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        <title><![CDATA[Stories by Augusto T. on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Augusto T. on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Amor Não Correspondido? Não se sinta só!(Caso Real)]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Augusto T.]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 17 Apr 2016 09:14:17 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-04-17T09:14:17.449Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<blockquote>Eu esperei por muito tempo. Muito tempo mesmo. Foram um pouco mais de 6 anos para saber o que é a verdadeira dor de não ser correspondido quando me deparado com a paixão, logo depois o amor.</blockquote><h4>Me apaixonei por ele…</h4><p>Eu era um adolescente já perto da maioridade quando me apaixonei por um garoto que estava apenas iniciando a jornada na adolescência. Me sentia mal por ter aquele sentimento por uma pessoa tao jovem, cerca de 5 anos mais nova que eu. A gente se conheceu nesses eventos (ou feiras) de anime e cultura japonesa, já que eu tanto gostava daqueles desenhos. Logo peguei o MSN dele e fomos conversando.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*l4nhZk0Hhv5tgbr_H2l5-g.jpeg" /><figcaption>Assim tudo começou</figcaption></figure><p>Não demorou muito para eu desenvolver uma das primeiras amizades mais fortes que eu já tive na vida, e falo isso por ele também. Todo nosso contato era pela internet, fosse por webcam, ou gravação de audio. (calma, naquele tempo eu nunca tinha tentado algo com segundas intenções, se é que me entende).</p><p>Mas a medida que a gente se encontrava novamente, cerca de 3 vezes no ano, era uma explosão de sentimentos cada vez maiores. Eu já apaixonado, vivia com o medo de me declarar e ele me recusar, ou no minimo eu passar uma baita vergonha pela nossa diferença de idade.</p><h4>Ele hétero…</h4><p>Ele sempre disse que era hétero. Impressionantemente, já que ele era acompanhado de um jeito diferente de meninos comuns, como característica que alguns <em>Gays </em>possuem [fortemente]. Isso só me deixava ainda mais encantado, que ao ver ele tao solto, me fazia querê-lo do meu lado 24 horas, embora geralmente só tivéssemos 4 ou 5 horas pra aproveitar ao máximo a companhia um do outro em um evento que na maioria das vezes, se não fosse por ele eu nem iria.</p><p>Nossa, essa história parece ser tao longa, que já estou até com receio de continuar. Pois bem, vamos ver até onde eu consigo chegar.</p><h4>Amor proibido!</h4><p>Eu praticamente conversava com ele todos os dias. Foi o meu <em>segundo amor</em>, isso porque o meu primeiro também não havia sido correspondido. — Eu era apaixonado por uma garota, passava vários dias da semana na casa dela e eu era tao inocente e tímido que logo o tempo passou e nada aconteceu, mesmo tendo me declarado para ela. —</p><p>Então o tempo foi passando e meu amor por ele só aumentava. Cheguei a desenvolver uma mascara para que isso fosse mais adiante. Chamava ele de irmão, o irmão que eu queria ter (em parte, já que a gente se dava tao bem, diferente de irmãos normais por parte de sangue). E ele só fortalecia a nossa amizade.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*D3ReQ9DR5VZFP6oz5AgXCg.jpeg" /><figcaption>Eu fiquei assim por tantos anos… até mesmo hoje.</figcaption></figure><blockquote>Não me arrependo disso, pois se não fosse o <strong>sentimento </strong>que eu tenho<strong> a mais</strong>, ele certamente seria meu irmão para vida inteira.</blockquote><p>Eu o amava tanto, que quando nos encontrávamos nos eventos, fosse com ele acompanhado ou sozinho, eu passava por todos aqueles sentimentos de quando a gente é bem novo e ta se apaixonando pelas primeiras vezes. Meu deus, ele era tao lindo. Fofinho, meigo, afetado (o que dava um toque meio feminino nele). Era perfeito. Até que ele entrou na adolescência e começou a namorar.