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        <title><![CDATA[Stories by Aline Bohn on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Aline Bohn on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Aline Bohn on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Convoco a mim mesma]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 01 Feb 2023 14:54:25 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-02-01T14:54:25.516Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Os dias de final de ano vêm carregados e pedem um convite: a passagem para deixar escorrer a minha subjetividade em formato de escrita, já que em tantos momentos do ano senti minha fala insuficiente na manifestação do meu sentir. Essa sensação de necessidade me fez lembrar que dentro de mim mora uma artista. Não sei de qual tamanho e em que canto do meu corpo decide se abrigar, por hora se esconder, mas a artista de mim mesma está aqui.</p><p>Feito chuva, preciso deixar ultrapassar os limites da nuvem. Não importa se vai ser passageira, leve ou granizo. <strong>Não importa o que vai molhar porque agora é sobre mim. </strong>Essas palavras ecoantes precisam se desvencilhar para ganhar território além corpo. Com afeto, peço licença de tudo que estiver no meu caminho pra ensaiar com convicção e firmeza o resgate curativo dessa outra forma de expressão. Tirem suas dores do caminho que eu vou passar de cabeça erguida carregando as minhas. <strong>Não vou atropelar ninguém, mas não sou discreta e o barulho faz parte de mim.</strong></p><p>Nesse espaço de aceitar olhar para a dor e pousar nela, faço uma convocação a mim mesma e me surpreendo com uma grata lembrança: eu tenho tudo que preciso dentro de mim. “Ah, que maravilha que é estar em cardume”, meu aquário provoca. É verdade, <strong>o coletivo me nutre de maneiras densas, mas estar em si mesma tem um sabor especial. O que tenho para me oferecer nem sempre é o melhor, mas é bonito, intenso, profundo e é meu.</strong></p><p>(escrito em dez/2022)</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cc5aab41bdbd" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O molho de tomate e as reflexões inacabadas sobre o Instagram]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 03 Feb 2019 12:36:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-02-03T13:04:44.799Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Há um mês atrás apaguei mais uma vez o aplicativo do Instagram do meu celular. Eu já tinha feito o mesmo umas quatro ou cinco vezes, mas essas saídas duravam pouco mais de uma semana. A primeira vez que apaguei lembro de ter atribuído ao fato de que estava me fazendo mal e pq estava usando demais, daí quis fazer um detox. Essa sensação me perseguiu, mas foi ganhando novas camadas cada vez mais profundas e, chato de admitir, algumas vezes julgadoras.</p><p>A pergunta “pq eu passo tanto tempo aqui?” começou a ser substituída por uma macro pergunta que engloba tantas outras pequeninhas: “mas pq estamos e usamos o Instagram? qual o objetivo?”. Lembro da minha mãe uma vez ter me perguntado o objetivo dessa rede pq ela realmente não sabia e confesso que me bati pra explicar. Acabei respondendo que era uma forma de troca, de referências, de interação/relacionamento. A verdade é que essa resposta me deixou meio envergonhada pq não senti que eu fazia algo útil nessa rede ou que me fazia bem. Pensei em poucas pessoas que lembrei que usam o Instagram com um propósito.