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        <title><![CDATA[Stories by apenas um trekker on Medium]]></title>
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            <title>Stories by apenas um trekker on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Entrevista com o Prof.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 15 Jan 2025 20:11:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-01-15T20:14:16.043Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Entrevista com o Prof. Dr. Dárcio Rodrigues, autor de ‘Star Trek: A Série Clássica — A Fascinante Saga Comentada Episódio por Episódio’</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*SJJ0Obt8AM-TppaD.jpg" /></figure><p>Com vasta formação acadêmica em Direito Romano, o professor Darcio Roberto Martins Rodrigues é um exemplo notável de dedicação à academia e à cultura pop. Bacharel, Doutor e Livre Docente pela Universidade de São Paulo, ele também possui experiências internacionais como bolsista da Heinrich-Hertz Stiftung e pesquisador no Instituto de Direito Romano da Universidade de Köln. Como professor associado da Faculdade de Direito da USP, ensina disciplinas como Direito Privado Romano e Latim.</p><p>Além de sua carreira jurídica, Dárcio é autor do livro “<a href="https://www.amazon.com.br/Star-Trek-S%C3%A9rie-Cl%C3%A1ssica-Fascinante/dp/6588043384">Star Trek: A Série Clássica — A Fascinante Saga Comentada Episódio por Episódio</a>”, no qual analisa com rigor acadêmico os episódios de uma das séries de ficção científica mais influentes de todos os tempos. O livro reflete sua paixão de décadas por Star Trek e sua habilidade em conciliar metodologia científica com análise cultural, destacando os temas históricos e filosóficos abordados pela série.</p><p>Confira a ótima entrevista que tive o prazer de realizar com o professor Dárcio.</p><p><strong>O que o motivou a escrever um livro comentando episódio por episódio de <em>Star Trek</em>: A Série Clássica?</strong></p><p>A pergunta é interessante, porque na realidade eu nunca pretendi escrever livro algum, fui escrevendo-o — por estranho que possa parecer — sem o saber, e, depois de tê-lo escrito, jamais imaginei que um dia seria publicado. Ocorre que eu era apreciador da série clássica de <em>Star Trek </em>já há décadas, tendo visto e revisto cada episódio incontáveis vezes e estudado tudo o que já foi escrito sobre a série e que me caía nas mãos. Isso me foi enchendo a cabeça de ideias e fazendo-a fervilhar com pensamentos e análises acerca dos vários episódios. De repente (isso deve ter sido por volta de 2007), deu-me vontade de passar esses pensamentos para o papel, apenas para meu uso pessoal, para reunir e consolidar as minhas ideias por escrito. Mas a cada revisão dos episódios, ou a cada leitura de novos textos sobre eles, novas ideias surgiam, e eu ia acrescentando ao material já escrito. Quando o resultado começou a ficar extenso demais, senti a necessidade de organizá-lo com mais rigor, usando para isso o único método que conheço, pela minha formação profissional, que é o método científico-acadêmico: notas de rodapé, citações rigorosas à literatura consultada, bibliografia bem ordenada, estruturação de capítulos (um por episódio), desenvolvimento de ideias etc. E, embora eu julgasse que ninguém jamais leria esse material — a não ser, quem sabe, algum amigo próximo, a quem eu eventualmente oferecesse uma cópia — comecei, quase sem querer, a redigir também com maior rigor, como se de fato se destinasse a um público leitor. Um belo dia (e isso foi no ano de 2016) eu percebi, de repente, que o que eu tinha em mãos era uma monografia completa sobre <em>Star Trek </em>(na época, eu ainda não ousava chamá-la de “livro”). Complementei-a com índices meticulosos e sinopses detalhadas de cada episódio. Fiz uma impressão caseira, mandei encadernar com espiral, e considerei o assunto encerrado para sempre. Ofereci uma cópia ao meu hoje saudoso irmão mais velho (que foi o primeiro a me apresentar a série, quando eu era ainda pré-adolescente, e a chamar-me a atenção para a sua qualidade) e a um ou outro amigo <em>trekker </em>— todos, sem exceção, agradeceram mas a engavetaram sem ler… Até que um dia, em 2022, recebi em casa para o almoço um querido amigo, proprietário e diretor da editora que publica todos os meus livros jurídicos (pois sou professor de Direito). Em meio à conversa descontraída e informal, ele por acaso mencionou de passagem que era fã de <em>Star Trek</em>. Surpreendido ao ouvir isso, mostro a ele casualmente aquela impressão caseira que eu tinha, apenas como curiosidade. Ele examina atentamente, folheia com interesse, lê alguns trechos, e me pergunta: “você já pensou em publicar isso”? Eu respondi: “Não. Quem aceitaria publicar”? “Eu publico!”, disse ele, entusiasmado. No dia seguinte, enviei a ele o arquivo digitado, que foi imediatamente encaminhado para editoração e em seguida para a gráfica. Poucas semanas depois daquele almoço, recebi da editora um pacote contendo, como amostra, alguns exemplares já impressos e prontos para comercialização. Só então eu percebi que tinha, realmente, escrito um livro!</p><p><strong>Quais foram os principais desafios ao analisar e comentar uma série tão icônica e influente?</strong></p><p>O maior desafio talvez tenha sido fazer justiça a toda a riqueza de conteúdo dessa série tão brilhante. Havia tanta coisa a dizer, tantos aspectos a analisar e comentar, que necessariamente alguma coisa sempre ficava de fora, ou era tratada sem a devida profundidade, por mais que eu fosse acrescentando ideias e citações bibliográficas. Até hoje, reexaminando o que escrevi, acho-o terrivelmente lacunoso e superficial. Depois de publicada a obra, passei por momentos de grande frustração ao relê-la, chegando a arrepender-me de tê-la publicado. Faltou dizer muita coisa. Se eu imaginasse que seria um dia publicada, teria revisto-a por completo, acrescentado muito mais, feito mais pesquisa. Mas, por outro lado, se eu fosse fazer isso, talvez não acabasse o trabalho nunca, ou talvez findasse por desistir do projeto, insatisfeito com o resultado. Ainda me questiono se fiz justiça à série e se consegui transmitir ao leitor ao menos um esboço das ideias mais importantes. Olhando retrospectivamente, foi, sim um grande desafio. Se desde o início eu soubesse o quanto o seria, talvez nem tivesse começado…</p><p><strong>Durante o processo de pesquisa para o livro, houve alguma descoberta surpreendente sobre a produção ou os bastidores da série?</strong></p><p>Ah, sim, inúmeras — todas elas, ou a maioria, incluídas, ou ao menos aludidas no resultado final publicado. Tirando os detalhes da produção e as muitas curiosidades e incidentes de filmagem (que relato no livro), uma das coisas que mais me impressionaram foi a enorme dedicação dos fãs desde os primórdios, muito antes de a série se tornar um fenômeno e surgirem os fã-clubes organizados. Os fãs pioneiros, já nos primeiros tempos, quando a série ainda estava em produção, operaram verdadeiros milagres — tais como a histórica campanha de cartas (possivelmente totalizando perto de um milhão de cartas) que salvou a série do cancelamento após a segunda temporada. Algumas fãs, como Bjo Trimble e Wanda Kendall, mereceriam medalhas, ou até estátuas erigidas em sua homenagem (quem quiser saber por quê, leia o meu capítulo introdutório à terceira temporada). Mas a magnitude do movimento dos fãs, de um modo geral (sobretudo nos <em>campi </em>universitários, onde, segundo se conta, a vida praticamente parava nas noites em que <em>Star Trek </em>ia ao ar), impressionou-me muito. Eu, que desde muito jovem cresci como um “<em>trekker </em>solitário”, não imaginava que a série tivesse atingido de modo igualmente profundo e envolvente um número tão grande de pessoas, motivando-as a coisas tão impressionantes. A descoberta dos fãs-clubes (e das convenções que, ainda que tardiamente, começaram a surgir mesmo no Brasil) foram uma grande revelação para mim.</p><p><strong>Em sua opinião, quais são os temas mais importantes que a série abordou e como eles se relacionam com o contexto histórico da época em que foi produzida?</strong></p><p>A série foi produzida em meio ao período da chamada “Guerra Fria”, que foi um embate entre o bloco democrático e liberal, capitalista (liderado pelos Estados Unidos e seus aliados na Europa) e as ditaduras comunistas por detrás da chamada “Cortina de Ferro” (controladas pela hoje extinta União Soviética), visando à obtenção de uma hegemonia mundial política e militar. Esse conflito dominava a realidade cultural da época, era algo muito forte; permeava todas as esferas da atividade humana, era sempre o assunto do dia. Não era possível ignorá-lo ou desconsiderá-lo, necessariamente estava apresente em tudo. Mas o problema é que as redes de televisão preferiam deixar o assunto de lado, abafá-lo. Era um tema que despertava paixões ideológicas de ambos os lados do campo político — de modo diferente, mas análogo à “polarização” que vivemos nos dias de hoje. As emissoras de televisão preferiam não entrar nessa briga, não gerar controvérsia, alhear-se ao problema e à sua discussão. Por isso, em geral impunham censura a tentativas de tratar esses temas de modo crítico e inteligente nos filmes e séries, ou de propor reflexão séria sobre eles. Mas inevitavelmente eles se faziam presentes, de diversas formas. Gene Roddenberry muitas vezes declarou que intencionalmente utilizava <em>Star Trek</em> como veículo para burlar essa censura, apresentando a sua realidade contemporânea de maneira alegórica ou camuflada, representada figuradamente nos vários planetas e civilizações visitados pela <em>Enterprise</em>. Quem era inteligente, entendia — mas os censores, que são, por definição, gente pouco inteligente, não percebiam, ou não sabiam como lidar com aquilo, e deixavam passar. Um dos aspectos mais interessantes é observar como a Federação Unida dos Planetas claramente representava o bloco ocidental na Terra do século XX, enquanto os <em>klingons </em>e romulanos personificavam os seus adversários. De fato, essa identificação foi tão forte, que muitos ideólogos de esquerda hoje nutrem um enorme rancor contra Kirk e a Federação, criticando acerbamente sua atuação nos vários episódios. Mas eles se esquecem de que a intenção de Roddenberry e sua equipe não era de meramente tomar partido, louvando um dos lados e fustigando o outro. Sua abordagem foi sempre crítica, mas de crítica construtiva. Certo, eles se punham do lado do seu próprio país (pois a ideia de odiar a própria nação e os próprios valores, de lutar pela sua aniquilação ou “cancelamento”, é uma noção bastante recente, não existia na esquerda americana da época), mas seu posicionamento era crítico; a Federação representa os Estados Unidos e seus aliados tal como Roddenberry achava que eles <em>deveriam ser</em>, e não como realmente eram; ou seja: Kirk e a Federação serviam como “exemplo didático” ou “<em>role model</em>” de como o ocidente deveria atuar, segundo os criadores da série. Mas sem maniqueísmos, nem idealizações: em alguns episódios eles revelavam entender que a dura realidade obrigava também a Federação a às vezes agir de modo questionável, e o espectador era convidado a refletir sobre isso. Tudo isso eu discuto extensamente ao longo do meu livro.