Conselho de amiga

“Perdemos um soldado”, a gente brincava dizendo assim quando via a amiga assumir a paixão…

Faz tempo que eu ensaio esse texto. O parágrafo acima foi uma introdução besta (e mal escrita) rascunhada há dois meses. Depois eu pensei em reler todo o meu histórico de WhatsApp para ter fatos que exemplifiquem o que eu quero dizer.

Mas, aí então, eu me dei conta que esse conteúdo factual do meu histórico é tão precioso que eu poderia reunir tudo em um livro de autoajuda e ganhar rios de dinheiro. Só que, veja bem, a fortuna do livro só calharia se o lucro fosse repartido entre as progenitoras do material bruto.

E aí, é nessa hora que eu quebraria as pernas. É que eu acabei perdendo as contas de quantos conselhos impagáveis eu recebi nos últimos meses. É que eu acho que elas não fazem ideia mesmo do quanto eu sou grata por cada textão com dois tiques no meio da madrugada, cada sequência de áudios com 3 minutos de duração.

Eu escutava em looping os conselhos, relia aquele trecho da conversa por umas quinze vezes. Então eu me levantava. Me recompunha. Seguia um pouco mais firme.

Elas disseram que está tudo bem. Que não é errado. Que vai passar. Que elas vão estar sempre lá. Eu não estou sozinha. Nós não estamos sozinhas.

Nunca duvidei mesmo do poder das palavras, mas não tem como não questionar a qualidade dos meus próprios conselhos perante às preciosidades que chegaram a mim nos últimos tempos.

Conselho de amiga vale mais que qualquer “Não se apega não” ou “Comer, Rezar e Amar” da prateleira. Não se vende em farmácia. Talvez em boteco. Conselho de amiga é a coisa mais personalizada que você pode receber em tempos de padrões.

Já tem 3 meses que eu escrevi os primeiros parágrafos desse texto. Concluo hoje e elas acertaram mesmo: tá tudo bem.


Quer receber mais textos como esse? Siga nossa publicação, fale sobre elas e compartilhe!
Nossa Página no Facebook: Fale com Elas
Nosso Instagram: @falecomelas
Nosso Twitter: falecomelass