8 projetos de jornalismo independente sobre mulheres

E feito por elas, claro

Máquinas de escrever por puro romantismo, todos os projetos são online :D

Tragos boas velhas: dizem que o (bom) jornalismo está em extinção mas ele ainda vive por aí. O que acontece é que mudou os ares, foi respirar e lembrou como é libertador ser independente.

Pincei alguns trabalhos que admiro bastante e costumam aparecer pelo feed. Alguns já são bem conhecidos, outros vieram ao meu saber recentemente. A verdade é que felizmente os projetos jornalísticos virtuais independentes não param de nascer e crescer. Viva!

Dibradoras

Essa é minha mais recente descoberta e surgiu graças a uma amiga querida que é colunista do site. A página aborda, lindamente, futebol feminino sob uma perspectiva que gritava por voz:

Eu, Tu, Elas — Feminismo na prática

Talvez eu tenha sonhado que eu vi esse blog ganhando visibilidade no grupo da Frente Feminista da Cásper, talvez tenha sido isso mesmo — só sei que adoro me desconstruir por ali. O blog é colaborativo e editado pela Helô D’Ângelo, que é jornalista e também faz umas ilustrações incríveis. Os textos são didáticos, têm uma linguagem objetiva e as pautas ó: ❤.

YES WE CAT — Think Olga

É bem possível que você já conheça o Think Olga, que bombou com a campanha Chega de Fiu Fiu, contra o assédio nas ruas, tem um documentário sobre o tema no forno e sempre explode na rede com posts incríveis sobre feminismo. Mas, o que tomou preciosos minutos das minhas semanas nos últimos tempos foi a série de vídeos YES WE CAT. Uma sequência de entrevistas bem preparadas com mulheres inspiradoras e o bônus do cenário genial que interage com, sim, gatinhos fofinhos.

Revista AzMina

A página d’AzMina está sempre lá para aquela hora em que você não tem mais fôlego para “pregar” e defender o feminismo. Um time de peso comanda essa publicação independente e produz um conteúdo fundamental apurado que pode poupar suas mãos de uns textões desnecessários nas redes sociais.

Revista Capitolina

A Revista Capitolina consagrou o sucesso do site com o público adolescente ao lançar um livro que compila os melhores textos já publicados. Trata-se de uma revista online onde os posts do site são organizados por edições. As pautas conversam com o universo adolescente usando uma linguagem empoderadora e anti-padrões.

Nós, Mulheres da Periferia

Conheci o “Nós, Mulheres da Periferia” através do mapa do jornalismo independente da Agência Pública. O projeto é um coletivo formado por jornalistas que vivem na periferia de São Paulo e dá voz a temáticas dessa esfera social sob a perspectiva das mulheres. Além de notícias e agenda cultural, o site já publicou especiais sobre parto, domésticas, Mães de Maio, entre outros.

Lado M

Quem não repara bem no Lado M pode até passar despercebido e pensar que se trata apenas de mais um portal feminino impondo os padrões e rotulando tendências. O site é um portal que empodera ao tratar de temas cotidianos e que estão no noticiário usando uma linguagem adequada ao feminismo e livre de estereótipos.

Blogueiras Negras

Eu poderia ter convidado uma amiga negra para escrever esse parágrafo, já que só ela poderia explicar tão bem o quão importante é ter esse espaço virtual sob o olhar e edição delas. Já que não deu tempo de combinar com nenhuma mana, deixo aberto aqui o convite para que uma negra (re)escreva este parágrafo (eu colo aqui e dou os créditos) e diga o que achou do projeto e por que ele é necessário.


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