</p><p>Mas tem que ter propósito? Em algumas conversas percebi que talvez eu estivesse sendo chata demais e querendo dar significado pra tudo (insuportável, mas meu jeitinho ultimamente). Tentei levar as perguntas pro meu debate interno e observando as pessoas mais próximas de mim. Eu, por exemplo, me senti sendo sugada muitas vezes vendo Stories, me senti tóxica stalkeando pessoas, me senti podre julgando alguém por uma foto, me senti perdendo tempo de vida real, me senti muitas vezes rasa usando essa referência pra me embasar na construção da imagem de uma pessoa. Inclusive, descobri que uma pessoa que estava distante de mim, me via como alguém que havia mudado e agora era super paz e amor. Fiquei assustada. Ué, como eu fui construindo essa imagem de forma tão inconsciente? Como nós nos permitimos construir essas conclusões baseado em postagens?</p><p>Sinto que o mundo, a era de aquário, zeitgeist, seja lá que nome quisermos dar pro contexto atual, nos levou pra uma crise profunda sobre o ser. Gastamos energia pensando num feed bonito (ou seguindo uma tendência atual do jovem porto alegrense, bem trash), fazemos stories pq queremos que fulaninha veja, pensamos em bons horários pra postar uma selfie que só ficamos satisfeitos depois de 15 tentativas, precisamos dos likes e comentários (o biscoito) pra nos sentirmos melhor com a nossa autoestima. Precisamos dessa ajuda pra construir nossa imagem e nos sentir próximos das pessoas. Eu sinto que o Instagram dá essa sensação boa de estar por dentro.</p><p>Ao mesmo tempo que reflito tudo isso, também vejo como uma ferramenta que pode atuar exatamente de forma contrária quando comunicamos coisas importantes e que podem ajudar a jornada de outras pessoas, para pessoas que estão fazendo o corre profissional, como um grande álbum de recordações, pra simplesmente se divertir… Enfim, muita coisa pode ser boa ou ruim, dependendo apenas do jeito que a gente usa.</p><p>Minha reflexão é muito baseada em mim e em quem está por perto. Muitos casos de saúde mental abalada por uma simples rede social. A decisão de dar esse tempo fora é justamente por entender que eu estava fazendo um uso raso, na minha opinião. Quis preservar essa energia que gastava lá pra entender de que forma quero usar esse tempo. Lembro que das outras vezes sentia uma falta absurda, meu dedo rolava automaticamente procurando o app. Dessa vez eu me sinto bem mais serena e colhendo situações que me deixam confortável e feliz de seguir esse experimento. E é enfim agora que chego no molho de tomate!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/762/1*9VM809_rO1M9SzmTVA6rUg.jpeg" /><figcaption>foto meramente ilustrativa pq o molho da minha amiga é mais lindo e comi tudo antes de tirar foto ❤</figcaption></figure><p>Peguei um Uber com a minha amiga, que também é minha colega de trabalho, e ela me falou “ah, sábado fiquei um tempão fazendo os molhos”. E eu não entendi muito bem, perguntei que molhos eram, como assim. Ela me disse “tu não viu no Instagram?”. Eu não tinha visto pq não estava mais lá e pedi pra ela me contar. Rolou uma ideia de fazer molhos de tomate orgânico e ela fez junto com o namorado. Fizeram muitos potinhos caseiros deliciosos pra vender. Eu ouvi toda a história com o brilho nos olhos dela, que estava feliz pela energia de ação. Ouvi detalhes sobre os potes, sobre a entrega, sobre como foi legal fazer isso com o namorado. Eu senti a alegria dela estampada ali na minha frente. Eu amei! Eu amei não saber antes de ouvir na voz dela, amei que tínhamos uma novidade pra conversar.</p><p>Quantas vezes a gente vai conversar com alguém e simplesmente já sabe tudo. “Ah sim, eu vi no Instagram”. Eu achei tão legal a sensação de não saber, de ter a oportunidade de sentir o que aquilo tudo representava. Eu fiquei tão feliz quando peguei um pote. Fiquei tão feliz ontem fazendo uma massa pra janta com o molhinho que a minha amiga carinhosamente fez. Eu me senti tão real em toda essa história.</p><p>Senti muita vontade de compartilhar isso tudo. Não me sinto especial por estar fazendo esse experimento. O comportamento da desconexão também é uma tendência mundial. Seria muito ingênuo da minha parte não observar que absolutamente tudo é reflexo de tantas outras variáveis. Mas independente, me sinto consciente nesse processo. Consciente de que até esse texto pode ser um recurso pra me sentir pertencente. De que amanhã posso baixar o app de novo. Não sei. Infinitas possibilidades.