</p><h4>O começo do Fim</h4><p>A medida que o tempo ia passando, eu me protegia dessa paixão que eu julgava ser <em>proibida</em>, não só pelo fato de saber que ele era hetero e eu um suposto curioso, mas também por ter tido uma criação com base bíblica (<em>o que não questiono de forma alguma, o importante é que hoje eu posso agradecer por ter sido protegido inúmeras vezes pelos princípios que a bíblia me trouxe</em>).</p><p>Eu mesmo me protegia porque eu sabia que <strong>era muito impossível</strong> de acontecer alguma coisa entre a gente, alguma coisa duradoura, porque eu nem imaginava algo rápido, porque eu o amava tanto que a ideia de ter algo rápido como uma simples saída (mesmo que ele quisesse) já me despertava o medo de perde-lo. <strong>Era um caos.</strong></p><h4>(EU) Tentava me proteger</h4><p>E para me proteger, todos os anos eu passava um tempo sem falar com ele, fosse porque eu sabia que eu tava com os sentimentos muito fortes para com ele e precisava parar já que eu só tava me machucando, ou fosse porque eu tinha muitos ciumes dele e qualquer coisa fora do nosso circulo (eu e ele), sim, até mesmo as saídas com os amigos dele (que eram todos de escola e vizinhos de prédio) eu me sentia mal e excluído.</p><p>O tempo foi passando e nós fomos ficando mais <em>maduros</em>. Lembrando que eu sou 5 anos mais velho que ele, (o que para alguns pode ser muito e para outros pode ser pouco tempo). Cheguei a passar um bom tempo sem ter contato com ele, porque depois que ele começou a namorar, simplesmente aconteceu o que acontece quase sempre com seus amigos, eles somem. Mesmo eu forçando e falando com ele todos os dias fosse no MSN ou no Orkut.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/570/1*SCtL4YUFrQcMwhlG5DS8Iw.jpeg" /></figure><p>Não sei o tempo total que ele passou namorando, mas deve ter sido uns 3 anos e meio. — <em>Durante todo esse tempo eu demonstrava que amava ele, tinha um carinho por ele anormal. Era mais do que um amigo pra mim e eu para ele. </em>— Pensava nele todos os dias, sim, uma paixão alimentada por mais de 4 anos até esse ponto do texto, e eu não tinha tido coragem de me declarar, tudo porque ele jurava ser hetero, além de estar namorando né.</p><blockquote>Cheguei a cogitar na minha mente uma fantasia de que nós no futuro casávamos e tínhamos um filho. Viveríamos felizes para sempre — Lindo!</blockquote><p>Ele começou a passar por complicações no namoro dele, e eu como expectador e fazendo meu papel de amigo, comecei a incentivar ele a continuar se ele tava feliz. Afinal <strong>eu tinha chegado num ponto de “mediocridade afetiva” que eu só me importava com a felicidade dele e não a minha</strong>.</p><h4>Ele com Depressão</h4><p>Ele segurou o relacionamento dele até onde deu. Aconteceu que a namorada dele, por “N” motivos (os quais eu não sei ou não lembro), acabou o namoro. Foi uma bomba para um garoto que estava já dando sinais de que estava passando por alguns problemas emocionais. Uma depressão violenta estourou nele, e aí começou uma batalha para ele que até mesmo levou riscos sérios a vida dele.</p><p>Eu sabia um pouco do que estava ocorrendo, mas ele nessa época estava tao fechado que quando eu perguntava se tava tudo bem e ele respondia que sim, isso já bastava para mim.