</p><p><strong>Como você vê a influência de <em>Star Trek: </em>A Série Clássica na cultura <em>pop</em> e na ficção científica em geral?</strong></p><p>Acredito que foi muito grande. Embora já tivesse uma tradição rica e relativamente antiga na literatura popular, a ficção-científica ainda se encontrava em uma fase muito incipiente no cinema e na televisão. Predominavam os “monstros” ou eternos invasores extraterrestres (comuns nos filmes dos anos 1950), ou uma ingênua infantilização geral do gênero (que já datava desde o seriado de “<em>Flash Gordon</em>”, no cinema nos anos 1930, até as séries de TV contemporâneas a <em>Star Trek</em>, como “Perdidos no Espaço” (<em>Lost in Space</em>). Mas depois de <em>Star Trek</em> a ficção-científica teve necessariamente de mudar, de amadurecer. Foi revelado ao público que o gênero era coisa séria e potencialmente inteligente, ao contrário do que muitos até então pensavam. Não dava mais para continuar com aquele modelo antigo. Ainda continuaram a existir simples aventuras infanto-juvenis, como a série de “Buck Rogers no Século XXV” na TV dos anos 1970, ou a grandiosa série de filmes de <em>Star Wars</em> nos cinemas, mas o caminho para coisas mais sérias e inteligentes estava irreversivelmente aberto. A ficção-científica nunca mais seria a mesma. <em>Star Trek </em>estava ainda em produção quando apareceram nos cinemas o “2001: Uma Odisséia no Espaço” (de Kubrick) e o “Planeta dos Macacos” (de Franklin J. Schaffner) — e <em>Star Trek </em>certamente contribuiu para preparar o público para a apreciação de obras como essas. Filmes como “Contato” (de Robert Zemeckis, 1997) ou “Interestelar” (de Christopher Nolan, 2014) são, de certa forma indireta, tributários remotos de <em>Star Trek. </em>De um modo geral, é inegável que <em>Star Trek </em>deixou marca indelével<em> </em>na cultura popular. O modo como as pessoas hoje pensam na ficção-científica e nas viagens espaciais foi definitivamente influenciado pela série. Muitos “<em>tropes</em>” (isto é, clichês ou lugares-comuns) das histórias acerca de viagens espaciais foram estabelecidos por <em>Star Trek</em> e hoje são como uma “πρώτη οὐσία” (ou “primeira essência”) do gênero. Também é desnecessário dizer que muitos aparatos tecnológicos dos dias de hoje (dos telefones celulares às telas monitoras de funções vitais nos leitos hospitalares) tiveram, se não a sua tecnologia, ao menos o seu <em>design </em>certamente sugerido ou influenciado por <em>Star Trek</em>.</p><p><strong>O que espera que os leitores levem consigo após lerem seu livro sobre <em>Star Trek</em>: A Série Clássica?</strong></p><p>Eu espero influenciar os leitores para que passem a respeitar e apreciar com atenção, reflexão, senso crítico e inteligência não somente <em>Star Trek</em>, mas todo o cinema e as séries de televisão. Antigamente havia muito pouco respeito por essas formas de arte e cultura popular. Houve um tempo em que o cinema, de um modo geral, era desprezado e visto como algo inferior, como o “primo pobre” da literatura, do teatro e das artes plásticas. Hoje, felizmente, tal tendência parece ter-se esvanecido, e certamente contribuíram muito para isso os críticos franceses mais intelectualizados dos anos 1950 e 1960, que escreviam para publicações como os <em>Cahiers du Cinéma</em> e a <em>Positif</em>. Mas já em 1911 fora pioneiríssimo o intelectual italiano Riccioto Canudo: numa época em que praticamente todo mundo reputava o ainda nascente cinema como mero divertimento de parque de diversões para mentes menos privilegiadas (o que, levando em conta o primitivo estado de evolução dessa arte naquela época, era até compreensível) ele foi um verdadeiro visionário, porque não apenas foi o primeiro considerar o cinema uma arte de mesma estatura das demais (foi Canudo quem cunhou o termo “Sétima Arte”, usado até hoje) mas a louvá-lo como a grande arte do século XX. Não tenho nenhuma pretensão de me igualar a esses grandes (seria muita megalomania minha), mas espero ter modestamente contribuído para que as pessoas considerem <em>Star Trek </em>(e as séries de TV em geral) com mais seriedade e reflexão. Eu também gostaria de levar as gerações mais jovens a rever sem preconceitos as produções de cinema e televisão do passado. Ainda que elas não dispusessem dos recursos tecnológicos (e dos orçamentos milionários) comuns nos dias de hoje, ainda que refletissem outros padrões estéticos e dramáticos, outro andamento e ritmo visual, bem como outros valores (que prevaleciam na sociedade de então, mas são contestados hoje, assim como alguns valores que hoje se impõem certamente parecerão muito incompreensíveis daqui a 50 ou 100 anos), é preciso entender que elas ainda trazem grande qualidade artística e cultural, que têm muito a oferecer a quem souber apreciá-las. Foram elas que desbravaram o caminho para as produções que os mais jovens apreciam hoje; muito do que se faz hoje é resultado do que esses filmes e séries inovaram no passado (“o menino é pai do homem”, como dizia Wordsworth; o cinema e a TV do passado são os pais do que se faz de bom hoje). Tal como a literatura e as outras artes, o cinema e a televisão têm a sua história, que precisa ser estudada e conhecida por quem quiser apreciar o cinema e a televisão de hoje — assim como acontece com a literatura e as artes. Nesse contexto, espero ser um guia competente a conduzir os meus leitores no desbravamento dos episódios da série original e clássica de <em>Star Trek.</em></p><p>Compre o livro aqui: <a href="https://www.amazon.com.br/Star-Trek-S%C3%A9rie-Cl%C3%A1ssica-Fascinante/dp/6588043384">https://www.amazon.com.br/Star-Trek-S%C3%A9rie-Cl%C3%A1ssica-Fascinante/dp/6588043384</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d832ede02c83" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O Emissário dos Profetas: Sisko e a Religião Bajoriana]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 13 Jan 2025 14:15:43 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-01-13T14:15:43.208Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Star Trek: Deep Space Nine</em> (1993–1999) se destaca no universo de <em>Star Trek</em> por seu enfoque em histórias contínuas e uma abordagem mais sombria e complexa. A série se passa em uma estação espacial localizada próxima a Bajor, um planeta que acabou de se libertar de uma longa ocupação cardassiana. O protagonista, Capitão Benjamin Sisko, além de liderar a estação, é designado como o “Emissário dos Profetas,” uma figura messiânica para os bajorianos. Essa posição dual, ao mesmo tempo política e religiosa, oferece um terreno fértil para explorar questões de espiritualidade e fé, elementos frequentemente deixados em segundo plano em outras iterações da franquia.</p><p>Abaixo, vamos explorar alguns aspectos que tornam o personagem de Sisko um estudo fascinante sobre religião:</p><p><strong>Sisko como o Emissário dos Profetas</strong></p><p>O Capitão Sisko inicialmente resiste ao papel de emissário, vendo-o como um fardo incompatível com sua posição de oficial da Frota Estelar. Ele questiona a validade de sua conexão com os Profetas, seres interdimensionais que os bajorianos veneram como deuses, enquanto tenta equilibrar ciência e espiritualidade. Sua jornada de aceitação gradual desse papel reflete um conflito humano universal: a tensão entre ceticismo e fé.</p><p>Ao longo da série, Sisko se torna um líder espiritual respeitado, assumindo seu lugar como figura de inspiração para os bajorianos. Sua trajetória pode ser comparada à de figuras religiosas históricas, como Moisés, que também enfrentaram relutância antes de aceitar suas missões divinas.</p><p><strong>A Religião Bajoriana</strong></p><p>A religião bajoriana é central para a identidade cultural do povo bajoriano, especialmente após os horrores da ocupação cardassiana. Ela serve como um meio de resistência e reconstrução, fornecendo esperança e coesão social. Sisko, como emissário, navega entre respeitar essa fé e questionar suas implicações políticas, muitas vezes entrando em conflito com figuras como Kai Winn, cujo uso da religião para ganho político ilustra os perigos da manipulação da fé.</p><p>Os Orbes e os Profetas trazem uma dimensão mística e tangível à religião bajoriana. Eles também desafiam a visão científica predominante na Frota Estelar, criando um espaço de diálogo entre o empírico e o espiritual.</p><p><strong>Conflito entre Ciência e Espiritualidade</strong></p><p>Um dos temas mais marcantes de <em>Deep Space Nine</em> é a coexistência entre ciência e espiritualidade. Sisko, como capitão da Frota, representa a busca pelo conhecimento e a lógica, mas seu papel como emissário o coloca em contato com o transcendente. Essa dualidade é uma metáfora poderosa para o dilema humano de reconciliar razão e fé.</p><p>Os Profetas, apesar de serem venerados como deuses, são apresentados como seres interdimensionais que existem fora do tempo linear. Isso permite interpretações tanto espirituais quanto científicas, um exemplo da riqueza narrativa de <em>Deep Space Nine</em>.</p><p><strong>Sisko e o Sacrifício Final</strong></p><p>No desfecho da série, Sisko se junta aos Profetas, sacrificando-se para salvar Bajor e derrotar o Pah-Wraiths. Este ato final o consagra como uma figura messiânica que transcende sua existência mortal para cumprir um propósito maior. A ambiguidade de seu destino permite múltiplas leituras: ele se tornou divino ou simplesmente assumiu uma nova forma de existência?</p><p>A jornada de Sisko é uma é uma representação de como a fé pode moldar e transformar vidas, especialmente em um contexto de reconstrução social e política. Mais do que um líder militar, Sisko é um símbolo de esperança, resiliência e união, tanto para Bajor quanto para os espectadores da série.</p><p><em>Deep Space Nine</em> é um lembrete de que, mesmo em um universo avançado, as questões de fé e espiritualidade continuam profundamente humanas e relevantes. O personagem de Benjamin Sisko nos desafia a refletir sobre o papel da religião em nossas próprias vidas e sociedades, mostrando que, em última análise, ciência e espiritualidade podem coexistir e enriquecer a experiência humana.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=be9f147ceaab" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[“Que Star Trek retrata uma sociedade comunista, sem, é claro, chamá-la assim, é algo evidente” —…]]></title>