</p><p>O que considero importante mesmo é que estou fazendo o que acho melhor pra mim nesse momento. Uma decisão tão pequena e do dia a dia, que tem me trazido boas reflexões e situações, como o do molho de tomate. E é isso que tenho tentado me fixar em todas as situações da vida: o que faz sentido pra mim? O que faz sentido pra mim precisa fazer sentido pro outro? Pq eu julgo o outro quando ele não compartilha da mesma opinião que a minha?</p><p>Penso que é preciso reforçar dentro da gente o que tem significado. Limpar o campo pra enxergar com maior clareza o que realmente merece nossa atenção, energia e ação. Aqui, nesse caso, trago o Instagram como um item que foi limpado e a história do molho de tomate como a surpresa que a limpeza trouxe. Abrir espaço pra coisas simples acontecerem é muito mágico.</p><p>O que desejo, nesse momento, para as pessoas que amo é isso. Que elas possam se conectar cada vez mais com a consciência e agir em cima disso pra focar em coisas que querem dispensar a energia. Que a gente se permita, refletir e fazer os experimentos que julgar necessário, mesmo em coisas tão pequenas como apagar um app.</p><blockquote>O que a gente pode fazer amanhã pra experimentar uma sensação nova?</blockquote><blockquote>O que tem sugado nossa energia?</blockquote><blockquote>O que está de lado esperando essa energia?</blockquote><blockquote>Eu tenho conseguido transformar as coisas que quero em ação?</blockquote><blockquote>A forma que que tenho vivido se conecta com o que sinto de verdade?</blockquote><blockquote>Pq eu faço o que faço?</blockquote><p>O Instagram é só uma ponta de iceberg. As reflexões inacabadas são sobre SER. É uma provocação sobre estar atento aos sinais e se sentindo dono do próprio caminho, escolhendo o que parece fazer mais sentido no hoje.</p><p>Te convido a refletir e experimentar o que precisar pra colecionar aprendizados e novos caminhos pq estaremos sempre inacabados, em construção.</p><p>❤</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f26c1842463d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[O lembrete do ovo frito]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 08 Jan 2019 01:31:24 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-01-08T12:13:57.951Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses eu andava bem empolgada com a minha rotina. Ter tudo organizadinho é um super desafio pra mim. Na real, sinto que é dureza pra quase todo humano adulto que conheço. Falando por mim, tenho uma super dificuldade em vencer minhas pautas pessoais semanais. Muitas teorias sobre os possíveis motivos, que passam pela minha priorização externa e vários outras questões que abordo na terapia. Mas o ponto aqui é que numa semana específica eu sentia aquele ar de conquista porque tudo estava bem bonitinho pra acontecer conforme o planejado.</p><p>Saí plena do trabalho já empolgada em chegar em casa e fazer tudo aquilo que havia planejado. Acontece que cheguei em casa e cinco minutos depois de começar minhas atividades, faltou luz. Eu moro no mesmo lugar há mais de ano e não lembrava de ter faltado luz antes. Veio aquela sensação de “ah não! agora que ia dar tudo certo”. Meu cachorro ficou meio sem entender o que estava acontecendo e eu me dividia entre dar atenção pra ele e pensar como eu ia fazer pra seguir meu plano.