Bastidores do prazer

Fernanda Polo
Dec 27, 2019 · 2 min read

Segundo estudo feito em 2018 pelo canal Sexy Hot, 22 milhões de brasileiros assumem consumir pornografia. Em uma fotorreportagem, duas atrizes, um ator pornô e o dono de uma locadora de filmes adultos contam a realidade de quem trabalha no ramo, bem como suas vivências e opiniões acerca da desigualdade de gênero na indústria pornográfica.

Reportagem: Luísa Santini/Sextante

Fotos: Fernanda Polo e Júlia Ozorio

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A locadora Zil Vídeo é especializada em conteúdos pornográficos e fica localizada na avenida Osvaldo Aranha, em Porto Alegre. Foto: Fernanda Polo
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O seu acervo é diverso e ocupa três andares, abrangendo conteúdo gay, hétero e até mesmo de zoofilia. Foto: Júlia Ozorio
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Hilton Zilberknop é dono da Zil Vídeo há mais de 30 anos. Segundo o mesmo estudo do canal Sexy Hot, os homens totalizam 76% dos consumidores brasileiros de pornografia. Foto: Fernanda Polo
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O streaming de vídeo adulto responde por cerca de 27% dos serviços de vídeo, de acordo com relatório do The Shift Project. Pedro*, 26 anos, é professor de Biologia e, nas horas vagas, faz performances ao vivo, com frequência semanal. Foto: Júlia Ozorio
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Um estudo publicado no periódico Porn Studies revelou que 52% dos entrevistados homens começaram a usar pornografia para masturbação com 13 anos. Foto: Júlia Ozorio
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No entanto, a pornografia tradicional parece estar cedendo espaço para conteúdos alternativos e experimentais, como o pornô feminista. Produzido por e para mulheres, essa vertente pretende mostrar relações menos estereotipadas e mais próximas do real. Foto: Júlia Ozorio
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Nick Fox, 23 anos, trabalha à noite como bartender e fez seu primeiro filme pornô neste ano. Ela também atua como camgirl quando não está filmando em produtoras. Foto: Júlia Ozorio
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A atriz chama a atenção para a criação de estereótipos femininos e masculinos no pornô. Além disso, para Nick, a desigualdade de gênero aparece também fora do set de filmagem: ela sente que atores e atrizes são tratados de formas diferentes pelas pessoas. Foto: Fernanda Polo
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Nick acredita que a inferiorização da mulher no pornô também se reflete na infantilização dos corpos femininos. Foto: Fernanda Polo
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Júlia* atua como atriz pornô e camgirl. No entanto, ela não enxerga essas desigualdades de gênero em conteúdos pornográficos. Para Júlia, todo desejo e todo fetiche são aceitáveis, desde que haja consentimento entre as partes. Foto: Fernanda Polo

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade das fontes.

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Feature é uma publicação de conteúdo jornalístico com…

Fernanda Polo

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Gaúcha apaixonada por Portugal, estudante de Jornalismo na UFRGS e viciada no Instagram. Amante da escrita.

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Feature é uma publicação de conteúdo jornalístico com reportagens especiais sobre cultura, cidadania, saúde, literatura e assuntos internacionais.

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