</p><h4>Eu com Depressão</h4><p>Comecei a trabalhar no meu próprio quarto, estilo “home-office”. Eu escrevia como freelancer, nunca tive boa habilidade para tal, como podem perceber, mas eu me esforcei e aprendi um pouco do que é essa profissão. Durante um período em que peguei um <em>Freela </em>para um amigo onde eu deveria escrever um <em>Ebook </em>de 20 mil palavras em 15 a 20 dias, eu já cheio de problemas emocionais e etc. acabei indo de encontro à uma crise de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_ansiedade_generalizada">Ansiedade Generalizada</a>, que fez eu ir a um psiquiatra pela primeira vez na minha vida e assim descobrir que estava com um quadro de <em>depressão agressiva</em> e meus nervos já não estavam mais aguentando nada.</p><h4>Inimigo em comum</h4><p>Eu e ele doentes. Se na época que eu descobri que tinha depressão e comecei o tratamento com 3 medicações diárias, eu tivesse falado pra ele, com certeza isso afetaria o nosso Presente. Mas como eu não lembro o que exatamente ocorreu pra eu não dar importância a isso, — <strong>juro que não lembro se estávamos afastados, ou se eu já trabalhava mentalmente para esquece-lo de vez</strong>. —</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*v_B7G8fZq0Hh2MaK_0-XMQ.jpeg" /></figure><p>Nesse tempo todo, eu dava sempre um tempo de intervalo pra a gente falar novamente, <em>como eu já falei mais acima</em>. O problema era que eu achava que assim eu tinha maiores chances de <strong>parar de me iludir</strong> e quando voltasse a falar com ele eu assim já o teria somente como um amigo normal.</p><p>Não vou mentir. Existiu SIM o período em que eu já tinha desistido dele e fui deixando o sentimento morrer. Fosse por não falar mais com ele como antes, ou ser frio. <strong>Isso acabava afastando ele, que não desistia de nossa amizade, elogiavelmente</strong>.</p><h4>Experimentos</h4><p>Ele começou a se tratar emocionalmente, com remédios, terapias, medicos e mais especialistas para tentar fazer ele sair daquela situação o mais rápido possível. Foram inúmeras tentativas frustrantes de medicamentos ingeridos (receitados por psiquiatras) e que ele teve uma péssima reação.</p><p>Durante esse período, não só por ele ter se isolado, eu já tinha me desligado dele. Digo, ele estava ali sempre presente na minha mente. <strong>Todos os dias se tinha uma coisa que eu pensava de bom pro meu futuro que eu queria, era que tivesse a possibilidade de eu revelar meus sentimentos pra ele e ele topar um relacionamento.</strong> Daí então, se desse certo, a gente naturalmente daríamos os passos necessários para construir uma vida a dois. Mas isso eu tentava apagar da minha mente, a todo custo. No final <strong>eu sabia que ao ficar pensando nisso, eu só despertaria mais paixão por ele e tudo mais</strong>. Mas os sentimentos se faziam presentes.</p><p>Agora chegou o momento que mais interessa a quem estiver lendo. Talvez uma pessoa a mais, fora eu, leia isso. Muito obrigado, de qualquer maneira.</p><h4>O impossível acontece!</h4><p>Recentemente ocorreu o que eu acreditava ser impossível. Ao ter a medicação acertada e uma terapia passando por psicologa,<strong> ele amadureceu muito mais do que eu imaginara um dia</strong>. E mesmo há alguns poucos meses atras, eu já mandava varias indiretas pra ele e até mesmo diretas, falando piadinhas que remetiam a uma possível relação entre nós, mesmo que fosse por <em>zoeira</em>. — <strong>Ele sempre negou que tivesse qualquer interesse em um relacionamento homoafetivo, ou mesmo por curiosidade </strong>— .</p><p>Então chegou o dia… o dia em que ele me contara sobre sua ultima descoberta, gracas a terapia que estava tendo com a psicologa. Ele me contou que <em>eu era uma das únicas pessoas que estavam sabendo até então</em>, que <strong>ele era Bissexual</strong>. Já imaginou como eu devo ter ficado né?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*Tpapq-ekMcT80Hdlt84W5A.jpeg" /><figcaption>Liberdade!!!!!!!!