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        <title><![CDATA[Stories by Box1824 on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Box1824 on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Box1824 on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Diagnóstico LGBT+ na pandemia]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 28 Jun 2020 11:02:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-06-29T13:59:40.414Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*muV3msHxDQfvX1_nkSO1gw.jpeg" /></figure><h4><a href="https://static1.squarespace.com/static/5b310b91af2096e89a5bc1f5/t/5ef78351fb8ae15cc0e0b5a3/1593279420604/%5Bvote+lgbt+%2B+box1824%5D+diagnóstico+LGBT%2B+na+pandemia_completo.pdf">Versão em PDF disponível para download</a></h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2CykYWQs9mc_J1YBoaQmUg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xSTe7lMlAbag9rjYuEv8BQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*EB5HRJyVW7rFjyrzqraDfg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Q1bc1askbbhzcSJiOgqNVw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*9vjaOy7cp2fS_31XeBaSKw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*dWDCognWNj-8AXqNDv-biw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OFAa1rSFNIOOT1ki_2Oa1A.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*MgjOCd2EnVa0_4RpXsLghg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*13KshV6Q_s52R3LgnTvXrA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*BDTOytnnK0ucU_hiu_JXyw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2XpbQGQKGYOMBXa1i_RJow.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Clq4UdbURsn9W1F97KmF6A.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*lYfke5dfrpr8RQlN15cisQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*P3sfGlIhN5wfy3qJkNgbpw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ELXqYyA2pqsL-5P5WEIEBw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rKDheYx0s7BtTL-UM6TOfA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*1vmI8g5G3wK3P0gdWWU6zg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*aCVCDYW8IBd_6AjBSXtq8g.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*SWU_JgGkshlFn8hh4ozKmQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*CGpcDMMMAsg7NvZOIQvpvw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xRQZqDZ-2L-y3I8QvZwpQw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fMdEbY2fO4UrF9qq00IgFA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*x8jrlZSprhh-xYrNy4R28Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2Tvl710vcsLNurpKsOSjvg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*LaT0rELPY5vcdXE1w6vCIQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*GVlOM3tbjWGMDvcLfonJ0A.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rGimgLxhuxnQckfOM5qyFw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kAij-2Y-XFwWZV6D-exIyA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*M7HClSwv_RALO02VQsSsew.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tXDu1WgmNMcLmevrkprjJw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*4574oOpUiJyx0U8qf3d6Kg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tDjQjNpDVoyvFjRX5XnysQ.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b71c41ca58c6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Como anda a fé do brasileiro?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 09 Jun 2020 12:19:33 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-06-09T12:19:33.393Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*0WIEQrUTJmp4d8SZm4uZNw.jpeg" /><figcaption><em>Foto por Chelsea Shapouri/Unplash</em></figcaption></figure><h4><strong>Ao longo da história, a crença das pessoas e seu apego às instituições religiosas foram transformados. Em dias onde buscamos certezas na ciência e dados para guiar nossos passos, de que forma lidamos com a fé, uma das mais presentes óticas da condição humana? O que pode vir depois?</strong></h4><p>Se a história é nosso guia, não importa o quão profundas sejam nossas crenças hoje, pois elas provavelmente serão transformadas ou transferidas antes de passarem aos nossos descendentes — ou, eventualmente, desaparecerem. Se as religiões e nossa perspectiva sobre a fé mudaram tão dramaticamente no passado, quais os desdobramentos possíveis no futuro? Quanto ao Brasil e os brasileiros, que tanto se reconhecem como pessoas de fé, como faremos para adicionar esses elementos de veracidade cada vez mais difíceis de se ignorar como a ciência, a estatística e os avanços tecnológicos dentro da química complexa e plural que é a composição de crença?</p><p>A crença em uma ou mais entidades e/ou energias superiores e onipresentes mostrou-se necessária para a mecânica de organização das sociedades, mesmo que com o passar do tempo as pessoas tenham concentrado o emprego e exercício dessa crença sob a supervisão do sacerdócio dentro dos templos. A ideia ampla de que uma fé unificada e compartilhada atenderia às necessidades dessas sociedades é definida como uma visão funcionalista proposta pelas correntes religiosas — decupada por vários cientistas sociais, dentre eles <a href="https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/cotidiano/religiao-segundo-durkheim/50710">Èmile Durkhein</a>.</p><h3>Sede perfeitos — ou procurem sê-lo</h3><p>No Brasil, as religiões tiveram seu discurso, antes pétreo e irretocável, sob julgamento. A partir do final dos anos 1970, correntes de autoconhecimento e autoquestionamento tiveram expansão, e os sentimentos de liberdade no limiar do final da ditadura levaram a uma vontade das pessoas de questionar todo o status quo, ou seja, tudo o que era imposto — inclusive a religião que seus pais mostraram como a “correta”. Massivamente, pessoas experimentam diferentes correntes religiosas, resultando em uma característica muito frequente entre os Millennials, que é colocar-se como uma pessoa “que não tem religião, <a href="https://gente.globo.com/o-brasileiro-e-a-fe/">mas tem muita fé</a>”.</p><h3><em>“This represents Brazil more than soccer and samba.”</em></h3><p>Já os jovens representantes da Geração Z, certamente mais abertos ao diálogo, revertem o rechaço à religião e cobram de forma veemente a alteração de parte dos códigos comportamentais que deixam de fazer parte do mundo do século XXI, como os clássicos patriarcado, homofobia e inequidade de gênero que se fazem presentes em escrituras e na palavra de seus sacerdotes — aplicando o debate e a proposta de reconsiderar antigos e nocivos valores como condições para fazerem parte do corpo de fiéis dessas correntes.</p><blockquote><em>&quot;Quando olhamos para a nova geração, fica claro como eles já estabelecem uma relação mais racional com a religiosidade em sua vida. Os jovens possuem mais acesso à informação, questionam o papel das instituições, e essa realidade recai sobre sua relação com a religião também. Ficou claro em nossos estudos como grande parte deles são críticos em relação à postura de instituições religiosas e líderes mais dogmáticos. As próprias instituições religiosas entenderam isso, e estão buscando horizontalizar mais essas relações, promovendo debates de pautas públicas internamente, buscando dialogar com a ciência, tudo isso com certo controle obviamente, mas sabem que é uma atitude fundamental para conseguirem atrair e engajar os jovens dentro desses espaços.&quot;</em></blockquote><p><strong>Sereno Moreno, líder de planejamento e pesquisa na Box 1824</strong></p><h3>A religião no desenvolvimento das sociedades</h3><p>Variações no compromisso religioso e em como exercer a prática religiosa também podem ser atribuídas ao contexto socioeconômico de diferentes sociedades. A estabilidade e o grau de <a href="https://www.pewforum.org/2018/06/13/why-do-levels-of-religious-observance-vary-by-age-and-country/">importância da religião</a> na vida das pessoas são grandezas inversamente proporcionais — a religiosidade apresenta um movimento de ascensão, por exemplo, na América Latina e em grande parte da África Subsaariana, e declina onde há mais estabilidade, como na Europa e no leste asiático, a exemplo do Japão.</p><p>Isso coincide com o que sabemos sobre os fatores psicológicos e neurológicos profundamente arraigados da crença. Quando a vida é difícil ou ocorre um desastre, a religião parece fornecer um baluarte de apoio psicológico (e às vezes prático). Em sociedades que passam por crises financeiras, você pode orar por boa sorte ou um emprego estável. O “evangelho da prosperidade” é central para muitas mega igrejas da América do Sul, cujas congregações são frequentemente dominadas por um público economicamente inseguro.