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            <category><![CDATA[marxismo]]></category>
            <category><![CDATA[comunismo]]></category>
            <category><![CDATA[luta-de-classes]]></category>
            <category><![CDATA[yanis-varoufakis]]></category>
            <category><![CDATA[star-trek]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 09 Jan 2025 15:31:57 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-01-09T15:31:57.632Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>“Que <em>Star Trek</em> retrata uma sociedade comunista, sem, é claro, chamá-la assim, é algo evidente” — <br>Yanis Varoufakis</h3><p>Por Yanis Varoufakis | Traduzido por Eduardo Pacheco Freitas</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*oWt7NAc0S-btxO97.jpg" /></figure><p>Em 9 de fevereiro de 1967, poucas horas depois que a Força Aérea dos EUA destruiu o Porto de Haiphong e vários campos de aviação vietnamitas, a NBC exibiu um episódio de <em>Star Trek</em> que apresentou um conceito em total contradição com o que havia acabado de ocorrer. Sob a “Primeira Diretriz “, os capitães das naves estelares da fictícia Federação Unida dos Planetas são proibidos de usar tecnologia para interferir em qualquer comunidade alienígena, mesmo que a não interferência possa custar suas próprias vidas.</p><p>Não teria sido surpreendente se o presidente Lyndon B. Johnson tivesse exigido o cancelamento imediato de <em>Star Trek</em> após a série apresentar uma ideologia tão radicalmente anti-imperialista. Felizmente, ele não o fez. Assim, ao longo dos 939 episódios em 12 séries diferentes que se seguiram, a Primeira Diretriz permitiu que roteiristas e diretores explorassem as repercussões políticas e filosóficas de tal conceito, principalmente sua dependência de uma transição prévia para um comunismo humanista.</p><p>Que <em>Star Trek</em> retrata uma sociedade comunista, sem, é claro, chamá-la assim, é algo evidente. Em um episódio de 1988, a nave USS Enterprise encontra uma velha espaçonave terrestre enferrujada contendo plutocratas humanos que pagaram grandes somas para serem congelados e enviados ao espaço na esperança de que alienígenas os encontrassem e curassem das doenças que os estavam matando. Após a tripulação da <em>Enterprise</em> descongelá-los e curá-los, um deles, Ralph Offenhouse, um empresário, exige entrar em contato com seus banqueiros e advogados na Terra. O capitão Jean-Luc Picard é forçado a lhe dar a notícia: nos três séculos que se passaram, muito mudou. “As pessoas não são mais obcecadas com o acúmulo de coisas.”</p><p>Essa conversa aponta a razão pela qual a Primeira Diretriz é incompatível com o espírito do capitalismo. Enquanto o acúmulo de bens, impulsionado pela expansão dos mercados, continuar sendo a força motivadora e ideologia de nossa sociedade, o imperialismo será inevitável. Para escapar dele, a humanidade deve primeiro eliminar a escassez de bens materiais — uma eliminação que, na Federação Unida dos Planetas, foi alcançada graças à invenção e uso generalizado dos replicadores: máquinas que convertem energia verde abundante em qualquer forma de matéria desejada, de alimentos a espaçonaves.</p><p>Essa ideia não é exatamente nova. Em 350 a.C., Aristóteles previu que, se “cada instrumento pudesse realizar seu trabalho sozinho, antecipando ou obedecendo à vontade de outros… os mestres não precisariam de servos, nem os senhores de escravos”.</p><p>Um fervoroso aristotélico, Karl Marx baseou sua visão de uma sociedade comunista libertadora em máquinas como os replicadores de <em>Star Trek</em>, que nos libertariam de trabalhos não criativos e esmagadores para a alma. Em um de seus escritos iniciais, ele imagina o que virá após a invenção de tais máquinas: “Posso caçar de manhã, pescar à tarde, cuidar de gado à noite e fazer crítica teatral após o jantar — sem nunca ser caçador, pescador, vaqueiro ou crítico.”</p><p>Essas ideias ressoam em <em>Star Trek</em> quando conhecemos o pai do capitão Benjamin Sisko, que, no século 24, administra um restaurante <em>Creole</em> em Nova Orleans de forma gratuita, simplesmente porque gosta de cozinhar para seus vizinhos. Elas também ressoam na resposta de Picard a Offenhouse, que, ao ouvir que seria enviado de volta a uma Terra essencialmente comunista, pergunta desanimado: “O que vai acontecer comigo? Não há vestígios do meu dinheiro. Meu escritório se foi. O que farei? Como viverei? Qual será o desafio?” Picard responde: “O desafio, Sr. Offenhouse, é melhorar a si mesmo, enriquecer-se. Aproveite!”</p><p>Alegria não é uma palavra que naturalmente se associa ao comunismo, pelo menos ao estilo soviético. Mas o prazer é central para a versão de comunismo de <em>Star Trek</em>, que rejeita a ideia de que escapar da lógica do acúmulo exige que os indivíduos se submetam a um coletivo. Os roteiristas de <em>Star Trek</em> deixam isso claro ao contrastar a Federação, composta por indivíduos criativos que são livres para escolher seus projetos e parceiros, com os Borg — uma distopia de coletivo cibernético composta por drones ligados em uma ordem social semelhante a uma colmeia, que se expande assimilando todas as espécies que encontra.</p><p><em>Star Trek</em> rejeita o coletivismo sem recorrer a críticas simplistas. Em um episódio, acompanhamos a traumática reintegração de um drone Borg à humanidade, que sofre sintomas debilitantes de abstinência, sentindo falta da voz coletiva em sua mente. É um lembrete de como o autoritarismo pode ser perigosamente atraente para os solitários, mas também de como é importante pagar o preço da individualidade.</p><p>Mas <em>Star Trek</em> não oferece apenas uma visão de um futuro esplêndido. Como qualquer manifesto prático, também apresenta uma teoria de mudança: uma evolução social fundamentada em sólidos princípios materialistas históricos.</p><p>Considere, por exemplo, o episódio em que a USS Voyager fica presa no campo gravitacional de um planeta estranho, onde o tempo na superfície passa muito mais rápido do que na nave em órbita. A tripulação percebe que, para cada minuto que passa para eles, os habitantes primitivos do planeta vivenciam 58 nasceres do sol. Assim, a tripulação observa a evolução daquela sociedade como se estivesse assistindo a um avanço rápido da história.</p><p>Eles veem uma representação da história — como inovações tecnológicas entram em conflito com superstições e relações sociais exploradoras, resultando em revoluções, progresso, mas também guerras e desastres ambientais. Em certos momentos, parece que a espécie observada, como a humanidade, pode se autodestruir. Mas, em um final feliz, eles conseguem superar seus impulsos imperialistas e acumulativos para usar novas tecnologias em benefício do bem comum.</p><p>Algumas das percepções mais interessantes surgem nas margens da Federação, onde seus exploradores encontram, e muitas vezes guerreiam, contra outras civilizações que estão em estágios mais primitivos de desenvolvimento ou criaram tiranias tecnologicamente avançadas. Nessas fronteiras, espécies alienígenas oferecem oportunidades de introspecção, como os bajorianos, que acabaram de sair de uma brutal ocupação pelos Cardassianos — uma espécie supremacista que governou Bajor como uma colônia penal completa com campos de concentração e campanhas genocidas.</p><p>Em um episódio, [Kira Nerys] uma lutadora pela liberdade bajoriana identifica um antigo carrasco Cardassiano e trabalha incansavelmente para levá-lo a julgamento por crimes de guerra. Não consigo pensar em outro programa de TV que, em apenas 40 minutos, eduque melhor os jovens sobre os horrores do Holocausto — um lembrete de que boa ficção científica é tanto sobre o passado quanto sobre o futuro.</p><p>A Federação não é uma utopia perfeita. O inimigo interno, a xenofobia, está lá, dormente e pronto para manchar o humanismo da Federação, ou até mesmo revogar a Primeira Diretriz. Quando a tripulação de uma nave retorna de uma missão para salvar a Federação dos inseguros e letais Xindi, um grupo de humanos abusa do médico da nave em um crime de ódio puro contra um alienígena. Logo depois, um grupo terrorista de supremacia humana baseado na Lua faz toda a humanidade refém até que todos os alienígenas deixem a Terra.</p><p>Além disso, os serviços secretos da Federação, como a Seção 31, também representam uma séria ameaça ao comunismo libertário da Federação. Ainda assim, em um ato de esperança desafiadora, os valores humanistas comunistas da Federação prevalecem.</p><p>A lição principal de <em>Star Trek</em> para a esquerda atual é a necessidade de evitar tanto a tecnofobia conservadora quanto o fracasso dos tecnófilos liberais em apreciar a importância dos direitos de propriedade e das lutas políticas em torno deles.</p><p>John Maynard Keynes, em 1930, sonhou com um futuro em que o progresso tecnológico teria erradicado a escassez e a pobreza. No entanto, a história provou que a concentração absurda dos direitos de propriedade sobre as máquinas impediu esse futuro. Em vez de Keynes’ “comunidade feliz”, a humanidade se aproximou de um episódio inicial de <em>Star Trek</em>, onde “mentes nas nuvens” vivem em um paraíso suspenso, enquanto os outros, como trogloditas, trabalham em minas subterrâneas.