</figcaption></figure><h4>Me declaro! Finalmente!!!</h4><p>No mesmo instante, depois de perguntar a ele varias vezes se isso era verdade, obvio, <strong>eu revelei meus sentimentos que tinha para com ele</strong>. Não sei se fui convincente naquele momento, mas ao longo do nossos papos depois disso com certeza ficou claro que eu o amava, e tinha uma paixão adormecida, que eu forcei adormecer, porque eu só me machucava e via que tudo o que eu falava não surtia efeito para ele me dar uma chance.</p><p><strong>Não estamos falando de sexo aqui</strong>. Estamos falando de <strong>amor</strong>. Eu não o enxergava com olhos de segundas intenções, como quando nós vemos uma pessoa atraente na rua ou em qualquer outro ambiente e nós desejamos.</p><blockquote><strong>Eu só queria ter ele pra mim, do meu lado, me amando, enquanto eu o protegia, o amava, e faria de tudo para ele ser a pessoa mais feliz do mundo.</strong></blockquote><p>Depois que eu contei isso para ele, impressionantemente foi despertado nele a vontade de ter sua primeira experiencia homoafetiva. Sim, nós chegamos a combinar a ir logo pros “finalmentes”, sem ficar de enrolação. Foi marcado para o dia seguinte, mas <em>minha consciência pesou</em> e eu não consegui ir adiante com o plano. Na madrugada enviei uns 3 audios de mais de 5 minutos cada um — eu sei, ninguém merece — mas foi assim que aconteceu. Naquele Domingo eu fiquei em casa amargurado e ele também, frustrado com o que eu tinha falado, ficou chateado e preferiu deixar para lá toda essa ideia.</p><p>No entanto, eu continuava a perguntar como ele tinha descoberto isso, se ele tinha certeza de tudo isso e se ele já tinha se indagado sobre nossa relação. As conversas foram avançando até que eu não aguentava mais, e <strong>com o amor que eu já sentia adormecido junto com a paixão acordada</strong>, combinei com ele para ficarmos no cinema.</p><h4>Aventuras + Esperanças: EVITE!</h4><p>Foi <strong>um dos dias mais especiais da minha vida</strong>, em meus 25 anos. <em>O dia em que eu consegui beijar, demonstrar carinho, me sentir bem cuidado e amado pelo garoto que eu tinha me apaixonado há 7 anos.</em> Pode ser difícil para você imaginar essas emoções, porque acho incomum uma pessoa passar por isso que eu passei, mas imagine a minha emoção como se eu tivesse apaixonado há apenas 1 ano por ele, talvez agora dê pra imaginar um pouco como eu estava naquele dia, ao receber o nosso primeiro beijo na fila para comprar os ingressos no auto-atendimento do cinema.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*KXtHqYRIS7sJdc34vPItfw.jpeg" /></figure><p>Então nos beijamos algumas vezes naquela tarde. Mas o mais marcante foi o conjunto, não os beijos em si. Tudo aquilo, <strong><em>aquilo que eu sempre sonhei, estar ao lado dele, abraçando o braço esquerdo dele, cheirando ele, sentindo o gosto e o carinho com o qual ele me beijava (ele já experiente) e eu todo nervoso</em></strong>.</p><p>Depois disso, enquanto eu falava pra ele que tinha medo daqueles sentimentos virem a tona novamente, ele me acalmava e dizia que ninguém sabe do futuro, e se tivesse de acontecer algo ia acontecer.</p><blockquote>Logo me enchi de esperança, coisa tipica de um ser tao carente como eu sou, ainda mais vindo dele.</blockquote><p>Saímos novamente. Dessa vez nos reservamos a algo a mais que o carinho que já tivemos anteriormente. No cinema novamente, numa sessão as 23:40. Agora sim estamos falando de segundas intenções.</p><p>Mas nesse segundo encontro eu já estava consciente de que não ia rolar mais do que essas aventuras. Mesmo assim, <strong>minha personalidade tão romântica só queria enxergar um possível futuro namoro</strong>.