Sororidade

Ô palavrinha linda mas difícil de botar em prática.
Eu não me digo “FEMINISTA”, sempre costumo dizer que sou “meio feminista”.
Existe uma glamorização em ser empoderada, e espalhar empatia mundo a fora, muito disso veio com a industria musical, quem não quer ser uma Beyonce cantando Flawless com o discurso da Chimamanda Adichie? Mas o buraco é sempre mais fundo, e a mesma Queen B. que traz um “hino” do empoderamento em contrapartida precisa citar a “Becky do cabelo bom”, estamos sempre dando um passo em frente e três para trás!

E quando digo que sou “meio feminista” estou assumindo minhas falhas a ver outra mulher e enxergar a “Becky do cabelo bom”. Eu não sou perfeita, o ideal de perfeição apenas ronda minha mente quando minha autoestima é ferida pela mídia, por comentários de pessoas que me importo ou pela insegurança.

Entretanto fico extremamente incomodada em ver tanta mina “padrão mídia brasileira de aprovação” que ainda sim precisa atacar a outra, mesmo carregando o escudo do feminismo do peito com toda a performance da Queen B.

Sororidade é mais do que ajudar aquela desconhecida que está passando um problema, sororidade é respeitar as características da outra mesmo que não te agrade. É permitir que outra mulher brilhe sem que você queira seu lugar. Sem que você precise a silenciar através de suas inseguranças. Sororidade é saber que tem espaço pras minas todas!

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