</p><p>Mas, se suas necessidades básicas forem bem atendidas, é mais provável que você esteja buscando satisfação e significado. A religião tradicional vem cumprindo menos esse papel, particularmente quando a doutrina entra em conflito com as convicções morais — a igualdade de gênero, por exemplo. Em resposta, as pessoas começaram a construir suas próprias crenças.</p><h3>Lacunas nos holofotes</h3><p>Antes fundadoras de bibliotecas e universidades, as religiões cumprem papel chave na formação de opinião do senso comum, principalmente procurando romper com comportamentos passados não mais aceitáveis. No início deste ano, o Papa Francisco alertou que se a Igreja Católica não reconhecesse sua história de dominação masculina e abuso sexual, arriscaria tornar-se “um museu”. E a tendência deles de afirmar que estamos sentados no auge da criação é prejudicada por um sentimento crescente de que os humanos não são tão significativos no pensamento macro que organiza as sociedades.</p><p>Hoje, porém, há outro olhar de vasto alcance preenchendo espaços vagos: a Internet.</p><p>Os movimentos online ganham seguidores a taxas inimagináveis ​​no passado. O #metoo, por exemplo, que começou como uma hashtag expressando raiva e solidariedade, agora representa mudanças reais nas normas sociais até então estáticas por décadas. E a <a href="https://rebellion.earth/">Rebelião da Extinção</a> permanece empregando esforços com êxito para desencadear uma mudança radical de atitudes em relação às crises nas mudanças climáticas e na biodiversidade.</p><p>Nenhum desses movimentos é corrente religiosa propriamente, mas eles compartilham paralelos com os sistemas de crenças nascentes, especificamente ao promover um espírito de comunidade e propósito compartilhado. Alguns também têm elementos confessionais e sacrificiais. Então, com tempo e motivação, algo propriamente mais religioso poderia surgir de uma comunidade online? Talvez. E esse processo já começou.</p><blockquote><em>“Inicialmente vale apontar sobre a multiplicidade dentro do que costumamos chamar de religiões de afro-brasileiras. A partir disso, temos religiões como candomblé e a umbanda que partem de um modo de vida comunitário e que se relacionam diretamente com a cidade, a natureza e os espaços públicos. Festas, rituais, orixás, caboclos ou entidades possuem a necessidade de elementos presentes na cidade e nos revelam simbologias e representações do mundo sagrado.<br>Com o isolamento ocasionado pela Covid-19, a circulação por esses lugares foi privada. Importante ressaltar, que historicamente essas religiões já lidam com o “isolamento” frente ao racismo religioso que bem demarca a sociedade brasileira. Mas ao mesmo tempo que há essa dependência para essas vertentes religiosas afro-brasileiras, a espiritualidade também faz parte do cotidiano, da casa e do próprio corpo, ou seja, pode se expressar de diversas formas.<br>Com isso, sem dúvida vemos algumas práticas e rituais sendo ressignificadas nesse momento, do individual ao coletivo. E nesse caso, a tecnologia não chega para substituir, uma vez que não dá conta de suprir as demandas sagradas, mas sim para facilitar contatos, compartilhar ensinamentos e aproximar a espiritualidade de cada indivíduo em sua maneira. Por exemplo, há terreiros utilizando canais de streaming para transmitir conversas, toques e louvores para Orixás, entre outras ações pontuais.”</em></blockquote><p><strong>Maria Luiza Rodrigues, planejamento e pesquisa na Box 1824</strong></p><h3>A Inteligência Artificial e o Transumanismo</h3><p>Talvez as religiões nunca morram realmente. Talvez as religiões no mundo hoje tenham ora mais, ora menos adeptos e flutuações em sua longevidade. E talvez a próxima grande fé esteja apenas começando. No Japão, o budismo vem experimentando ações para atrair novos e seguidores, como exemplo o Templo de Kodaiji (um dos templos budistas mais antigos da cidade de Kyoto). Canalizando a sabedoria antiga através da tecnologia do futuro, um sacerdote dá seus sermões utilizando de linguagem super didática; com a diferença de que esse sacerdote é um robô, de nome Mindar.</p><p>Embora o robô pregue, ele não está programado para conversar com os fiéis, ainda que seus sermões sejam traduzidos para inglês e chinês em uma parede próxima, segundo os criadores. A máquina não está equipada com algoritmos de <em>machine learning</em>, mas os projetistas do robô disseram pode-se chegar um dia em que a inteligência artificial dê ao robô certa autonomia, adicionando uma nova (e hoje parecendo um tanto estranha?) dimensão à maneira como as mensagens religiosas são entregues.</p><p>“Se uma imagem de Buda falar, os ensinamentos do budismo provavelmente serão mais fáceis de entender”, disse Tensho Goto, chefe do templo na ala Higashiyama de Kyoto, durante uma recente entrevista coletiva descrita pelo<a href="https://www.japantimes.co.jp/news/2019/08/15/business/tech/kyoto-temple-robot-priest/#.XtairS3Oo1I"> Japan Times</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/908/1*kdcSjGGLsyBw0iH-oNB1GA.jpeg" /></figure><p>O Mindar é uma das ofertas da endeusada tecnologia, provendo suporte psicológico ao aspecto humano da crença. Bom para a mente? Sim. E para o corpo há outros caminhos também.</p><p>Muitas pessoas creem, torcem e provavelmente já imaginaram sua vez de tornar-se um super-humano, resistente aos riscos que colocam a coexistência humana em cheque: mudanças climáticas, vírus de alta adaptabilidade… Enfim, esse <em>sci-fi</em> que achávamos que demoraria a chegar.</p><p>O transumanismo é uma teoria sobre o futuro, baseada na premissa de que a vida humana em sua forma atual não representa o fim de nosso desenvolvimento, mas sim uma fase comparativamente inicial. Através da tecnologia, é proposto um <em>update</em> à existência humana, incrementando funções motoras, cognitivas e sensoriais para o que se entenderia pela <a href="https://www.designboom.com/art/cyborgs-robots-and-biohackers-the-first-ever-survey-of-transhumanism-03-01-2020/">próxima etapa da vida humana</a> no planeta. Podemos pensar diretamente que a teoria do transumanismo é atrativa pela possibilidade de não morrermos mais, e muitas pessoas acabam se agarrando a isso. Mas de forma geral, faz-se necessário mais conversas sobre a questão; em um passado não muito distante, <a href="https://super.abril.com.br/especiais/racismo-disfarcado-de-ciencia-como-foi-a-eugenia-no-brasil/">mostramos não estarmos prontos</a> para assumir a responsabilidade de arquitetar populações.</p><h3>Propostas de mudança</h3><p>A Geração Z tem como uma de suas principais premissas a preocupação com o que se consome. E, como já mencionamos no artigo, é uma geração que retoma o diálogo religioso interrompido pelos Millennials. Portanto, é necessário que as religiões entendam as novas demandas da geração para oferecerem experiências, conteúdo e símbolos alinhados a esse público.</p><p>A corrente filosófica de maior aderência no mundo ocidental, o cristianismo, respondeu de forma equivalente. O escritório de design da<a href="https://www.alabasterco.com/"> Alabaster.Co</a>, sediado na Califórnia, vem desde 2016 redesenhando a identidade visual de diversos livros cristãos, inclusive os <em>best-sellers </em>que atravessaram décadas — as escrituras da Bíblia Sagrada.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FhalD0ndoIIU%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DhalD0ndoIIU&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FhalD0ndoIIU%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/5a7cb08709159f0d939520bb164517df/href">https://medium.com/media/5a7cb08709159f0d939520bb164517df/href</a></iframe><p>Atenuando as barreiras entre uma identidade visual leve, espontânea e atraente aos jovens e aquela talvez mais carregada de tradição dentre os símbolos, os profissionais criativos aplicam estética contemporânea e “instagramável” às escrituras, em uma tentativa de tornar o cristianismo mais <em>cool</em> para a Geração Z. Religião é conteúdo, mas também é forma, e a transformação de ambos os elementos é essencial para a renovação e sobrevivência das tradições religiosas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a8b0ff2bcc93" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Como o Confinamento nos impacta?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2020 19:29:32 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-05-08T19:29:32.172Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Como o confinamento nos impacta?</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*DvX0hULiri2am31e2spxGg.png" /></figure><h4>O que observamos sobre futuros antecipados e a necessidade de pessoas e empresas criarem sob a demanda de reinvenção durante o confinamento.