</p><p>Demonstrei pra ele na medida do possível e do impossível, no pouco tempo que tivemos juntos trocando carinho, todo o meu amor, ou pelo menos o potencial do amor que eu tenho por ele.</p><p>Em meio há tantas desesperadas tentativas de arrancar uma resposta positiva dele, ou um sinal verde, eu simplesmente me declarava a todo momento, basicamente. Mas não tao agressivamente assim, pois eu sabia que isso podia mais afastar do que atrair.</p><p>E então aconteceu de eu querer marcar mais uma saída. Uma saída que seria apenas mais uma entre outras que poderiam acontecer, com a pretensão de que nós pudêssemos nos divertir, trocar carinho e fortalecer nosso laço, até que chegasse o tao sonhado [por mim] namoro.</p><h4>“Lovin can hurt…” (Photograph — Ed Sheeran)</h4><p>Foi quando em meio a mensagens no whatsapp, ele me falou que <strong><em>não tinha mais como sair comigo como casal, pois agora ele tinha achado um menino para se relacionar e que achava que não era algo para se ficar, mas talvez o menino certo para namorar.</em></strong> (tudo bem, aqui eu posso ter trocado a ordem das palavras, mas foi exatamente assim que ele falou).</p><p><strong>Meu mundo caiu né?!</strong> Como poderia ser diferente? Dialoguei com ele mostrando os pontos mais comuns e fáceis para fazer ele enxergar que EU era a pessoa ideal para ele, ao menos naquele instante.</p><ul><li>Nós eramos melhores amigos ha mais de 6 anos.</li><li>A gente se conhecia como nenhuma outra pessoa que chegasse na minha ou na vida dele nesse momento atual.</li><li>A gente passava pelos mesmos problemas emocionais (mesmo em níveis diferentes). Afinal a gente se ajudava em tudo que nós falávamos de coisas pessoais, principalmente com relação a depressão.</li><li>“<strong>Eu te amo ha mais de 5 anos, cara!</strong>” — Falei num tom desesperado, diversas vezes, com essas mesmas palavras e com algumas outras.</li><li>Eu esperava pelo menos que ele me desse uma chance. Principalmente pelo fato de ser a primeira experiencia dele.</li></ul><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*N5aLf3YkG4XjMEXkVmO_RA.jpeg" /><figcaption>Como me senti.</figcaption></figure><h4>Ultimos suspiros…</h4><p>Bem, durante a semana que esses últimos eventos aconteceram, eu e ele ficamos <em>perturbados</em>. Sim, ele por que sabia que <strong>só tinha uma solução</strong> para isso tudo, e eu porque tinha <strong>perdido o amor da minha vida</strong>. O cara que eu tinha me apaixonado, que eu reguei por tanto tempo a semente do amor.</p><p>Eu só queria uma chance para tentar fazer ele ser a pessoa mais feliz do mundo, principalmente com os problemas que tanto ele quanto eu temos no sentido emocional.<strong> Seria uma cura para nós dois</strong>.</p><h4>Deixa o tempo…</h4><p>Mas falando sobre a unica saída que ele sabia que existia, foi ela que nós optamos. <em>Eu já sabia que continuar amigo, eu não conseguiria. </em>— Na melhor das intenções possíveis, ele me ofertou que poderíamos continuar a sair, mas somente como amigos. Nos falaríamos, somente como amigos. Tudo (para ele) poderia continuar normal. Apenas que eu levasse em conta que ele estava num relacionamento (ou iniciando) e que eu não poderia mais ter essa esperança de ser feliz ao lado dele. Sim, <strong>chegamos a dolorosa conclusão que eu teria que deletar ele das minhas redes sociais para que assim eu pudesse esquece-lo no sentido amoroso</strong>.</p><p>Afinal de contas, como que uma pessoa vai esquecer aquele amor enquanto estiver nutrindo esse sentimento, enquanto vê as postagens no Facebook, tem a possibilidade de falar no Whatsapp, e em outras redes sociais?</p><p>E se ele resolver assumir publicamente o relacionamento —<strong> mesmo que aqui eu esteja sendo um tanto quanto pessimista demais</strong> — eu avistasse a foto dele com a do outro garoto, seu namorado?! Eu realmente não sei o que aconteceria comigo.