</p><p>A luz voltou e caiu de novo. Logo volta oficial a luz, mas não quero perder tempo e já vou comer algo pra adiantar as coisas, pensei. Acendi uma vela na cozinha e decidi fritar um ovo no escuro mesmo. Quando terminei de fritar o ovo, a luz voltou. Eu ri sozinha! Pareceu uma piadinha do Universo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*-wlteKRr9Om8Ub-RjHrRhQ.gif" /></figure><p>Mesmo eu estando constantemente em mudanças, achei engraçado como esse mini episódio da minha vida me trouxe reflexão, como se eu tivesse esquecido que a gente não tem controle e que vida é assim mesmo, dinâmica. Me lembrou mais uma vez que o percurso nunca vai ser exatamente como o planejado. Que a gente pode se divertir nesse processo quando as coisas fogem do esperado. E que tem aprendizado e sabedoria em tudo que a gente quiser, até numa história de ovo frito. ❤</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=924de559565b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Pega um fôlego e vai!]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 12 Dec 2017 18:50:03 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-12-12T18:50:03.691Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Você pode se cuidar sem magoar outras pessoas.</p><p>Você pode evitar dores sendo transparente.</p><p>Você pode escolher com amor as palavras e não ser grosseiro.</p><p>Você pode respirar fundo antes de ser imaturo.</p><p>Você pode perceber que está fugindo de um problema antes de explodir.</p><p>Mas às vezes a gente não pode. Pq a gente tem mesmo é que deslizar. Pq em cada escorregão mora um aprendizado. Em cada aprendizado você deixa pra trás um pouquinho de si e reconstrói outro tanto.</p><p>E pode até ser duro aceitar quando você está sentindo dor, mas a vida apresenta aquilo que a gente precisa e tá tudo bem.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b6eafeec4bdb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[O amor é coragem]]></title>
            <link>https://medium.com/@alinebohn/o-amor-%C3%A9-coragem-4973d40aad5a?source=rss-732e5348899a------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 24 Oct 2017 17:50:16 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-10-24T20:50:02.254Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Essa frase nunca fez tanto sentido pra mim.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*7pX3Mf9BEbk5no4788_L7g.jpeg" /></figure><p><em>(ilustra da deusa Edinara Patzlaff — </em><a href="https://www.facebook.com/edipatzlaff/"><em>Leveza</em></a><em>)</em></p><p>É preciso muita coragem pra aceitar que um amor se transformou.</p><p>Amar é tão tão gostoso que a gente não quer deixar de amar. E nem sempre a gente percebe que na verdade não é preciso deixar de amar. É só amar de outra forma. Admitir isso pra si mesmo dói um tanto. Porque às vezes o amor também dói.</p><p>E amor é muito mais do que romântico. Amor é dar um abraço inesperado, é oferecer o lugar para uma senhorinha no ônibus, é mandar uma mensagem de carinho quando alguém precisa. É matar o ego um pouquinho, pular o orgulho quando você sabe que tem plena capacidade de fazer isso pelo outro. É se doar de corpo e alma. É ouvir, dividir, entender, apoiar, perdoar.</p><p>Mas amor também é cuidar de si, é olhar pra dentro, é se respeitar. É saber que amor dado é ainda melhor quando você tem um montão, quando está transbordando.</p><p>Parece óbvio, só que a gente esquece o tempo inteiro e é importante lembrar. Quem está disposto a se permitir sentir, mesmo quando triste, pega a dor pela mão e dança até conseguir entrar no ritmo e aprender os novos passos.</p><p>Vamos dançar? Eu amo dançar. E eu amo amar. ♥</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4973d40aad5a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[As mil aspas da palavra controle]]></title>