</h4><p>Vivemos esses dias imersos em nossas atividades, procurando nos manter em pleno ritmo e da melhor maneira que conseguimos, sobretudo lidando com os impactos imprevisíveis que o coronavírus nos trouxe. Passado (um pouco) do susto de vivermos um evento de alcance global — e com certeza afixado em meio aos maiores eventos da história humana -, passamos agora a buscar clareza sobre o que tudo isso significa.</p><p>Para entender quais fatores estão associados à nossa jornada durante a prevenção, combate e principalmente ao maior isolamento possível do coronavírus, chegamos a 3 aspectos de maior receio: nossa condição mental, afetada pela falta de contato juntamente ao medo atrelado a todos os nossos passos dados fora de casa; a preocupação com o bem-estar de nossos parentes de idade mais avançada e com maior grau de vulnerabilidade; e nossa condição financeira, que sofre com as incertezas do mercado de trabalho e da geração de renda enquanto as operações das empresas estão reduzidas ou suspensas.</p><p>No meio disso tudo, colocamos em prática uma das maiores qualidades de nossa condição humana: a adaptabilidade. O autoisolamento estimulou uma criatividade essencial frente as circunstâncias difíceis, e nossas vidas pessoais e profissionais devem percorrer uma jornada evolutiva, preparando nossa linha de raciocínio e foco para transformações com impactos de médio/longo prazo (como entendíamos 60 dias atrás) <a href="https://medium.com/@box1824/por-um-futuro-regenerativo-b2e04f2d8c85">antecipadas para o agora</a>, bem como preparando nosso comportamento enquanto pessoas físicas ou profissionais para o retorno à interação social pós-pandemia.</p><p>Para ajudar na compreensão desse processo de adaptação, analisamos estudos das influências do confinamento em diversas situações, de guerras e crises até o trabalho em locais remotos, e identificamos 3 fases do período de isolamento que indicam como lidaremos com esse impacto no futuro.</p><p>Tempo x impactos do confinamento</p><p>Temos dois âmbitos de ótica: o comportamental, envolvendo o senso de urgência e os anseios das pessoas, e as empresas, nas adaptações necessárias às suas operações para gestão e retomada de ascensão em sua curva de crescimento.</p><p>Para pessoas, esse é o processo:</p><p><strong>#1 — Ansiedade</strong>: O desejo pela volta da “normalidade” e da vida que se tinha antes domina as atitudes e pensamentos das pessoas. O desconforto emocional e físico impera.</p><p><strong>#2 — Hábito</strong>: O poder do hábito começa a dar contornos de rotina às novidades vividas pelas pessoas. O desconforto começa a se tornar agradável, afastando-se da vida pré-confinamento.</p><p><strong>#3 — Transformação</strong>: A vida muda e dificilmente tudo voltará ao normal. Não existe mais a velha “normalidade”. A partir desse ponto, um novo estilo de vida nasce.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FkBCUwXtt3dTLBqVmXR97A.jpeg" /></figure><p>Para empresas, esses três momentos se traduzem de outra maneira:</p><p><strong>#1 — Paralisação</strong>: As empresas funcionam muito bem com um bom planejamento, mas com o inesperado — ainda mais atingindo o mundo todo -, torna-se quase impossível se pensar em estratégias e táticas rápidas fora do “script”.</p><p><strong>#2 — Adaptação</strong>: Após momentos de instabilidade, os planejamentos começam a nascer e parte disso é entender o tempo presente e se adaptar a ele. Projetos engavetados, ideias que poderiam ficar para depois e uma bela análise do que o mercado vem fazendo tornam-se as ações dominantes.</p><p><strong>#3 — Inovação</strong>: O que em um primeiro momento parecia passageiro, na verdade não era. Veio, surgiu e transformou tudo para sempre. Velhas ideias não serão suficientes; é hora de se reinventar e ser disruptivo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*S-aBINHQ_peQYILptjCAMw.jpeg" /></figure><p>Os dois gráficos são parecidos por um motivo: pessoas e empresas lidam com a crise de maneiras parecida, já que empresas também são compostas de pessoas que estão vivendo seus próprios processos. Entretanto, a adaptabilidade em nossa vida pessoal tende a ser mais orgânica e menos controlada, enquanto as empresas com equipes dedicadas em análise e planejamento estratégico conseguem antecipar o futuro e dar passos mais rápidos em direção à inovação, evitando assim gastar recursos e energia com projetos voltados à adaptação.</p><p>Ao mesmo tempo, ao usar as habilidades e alcance de voz que possuem, empresas podem fortalecer e inspirar seus consumidores, usando seu propósito como guia na criação de ações que levem ao engajamento com a marca. Nesse momento, todos precisam criar novos hábitos e se adaptar a uma nova realidade, e toda empresa deve ter algo a oferecer ao seu público.</p><p>Tendo pessoas e empresas munidas dessas ferramentas, esperamos um impacto menor àqueles que aguardam um retorno a todos os aspectos de nossas vidas (entendendo que alguns efetivamente ficarão no passado), e alinhando ideais para que seja compartilhado o frescor das novas práticas no futuro.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a86eec7a6658" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Por um futuro regenerativo]]></title>
            <link>https://medium.com/@box1824/por-um-futuro-regenerativo-b2e04f2d8c85?source=rss-772abbc5e334------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Apr 2020 21:40:40 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-30T21:40:40.372Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*PsqF_nwJwDgFSScniceJ9w.png" /></figure><p>Há pouco mais de 100 dias, o mundo inteiro mudou — em alguns aspectos, de forma definitiva. Se fomos tomados pela insegurança de saber que muita coisa não será como antes, por outro lado, tendências apontam oportunidades bastante promissoras para o futuro que ainda construiremos juntos.</p><p>Considerando a intensidade e a velocidade das mudanças do cenário atual, é compreensível que boa parte do nosso tempo seja utilizado em busca de adaptações imediatas para o dia, semana ou mês seguintes. No entanto, é imprescindível que adotemos também uma visão de longo prazo sobre os impactos e projeções dessa crise. É necessário usar o momento atual para pensarmos e nos prepararmos para as novas possibilidades, mentalizarmos como arquitetar a reconstrução do mercado, muito melhor do que sempre foi.</p><p>Com isso em mente, identificamos três drivers comportamentais que passam por drástica aceleração. Juntos, eles constroem a base para um modelo econômico mais transparente, justo e responsável. Conectando esses pontos, vemos surgir uma <em>Economia Regenerativa</em>. A compreensão das características deste novo modelo e das formas de negócio que dele emergem facilitará não só as tomadas de decisão de curto prazo, mas principalmente motivará líderes e suas equipes a desenharem cenários futuros de longo prazo muito promissores.</p><h3>Os 3 pilares do novo mundo</h3><h3>Driver #1 — Consumo + Digital</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*S9ZJvdbLy3IdbkWpSmGGrA.png" /></figure><p>Muitos de nós estão hoje em pleno isolamento, mas conectados praticamente o dia todo. Nunca fizemos tantas coisas virtualmente. Para alguns, isso significou adotar o trabalho <em>home office</em> da noite para o dia, enquanto ainda ajudam no ensino dos filhos que repentinamente também se tornou à distância. Para outros, a oportunidade de trabalho foi restringida aos aplicativos de entrega, atendendo à explosão das mais diversas categorias de consumo via e-commerce. Segundo uma <a href="https://www.nielsen.com/br/pt/insights/report/2020/covid-19-comportamento-das-vendas-online-no-brasil/">pesquisa realizada pela Ebit | Nielsen</a>, houve um crescimento maior do que a média no número de novos consumidores do e-commerce brasileiro (ou seja, daqueles que realizaram uma compra online pela primeira vez) após o primeiro caso de Covid-19 no país.</p><p>A princípio, esse cenário impactou positivamente empresas nativas digitais e negativamente aquelas ainda pouco digitalizadas. Em um segundo momento, vemos a retomada de crescimento daquelas que estão sabendo acelerar suas estratégias de digitalização. De toda forma, comercializar qualquer tipo de produto ou serviço passa a demandar uma operação de e-commerce com entrega, troca e atendimento minimamente eficazes.</p><p>A aceleração do consumo digital pede outras medidas de atenção, como o crescente número de consumidores cada vez mais cientes do valor dos seus dados e, exatamente por isso, mais preocupado com sua privacidade. Especialmente no Brasil, onde estamos às vésperas da finalização do texto da nova LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). O isolamento social destrava as últimas ondas de negócios digitais, tornando esse tema emergencial.