</p><h4>“Só não queria dizer adeus. Só não queria perder o que sempre foi meu…” (Porto Alegre — Fresno)</h4><p><em>Sofrendo como nunca sofri na minha vida inteira</em>, enquanto nós conversávamos em tom de despedida,<strong> eu tentando contornar mais uma vez para fazer ele mudar de ideia e ver que ele poderia estar dando um passo em falso</strong> e<strong> ele em tom de choro e sofrimento</strong> (nos falamos tanto por audio quanto por texto), tudo porque ele não queria perder minha amizade, sabendo que eu estava para me afastar dele de modo que posso não voltar a ser amigo dele novamente um dia.</p><p>Aos prantos nós nos despedíamos, ele falando de quanto ele me ama como irmão, “<strong>tu é o irmão que eu não tenho, tu é realmente isso pra mim, eu queria pedir pra tu não fazer isso, mas eu tenho que respeitar as tuas decisões sabendo o que vai ser melhor pra tu</strong>” ele falou.</p><h4>“Mesmo tão incerto, te protejo, Atira em mim!” (Tiro Cego — Scalene)</h4><p><strong>O que fiz de errado? Postergar o fim.</strong> — Essa frase é trecho de uma musica da banda Scalene. É o trecho com o qual mais me identifico nesse momento. Quanto sofrimento eu haveria poupado tanto pra mim quanto para ele se eu não desse o passo de contar tudo aquilo que eu havia guardado há 7 chaves, que nenhuma pessoa sabia, ninguém. Eu sofri calado durante tanto tempo, para nada. (até aqui.)</p><p><strong>A culpa não é dele</strong>. A culpa não é minha. Esse é só mais um capitulo de uma vida amorosa totalmente frustrada, onde eu, que com 25 anos ainda não engrenei nenhum relacionamento, dos que já tentei mergulhar.</p><blockquote>A todo momento ele foi cuidadoso comigo nas despedidas enquanto nós pranteávamos perdidamente por mensagens de textos e audios no whatsapp.</blockquote><p>Isso acabou de acontecer e tudo ainda está muito recente. Estou passando pelo momento emocional e afetivo mais difícil da minha vida. Nem no meu primeiro amor (hetero) eu passei por isso.</p><h4>Sobreviver e Acreditar…</h4><p>Todos os dias, enquanto navego na internet, é comum eu ir até o perfil dele no Facebook e ficar olhando para as fotos dele (algumas poucas que se podem ver). Fico perdido e lamentando as chances que eu não tive.</p><blockquote>Eu te amo tanto, eu te amo tanto, que eu deixei de me amar. Sei que isso é algo ruim, mas eu retomaria o meu amor próprio facilmente ao teu lado “F”.</blockquote><p>A própria [banda] Fresno define o que eu penso todos os dias desde que isso ocorreu, dizendo “<strong>Não, eu não quero lembrar que alguém que não te quer está ocupando o meu lugar.</strong>”</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/467/1*GBxqk_wFeqjtoxTVBztYIw.jpeg" /></figure><h4>Ruínas</h4><p>Aqui fica um desabafo. Aqui ficam palavras que eu não sei se serão as ultimas dessa historia, mas pelo sim, pelo não, eu pude sentir e ter a oportunidade que muitas pessoas querem ter e infelizmente não conseguem, por irem embora mais cedo do que o planejado.</p><p><strong>Não me julgue(m)</strong>. Tudo aqui foi resumido o máximo que consegui. Numa madrugada inquietante. Espero que você que está lendo nunca passe por isso. Mas se passar, tenha em mente que não é o primeiro nem será o ultimo.</p><p><strong>AINDA TENHO ESPERANÇAS?</strong> <em>Sim e não</em>. Sou dependente dele e do tempo que eu tiver. Voltar a amizade, por talvez superar um dia tudo isso que aconteceu? Só estando 100% seguro (em todos os sentidos emocionais e psicológicos).</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1f4c0b8f639f" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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