ao mindset fixo irão olhar para este processo e provavelmente ecoarão pensamentos do tipo: “minha vida é lamentável”, “sou um fracasso total”, “nada de bom me acontece”.
Elas tendem a lidar com o fracasso reagindo com comportamentos do tipo: “vou encher a cara que ganho mais”, “vou ouvir música e ficar na bad”, “vou ficar no quarto o dia todo”.

Mas lembre-se que foi apenas mais um processo seletivo. Entre tantos outros que existiram e existirão. Nada do que aconteceu é catastrófico ou irreversível.

Já as pessoas com mindset de crescimento tendem à olhar para este processo e pensar: “chegar até aqui mostra que estou no caminho certo, mas que preciso ajustar alguns comportamentos para ser selecionado”, “não foi desta vez, mas me candidatarei para próximos processos”.
Eles tendem a lidar com o fracasso reagindo com comportamentos do tipo: “seria legal colher o feedback para saber onde posso melhorar”, “conversarei com os outros participantes para eles me falarem como posso evoluir para uma próxima oportunidade”.

Qualquer que fosse o seu mindset, você ficaria chateado. Isso é natural. Quem não ficaria? Mas a diferença é que as pessoas com mindset de crescimento não se desesperam, continuam a se esforçar e enfrentar novos desafios. Elas sabem que é preciso tempo para que o potencial floresça.

Assim diz Carol Dweck:

Mas como identificar seu mindset?

Observe como você reage às situações.

A seguir, faça o exercício escolhendo uma das alternativas antes de continuar sua leitura.

Por exemplo em uma aula de inglês. O professor chama você para falar sobre um texto que você escreveu como tarefa de casa.
Qual sua reação primária?
a) Minha capacidade está em jogo. Ficarei atento para ver a reação dos colegas olhando para mim, quero observar a fisionomia do professor enquanto me avalia.
b) Sou iniciante e estou aqui para aprender. Sei que minha pronúncia no inglês não é a melhor, mas é exatamente por isso que estou fazendo este curso, agora é uma ótima oportunidade de ver o quanto estou conseguindo me desenvolver.

Escolheu? Pode seguir então…

Se você escolheu a alternativa a), provavelmente você tem um mindset fixo. Se a sua resposta foi a alternativa b), você provavelmente tem um mindset de crescimento.
A grande diferença entre eles, é que o mindset de crescimento enxerga o esforço como algo bom e que o tornará você inteligente ou talentoso, enquanto o mindset fixo enxerga que o esforço é tedioso e ruim. Ele indica que você não é inteligente o suficiente para determinada tarefa.

Benjamin Barber, eminente teórico político, disse certa vez:

“Não divido o mundo entre os fracos e os fortes, ou entre sucessos e fracassos […] divido o mundo entre os que aprendem e os que não aprendem”.

Por fim, fique com algumas provocações:
- O que é sucesso pra você?
- Como você reage quando as coisas não saem como você planejou?
- Quais são suas referências em relação à determinação e resiliência? O que ter estas pessoas como referência diz sobre você?
- Quem você se tornaria caso SEMPRE olhasse aquilo que não deu certo como um aprendizado?

Pode ser difícil mudar, mas é muito mais desafiador ficar estagnado vendo a vida passar e você ser um mero espectador!

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