</p><h3>Driver #2 — Consumo + Consciente</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mX-Di899Ejh9wHygDWQ6Tw.png" /></figure><p>Não há dúvidas que esta crise impacta tanto a saúde quanto a economia. Uma <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,novo-coronavirus-reduz-renda-de-metade-dos-brasileiros-diz-pesquisa,70003267990">pesquisa do Instituto Locomotiva</a>, realizada entre 3 e 5 de abril, aponta que 51% das pessoas afirmam já terem perdido renda. Outros estudos globais apontam como a maioria teme que o cenário possa vir a prejudicar suas finanças.</p><p>Nas primeiras semanas da crise, a preocupação com a redução dos ganhos levou a uma queda brusca no consumo de tudo que não fosse considerado prioritário. Com o passar do tempo, observamos muitas categorias voltarem a ser consumidas, especialmente através de canais digitais, mas com um olhar muito mais crítico. O que constatamos é a aceleração da tendência do consumo cada vez mais consciente, que exclui os excessos e prioriza o que é essencial. Valoriza-se como nunca a qualidade, mas também a busca pelo menor preço — sobretudo em lares com orçamentos menores. Em outras palavras, o consumo nunca foi tão preciso como agora.</p><p>À medida em que a lógica de priorização dos consumidores muda, projeta-se uma lenta recuperação pós-crise de categorias como itens de luxo, automóveis e restaurantes. Ao mesmo tempo, segmentos que contavam com um distanciamento cômodo, como alimentação (com deliveries e fast food) e limpeza (o Brasil ainda tem 6 milhões de empregadas domésticas), agora constituem parte importante da rotina na quarentena e são repensados não apenas sobre a real necessidade de se contratar esses serviços, mas principalmente sobre a qualidade dos produtos que se vinha recebendo.</p><p>Tal consciência emerge, sim, a partir de novas premissas financeiras, mas também ambientais. Uma geração apelidada de <em>sustainable native</em> — e personificada na figura icônica de Greta Thunberg — assistiu ao seu maior desejo ambiental virar realidade nestas semanas em que o mundo parou, possibilitando a visível redução na emissão de poluentes no mundo inteiro por conta do isolamento social. Em São Paulo, por exemplo, a primeira semana da quarentena foi suficiente para fazer a poluição do ar <a href="https://exame.abril.com.br/ciencia/primeira-semana-da-quarentena-fez-poluicao-em-sp-cair-pela-metade/">cair pela metade</a>. Esse mesmo maravilhamento espalha-se por todas as grandes cidades do mundo e, não por acaso, vemos cada vez mais fotos de céus “antes e depois da crise” tomarem conta da internet.</p><p>Se hoje ainda damos passos atrás em relação ao uso de embalagens descartáveis em nome dos cuidados da saúde, podemos esperar que as discussões em torno da crise climática também sejam aceleradas após o fim do surto da pandemia. O filósofo espanhol Paul B. Preciado sabiamente correlaciona as duas questões, <a href="https://elpais.com/elpais/2020/03/27/opinion/1585316952_026489.amp.html">afirmando</a>: “Nossa saúde não virá da imposição de fronteiras ou separação, mas de um novo equilíbrio com outros seres vivos do planeta”.</p><p>Prejuízos financeiros massivos associados à redução tangível da poluição com as ruas vazias, aceleram um consumo cada vez mais consciente do necessário e de qualidade a preço justo. Os consumidores esperam cada vez mais transparência das empresas, afinal, a valorização do dinheiro e da qualidade considera também maior atenção à cadeia de produção e dos seus impactos socioambientais.</p><h3>Driver #3 — Consumo + Social</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*qIgh55K0C1Pt488jlO8bWg.png" /></figure><p>Um inegável ponto de impacto dessa crise é a visibilidade sobre as fragilidades e desigualdades do sistema atual. Se o vírus não discrimina classe social, também é verdade que ele impacta mais as populações que já vivem em situação de vulnerabilidade. Limitações dos equipamentos de saúde, falta de saneamento básico, precariedade nas condições de moradia e falta de acesso à informação sobre prevenção são os 4 principais motivos que tornam as periferias mais vulneráveis ao coronavírus, segundo <a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/18/Por-que-as-periferias-s%C3%A3o-mais-vulner%C3%A1veis-ao-coronav%C3%ADrus">reportagem do jornal Nexo</a>.</p><p>Além do impacto na saúde, uma <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-28/sem-acoes-especificas-86-dos-moradores-de-favelas-vao-passar-fome-por-causa-do-coronavirus.html">pesquisa do Data Favela</a> mostra que, sem ações específicas, 86% dos moradores de favelas brasileiras passarão fome por causa do coronavírus.</p><p>No âmbito dos pequenos negócios, o SEBRAE divulgou nos últimos dias que os MEIs (Microempreendedores Individuais) têm apenas, em média, oito dias de caixa para pagar seus compromissos financeiros — o que evidencia claros limites para atravessar uma crise de tempo indeterminado.</p><p>A solidariedade torna-se progressivamente um dos maiores efeitos positivos da crise, e se estende do plano individual até as maiores corporações do país. Segundo a ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), o volume de doações filantrópicas <a href="https://exame.abril.com.br/economia/doacoes-para-iniciativas-de-combate-ao-coronavirus-chegam-a-r-3-bilhoes/">bateu recordes</a> na história recente do Brasil, já tendo ultrapassado os 3 bilhões de reais.</p><p>O que começou como uma grande oportunidade de fortalecimento da imagem e reputação das empresas doadoras, transforma-se cada vez mais em expectativas consolidadas dos consumidores. Quanto maior a instituição, mais se espera que ela possa usar o seu poder — inclusive econômico — para socorrer os seus <em>stakeholders</em>, sempre respeitando a ordem de prioridade: de dentro para fora, ou seja, primeiramente protegendo a saúde e o emprego de funcionários, depois fornecedores e então os ecossistemas do seu entorno.</p><p>A consciência de que populações periféricas e micro e pequenos empreendedores são os mais atingidos pela crise reforça o senso de comunidade e a preferência por consumir de locais, de pequenos produtores ou de grandes empresas que investem socialmente. No longo prazo, essa expectativa alinha-se com a nova lógica de construção de reputação que já vínhamos estudando na Box1824: ela é cada vez menos controlada por imagens idealizadas e projetadas pela propaganda de massa para ser cada vez mais avalizada pela rede, a partir do seu impacto real em todo o seu ecossistema (de dentro para fora).</p><h3>Economia Regenerativa</h3><p>A combinação desses três <em>drivers</em> nos apresenta um consumidor mais conectado, exigente e solidário em decorrência da profunda crise que vivencia. Suas expectativas frente às empresas (especialmente em relação às líderes do mercado) são enormes e exigem medidas abrangentes, transparentes, que gerem impacto e transformem modelos de negócio.</p><p>Essa nova mentalidade está reformando a lógica de criação de valor do nosso sistema econômico: enquanto na economia clássica ela estava na produção industrial e na posse, na economia compartilhada passou a ser expressa pelas experiências centradas no consumidor. Agora, na era da economia regenerativa, a criação de valor passa a ser medida pelo impacto positivo do negócio junto às pessoas e ao planeta.</p><p>Obter resultados nesse novo cenário, para muitos, exige uma mudança de mentalidade. A demanda antes mapeada pelo desejo dos consumidores, passa também pela identificação de grandes problemas estruturais das regiões onde as empresas estão inseridas. Construir soluções que levem acesso a trabalho, educação, mobilidade ou serviços financeiros para quem mais precisa torna-se o principal indicador de construção de valor no mundo contemporâneo. Não por acaso, a maioria das <em>start ups</em> unicórnio latino-americanas cresceram sob essa premissa, ajudando a construir soluções que respondam a grandes problemas estruturais da região.</p><p>Consequentemente, a oferta para atender a essas demandas só pode ser pensada por empresas que se conectem a um propósito não apenas poderoso, mas muito empoderador de si, de todos os seus <em>stakeholders</em>, dos ecossistemas e das regiões onde atuam. Diversos estudos já apontam que empresas com propósitos fortes possuem equipes mais engajadas e clientes mais fiéis, e consequentemente <a href="https://hbr.org/podcast/2018/07/turning-purpose-into-performance.html">sofrem menos com a volatilidade</a> dos tempos de crise.</p><p>Neste cenário, hoje temos a oportunidade de ressignificar todas as relações das empresas, solidificando novas regras mais equitativas e benéficas para todos. O cerne da Economia Regenerativa está em trazer melhorias às pessoas e ao planeta antes de mais nada. Esse movimento é potencializado enormemente por consumidores que, mesmo fragilizados num momento de crise, tornam-se mais conscientes e tendentes a depositar sua confiança nas empresas que empregarão esforços para construir uma realidade melhor para todos.