</p><p>Para evitar esses erros, <em>Star Trek</em> propõe uma revolução política que transforma as máquinas e redes tecnológicas em um bem comum. Ao mesmo tempo, nos alerta sobre os perigos do coletivismo autoritário.</p><p>A esquerda moribunda de hoje poderia fazer escolhas muito piores do que se inspirar na ousada adoção de um comunismo humanista e antiautoritário de <em>Star Trek</em>.</p><p>***</p><p><strong>Yanis Varoufakis</strong> é economista e ex-Ministro das Finanças da Grécia. Ele é autor de vários livros best-sellers, sendo o mais recente <em>Another Now: Dispatches from an Alternative Present</em>.</p><p>Publicado originalmente em: <a href="https://unherd.com/2025/01/why-the-left-needs-to-watch-star-trek/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR3DeaVNFVGaHcQP2iM3-15STDwxY-GK4wdEqAhNQ3Np9bIHD8nu2B5WT4s_aem_Aqe3AsXHSIj9rFtTlnBeEQ">https://unherd.com/2025/01/why-the-left-needs-to-watch-star-trek/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR3DeaVNFVGaHcQP2iM3-15STDwxY-GK4wdEqAhNQ3Np9bIHD8nu2B5WT4s_aem_Aqe3AsXHSIj9rFtTlnBeEQ</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=be8416cce786" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[#StarTrekDay2024 | Cinco lições sobre Direitos Humanos que aprendemos com Star Trek]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 08 Sep 2024 16:08:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-08T16:08:35.065Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*y97qPbfiHmvqSBUGDqUWKA.jpeg" /><figcaption>A medida de um homem: Data merece dignidade e respeito enquanto forma de vida</figcaption></figure><p>Hoje celebramos o <em>Star Trek Day</em>, uma data significativa para os fãs de uma das franquias mais icônicas da história da ficção científica. Desde sua estreia em 8 de setembro de 1966, <em>Star Trek</em> tem sido uma plataforma para explorar questões sociais, políticas e culturais, com um foco especial nos direitos humanos. Através de suas histórias visionárias e de personagens forjados nos ideais de liberdade, igualdade e diversidade, <em>Star Trek</em> ensina valiosas lições sobre dignidade e respeito. Neste texto, destaco cinco lições sobre direitos humanos que aprendi com essa franquia extraordinária que completa 58 anos.</p><p><strong>1. A diversidade nos torna mais fortes</strong></p><p>Desde o início, <em>Star Trek</em> foi pioneira na representação da diversidade. A tripulação da USS <em>Enterprise</em> original incluía personagens de diferentes raças, culturas e até espécies alienígenas. Uhura, uma mulher oficial negra, e Sulu, um personagem de origem asiática, eram retratados como iguais em uma época em que a segregação racial ainda prevalecia nos EUA. A mensagem é clara: uma sociedade inclusiva, onde todos podem contribuir, é mais rica e mais capaz de enfrentar desafios.</p><p><strong>2. O direito à autodeterminação deve ser respeitado</strong></p><p>Em inúmeros episódios, a tripulação da Frota Estelar se depara com culturas e civilizações alienígenas com tradições e valores muito diferentes dos da Federação. A Primeira Diretriz, que proíbe interferir no desenvolvimento de sociedades menos avançadas tecnologicamente, simboliza o respeito ao direito à autodeterminação. Muitas histórias contadas por Star Trek ao longo de quase seis décadas exploram esse dilema, destacando a importância de não se impor valores externos a outros povos, mesmo com boas intenções.</p><p><strong>3. A justiça deve ser universal</strong></p><p>A justiça é um tema recorrente em <em>Star Trek</em>, muitas vezes discutida no contexto de diferentes sistemas legais. Um exemplo marcante é o julgamento de Data em “The Measure of a Man” (<em>The Next Generation</em>), onde é questionado se ele, como um androide, possui direitos humanos. O episódio desafia a ideia de que certos direitos pertencem apenas a seres humanos e nos convida a refletir sobre o que define a dignidade e a proteção legal. A mensagem é que a justiça deve ser aplicada de maneira universal, independente de espécie, origem ou forma de vida.</p><p><strong>4. O preconceito deve ser confrontado, mesmo dentro de nós mesmos</strong></p><p>O preconceito é um dos maiores obstáculos à equidade, e <em>Star Trek</em> nos ensina que ele deve ser combatido, tanto no mundo externo quanto dentro de nós mesmos. Em <em>Deep Space Nine</em>, o personagem Benjamin Sisko é exposto a duras provações relacionadas à raça e identidade cultural. No episódio “Far Beyond the Stars”, Sisko vive como um escritor afro-americano nos anos 1950, enfrentando racismo sistêmico. A série nos mostra que superar o preconceito é um processo contínuo, tanto na sociedade quanto no nível individual.</p><p><strong>5. A paz e o diálogo são as melhores ferramentas para resolver conflitos</strong></p><p>Uma das maiores lições de <em>Star Trek</em> é que a paz e a diplomacia são sempre preferíveis à guerra. Em vez de glorificar o conflito, a série celebra a negociação e o diálogo como caminhos para a resolução de disputas. O episódio “Let That Be Your Last Battlefield” (<em>The Original Series</em>) mostra como o ódio e a intolerância podem levar à autodestruição, enquanto episódios como “The Drumhead” (The Next Genration) e o filme “Star Trek VI: The Undiscovered Country” enfatizam a importância de se manter a mente aberta e buscar o entendimento mútuo.</p><p><em>Star Trek</em> nos desafia a sonhar com um futuro melhor, onde os direitos humanos são respeitados e a diversidade é celebrada. Ao longo de suas muitas séries e filmes, a franquia tem sido uma luz-guia, oferecendo esperança e inspiração para aqueles que acreditam em um mundo mais justo e inclusivo. Neste <em>Star Trek Day</em>, reflitamos sobre essas lições e continuemos a trabalhar por um futuro em que os valores de igualdade, justiça e paz sejam universais. Afinal, como nos ensinou o Capitão Picard, os inimigos dos direitos humanos sempre estarão entre nós “esperando o clima certo para prosperar, espalhando medo em nome da retidão. Vigilância, esse é o preço que temos que pagar continuamente.”</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=eec187c643ea" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Interview with Dayton Ward, author of over 40 works in the Star Trek universe.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 03 Sep 2024 12:55:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-03T12:55:36.571Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*MATklt9ZPEDezL5_6auYWQ.png" /><figcaption>Dayton Ward</figcaption></figure><p>Dayton Ward is a renowned author and a true icon in the Star Trek universe. Born in Tampa, Florida, on June 7, 1967, Dayton served in the United States Marine Corps for nearly eleven years before dedicating himself to a career as a writer and software developer. He currently resides in Kansas City, Missouri, with his family. Throughout his impressive career, Dayton has become a New York Times bestselling author, with over forty novels and novellas to his name, often written in collaboration with his close friend Kevin Dilmore.</p><p>In addition to his extensive literary contributions to Star Trek, including works like <em>Starfleet Corps of Engineers</em>, Dayton has also authored two reference books about the Trek universe for Insight Editions and contributed articles and stories to prestigious magazines and websites such as <em>Star Trek Magazine</em>, <em>Tor.com</em>, <em>Syfy.com</em>, and <em>StarTrek.com</em>.</p><p>Throughout his career, Dayton has been nominated for the Scribe Award six times, winning twice: in 2016 with <em>Armageddon’s Arrow</em> and in 2019 with <em>Drastic Measures</em>. His work is celebrated by fans and critics alike, not only for his ability to create engaging stories but also for his talent in capturing the essence of Star Trek, taking readers on new and exciting adventures.</p><p>Check out the interview I conducted with the author.</p><p><strong>Dayton, it’s a real honor to be able to interview you, especially since I’ve been a long-time fan. To kick things off, I’d like to ask how <em>Star Trek</em> first came into your life.</strong></p><p>Thanks very much for your kind words! <em>Star Trek</em> and I are lifelong friends. As a youngster in the early-mid 1970s, I watched reruns of the original series every day after school. I got to see most of the animated series episodes during their initial broadcast on Saturday mornings during that same period. I played with the toys and built the models, but it was reading whatever books and comics I could find that really seemed to help cement my love for the show. Those stories, as infrequently published as they were, still helped scratch the itch for more adventures with Kirk and his crew. By the time <em>Star Trek: The Motion Picture</em> hit theater screens in 1979, I was an avowed Trekkie. Little did I know at that time — when I was all of 12 years old — how it might end up affecting my life.</p><p><strong>How did your experience as a Marine shape your approach to writing, particularly in science fiction and Star Trek stories?</strong></p><p>For <em>Star Trek</em> and the military science fiction stories I’ve written, I’d like to think my firsthand experience with that culture helps me write military characters and situations with a degree of authenticity. With <em>Star Trek</em>, Starfleet isn’t like a modern military but it still embues certain qualities and trappings from structure and culture so there are some obvious parallels. I don’t mean in the sense of writing accurate descriptions of weapons or battles, as that still requires proper research and knowledge in order to get those details correct. Instead, I try to channel my own experience into how I portray characters — particularly characters of different ranks and stations within a military or pseudo-military hierarchy — and how they relate to one another in that environment.</p><p><strong>Your books often dive into themes like history, conspiracies, and how past events impact the future. Where does your interest in these topics come from?