            <link>https://medium.com/@alinebohn/as-mil-aspas-da-palavra-controle-86f1cd5f25f5?source=rss-732e5348899a------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 05 May 2017 03:09:52 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-05-05T10:33:42.110Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*a2O9yWbtDGOXg3Ikd0qvUw.jpeg" /></figure><p>No geral, eu me considero uma pessoa organizada. Mas tem umas coisinhas que eu me puxo na bagunça. Tenho um problema sério com disciplina e algumas rotinas de frequência muito fixada. Às vezes tenho até uma raivinha de mim por ser tão relapsa em algumas coisas. Administrar a grana, por exemplo, é uma delas.</p><p>Não tenho grandes gastos e nem sou muito consumista, mas nos últimos meses me perdi um pouco e decidi fazer a famosa planilha no Excel (salva vidas). Na hora de dar o nome veio automaticamente <strong>“controle de gastos”</strong>. E no mesmo segundo me deu uma coisa ruim. Credo, que nome péssimo! Controle?! Deve ser por isso que eu não cuido. É chato demais! Mudei para “monitoramento da bufunfa — agora vai!”. Mensagem motivacional pode funcionar mais do que controle, pensei.</p><p>Pós planilha, numa outra conversa, uma amiga comenta que não curte mais ler/ouvir/escrever <strong>“tem que”</strong> porque simplesmente ninguém “tem que” nada. No dia seguinte, li um texto falando sobre o mesmo sentimento de não curtir essa imposição. E aí, hoje que surgiu um gasto além da minha querida planilha, tudo se misturou aqui e bateu.</p><blockquote>“Controle-se!”</blockquote><blockquote>“Você precisa controlar essa situação”.</blockquote><blockquote>“Você tem que INSIRA QUALQUER COISA AQUI”.</blockquote><p>O teto vai muito além da grana extra que não estava na planilha. Me parece que, para quase tudo na vida, a gente pode planejar, projetar, pensar, refletir, estabelecer metas e objetivos. Mas controle?! <strong>A gente não tem controle de nada.</strong> Essa coisa linda e louca que é a vida, não fica dando recado. Com ou sem planejamento, ela acontece. Pode ser muito perto do que a gente projetou, pode ser completamente distante de tudo que poderia imaginar.</p><blockquote><strong>con·tro·lar</strong></blockquote><blockquote>1. Examinar, fiscalizar, .inspecionar.</blockquote><blockquote>2. Exercer o .controle de.</blockquote><blockquote>3. Ter sob o seu domínio, sob a sua vigilância.</blockquote><p>Enquanto a vida vai nos apresentando coisas novas o tempo todo, a gente vai sambando e lidando. Nem sempre lidamos bem, é verdade. Eu, por exemplo, evolui pra caramba no sentido de ziriguidum na vida. Há uns dois anos atrás eu sentia dor quando um plano mudava. Às vezes ainda faço cara feia, mas agora tento encarar de uma forma mais tranquila.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*nvYVsdIKq6RT5zBktnmriw.jpeg" /></figure><p>O descontrole moderado (calma!) faz a gente ter novas situações para aprender. E esse é um texto muito de Aline para Aline porque eu já tenho consciência que não preciso ter controle de tudo, mas volta e meia as minhas ações ainda dizem isso. O brow Ralph Waldo Emerson diz:</p><blockquote>Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz.</blockquote><p><strong>E eu não quero que o controle fale mais alto.</strong> E mais que isso, se eu ““perder o controle”” não quero que me imponham o que eu ““tenho que”” fazer com isso. Eu não controlo o meu sentir. O sentir vai ser do jeito que vier. Deixa ele vir e me dizer o resto, que aí eu vou parar e cuidar disso. CUIDAR: essa palavra não soa muito melhor? Então pronto, vou ali cuidar da minha grana.❤</p><blockquote><strong>cui·dar</strong></blockquote><blockquote>1. Imaginar; supor; pensar; meditar.</blockquote><blockquote>2. Ter cuidado em; tratar de.</blockquote><blockquote>3. Interessar-se por; trabalhar.</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=86f1cd5f25f5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[O que vem de dentro tem força]]></title>
