<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Anny Caroline on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Anny Caroline on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@annycaroline_45907?source=rss-c62bc93d18f1------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/0*x2liOQp9GHQwQwDn</url>
            <title>Stories by Anny Caroline on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@annycaroline_45907?source=rss-c62bc93d18f1------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Thu, 28 May 2026 21:21:38 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@annycaroline_45907/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Crer-Sendo — Castello Branco]]></title>
            <link>https://medium.com/@annycaroline_45907/crer-sendo-castello-branco-30df52d00088?source=rss-c62bc93d18f1------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/30df52d00088</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Anny Caroline]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 19:12:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-14T19:12:54.827Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Preciso amar de menos<br>De menos a mim, e mais atento<br>Preciso amar atento<br>Atento pra não ceder por dentro</p><p>Por dentro que tá<br>Por dentro que palpita aqui por dentro</p><p>Amar jamais será demais<br>E equilibrar</p><p>Não há, não há, não há<br>Não há porque viver<br>Se não pra crer e ser crescendo sendo<br>Não há, não há, não há<br>Não há porque amar<br>Se não pra semear conhecimento</p><p>Preciso amar sabendo<br>Sabendo que as vezes só eu só, e só<br>Preciso amar eu só<br>Que é só que só me encontro dentro</p><p>Por dentro que tá<br>Por dentro que walkie talkie por dentro</p><p>Amar<br>E equilibrar</p><p>Não há, não há, não há<br>Não há porque viver<br>Se não pra crer e ser crescendo sendo<br>Não há, não há, não há<br>Não há porque amar<br>Se não pra semear</p><p>(Preciso amar de menos)<br>(De menos a mim, e mais atento)<br>Preciso amar<br>(Preciso amar atento)<br>(Atento pra não ceder por dentro)<br>Preciso amar atento</p><p>Não há, não há, não há<br>Não há porque viver<br>Se não pra crer e ser crescendo sendo<br>Não há, não há, não há<br>Não há porque amar<br>Se não pra semear conhecimento</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=30df52d00088" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A (re)descoberta]]></title>
            <link>https://medium.com/@annycaroline_45907/a-re-descoberta-2fa4c8ac6bb0?source=rss-c62bc93d18f1------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/2fa4c8ac6bb0</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Anny Caroline]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 19:02:17 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-14T19:02:17.974Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Estou na biblioteca da minha faculdade, de fone no ouvido, enquanto toca Donny Hathaway com “I Believe to My Soul”. Tenho algumas coisas para fazer — escrever quatro relatórios para a clínica. Escrevo diariamente sobre a observação de comportamentos; com frequência, minha mente se enche de textos, palavras, percepções, registros. Mil abas abertas, e eu me comunicando com todas elas, para todas elas.</p><p>Mas, desta vez, encaro o computador sem vontade alguma de escrever para o outro. Quero escrever para mim. Quero me libertar da precisão, voar sem destino pelos lances lançados pelos ventos, rumo a um lugar que ainda não conheço. O próximo horizonte é sempre aquele que desejo viver. É isso que minha alma grita, ao menos.</p><p>Continuo diante do computador, mas não abro as abas das obrigações. Lembro da conversa de ontem, da lembrança de escrever mais para mim. Abro o Google e digito este site, numa tentativa de voltar a escrever. Em mais alguns cliques, meu coração vacila: como assim eu já tinha uma conta aqui? Foi o que me perguntei há uns quinze minutos. O mais chocante: como assim eu já havia escrito um texto aqui em abril de 2019? Eu não lembrava disso.</p><p>A lembrança surgiu daquelas caixas de papeladas mentais que ficam guardadas em algum canto da memória, esquecidas por anos. Era um texto escrito no trem, talvez indo ou voltando da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Sim, eu estava na minha primeira graduação naquela época. Escrevi sobre apreciar o silêncio, valorizar a escuta, amar o encontro com o outro, perceber-me dentro desse encontro, querer ouvir.</p><p>E cá estou eu de volta, depois dessa viagem no tempo, em 2026, caminhando para a metade da graduação em Psicologia. Me emociono enquanto digito estas palavras. Sigo o fluxo do meu rio; meus caminhos me trouxeram até o hoje. Tudo o que aconteceu precisou acontecer para revelar aquilo que vivo agora — aquilo que sempre esteve diante dos meus olhos, mas que só consegui enxergar com maturidade no final dos meus vinte anos, quando abracei a loucura de viver mais uma vez do jeito que eu queria. De fazer minha vida valer mais do que um salário no fim do mês.</p><p>Foi a minha própria travessia que me trouxe até aqui. E eu me orgulho disso. Revisitar este lugar me fez perceber que ele já existia em mim muito antes. Assim como a Psicologia já habitava cada centímetro do meu corpo inevitavelmente sensível.</p><p>A vida, quando vivida com sentido, é gostosa de saborear. Agridoce, com gosto de água do mar — salgada na medida certa, sem arranhar a garganta. É fluida e intensa, carrega consigo a escuta de um corpo que se move com paixão.</p><p>Sou grata à Educação e à Psicologia por serem as águas onde flutuo e, às vezes, afundo rindo, como quem se entrega a um dia de praia sob o sol quente do Rio de Janeiro.</p><p>No meu fone toca agora, Black Pumas, “Colors”.</p><p>Até a próxima.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2fa4c8ac6bb0" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Fala que te escuto]]></title>
            <link>https://medium.com/@annycaroline_45907/fala-que-te-escuto-5660a411c754?source=rss-c62bc93d18f1------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/5660a411c754</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Anny Caroline]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 23 Apr 2019 20:25:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-14T17:46:12.494Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia, aprecio a prática do silêncio. Aprecio essa coisa louca que há em ouvir o outro. Mas é ouvir mesmo. Entregar-se aquele momento sem preocupação que antecede o “mas” e/ou “o que direi agora?”.</p><p>Olhe ao seu redor, muitas pessoas estão falando nesse exato instante. No trem lotado, os camelôs passam oferecendo seu produto, as tias comentam do capítulo anterior a novela ou como trabalharam demais na casa de suas patroas, os homens respondem suas esposas no WhatssApp, mas falam da bunda da mulher ao lado. As crianças pedem os doces baratos enquanto os artistas dos vagões mostram sua arte falada, cantada, dançante. Ouço vozes. Por todos os cantos, gestos, gêneros e sabores. Não quero dizer nada; continuar ouvindo me traz mais compreensão de uma realidade urbana onde vivo e respiro. Ora, também louvo o falar, comunicar-se tem sido minha morada já de tempos, mas o ouvir… Ah, que coisa gostosa!</p><p>De quebra, ganhamos as pitadas de percepção e empatia diária. O que dirá a Rosa, se o Cravo, invés de brigar, a ouvisse embaixo de uma sacada?</p><p>Ambos serão mais felizes. É sabido.</p><p>Se um dia você quiser falar,</p><p>me chama,</p><p>vou amar te ouvir.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5660a411c754" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>