</strong></p><p>I don’t consider myself a conspiracy theorist by any stretch, but I am frequently entertained by reading books or watching TV shows that deal with such things. I find that whole segment of society endlessly fascinating. Some conspiracy theories are completely bonkers, but others carry with them facets you can’t help but wonder might be true. It’s while pondering such notions that I find interesting story ideas. The same is true for actual history. I’m certainly not a learned historian by any stretch, but history classes were always among my favorites in school, and studying military history continued to be a requirement during my service years. That was fortunate, as I found myself reading all manner of books and papers I otherwise have missed. It’s a trend that’s continued even after all these years, and has even found ways to bleed into the writing-related books I also read. For example, I’m currently reading a book about how the First World War influenced the evolution of horror writing (<em>Wasteland: The Great War and the Origins of Modern Horror </em>by W. Scott Poole).</p><p><strong>Does interacting with fans influence or inspire your stories?</strong></p><p>They inspire my stories in the sense that I remain aware of the money, effort, and time people devote to reading what I write. This is particularly true for readers of — for example — my <em>Star Trek</em> stories. When it comes to pop culture and entertainment properties, <em>Star Trek</em> enjoys a very dedicated, intensely loyal fanbase. The hardest of the hardcore fans are very much invested in things like the novels, comics, games, and other merchandise. I try never to forget that I’ve been privileged to contribute to this franchise for a very long time, and I hope my respect for it and its fans still comes through even after all these years.</p><p><strong>What was it like writing the first book in <em>Star Trek: Coda</em>, a series that wrapped up two decades of <em>Star Trek</em> stories?</strong></p><p>Daunting? Terrifying? Heartbreaking? All of the above, and so many other emotions. It was a tremendous experience writing not just my own book but also collaborating with fellow writers James Swallow and David Mack to craft that story. Working with those two gents — both of whom I’ve called trusted friend and colleague for many years at this point — was its own reward. This doesn’t mean we always started from a place of consensus. There were several discussions about various plot points, and in different cases it might be one of us trying to convince the other two, or two of us trying to persuade the one holdout. Even through all of that, every single thing is where it is in all three of those books because the three of us agreed that’s where it needed to be. I know the trilogy has engendered a range of reactions and I respect that, but I hope readers will still understand we took the task of writing it very seriously. It’s also the sort of project I’m okay with not attempting again any time soon.</p><p><strong>What are you working on next, both in and outside of <em>Star Trek</em>?</strong></p><p>I have several things I’m working on at the moment, but we’re in that weird space where I can’t talk about any of them because they haven’t yet been announced. I recently did some work for three different roleplaying games, including a new one tying into the <em>Planet of the Apes</em> franchise. At last report, the game will be released early next year. The other game projects and my involvement haven’t been announced, but hopefully they’ll soon be made public. I did write a story, “A Study in Vacuum,” for <em>Multiverse of Mystery</em>, a collection of short tales that all take Sherlock Holmes and John Watson in new and different directions. Different time frames, different realities, on Earth or in space, gender and race flipping, you name it. The game’s afoot…everywhere and everywhen! This anthology is due out closer to the end of the year.</p><p><strong>Lastly, here’s a question I often ask authors in the <em>Star Trek</em> universe. The Brazilian market has been overlooking <em>Star Trek</em> books, with the last release back in 2016. Since a lot of Brazilian readers don’t read in English, what would you suggest fans do to show their interest in the franchise here and the demand for Portuguese translations of <em>Star Trek </em>tie-in novels?</strong></p><p>As others you’ve interviewed have said, the key is finding a publisher in Brazil willing to take on the task of translating <em>Star Trek</em> novels into the appropriate language(s). I know that’s not an easy sell, but perhaps contacting Brazil-based publishers via their social media platforms and demonstrating is a first step? It would likely require a bit of research to determine which publishers might be appropriate for taking on the task, such as those that already publish science fiction novels. Thoughtful, respectful engagement with such publishers might open a dialogue with them? They’d likely want to ascertain how large Brazilian <em>Star Trek</em> fandom is, but if they can be convinced there’s an audience for translated <em>Star Trek</em> works, who knows what might happen?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d9d1cae2bc43" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Entrevista com Dayton Ward, autor de mais de 40 obras do universo de Star Trek]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 03 Sep 2024 12:45:25 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-03T12:45:25.311Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*MATklt9ZPEDezL5_6auYWQ.png" /><figcaption>Dayton Ward</figcaption></figure><p>Dayton Ward é um autor de renome e um verdadeiro ícone no universo de Star Trek. Nascido em Tampa, Flórida, em 7 de junho de 1967, Dayton serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos por quase onze anos antes de se dedicar à carreira de escritor e desenvolvedor de software. Atualmente, ele reside em Kansas City, Missouri, com sua família. Ao longo de sua impressionante trajetória, Dayton se tornou um autor best-seller do New York Times, com mais de quarenta romances e novelas, muitas vezes escritos em colaboração com seu grande amigo Kevin Dilmore.</p><p>Além de sua extensa produção literária para Star Trek, incluindo obras como <em>Starfleet Corps of Engineers</em>, Dayton também escreveu dois livros de referência sobre o universo Trek para a Insight Editions e contribuiu com artigos e contos para revistas e sites de prestígio, como <em>Star Trek Magazine</em>, <em>Tor.com</em>, <em>Syfy.com</em>, e <em>StarTrek.com</em>.</p><p>Ao longo de sua carreira, Dayton foi indicado seis vezes ao prêmio Scribe, vencendo em duas ocasiões: em 2016, com <em>Armageddon’s Arrow</em>, e em 2019, com <em>Drastic Measures</em>. Seu trabalho é celebrado por fãs e críticos, não apenas por sua habilidade em criar histórias envolventes, mas também por sua capacidade de capturar a essência de Star Trek, levando os leitores a novas e emocionantes aventuras.</p><p>Confira a entrevista que fiz com o autor.</p><p><strong>Dayton, é uma grande honra poder entrevistá-lo, tendo em vista que sou um fã de longa data. Para iniciar, eu gostaria de perguntar como Star Trek entrou na sua vida.</strong></p><p>Muito obrigado por suas palavras gentis! Star Trek e eu somos amigos de longa data. Quando criança, no início e meados dos anos 1970, eu assistia às reprises da série original todos os dias depois da escola. Eu pude ver a maioria dos episódios da série animada durante sua transmissão original nas manhãs de sábado nesse mesmo período. Eu brincava com os brinquedos e montava os modelos, mas foi lendo os livros e quadrinhos que eu encontrava que meu amor pela série realmente se consolidou. Essas histórias, embora publicadas esporadicamente, ainda ajudavam a satisfazer minha vontade de mais aventuras com Kirk e sua equipe. Quando Star Trek: O Filme estreou nos cinemas em 1979, eu já era um Trekkie assumido. Mal sabia eu na época — quando eu tinha apenas 12 anos — como isso acabaria afetando minha vida.</p><p><strong>Como sua experiência como fuzileiro naval influenciou sua abordagem à escrita, especialmente em histórias de ficção científica e de Star Trek?</strong></p><p>Para Star Trek e as histórias de ficção científica militar que escrevi, gosto de pensar que minha experiência direta com essa cultura me ajuda a escrever personagens militares e situações com um grau de autenticidade. No caso de Star Trek, a Frota Estelar não é como um exército moderno, mas ainda assim incorpora certas qualidades e características da estrutura e cultura militar, então existem alguns paralelos óbvios. Não me refiro a escrever descrições precisas de armas ou batalhas, pois isso ainda exige pesquisa adequada e conhecimento para acertar esses detalhes. Em vez disso, tento canalizar minha própria experiência na forma como retrato os personagens — particularmente personagens de diferentes patentes e posições dentro de uma hierarquia militar ou pseudo-militar — e como eles se relacionam uns com os outros nesse ambiente.</p><p><strong>Seus livros frequentemente exploram temas como história, conspirações e o impacto de eventos do passado no futuro. De onde vem o interesse por essas temáticas?</strong></p><p>Não me considero um teórico da conspiração de forma alguma, mas frequentemente me divirto lendo livros ou assistindo a programas de TV que lidam com esses assuntos. Acho esse segmento da sociedade infinitamente fascinante. Algumas teorias da conspiração são completamente absurdas, mas outras possuem aspectos que fazem você se perguntar se podem ser verdade. É ao refletir sobre essas ideias que encontro ideias interessantes para histórias. O mesmo acontece com a história real. Certamente não sou um historiador erudito, mas as aulas de história sempre estiveram entre as minhas favoritas na escola, e estudar história militar continuou sendo uma exigência durante meus anos de serviço. Isso foi uma sorte, pois me vi lendo todos os tipos de livros e artigos que de outra forma teria perdido. É uma tendência que continuou mesmo depois de todos esses anos e até encontrou maneiras de se infiltrar nos livros relacionados à escrita que também leio. Por exemplo, atualmente estou lendo um livro sobre como a Primeira Guerra Mundial influenciou a evolução da escrita de terror (Wasteland: The Great War and the Origins of Modern Horror, de W. Scott Poole).</p><p><strong>A interação com os fãs influencia ou inspira suas histórias?