            <link>https://medium.com/@alinebohn/o-que-vem-de-dentro-tem-for%C3%A7a-88e2f9e34ff?source=rss-732e5348899a------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 26 Mar 2017 23:55:22 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-03-26T23:55:22.649Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Respeita teu coração</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*9RYIvCwsO-915ahsF5x1Bw.jpeg" /></figure><p><a href="https://www.facebook.com/edipatzlaff/">(ilustra da deusa Edinara Patzlaff)</a></p><p>Depois de um final de semana de muita energia externa, parei uns minutinhos para ter um momento mais reflexivo e preencher minha <a href="https://www.mandalalunar.com.br/">Mandala Lunar</a>. Nem sempre preencho, nem sempre consigo (ou me permito) parar esse tempinho para cuidar de mim. Mas quando crio esse espaço, coisas mágicas acontecem.</p><p>Nesse mundão doido de mil horários marcados, correria, novecentas notificações de todas as redes sociais possíveis, correndo contra o tempo que nós mesmos criamos, a gente vai perdendo a capacidade de enxergar e sentir o sutil. Mas sempre é hora de dar aquela pausa, respirar fundo e reorganizar os sentimentos.</p><p>Pq tem muita coisa dentro da gente que merece carinho. Não dá para esquecer de vasculhar.</p><p>E é aí mesmo que eu estou agorinha. Cavando dentro de mim. Estava ali na agenda escrevendo minhas intenções para esse novo ciclo e me veio a vontade de escrever mais do que uma página. Me deu vontade de vir pra cá. Pq escrever é sim uma rica forma de expressar o que está guardadinho dentro da gente. Seja lá o que for, seja lá a forma: deixa vir.</p><p>Em tempos de textão, parece que a gente criou até um medo de expressar livremente com medo do julgamento. E na verdade se fizer sentido para quem está escrevendo, está tudo bem.</p><p>Eu escrevi a vida toda. Em caderninhos, blogs secretos, agendas, blocos…. Tenho vários deles em casa e, em algum momento da vida, deixei para trás. O motivo não sei, mas sinto que esse resgate é importante agora. Que trazer meu sentir para as palavras é uma forma de me respeitar.</p><p>Seguido me pego arrependida e sem energia por ter feito algo que eu não queria ter feito. Pq simplesmente ignorei o que o meu coração e meu corpo diziam. Fingi que não precisa deles. E a verdade é que para estar plena em qualquer coisa que eu fizer, preciso estar de corpo e alma. Se meu corpo e minha alma não querem, faz sentido? Pq eu me obrigo?</p><p>Talvez pq a gente nunca tenha dado atenção a esse cuidado. Afinal, a nossa educação é toda pautada pelo outro. Nos ensinam muito sobre como nos portar diante de várias situações em grupo. Mas alguém nos ensina a como cuidar da gente? Como mergulhar profundamente dentro de si?</p><p>Não me ensinaram e imagino que a maioria das pessoas que eu conheço estejam nesse processo semelhante ao meu: aprendendo na marra, no bom sentido.</p><p>Nunquinha é tarde. Ainda dá tempo. Vamos começar esse novo ciclo tendo consciência que o que tem dentro da gente tem muita força. Dando energia para o que merece nossa energia. Amando em todas as nossas palavras e atitudes. Não esquecendo quem a gente é. Levando verdade em todos os cantos. E respeitando, respeitando demais o nosso coração. <strong>Vamos?</strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=88e2f9e34ff" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[O poder do tapão bem dado]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 25 Mar 2017 14:04:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-03-25T14:04:37.516Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Eu acredito muito no diálogo. Sinto que coloco muita energia para descobrir como conversar de forma cada vez mais calma, consciente, verdadeira, empática e não-violenta. Moleza não é, mas quando rola uma conversa um pouco alinhada com essas características que citei, sinto um gosto de vitória. O amor se manifesta.