</p><p>Nós, da Box1824, não apenas mapeamos esses cenários de futuro, como também assumimos o compromisso de colaborar com sua construção. Por isso, mais do que compreender essa transformação, estamos trabalhando ativamente para produzir inovações metodológicas, conceituais e analíticas que possam ajudar pessoas, empresas e instituições a se conectarem com o futuro de soluções regeneradoras para o mundo. Queremos fazer parte desta transformação e te convidamos a vir junto. Contem conosco.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b2e04f2d8c85" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Me ajuda a ajudar: frente à pandemia, do que precisam os mais vulneráveis?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 21:53:40 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T21:53:40.553Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xEvHhhQZukYXAYZjNcW-kg.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*0KAGMm4WhiaE54JTu0IcwA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_1rumPTP42UgOvFqOGhlqA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*i9xkmOa5bjrHTO07lm6vSA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*I7uQXwsjgtbk29OuPHM3ZA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xdTmpx8p9p2tvWbMhmnuKA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*x8c6ZnSOfQcacrA_vQvAAQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_IIfQKUnR6ZLub9yT6zjvg.png" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8e3db000c899" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Os dias de recesso social]]></title>
            <link>https://medium.com/@box1824/os-dias-de-recesso-social-965e6fc6ef96?source=rss-772abbc5e334------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 18:42:30 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T18:46:54.010Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*5mCCT2TBuXjXrQn3QTxz-A.png" /></figure><p>Acompanhando várias obras de ficção e (sinceramente) distante das nossas previsões, aqueles dias chegaram. Estamos todos com um único assunto, nas conversas do chat, na matéria da TV, na notícia de portal aberta no celular, na timeline de todos os nossos perfis. A pandemia da COVID-19 colocou um planeta inteiro em uma única pauta, independente quais as nossas áreas de atuação, crenças ou valores. Toda a parte da população mundial que, pode por ventura, já prosseguir com suas atividades dentro de casa o está fazendo (privilégio, sempre bom lembrar) vem planejando medidas, estoques, aportes, alterações das mais variadas no curto prazo, pelo menos até o final do primeiro semestre, para salvar aquele número combinado para os negócios anteriormente.</p><p>Mas temos aqui, uma questão: dentro de todos esses valores numéricos, metas e limites, temos nós. Contávamos atingir patamares nos campos pessoal e profissional em cada uma de nossas vidas, muitas vezes contando com ajuda. Com coletivo, equipe, parceiros. As regras mudaram e, nessa semana individualmente nos perguntamos se o “juntos somos mais fortes!” vai permanecer — precisaremos dele mais do que em outras vezes em que falamos ou ouvimos até então.</p><p>E dentro desse <em>mood</em>, quem está em tratamento ou prevenção por conta da pandemia está forçadamente restringindo uma das coisas mais presentes no nosso cotidiano: contato. O brasileiro, mais tátil, mais do coletivo, sofre impacto ainda maior quando a ordem é &lt;não saia de casa&gt; &lt;não toque&gt; &lt;mantenha a distância&gt;. Essa semana conseguimos contornar muito bem esse quadro, intensificando a comunicação com nossos pares, nossos parentes, checando mais vezes nossos pais parentes mais velhos durante o dia. Acompanhando pelo <em>streaming</em> bate papos, inspirações, aulas de yoga, sessões de meditação, DJ Sets. Para que mais ou menos relacionado à questão da pandemia, consigamos diminuir a tensão e manter o ritmo (falaremos mais sobre). Queremos falar sobre alguns pontos de atenção para as próximas semanas, quando os mesmos cantos da casa, por onde percorremos e olhamos começarem a nos fazer lembrar dos trajetos percorridos durante a semana, quando começar a incomodar, quando der no saco ficar dentro de casa. Quando sentirmos falta de pessoas.</p><h3>O neurônio da solidão</h3><p>Fundamentalmente, precisamos de contato das pessoas. Nossas capacidades físicas e mentais são incrementadas com através da socialização, todos sabemos. Nos últimos anos, uma pesquisa do núcleo de neurociência do MIT nos mostrou o comportamento dos receptores de dopamina, <a href="https://www.technologyreview.com/s/601131/loneliness-neurons/">muito mais ativos quando estamos em em contato social</a> e ao mesmo tempo readaptáveis, para que certa forma nos “adaptemos” à solidão, praticando a autodefesa de nossos sistemas imunológicos e de bem-estar. “Quando as pessoas ficam isoladas por um longo tempo e depois se reúnem com outras pessoas, ficam muito empolgadas — há uma onda de interação social”, disse Kay Tye, professor do Picower Institute for Learning and Memory em Cambridge, região metropolitana de Boston, Massachusetts.</p><p>Temos aí um grande indício que, mesmo com foco na segurança e saúde das pessoas, não podemos perder de vista a necessidade de temos de nos sentir inseridos, parte de algo, e em contato seja lá de qual forma.</p><p>E mesmo não perdendo isso de vista, sabemos que ao final dos dias que vivemos, nada nos levará de volta. Estamos face a um evento que impactará nossos processos de comunicação de maneira irreversível.</p><h3>Entendendo os próximos passos</h3><p>Ainda não sabemos ao certo o que será manter uma comunicação quase que totalmente online, forçadamente. De antemão, o mais interessante para tornar esse processo menos complicado, é aceitá-lo. Embora tenhamos aí diversos posts salvos, de vários perfis que falaram sobre isso (nós aqui na Box, inclusive), devemos ainda perceber os reais impactos sobre essas novas regras. Não ficar de pijamas, respeitar os horários e colocar uma boa playlist para produzir são dicas bastante importantes, mas acima disso, seja paciente e mantenha o foco habitual claro, mas sem uma cobrança veemente por excelência — novamente, as regras mudaram. Adapte-se a elas antes.</p><p>E a adaptação é necessária a todos os perfis de profissionais que desenvolvem presencialmente, dos extrovertidos aos que só levantam para almoçar e tomar água. Se por um lado você, de um dia para o outro só ouve o barulho da geladeira, pode também ouvir seus pais, roomates, companheirx, filhos, cachorro — ao mesmo tempo.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FMh4f9AYRCZY%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DMh4f9AYRCZY&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FMh4f9AYRCZY%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/b36da063ddbf350dcb12ba15db0aed9e/href">https://medium.com/media/b36da063ddbf350dcb12ba15db0aed9e/href</a></iframe><p>Para algo mais próximo da relação presencial, faça uso das ferramentas de video conferência, chats, ligações telefônicas (sim, ainda existe!) e plataformas de gerenciamento de projetos — sempre com bom senso. Igualmente no escritório, precisamos respeitar o foco das outras pessoas. Fale o máximo e estritamente necessário que puder. E se você é alguém que precisa de tempo sozinho para pensar ou recarregar as baterias, discuta essa necessidade com os seus em casa e trabalhe para incluir esse tempo em sua programação. Se atente como sua energia diminui e flui ao longo do dia e tente agendar as melhores tarefas para o seu nível de energia de acordo.</p><h3>Falando em recursos da tecnologia…</h3><p>Recursos dos mais variados estão ao nosso alcance para incrementar em nosso bem estar mental, enquanto estamos cuidando do físico — até em nossos núcleos estamos encontramos meios (teremos yoga 2x por semana via Hangouts). Pessoalmente, vai nos faltar em algum momento aquele próximo da equipe que vai vir com o <a href="http://pontoeletronico.me/2019/tempo-rei/">“vai dar tudo certo”</a>. Algumas ações estão preocupadas também com o grupo, o coletivo, que precisará se manter sólido mesmo não estando no mesmo ambiente físico.</p><p>Essa semana o blog do <a href="https://www.headspace.com/">Headspace</a>, empresa de saúde online, relembrou algumas ações super necessárias para esse momento — independente da sua posição na equipe, executando, conduzindo ou deliberando:</p><p><strong>Olhe</strong>: reserve um tempo para fazer o check-in com sua equipe. Procure o não dito. Como estão os níveis de energia das pessoas?