</strong></p><p>Eles inspiram minhas histórias no sentido de que me mantenho ciente do dinheiro, esforço e tempo que as pessoas dedicam a ler o que escrevo. Isso é especialmente verdadeiro para os leitores de — por exemplo — minhas histórias de Star Trek. Quando se trata de propriedades da cultura pop e do entretenimento, Star Trek tem uma base de fãs muito dedicada e intensamente leal. Os fãs mais hardcore estão muito envolvidos em coisas como romances, quadrinhos, jogos e outros produtos. Tento nunca esquecer que tive o privilégio de contribuir para essa franquia por muito tempo, e espero que meu respeito por ela e por seus fãs ainda transpareça, mesmo depois de todos esses anos.</p><p><strong>O que você sentiu ao escrever o primeiro livro de Star Trek: Coda, série que encerrou duas décadas de publicações de Star Trek?</strong></p><p>Intimidador? Aterrorizante? De partir o coração? Tudo isso e tantas outras emoções. Foi uma experiência tremenda escrever não apenas meu próprio livro, mas também colaborar com os escritores James Swallow e David Mack para criar essa história. Trabalhar com esses dois cavalheiros — ambos a quem chamo de amigos e colegas de confiança há muitos anos — foi uma recompensa em si. Isso não significa que sempre começávamos em consenso. Houve várias discussões sobre vários pontos da trama, e em diferentes casos poderia ser um de nós tentando convencer os outros dois, ou dois de nós tentando persuadir o que estava em desacordo. Mesmo com tudo isso, cada coisa está onde está em todos os três livros porque nós três concordamos que era onde precisava estar. Sei que a trilogia gerou uma variedade de reações e respeito isso, mas espero que os leitores ainda entendam que levamos a tarefa de escrevê-la muito a sério. Também é o tipo de projeto que estou tranquilo em não tentar novamente tão cedo.</p><p><strong>Quais são seus próximos projetos dentro e fora de Star Trek?</strong></p><p>Tenho várias coisas em que estou trabalhando no momento, mas estamos naquele espaço estranho em que não posso falar sobre nenhuma delas porque ainda não foram anunciadas. Recentemente fiz alguns trabalhos para três jogos de RPG diferentes, incluindo um novo que se conecta à franquia Planeta dos Macacos. Segundo o último relatório, o jogo será lançado no início do próximo ano. Os outros projetos de jogos e minha participação ainda não foram anunciados, mas espero que em breve se tornem públicos. Escrevi uma história, “A Study in Vacuum,” para Multiverse of Mystery, uma coleção de contos que levam Sherlock Holmes e John Watson em novas e diferentes direções. Diferentes períodos de tempo, diferentes realidades, na Terra ou no espaço, inversão de gênero e raça, você escolhe. O jogo está em andamento… em todos os lugares e tempos! Essa antologia está prevista para ser lançada mais perto do final do ano.</p><p><strong>Para finalizar, uma pergunta que faço a muitos autores do universo de Star Trek. O mercado editorial brasileiro tem negligenciado a publicação de obras de Star Trek, com o último lançamento ocorrido em 2016. Como grande parte dos leitores brasileiros não lê em inglês, o que você sugere que os fãs podem fazer para demonstrar o interesse na franquia no Brasil e a demanda de traduções para português dos romances tie-in deste universo?</strong></p><p>Como outros que você entrevistou disseram, a chave é encontrar uma editora no Brasil disposta a assumir a tarefa de traduzir os romances de Star Trek para a língua apropriada. Sei que isso não é uma venda fácil, mas talvez entrar em contato com editoras brasileiras por meio de suas plataformas de mídia social e demonstrar interesse seja um primeiro passo? Provavelmente exigiria um pouco de pesquisa para determinar quais editoras poderiam ser apropriadas para assumir a tarefa, como aquelas que já publicam romances de ficção científica. Um engajamento cuidadoso e respeitoso com essas editoras poderia abrir um diálogo com elas? Elas provavelmente gostariam de saber o tamanho do fandom de Star Trek no Brasil, mas se puderem ser convencidas de que há um público para as obras de Star Trek traduzidas, quem sabe o que pode acontecer?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f495c9f2b4f2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[The Bell Riots Have Arrived — Star Trek: Deep Space Nine]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 22 Aug 2024 14:18:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-08-22T14:18:09.553Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>The Bell Riots Have Arrived — Star Trek: Deep Space Nine</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/360/1*UEyaDshf0_DFPZlCAv9W0w.jpeg" /><figcaption>Benjamin Sisko as Gabriel Bell</figcaption></figure><p>The Bell Riots are a fundamental event in the <em>Star Trek: Deep Space Nine</em> (DS9) universe, depicted in the episodes “Past Tense, Part I” and “Past Tense, Part II” (season 3, episodes 11 and 12). Occurring in San Francisco, United States, from August 30 to September 2, 2024, the riots are led by Gabriel Bell, who becomes a martyr and a symbol of resistance against social oppression.</p><p>In the storyline, Commander Benjamin Sisko, Jadzia Dax, and Julian Bashir are accidentally transported to the past due to a transporter malfunction. They end up in a critical period of human history, marked by deep social and economic inequalities. During this time, marginalized people are confined in “Sanctuary Districts,” overcrowded and segregated urban zones where there is no access to employment, dignity, or human rights. The situation reaches a breaking point, resulting in the Bell Riots, when the residents of Sanctuary District A rise up in rebellion.</p><p>Gabriel Bell is an ordinary worker who becomes involved in the revolt to ensure that negotiations with the authorities do not result in more deaths. However, he is killed during the events, a fact that could drastically alter the timeline and the future of humanity. Sisko, realizing the historical significance of Bell, assumes his identity and ensures that the events follow the necessary course to preserve the unfolding of history and the future of the Federation.</p><p>The connections between the Bell Riots and reality are numerous and remain relevant. The story addresses issues such as social inequality, marginalization of vulnerable populations, ineffective public policies, and the dehumanization of impoverished communities — issues that are still present today. The Sanctuary Districts, which segregate the poor, are an extreme reflection of marginalized urban areas found in many cities worldwide, particularly in countries with significant economic disparities.</p><p>The Bell Riots represent a turning point in <em>Star Trek</em> history, as they are presented as the catalyst for social changes that eventually lead, over the following centuries, to the creation of a unified and more just Earth — principles that underpin the utopian philosophy of the United Federation of Planets.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=25ac776e7383" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Chegaram os Bell Riots — Star Trek: Deep Space Nine]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 22 Aug 2024 14:16:03 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-08-22T14:16:03.836Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Chegaram os Bell Riots — Star Trek: Deep Space Nine</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/360/1*UEyaDshf0_DFPZlCAv9W0w.jpeg" /><figcaption>Sisko assume o lugar de Gabriel Bell para salvar o futuro</figcaption></figure><p>Os Bell Riots são um evento fundamental no universo de Star Trek: Deep Space Nine (DS9), retratado nos episódios “Past Tense, Part I” e “Past Tense, Part II” (temporada 3, episódios 11 e 12). Ocorridos em San Francisco, nos Estados Unidos, entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro de 2024, os distúrbios são liderados por Gabriel Bell, que se torna um mártir e símbolo de resistência contra a opressão social.</p><p>Na trama, o Comandante Benjamin Sisko, Jadzia Dax e Julian Bashir são acidentalmente transportados para o passado devido a um problema com o teletransporte. Eles acabam em uma época crítica da história humana, marcada por profundas desigualdades sociais e econômicas. Durante o período, as pessoas marginalizadas eram confinadas em “Districts Sanctuaries” (Distritos Santuários), zonas urbanas superlotadas e segregadas, onde não havia perspectivas de emprego, dignidade ou direitos humanos. A situação chega a um ponto crítico, resultando nos Bell Riots, quando os residentes do Distrito Santuário A se revoltam.</p><p>Gabriel Bell é um trabalhador comum que se envolve na revolta para garantir que as negociações com as autoridades não resultem em mais mortes. No entanto, ele é morto durante os eventos, fato que pode alterar completamente a linha do tempo e o futuro da humanidade. Sisko, percebendo a importância histórica de Bell, assume sua identidade e garante que os acontecimentos sigam o curso necessário para preservar o desenrolar da história e o futuro da Federação.</p><p>As conexões entre os Bell Riots e a realidade são inúmeras e continuam ressoando. A história aborda questões como desigualdade social, marginalização de populações vulneráveis, falta de políticas públicas eficazes e desumanização de comunidades empobrecidas, temas que permanecem atuais. Os Distritos Santuários, que segregam os mais pobres, são um reflexo extremo das zonas urbanas marginalizadas existentes em muitas cidades do mundo, especialmente em países com fortes disparidades econômicas.</p><p>Os Bell Riots representam um ponto de virada na história de Star Trek, pois são apresentados como o gatilho para mudanças sociais que levaram, ao longo dos séculos seguintes, à criação de uma Terra unificada e mais justa, princípios que fundamentam a filosofia utópica da Federação dos Planetas Unidos.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=99e6966c100e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Interview with Keith R.A. DeCandido, Prolific Star Trek Author]]></title>