</p><p>Apesar de ser, na minha essência, uma pessoa brava, nunca fui a mais direta e reta do mundo. Quando ciente de mim (sim pq quem nunca perdeu o controle) costumo tentar encontrar o caminho de passar minha mensagem sem magoar ninguém. Às vezes essa comunicação não fica tão clara, às vezes falta objetividade. E sinto que esse problema não é de quem recebe, mas sim meu, enquanto emissora. Juntando minhas inseguranças e minha doação para o outro, acabo não sendo a pessoa mais objetiva no mundo e não transmitindo meus reais sentimentos e sensações sobre algo. E aí fica a dúvida: tem como ser tudo aquilo que eu disse e ainda ser objetiva? Tem sim. Eu conheço algumas e as admiro profundamente por isso.</p><p>E aí que está o ponto. Nunca fui muito fã da comunicação truculenta. Sempre achei que dá para ter uma pitada de amor nas palavras. E continuo achando, mas rolou um estalo grande aqui pós tapão que eu levei.</p><p>O motivo do tapão que estou processando nesse texto é muito, mas muito importante. Só que se eu fosse explicar, precisaria de muitíssimas linhas. E a intenção aqui também não é falar tanto do “o que” e sim do “como”.</p><p>Existem várias maneiras de dizer que não gostou de alguma coisa. Pode ser um papo entre os envolvidos com palavras bem escolhidas e carinho, por exemplo. É fácil receber uma “crítica” assim. Mas também pode ser uma exposição pública com palavras ressentidas e de raiva, sem preocupação de como o receptor vai assimilar. Dessa forma, fica bem mais difícil.</p><p>Mas pq tem jeitos mais fáceis e mais difíceis? O objetivo não é o mesmo? Pq a forma é assim tão importante? Explicando com base nas minhas últimas experiências: a crítica carinhosa te faz pensar e pode causar vários efeitos legais. Mas a crítica doída é como um tapão bem dado. Ele te tira do lugar, te movimenta de um jeito inesperado, te tira do chão. Te faz ficar tonto, desnorteado, machucado. E essa confusão traz uma reflexão profunda, pq a gente remói a dor até ela passar. E no remoer é que estão os aprendizados.</p><p>Eu não estou dizendo que gosto do método tapão na cara e nem que ele faz sentido em todas as ocasiões e para todos os emissores. Mas até então eu “condenava” esse tipo de atitude, e agora mudei meu sentimento. Continuo sem concordar, mas agora eu estou começando a entender.</p><p>Eu entendo que às vezes um tapão é dado de forma muito consciente. A pessoa sabe que usando esse método o efeito vai ser mais rápido. Sabe que o assunto merece ser tratado com rapidez e se prepara mental e fisicamente para dar esse golpe. Sim, pq atingir alguém assim não é só desgastante para um lado. Imagina só não ter obrigação nenhuma de “bater” em alguém, escolher isso e ainda optar pelo método mais difícil e pesado? Não é só um tapa. É muito mais profundo do que você imagina. O tapa é só uma expressão de mil coisas internas que essa pessoa carrega.</p><p>Levar um tapão é dureza. A gente nunca acha que merece e fica um tempo preso nesse sentimento. A questão não é merecer ou não. Se você levou um tapão bem dado é pq você tem total condições de receber esse sacode. Não vem nada que a gente não possa lidar. E agradeça! Sim, agradeça pelo tapão pq depois que você perder o chão, você vai encontrar a forma de continuar a caminhada. Não vai ser tão moleza encontrar o equilíbrio e seguir, mas quando você conseguir, vai sentir que está mais forte, que colheu muitos aprendizados para o resto do caminho e que sim, o tapão era necessário e valioso.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8e009d9d2fc5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Um teto sobre rótulos]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Aline Bohn]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 31 Jan 2017 11:40:12 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-01-31T12:35:30.924Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/497/1*_xaxn5lOdbXCPa66q5qxKg.jpeg" /></figure><p>Já ouvi muitas pessoas por aí falando que não curtem rótulos, que não querem ser julgadas e nem congeladas como uma coisa ou outra. Na sexta passada o que eu mais queria era um rótulo. Um rótulo bom, claro. Queria ter uma frase de acompanhamento, sabe? Enfim, aquelas crises tensas de personalidade que às vezes surgem na vida. E aí começa o meu teto sobre o assunto.