</p><p><strong>Ouça</strong>: Pratique a escuta atenta. Dê à sua equipe espaço para ser aberto e honesto sobre como eles se sentem, tanto mental quanto fisicamente.</p><p><strong>Perceba</strong>: Todo mundo vai sentir uma gama de emoções diferentes. Dedicar um tempo para reconhecer como alguém está realmente se sentindo nos capacita a responder com bondade.</p><p><strong>Responda</strong>: Em tempos de alto estresse, é fácil deixar frustrações atrapalhar a comunicação hábil. Faça uma pausa e dê a si mesmo espaço para responder de uma maneira hábil e gentil.</p><h3>Uma perspectiva mais empática</h3><p>A recomendação da sociedade médica quanto às restrições de interação social são obviamente legítimas e precisam ser levadas a sério. Todos devem limitar o contato próximo, interno e externo, apenas aos membros da família. Isso significa adiar jantares, casamentos, festas de aniversário, viagens a passeio ou trabalho e conferências até que a situação esteja sob controle. SXSW, Coachella, Lollapalooza, tudo fica para depois, mesmo. Mas uma boa pedida pode ser nos conectarmos a tudo o que antes, ficava para trás. Nossas conversas com os próximos de casa, a conexão com a nossa casa — mais do que um lugar que decoramos e usamos para dormir e lavar as roupas — e com nós mesmos. Entender que, a paciência que o período nos pede pode ser aplicada em passar novamente pela lista de capacidades que possuímos, fundamentalmente para transformação do que somos, e do que pode levar nossa marca para mudar. Criar novas conexões (mesmo que online) para chegarmos com mais impactos positivos quando isso terminar — porque a certeza é que VAI terminar. Eis o convite. Experimentemos todos, o <strong>recesso social</strong>. Com uma distância física, claro, mas embasado em foco no que precisa ser feito; fortalecendo nossas conexões, que olham para um mesmo objetivo e entendendo que, tudo ficará bem, e nós também.</p><p>Hidratem-se, liguem para seus avós, fora de casa use os cotovelos para tocar o máximo que puderem — e sigamos.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=965e6fc6ef96" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Transição para Era de Aquário: além do viés astrológico]]></title>
            <link>https://medium.com/@box1824/transi%C3%A7%C3%A3o-para-era-de-aqu%C3%A1rio-al%C3%A9m-do-vi%C3%A9s-astrol%C3%B3gico-6c2e83f5c760?source=rss-772abbc5e334------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 18:34:58 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T18:49:27.895Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*lYubTXGO7cCCmW7finTuuQ.png" /></figure><p>É crescente a busca das pessoas por respostas que estão além das ciências, das tecnologias e da matéria. As evidências de uma “consciência coletiva” estão por todos os lados: meditação e yoga já chegaram a muitas organizações para auxiliar no desenvolvimento humano; produtos de origem animal são desvalorizados por uma geração que busca equlíbrio na alimentação e valoriza a produção local; lugares como Piracanga e Alto Paraíso são roteiros cada vez mais desejados; astrologia nunca foi tão popular. Autoconhecimento está na moda e isso não é à toa.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/345/0*dj7k344qCUw1wwjY.jpg" /><figcaption>Regina Silveira</figcaption></figure><p>Olhe para a timeline de qualquer rede social e você verá frases de auto-ajuda, poses de yoga, dicas de trilhas e passeios para ter contato com a natureza. Para alguns, pode ser somente uma modinha — é bem verdade dizer. Mas seja como for, isso tem valor de transformação. Há algo de grandioso acontecendo, <a href="http://gustavotanaka.com.br/ha-algo-de-grandioso-acontecendo-no-mundo/">sim</a>. Muitos movimentos têm surgido, como os de desescolarização, consumo consciente, apoio ao empreendedorismo, à colaboração, à busca e realização de sonhos. Dizem que (nada é a toa) tudo isso é responsabilidade da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Aquarius">Era de Aquário</a>.</p><p>Vou explicar: lembra em 2012 quando você achou que o mundo não acabou? Pois bem, muitos acreditam que foi ali que ele (o mundo que conhecíamos) se foi e abriu caminho para um novo mundo e para um importante momento planetário. O “fim do mundo” dava conta de uma alegoria astrológica (mal interpretada) sobre transição de era. A cada 2160 anos, o sol nasce na frente da constelação de um signo. Durante esse período, o planeta passa a ser regido pelas características de tal signo (o que caracteriza a sua era). Agora é a vez de Aquário. Mas além desta “troca de era”, estamos atravessando o período de encerramento de um ciclo de eras (já rolaram eras de todos os signos), o que ocorre a cada 26 mil anos (!). A astrologia diz que não estamos vivendo apenas uma era de mudanças, e sim uma mudança de eras.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/0*3lEbpET13yVM-clX.jpg" /><figcaption>Brendan Monroe</figcaption></figure><p>Estamos saindo da era de Peixes e “entrando” (em transição) para esta nova era de Aquário. As datas de início exato de cada era variam de acordo com diferentes linhas de pensamento, pois assim como a passagem do dia para a noite não acontece de uma hora para outra, existe uma transição, com sobreposição de luzes e sombras, entre as eras. É exatamente este momento que estamos vivendo.</p><pre>Para alguns a nova era já começou e para outros ela ainda vai começar.</pre><p>Isso faz com que a gente viva com sentimentos diversos. Faz com que algumas pessoas estejam lá na frente e outras bem lá atrás. Isso faz com que muitos de nós já tenhamos consciência de uma nova era, mesmo ainda praticando valores do velho mundo. A astrologia nos diz que isso é normal.</p><p>Cada era astrológica proporciona um tipo de experiência. Na era de Peixes, a experiência era a do FAZER. O homem descobriu seu poder através do fazer, através da produtividade. Através daquilo que ele produziu com as mãos, daquilo que materializou. Foi uma era onde muita coisa foi construída, tivemos muitas revoluções, a viagem à lua, o automóvel… Era o homem fazendo, fazendo e fazendo, mostrando que é capaz. É o que diz <a href="http://piracanga.com/eventos/tags/amelia-clark/">Amelia Clark</a>, uma das fundadoras do Centro Holístico de Realização do Ser, em Piracanga.</p><p>Na era de Aquário o homem transforma (e se realiza) através do SER. Através da sua verdade e da sua essência, porque esta é a era do SER. Essa era irá cobrar a todos que olhem para dentro e descubram quem realmente são. Tudo estará direcionado para esta descoberta — as transformações serão de dentro para fora (se existe um novo sentido a ser buscado, ele está dentro de nós). Nem as ciências, nem o estado ou as religiões, nada dará conta de sozinho resolver o impasse a que chegamos. Serão os sentimentos que vêm de dentro que nos farão repensar “porque”, “como” e “o que” estamos fazendo.</p><p>Predisse-se que a era Aquariana seria um período de mais consciência, de fraternidade universal, de colaboração, onde seria possível solucionar os problemas sociais de maneira igualitária, com grandiosas oportunidades de desenvolvimento intelectual e espiritual. <strong>Uma era mais afetiva, feminina, orientada pelo sentimento e a intuição.</strong>Onde precisaremos organizar e transmitir conhecimento para que juntos possamos viver de acordo com a nova era.</p><p>O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Taoismo">Taoismo</a> diz que a transformação que vivemos privilegia a reconexão com a natureza — Mãe boa. “O único caminho de vida é a harmonia com a natureza”. Se olharmos profundo para descobrir quem somos, veremos que somos natureza. Mas até hoje fomos planta de plástico e pássaro na gaiola. Para os taoistas, a evolução do mundo é um processo criativo contínuo no qual devemos sempre estar em serviço da natureza, para preservar e favorecer a vida em todas as suas formas.</p><p>É preciso olhar para si e para o planeta com um olhar diferente. De ecologia profunda. A natureza percorre nossos corpos durante toda a nossa vida: o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que ingerimos e até o que vestimos vêm da natureza. Este deve ser um momento de readaptação, quando voltaremos a tomar conhecimento de que fazemos parte dela. Isso não significa somente cuidar do meio ambiente. Estamos recuperando consciência sobre o que está além do nosso umbigo. Começaremos a repensar sobre o que estamos comendo, o que estamos vestindo, fazendo… <a href="http://pontoeletronico.me/2019/respiracao-consciente/">como estamos respirando.