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            <category><![CDATA[decandido]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 18 Aug 2024 16:40:03 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-08-18T16:40:03.640Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kFDz0PiiIPBACQ5k9JqS4w.png" /><figcaption>Keith R.A. DeCandido</figcaption></figure><p>Keith R.A. DeCandido has built a solid and diverse career, writing for iconic franchises such as Star Trek, Doctor Who, Buffy the Vampire Slayer, and many others. Raised in a family of librarians, he was influenced early on by literary greats like Ursula K. Le Guin, J.R.R. Tolkien, and P.G. Wodehouse. With over three decades of experience, DeCandido shares his insights on the creative process, the challenges of writing for established universes, and the importance of representation in fiction. In an exclusive conversation, he reveals how he handles fan pressure, the inspirations behind his stories, and the complexities of navigating different media and genres. Additionally, DeCandido reflects on the near-total absence of Italian-American and Latino characters in Star Trek, a gap he often fills in his works within this universe. Check out the interview with Keith R.A. DeCandido.</p><p><strong>Can you tell us a bit about how you started your career as a writer and what inspired you to pursue this profession?</strong></p><p>I was raised by librarians, and reading was always a part of my childhood from the very beginning. My parents read to me all the time as an infant, and they gave me tons of things to read once I could do so on my own. I’ve always wanted to be one of the people who makes stories. The first thing I wrote was a “book” I put together with construction paper when I was six. It’s called <em>Reflections in My Mirror</em>. It’s terrible — I was six — but I still have it, to remind me of my roots. I continued to write always, including fiction on my own (still terrible) as well as articles and stuff for high school and college newspapers. That led to writing nonfiction for various magazines, including <em>Library Journal, The Comics Journal, Publishers Weekly</em>, and <em>Creem</em>. Then in 1994, I sold my first work of fiction, a collaborative Spider-Man short story with John Gregory Betancourt, and the rest is history.</p><p><strong>Who are some of your favorite writers and books that have influenced your work?</strong></p><p>When I was old enough to read on my own, my parents gave me Ursula K. Le Guin’s <em>Earthsea</em> trilogy, J.R.R. Tolkien’s <em>The Hobbit</em>, Robert A. Heinlein’s YA fiction, and P.G. Wodehouse’s Jeeves and Wooster stories to read. That’s pretty much what got me started on this insane road I’ve been on my whole life, and all four of those writers continued to influence me (especially Le Guin and Wodehouse). Other inspirational writers for me range from Mary Shelley (<em>Frankenstein</em> is still my favorite novel) to Harlan Ellison to Chris Claremont to J.M. DeMatteis to Laurie R. King to Carl Hiaasen to David Simon.</p><p><strong>How do you handle the pressure and expectations from fans when writing stories for such iconic franchises as <em>Star Trek</em>, <em>Alien</em>, <em>Buffy the Vampire Slayer</em>, <em>Doctor Who</em>, <em>Resident Evil</em>, <em>Stargate SG-1</em>, <em>Supernatural</em>, <em>The X-Files</em>, etc.?</strong></p><p>Mostly by immersion. Before I dive into a book set in a particular universe, I mainline it. As an example, when I got the gig in 2008 to write a <em>Farscape</em> comic book, I sat down and rewatched the entire show. For something bigger, like <em>Star Trek</em>, I pick the episodes and/or movies (and sometimes books and comics) that specifically relate to what I’m writing and do a deep dive. I always try to keep the expectations of the audience in mind, and make sure that I’m true to the world that has been established in that particular milieu.</p><p><strong>You have written in a variety of genres and media, including novels, short stories, and comics. How do you approach each different format?</strong></p><p>Mostly I try to keep in mind what the different needs of the medium in question are. Novels are, by comparison, pretty straightforward: you’re telling a long-form story, you can do digressions and subplots and depth and other fun things. Short stories and comics are more proscribed, as you have limited space to tell your story, so you have to boil your tale down to its essence. For a comic book, I also have to keep in mind that I’m sharing the storytelling work with the artist. I also try to treat each page like a discreet storytelling unit: I always make sure a scene starts at the top of a page and ends at the bottom of a page.</p><p><strong>What was your experience like writing for the <em>Star Trek</em> universe? What challenges did you face working with such a vast and beloved universe?</strong></p><p>In addition to throwing all those books at me that I mentioned above, my parents also spent my childhood watching <em>Star Trek</em>. The original series was rerun on one of the local stations in New York City every weeknight at 6pm. We’d watch <em>Star Trek</em> and then have dinner. That was our regular routine. So I’ve been a fan of <em>Trek</em> since birth. That fandom continued to the movies once they started in 1979 and to the various spinoffs once they kicked off in 1987. Since 1999, I have written novels, novellas, short stories, comic books, reference books, and gaming material in the universe of <em>Trek</em> and articles, reviews, rewatches, and think-pieces about <em>Trek</em>, and I hope it never stops. The actual answer to your question is that it’s no challenge at all. I love this vast and beloved universe and relish every opportunity to once again write in it or about it. I love that it presents a hopeful and optimistic future, and I love that the solutions to the problems are usually ones of compassion and conversation rather than violence.</p><p><strong>You wrote <em>Demons of Air and Darkness</em>, part of the <em>Gateways</em> series. How did you integrate the elements of the Gateways saga into the narrative of <em>Deep Space Nine</em>?</strong></p><p>Oh, that was easy: we all talked to each other. Bob Greenberger, Peter David, and I — who were writing the portions of the crossover that all took place in the same place and the same time, as they did, respectively, <em>The Next Generation</em> and <em>New Frontier</em> segments — made sure to stay in touch with each other and coordinate. Bob in particular was sort of the continuity cop for the whole thing, as he conceived the series and was telling the “main” story in his <em>TNG</em> portions.</p><p><strong>In this same book, we find many characters with Latin and Italian names. How did you come to the decision to create such characters? Do you think there is a lack of Latin or other diverse characters in Star Trek universe?</strong></p><p>One of the great frustrations of my life as an Italian-American is the lack of representation of Italian-Americans in fiction in general, whether on the screen or in literary works. All too often, if you see folks of Italian descent at all, they’re either gangsters or comic relief — or both. In addition, <em>Trek</em> in particular (though it’s not alone in this) has been terrible about having Italian or Latin characters. There has yet to be an opening-credits regular on a <em>Trek</em> show who is of Italian descent, and there’ve only been 1.5 Latin characters (B’Elanna Torres and Erica Ortegas). The latest batch of shows in particular have done an excellent job generally with providing a more representative sampling of humanity, but there’s still a lack of Italians, of Latins, and also of Eastern Europeans.</p><p><strong>What aspects of <em>Deep Space Nine</em> do you find most appealing as a writer, and how did you incorporate these elements into your stories?</strong></p><p>Honestly, what I love most about <em>DS9</em> is the massive ensemble and how they interact with each other. <em>DS9</em> had the biggest and most complex cast of characters of any of the <em>Trek</em> shows, and one of the joys of writing a <em>DS9</em> novel is getting to play with those characters.</p><p><strong>How do you see the evolution of the main characters from <em>Deep Space Nine</em> in your works, especially after the end of the TV series, in the so-called <em>relaunch</em>?</strong></p><p>One of the great things about the post-finale novels (the term “relaunch” really only refers to the <em>Avatar</em> two-book series by S.D. Perry, which relaunched the <em>DS9</em> fiction line) is that we were able to move forward. <em>DS9</em> regularly set the status quo on fire, and by continuing the story after “What You Leave Behind,” we were able to continue that tradition. In addition, the characters progressed in wonderful ways, and we got to continue that, too. In the case of <em>Demons of Air and Darkness</em>, I particularly enjoyed writing Kira and Nog as they settled into their new jobs of, respectively, station commander and chief of operations, Dax as she finally started to become comfortable with being joined and figuring out who Ezri Dax (as opposed to Ezri Tigan) actually <em>is</em>, and the incorporation of the characters of Vaughn, Ro, Taran’atar, and Shar into the ensemble.</p><p><strong>Was there any character you identified with more or found more challenging to write?</strong></p><p>Kira and Worf have always been my two favorite <em>Trek</em> characters, so getting to write the two of them in my first two <em>Trek</em> novels — Worf in <em>Diplomatic Implausibility</em>, Kira in <em>Demons of Air and Darkness</em> and its followup novella “Horn and Ivory” — was a huge thrill. I also particularly love writing Quark, Nog, Data, Lwaxana Troi, and, to my surprise, Riker.</p><p><strong>How do you balance the need to stay true to the original material of <em>Deep Space Nine </em>with the creation of new stories and narrative arcs?</strong></p><p>Easily. The creation of new stories and narrative arcs was what <em>DS9</em> always <em>did</em>.