</p><p><strong>Ter um rótulo parece fácil.</strong> Parece que, tendo um, as pessoas sabem o que você gosta, o que você não gosta e já sabem o que esperar das suas atitudes. Um rótulo vem com a composição detalhada no verso. Ser vegano, por exemplo, já traz um conjunto de valores e opiniões associadas a esse estilo de vida. Imagino que seja legal a sensação de quem dorme e acorda junto com os seus valores e alinhado com o que acredita. A pessoa já se torna mega interessante apenas por desconstruir várias coisas até chegar nesse rótulo e sustentar sua consciência dia após dia. <strong>Ela não precisa surpreender ninguém porque está tudo bem: ela sabe quem é, gosta do que constrói diariamente e ainda é útil pro mundo.</strong></p><p>Sim, porque quando você tem o rótulo X ou Y você É alguma coisa, você FAZ alguma coisa e as pessoas reconhecem o valor da sua utilidade pro mundo. Não é maravilhoso? Sem rótulos você é tudo e nada. O começo e o fim, o A e o Z (bj Mutantes). Ninguém sabe muito bem o que você tem pra oferecer. Você é um bocado de tudo e uma pitada de nada. E qual a utilidade de alguém que não tem uma personalidade facilmente decifrável? Que não podemos ler o descritivo na embalagem?</p><p><strong>Essa falta de características, valores ou estilo de vida voltados pra AÇÃO me abalam.</strong> É muito mais estranho e difícil construir um rótulo no campo sutil. Sensibilidade, vocação pra servir, amar, se entregar parece ingrediente básico. Daqueles que não são relevantes o suficiente pra ir no descritivo, afinal é subjetivo, fica no ar e não dá pra pegar. Não se entrega nada pronto, concreto. Qual a utilidade? Como ver valor nisso? Tem como tirar foto?</p><p>Opa! Acho que Entramos em outra camada da reflexão. Eu busco um novo estilo de vida para me orgulhar e para realmente alimentar a minha alma e me fazer bem OU eu busco ser vista de determinada forma? <strong>Eu realmente quero encontrar um caminho que faça sentido e curtir essa caminhada OU eu escolho a caminhada para, literalmente, curtirem meu caminho?</strong> O quanto as redes sociais influenciam nesse processo? Minha opinião é de que muito. Querendo ou não, já faz parte da nossa construção como indivíduo e das nossas relações.</p><h3>PAUSA NO TEXTO.</h3><p>Fui fazer outras mil coisas e abandonei o texto. Já estava entrando no teto do teto e me confundido mais ainda. No sábado à noite precisava assistir a um documentário para um curso no domingo. Eu estava morrendo de sono e decidi ver só a primeira parte. Eis que surge uma pedrada forte:</p><blockquote>“A observação é um ato de criação através das limitações inerentes ao pensamento. Criamos a ilusão de solidez das coisas ao rotulá-las, ao dar nome a elas. O filósofo Kierkegaard disse: ‘se você me dá um nome, você me nega’. Ao me dar um nome, um rótulo, você nega todas as outras coisas que eu poderia me tornar. Você trancafia uma partícula, tornando-a uma coisa, prendendo-a, dando a ela um nome, mas ao mesmo tempo você está criando-a, definindo sua existência.”</blockquote><p>Apenas o meu teto inteiro resumido aí. Eu ri e dei uma congelada, chocada com a <strong>sincronicidade</strong>, mas ainda confusa sobre esses pensamentos.</p><p>Hoje, terça-feira, bem mais serena na matutação, ainda não tenho uma luz e talvez eu não deva ou nem seja a hora de ter. Apenas sinto a grande vontade de compartilhar esse teto. Ao meu expor, eu abro a possibilidade de ser rotulada ou não. <strong>E de tudo isso, ao menos fica um aprendizado: que a gente sempre se permita, independente dos rótulos. </strong>❤</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=73a40fa5a912" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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