</a></p><p>Assim conseguiremos sorrir mais e ser felizes. Através da alegria interna, que é natural de todos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/897/0*8U29gB_WEieHsOZ-.png" /><figcaption>Erika Verzutt</figcaption></figure><p>Bem, você pode estar amando esse papo, ou achando romântico ou fofo demais para ser verdade. Achando muito louco. Ou discordando completamente. Mas até o duvidar faz parte deste momento. Afinal, a fase ainda é de transição. Algumas pessoas (e organizações) já se conectaram com a nova realidade, enquanto outras ainda estão vivendo (sendo) no modelo anterior. Prepare-se (e tenha calma), pode levar anos, décadas, talvez séculos até que se estabeleça definitivamente a nova energia em direção à luz.</p><p>Mas independentemente da sua crença, repare que tudo converge para um mesmo ponto. Arrisco a dizer que isso que os astrólogos chamam de era de Aquário é o mesmo que os economistas chamam de <em>capitalismo consciente</em> (e os taoistas já falam há muito tempo). É a <em>era do conhecimento</em> para os filósofos, a <em>era caórdica</em> para os intelectuais e a <em>era digital</em>para os tecnológicos. Humanistas chamam de <em>revolução humana</em> (um <em>novo humanismo</em>) e os varejistas de <em>crise</em>. Quando olhamos de perto e sem preconceito, vemos que existe uma convergência entre tudo, e a certeza de que estamos vivendo modelos ultrapassados. De que precisamos de uma transformação (dentro e fora) urgentemente.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6c2e83f5c760" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A Transparência Emocional Masculina]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 18:26:26 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T18:26:26.700Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Transparência Emocional Masculina</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*9x07ivLgSqZ6RF3ZYBF_Uw.png" /></figure><p>Como sociedade, vivemos em tempos em que a cada novo dia nossos olhares são impactados por diferentes formas e hábitos, que desconstroem ideologias e expandem os comportamentos vistos como padrão. É o caso das novas representações masculinas.</p><p>Desde pequenos, somos apresentados a imagens que representam os arquétipos masculinos e femininos. No caso dos homens, todos precisam ser fortes, caminhar de forma dura e esguia, fazer dinheiro e jamais demonstrar fraquezas — deixamos esse privilégio com as mulheres. Em tempos em que a imagem é vista com mais importância, <a href="http://pontoeletronico.me/2019/veganismo-esporte-e-mais-desafios-para-a-nova-masculinidade/">novas leituras masculinas estão ganhando espaço</a> e se desdobrando de forma transparente, fluida e humana — uma delas é a saúde mental.</p><p>Só no Brasil, os dados levantados pelo Ministério da Saúde em 2018 revelaram que, em apenas uma década, houve um aumento de 28% na taxa de mortalidade entre os homens. O objetivo do levantamento era servir como forma de alerta sobre a necessidade de discutirmos a respeito dos problemas envolvendo depressão, ansiedade, suicídios e maneiras de prevenirmos essas fatalidades. Os números não chocam tanto se levarmos em considerações dois assuntos atuais no país: a crise econômica, que vem refletindo no desemprego, e a pressão diante do retrocesso tradicionalista na sociedade.</p><p>Ainda em 2018, a <em>American Psychological Association </em>lançou um guia para psicólogos que estão trabalhando com homens e meninos dispostos a confrontarem “a ideologia do estereótipo masculino”. No fim, a associação concluiu que a masculinidade tóxica vem do que ensinamos para os meninos e que tudo que é contra isso é considerado fraco. O livro HIM + HIS, do autor Hélène Salam Kleih, é um exemplo disso. O escritor acredita que muitos casos de depressão e suicídios também ocorrem por conta da masculinidade tóxica. No livro, ele escreve sobre as diferentes possibilidades do que pode ser um homem, onde o “HIM” representa o corpo e o “HIS”, a mente. O projeto reúne imagens, textos e poesias sobre a saúde mental masculina e <a href="https://himandhis.format.com/?/http://pontoeletronico.me">possíveis representações do gênero</a>.</p><h3>O atual entendimento da mente masculina na cultura pop</h3><p>Nos últimos 5 anos, se tem discutido muito sobre a saúde mental dentro da cultura pop. Diversas celebridades têm se manifestado a respeito do assunto. Selena Gomez, com suas idas e vindas em centros de reabilitação para lidar com a ansiedade e depressão; Mariah Carey revelando-se bipolar; Ariana Grande com sua ansiedade e estresse pós-traumático (depois do atentando em seu show em Manchester); e Demi Lovato, que também é uma grande porta voz sobre o assunto, sempre compartilhando sobre momentos de automutilações e vícios em drogas.</p><p>Diante disso, um novo grupo de celebridades chama a atenção da mídia por compartilhar experiências pessoais, criando novos diálogos e destruindo paradigmas: os homens negros. Em 2016, Scott Mescudi, mais conhecido como Kid Cudi, postou na sua página do Facebook que estaria entrando em uma reabilitação para tratar a depressão, ansiedade e pensamentos suicidas. O post chocou os fãs, mas também fez com que Cudi fosse visto com outros olhos pela honestidade e coragem por compartilhar com o mundo algo tão pessoal. Isso impulsionou o surgimento da hashtag #YouGoodMan, com a intenção de encorajar mais homens negros a conversarem sobre a saúde mental, especialmente por ser um grupo que é julgado apenas pelo corpo e aparência, ignorando o emocional e intelectual.</p><p>No Twitter, o rapper Kanye West questionou sobre a maneira que é tratando por causa da bipolaridade e como a sociedade o julga devido a essa condição: <em>“Ninguém jamais escolheria acabar em um hospital psiquiátrico e diagnosticado com um transtorno mental, mas Deus me escolheu para fazer essa viagem publicamente e é lindo”</em>,<em>“Eu sou capaz de experimentar, em primeira mão, como as pessoas que têm problemas de saúde mental são ‘escritas’ pela sociedade. Não dê ouvidos a ele porque ele é louco”</em>, escreveu West.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*oAtVyafttqtXxNYZ.jpeg" /></figure><p>No ano passado West e Cudi se reuniram e lançaram o aclamado álbum “Kids See Ghost”, onde a lucidez de ambos, autocontrole, aceitação e perdão são os temas principais do álbum. Logo em seguida, West lançou seu oitavo disco, “Ye”, em que na capa aparece escrito em neon <em>“Eu odeio ser bipolar, é incrível”</em>. Em ambos os projetos o rapper comenta sobre a própria saúde mental e preocupações por conta disso.</p><p>Em 2017, outra hashtag ganhou força ao ser usada por celebridades, a #MeToo, que apareceu durante os protestos contra os assédios sexuais sofridos dentro da indústria do entretenimento. A expressão vem do movimento <em>“The Silence Breakers</em>”. Durante esse período, o ator Terry Crews (conhecido pelas séries Todo Mundo Odeia O Chris e Brooklyn 99) revelou ser vítima de assédios sexuais através de uma série de tweets: <em>“O assédio durou alguns instantes, mas foi o suficiente para ele me dizer, ao segurar minhas genitálias, quem é que detinha o poder, que ele estava no controle”</em>. As reações ficaram divididas em dois grupos: pessoas que o desencorajaram a falar sobre o assunto, pois deveria levar como uma brincadeira; mas também teve reações positivas, pois fez com que muitos homens procurassem enxergar que isso também pode acontecer com eles.</p><blockquote>“Todo homem, mulher e criança merece ser visto como igual perante a lei. A Declaração dos Direitos das(dos) Sobreviventes de Assédio Sexual faz isso por meio do reconhecimento dos direitos básicos dos sobreviventes. Podemos chamar atenção para uma cultura de masculinidade tóxica e a necessidade de quebrar com dinâmicas de poder, mas enquanto isso, essa declaração cria mudanças de longo prazo e dá poder e devolve o controle aos sobreviventes.” — Terry Crews</blockquote><p>O vídeo “Black Boys Dont Cry”, de 2016, feito pelo diretor IGGY LDN, busca desconstruir os idealismos por trás da masculinidade dos homens negros. No projeto, pode-se observar vários homens na frente de um fundo azul (cor escolhida propositalmente por ser “representativa” do mundo masculino) onde todos aparecem pelados e de maneira frágil, buscando passar por um processo de lembranças traumáticas que enfrentaram e enfrentam no cotidiano.</p><p>Em 2018, o cantor James Blake, foi convidado a participar do evento “Performing Arts Medicine Association” (PAMA), organização que busca por aprimoramentos e auxílios da saúde mental de artistas, para compartilhar sua luta contra a depressão e pensamentos suicidas.