</p><p>To learn more about DeCandido’s work, visit his website: <a href="http://decandido.net/](http://decandido.net/)">http://decandido.net/</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1c7773384cdb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Entrevista com Keith R.A. DeCandido, autor de dezenas de obras no universo de Star Trek]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[apenas um trekker]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 18 Aug 2024 16:33:51 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-08-18T16:33:51.256Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kFDz0PiiIPBACQ5k9JqS4w.png" /><figcaption>Keith DeCandido</figcaption></figure><p>Keith R.A. DeCandido construiu uma carreira sólida e diversificada, escrevendo para franquias icônicas como Star Trek, Doctor Who, Buffy, a Caça-Vampiros e muitas outras. Criado em uma família de bibliotecários, desde cedo foi influenciado por grandes nomes da literatura como Ursula K. Le Guin, J.R.R. Tolkien e P.G. Wodehouse. Com mais de três décadas de experiência, DeCandido compartilha suas reflexões sobre o processo criativo, os desafios de escrever para universos já estabelecidos e a importância da representação na ficção. Em uma conversa exclusiva, ele revela como lida com a pressão dos fãs, as inspirações para suas histórias e as complexidades de transitar por diferentes mídias e gêneros. Além disso, DeCandido reflete sobre a quase total ausência de personagens ítalo-americanos e latinos em Star Trek, lacuna que costuma preencher em suas obras neste universo. Confira a entrevista com Keith R.A. DeCandido.</p><p><strong>Você pode nos contar um pouco sobre como começou sua carreira como escritor e o que o inspirou a seguir essa profissão?</strong></p><p>Fui criado por bibliotecários, e a leitura sempre fez parte da minha infância desde o começo. Meus pais liam para mim o tempo todo quando eu era bebê, e me deram muitas coisas para ler quando eu já sabia ler sozinho. Sempre quis ser uma das pessoas que cria histórias. A primeira coisa que escrevi foi um “livro” que fiz com papel colorido quando tinha seis anos. Chama-se <em>Reflections in My Mirror</em>. É terrível — eu tinha seis anos — mas ainda o tenho para me lembrar das minhas raízes. Continuei a escrever sempre, incluindo ficção por conta própria (ainda terrível) e artigos e coisas para os jornais da escola e da faculdade. Isso me levou a escrever não-ficção para várias revistas, incluindo <em>Library Journal,</em> <em>The Comics Journal</em>, <em>Publishers Weekly</em>, e <em>Creem</em>. Então, em 1994, vendi meu primeiro trabalho de ficção, uma história curta colaborativa do Homem-Aranha com John Gregory Betancourt, e o resto é história.</p><p><strong>Quais são alguns dos seus escritores e livros favoritos que influenciaram seu trabalho?</strong></p><p>Quando eu tinha idade suficiente para ler sozinho, meus pais me deram a trilogia <em>Earthsea</em> de Ursula K. Le Guin, <em>O Hobbit</em>, de J.R.R. Tolkien, a ficção juvenil de Robert A. Heinlein e as histórias de Jeeves e Wooster de P.G. Wodehouse para ler. Foi basicamente isso que me colocou nesse caminho louco em que estou desde sempre, e todos esses quatro escritores continuaram a me influenciar (especialmente Le Guin e Wodehouse). Outros escritores inspiradores para mim vão desde Mary Shelley (<em>Frankenstein</em> ainda é meu romance favorito) até Harlan Ellison, Chris Claremont, J.M. DeMatteis, Laurie R. King, Carl Hiaasen e David Simon.</p><p><strong>Como você lida com a pressão e as expectativas dos fãs quando escreve histórias para franquias tão icônicas como <em>Alien</em>, <em>Buffy the Vampire Slayer</em>, <em>Doctor Who, Resident Evil</em>, <em>Stargate SG-1</em>, <em>Supernatural</em>, <em>The X-Files</em> etc.?</strong></p><p>Principalmente por imersão. Antes de mergulhar em um livro ambientado em um universo específico, eu mergulho de cabeça nele. Por exemplo, quando recebi o trabalho em 2008 para escrever uma história em quadrinhos de <em>Farscape</em>, sentei-me e reassisti a toda a série. Para algo maior, como <em>Star Trek</em>, eu escolho os episódios e/ou filmes (e às vezes livros e quadrinhos) que se relacionam especificamente com o que estou escrevendo e faço uma análise aprofundada. Sempre tento manter as expectativas do público em mente e garantir que estou fiel ao mundo estabelecido naquele universo em particular.</p><p><strong>Você já escreveu uma variedade de gêneros e mídias, incluindo romances, contos e quadrinhos. Como você aborda cada formato diferente?</strong></p><p>Principalmente, tento manter em mente as diferentes necessidades do meio em questão. Romances são, em comparação, bastante diretos: você está contando uma história longa, pode fazer digressões e subtramas, aprofundar e fazer outras coisas divertidas. Contos e quadrinhos são mais restritos, pois você tem espaço limitado para contar sua história, então precisa reduzi-la à sua essência. Para uma história em quadrinhos, também preciso lembrar que estou compartilhando o trabalho de contar a história com o artista. Também tento tratar cada página como uma unidade de narrativa discreta: sempre me certifico de que uma cena comece no topo de uma página e termine na parte inferior.</p><p><strong>Como foi sua experiência escrevendo para o universo de <em>Star Trek</em>? Quais desafios você enfrentou ao trabalhar com um universo tão vasto e amado?</strong></p><p>Além de me fornecerem todos aqueles livros que mencionei acima, meus pais também passaram minha infância assistindo <em>Star Trek</em>. A série original era reprisada em uma das emissoras locais em Nova York todas as noites da semana às 18h. Assistíamos <em>Star Trek</em> e depois jantávamos. Essa era nossa rotina regular. Então, sou fã de <em>Trek</em> desde o nascimento. Esse fandom continuou com os filmes, a partir de 1979, e com os vários spin-offs, a partir de 1987. Desde 1999, escrevi romances, novelas, contos, quadrinhos, livros de referência e material de jogos no universo de <em>Trek</em>, além de artigos, resenhas, revisões e reflexões sobre <em>Trek</em>, e espero que isso nunca pare. A resposta real à sua pergunta é que não é nenhum desafio. Eu amo este universo vasto e amado e aproveito cada oportunidade para escrever nele ou sobre ele. Adoro que ele apresente um futuro esperançoso e otimista, e adoro que as soluções para os problemas geralmente sejam de compaixão e diálogo, em vez de violência.</p><p><strong>Você escreveu <em>Demons of Air and Darkness</em>, parte da série <em>Gateways</em>. Como você integrou os elementos da saga <em>Gateways</em> na narrativa de <em>Deep Space Nine</em>?</strong></p><p>Ah, isso foi fácil: todos conversamos entre nós. Bob Greenberger, Peter David e eu — que estávamos escrevendo as partes do crossover que aconteciam no mesmo lugar e ao mesmo tempo, respectivamente em <em>The Next Generation</em> e <em>New Frontier</em> — nos certificamos de manter contato e coordenar. Bob, em particular, foi uma espécie de “guarda da continuidade” para toda a série, já que ele concebeu a ideia e estava contando a história “principal” em suas partes de <em>TNG</em>.</p><p><strong>Neste mesmo livro, encontramos um grande número de personagens com nomes latinos e italianos. Como foi a decisão de criar tais personagens? Você acha que faltam personagens latinos ou de outras origens em Star Trek?</strong></p><p>Uma das grandes frustrações da minha vida como ítalo-americano é a falta de representação de ítalo-americanos na ficção em geral, seja na tela ou em obras literárias. Com muita frequência, se você vê pessoas de ascendência italiana, elas são ou mafiosos ou alívios cômicos — ou ambos. Além disso, <em>Trek</em> em particular (embora não seja o único) tem sido terrível em ter personagens italianos ou latinos. Ainda não houve um personagem regular nos créditos de abertura de uma série de <em>Trek</em> que seja de ascendência italiana, e houve apenas 1,5 personagens latinos (B’Elanna Torres e Erica Ortegas). Os últimos lotes de programas, em particular, fizeram um excelente trabalho em geral ao oferecer uma amostra mais representativa da humanidade, mas ainda há uma falta de italianos, de latinos e também de europeus orientais.</p><p><strong>Quais aspectos de <em>Deep Space Nine</em> você acha mais atraentes como escritor, e como você incorporou esses elementos em suas histórias?</strong></p><p>Honestamente, o que mais amo em <em>DS9</em> é o enorme elenco e como eles interagem uns com os outros. <em>DS9</em> teve o maior e mais complexo elenco de personagens de todas as séries de <em>Trek</em>, e uma das alegrias de escrever um romance de <em>DS9</em> é poder brincar com esses personagens.</p><p><strong>Como você vê a evolução dos personagens principais de <em>Deep Space Nine</em> em suas obras, especialmente após o fim da série de TV, no chamado <em>relaunch</em>?</strong></p><p>Uma das grandes coisas sobre os romances pós-final (o termo “<em>relaunch</em>” realmente se aplica apenas à série de dois livros <em>Avatar</em> de S.D. Perry, que relançou a linha de ficção de <em>DS9</em>) é que pudemos avançar. <em>DS9</em> regularmente destruía o status quo, e ao continuar a história após “<em>What You Leave Behind</em>”, pudemos continuar essa tradição. Além disso, os personagens progrediram de maneiras maravilhosas, e pudemos continuar isso também. No caso de <em>Demons of Air and Darkness</em>, gostei particularmente de escrever sobre Kira e Nog enquanto eles se adaptavam aos seus novos trabalhos de, respectivamente, comandante da estação e chefe de operações, Dax enquanto ela finalmente começava a se sentir confortável com ser um Trill unido e a descobrir quem realmente é Ezri Dax (em oposição a Ezri Tigan), e a incorporação dos personagens de Vaughn, Ro, Taran’atar e Shar no conjunto.</p><p><strong>Houve algum personagem com o qual você se identificou mais ou que foi mais desafiador de escrever?</strong></p><p>Kira e Worf sempre foram meus dois personagens favoritos de <em>Trek</em>, então poder escrever sobre os dois nos meus primeiros dois romances de <em>Trek</em> — Worf em <em>Diplomatic Implausibility,</em> Kira em <em>Demons of Air and Darkness</em> e sua novela subsequente “<em>Horn and Ivory</em>” — foi uma enorme satisfação. Também gosto particularmente de escrever sobre Quark, Nog, Data, Lwaxana Troi e, para minha surpresa, Riker.</p><p><strong>Como você equilibra a necessidade de se manter fiel ao material original de <em>Deep Space Nine</em> com a criação de novas histórias e arcos narrativos?</strong></p><p>Fácil. A criação de novas histórias e arcos narrativos foi o que <em>DS9</em> sempre fez.</p><p>Para saber mais sobre a obra de DeCandido visite seu website: <a href="http://decandido.net/">http://decandido.net/</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cf3e9783587d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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