Sobre essa tal insegurança

e derramar a alma nos textos

Eu não me considero uma pessoa corajosa. Pondero mil e uma coisas antes de tomar uma atitude ou dizer algo. A não ser que você me encontre com sono, converse comigo as 3am, onde vou estar com um sono similar ao entorpecimento de um bêbado. Sim, eu literalmente fico bêbada de sono e falo coisas sem filtro nesses momentos. Poderia dizer que esse é um dos motivos pelo qual quase não tomo bebidas alcoólicas, que eu sou aquelas bêbadas que falam de mais, mas na real eu quase não bebo por outros motivos.

Enquanto aparentemente divago no desenvolvimento nesse texto, me questiono mentalmente se vale o esforço falar sobre minhas inseguranças e sobre o quanto tenho me sentido bem, como escrever tem me modificado. Lembrando que por escrever, falo de publicar online e compartilhar com os amigos através das redes sociais — mesmo que os posts passem batidos e eles não leiam uma linha se quer. Falo da coragem em se apresentar, entre parecer ridícula, infantil, carente, frágil ou necessitada de mais algumas horas de aulas de português.

No final, escrever é isso, derramar toda a alma num texto, com comprometimento a passar uma mensagem, seja ela convencer alguém dos seus pontos de vista, levantar questionamentos ou apenas se mostrar — com medo é claro, pois sempre foi preciso ter um ato de bravura para publicar aquilo que penso, sem filtro, sem cortes.

E será que esses pequenos momentos de bravura me torna uma pessoa mais corajosa? Não sei, mas a cada texto ainda existe uma sombra de dúvida, entre publicar ou não. Um pouco do ego que me obriga a publicar o texto com alguma imagem atraente o bastante para acompanhar o texto, que talvez tire o foco das minhas palavras tortas e te leve para o conforto da sua imaginação.

No final, esse texto não tem sentido algum, são apenas divagações sobre minhas inseguranças.