</p><blockquote>“Acho muito engraçado que quando me abro sobre os meus sentimentos através da música, as pessoas automaticamente me rotulam como #SadBoy. Isso é extremamente desnecessário e nenhum pouco saudável para categorizar um homem que está abertamente falando sobre os seus sentimentos. Nós já estamos em uma epidemia de aumento de homens com depressão e suicídios. Não precisamos de mais nenhuma prova de que estamos nos machucando quando questionamos a nossa necessidade de sermos vulneráveis” — James Blake</blockquote><p>Nos últimos anos, a saúde mental na cultura pop vem sendo apresentada de duas maneiras: completamente romantizada, à la Lana Del Rey, ou 100% chocante, à la 13 Reasons Why, criando estereótipos de massa, quando celebridades abrem espaço para conversarem sobre lutas pessoais, impactando diretamente os fãs — às vezes, inclusive, salvando suas vidas, além de outras possíveis pessoas em processos de tratamento. Estamos em tempos em que a demanda por representações fictícias/reais vem aumentado na cultura contemporânea, pois quando as coisas mudam na vida real, elas também mudam nos diferentes formatos de mídia.</p><h3>O homem brasileiro</h3><p>Vivemos em um país onde a pressão dentro e fora do círculo normativo tanto social quanto masculino ainda é muito grande. No Brasil, o tópico tem chamado aos poucos a atenção dos blogs e sites, que buscam abrir diálogos de empatia e compreensão sobre o assunto. Um bom exemplo é o caso do ator Fábio Assunção. Ele deu uma entrevista em 2017 falando sobre sua luta contra a dependência química. Depois disso, se envolveu em polêmicas por conta dos vícios: foi preso por causa de uma briga e, no ano passado, foi pego dirigido embriagado. Isso tudo acabou se tornando um meme brasileiro — ganhando inclusive uma música que ridicularizava o seu comportamento: “tipo Fábio Assunção” ou “ativar o modo Fábio Assunção”. O ator conta:</p><blockquote>“A primeira vez que achei que as coisas estavam saindo do meu controle, em 2008, fui ao AA [Alcoólicos Anônimos]. Estava me sentindo envergonhado, muito preocupado com as pessoas saberem. Cara, na hora em que eu saí, tinha um paparazzo do lado de fora. Então, eu nunca tive a possibilidade de viver esse processo com privacidade”. — Fábio Assunção</blockquote><p>Recentemente o rapper baiano Diogo Moncorvo, conhecido como Baco Exu do Blues, lançou seu primeiro single de 2019, a música “Paris”. A letra é uma carta aberta sobre sua luta contra a depressão — assunto já abordado na composição “En Tu Mira”, do disco “En Su” de 2017, onde o cantor falava sobre suicídio e a pressão que sentia. No Brasil, é visto como corajoso um rapper chamando todos para escutar a sua luta interna:</p><pre><em>&quot;Eu estava engasgado. Sentia mais do que se deve sentir e precisava expulsar isso de alguma forma”. &quot;A verdade é que preciso entregar minha dor para o mundo pra ela não me sufocar. Quero que [as pessoas] entendam principalmente que é normal uma lágrima negra e que ela não pode ser guardada&quot; - Baco Exu do Blues</em></pre><h3>“Homem não chora, foda-se eu tô chorando”</h3><p>Precisamos aceitar que no século XXI existem diferentes formas de agir, pensar, falar e sentir; e isso não deve ser separado por gênero. A cultura masculina é algo muito além da grossura da voz ou tamanho do braço e precisamos trazer atenção para isso — homem também sente e também chora. O emocional existe em cada ser humano, ela não oscila entre cada um de nós como fossemos um AirBnb. Devemos pegar essas discussões e criarmos ganchos para construirmos um futuro em que um homem sentir não seja motivo de julgamento ou de desconfiança da sua masculinidade.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c573321a2839" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O Vazio em cada curtida]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 16:30:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T16:30:10.840Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira cabeçudos, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?</p><h3>Imagem é tudo</h3><p>As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual — e nem sempre corresponde à realidade.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/625/0*H5XLUfTHdmWJtIjo.jpg" /></figure><p>Tudo isso reflete traços emocionais e psicológicos profundos em cada um de nós, interferindo na nossa <a href="http://pontoeletronico.me/2019/eu-incluencer/">auto-imagem</a>, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.</p><p>Um <a href="http://www.psmag.com/culture-society/australian-study-links-facebook-use-with-narcissism-29129/">estudo australiano</a> afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/0*yUtTiVl3X5r2Gg9n.jpg" /></figure><h3>Ansiedade pela audiência</h3><p>Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks — estes que vem em forma de likes e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/704/0*wZvt9maxgdnpYX46.jpg" /></figure><p>Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o [highlight 817 “Facebook Demetricator”]: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.</p><p>Mais do que canais e aplicativos, as redes são responsáveis por um <a href="http://pontoeletronico.me/2019/faceapp/">novo comportamento social</a>. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.</p><h3>Selfie, logo existo</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/0*mCe48mRpGZN1pmU3.png" /></figure><p>Modelos fazendo uma shameless selfie (selfie descarada, em tradução livre) após o desfile da marca Walk of Shame, durante o AW14’s Aurora Fashion Week.</p><p>A celebração da imagem individual é, de fato, um hot topic. Ano passado, a palavra “selfie” foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. Segundo os editores do dicionário, o uso da palavra aumentou 17.000% desde 2012 — quando foi primeiramente utilizada em um fórum online australiano. O sociólogo francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Maffesoli">Michel Maffesoli</a>, um dos principais pensadores sobre questões ciberculturais da atualidade, vê nos selfies mais uma expressão contemporânea da iconofilia, essa adoração imagética num eterno looping.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/400/0*qF6A7Bzjy9RUccLw.gif" /></figure><p>Macaulay Culkin vestiu uma camiseta de Ryan Gosling vestindo uma camiseta de Macaulay Culkin. E a Internet deu conta de manter essa continuidade ad eternum.</p><p>Maffesoli diz que, de fato, as mídias sociais tendem a dispor uma figuração feliz de nós mesmos. É uma tentativa de dar à tribo que pertencemos imagens reconfortantes de nós mesmos. Essa aparente felicidade traduz um “pudor antropológico”, um elemento essencial do viver em sociedade.</p><pre>Uma tendência da pós-modernidade, que atinge em especial as jovens gerações, consiste em se acomodar ao mundo. Adaptar-se, ajustar-se a ele. Se a regra é selfie, nós nos encaixamos nisso.</pre><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*bVq6stRIDOAMTgdK.jpg" /></figure><p>Editorial da W Magazine, março de 2014</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*KFTz2xsCBu6xsWKj.jpg" /></figure><p>Editorial da Elle Poland, dezembro de 2013</p><p>Recentemente a atriz Kirsten Dunst, musa da diretora Sofia Coppola, estrelou um curta que faz justamente uma crítica a esta geração mobile, em que tudo o que importa é a exposição de um ideal cool. O curta tem direção de Matthew Frost e foi produzido para a Vs. Magazine.</p><p><a href="http://vimeo.com/106807552">http://vimeo.com/106807552</a></p><p>Não há como não se identificar. Vivemos, de fato, na sociedade do espetáculo (com licença, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guy_Debord">Guy Debord</a>). E, por estarmos imersos neste contexto, também participamos criando e reproduzindo auto-imagens. Qual é o motor desse comportamento? Adequação social? Afirmação da personalidade? Alimentação do ego? Necessidade de participação? Apaziguamento do tédio ou ansiedade? Seja qual for o motivo você — e eu — participamos disso.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8c990088a975" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O Futuro da Influência]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Box1824]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Apr 2020 16:09:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-29T16:17:11.217Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*BhzQ2fGpIO_zjy-d4orbwg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*4FLeVe96Tqs9CtwvJRi-qg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*648vfVaXRt1d2CnkKPEv_Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*SHJbgmyEXOPiE0r6pdDB9w.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*NITsPqBQvbMjxa_dgzEStw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OjSyHSSNCDXdKEsBwWHE0g.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kYZmGd-SOwrjidQkOAd8yg.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a16417c5dfb0" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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