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        <title><![CDATA[Stories by CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas on Medium]]></description>
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            <title>Stories by CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas on Medium</title>
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            <title><![CDATA[PESQUISADORA KAINGANG MEMBRO DO CEAI DEFENDE DISSERTAÇÃO]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 13 May 2023 15:01:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-05-13T15:01:41.193Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Dia 11, pesquisadora Kaingang membro do CEAI defendeu sua dissertação de mestrado: Regina Aparecida Kosi dos Santos. Regina é egressa do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL), da UEPG e é a terceira estudante indígena do PPGEL e da UEPG a defender sua pesquisa.</p><p>Regina defendeu o trabalho intitulado <strong>LEI 11.645/08 E O DESAFIO DE DOCENTES NÃO-INDÍGENAS EM RELAÇÃO À TEMÁTICA INDÍGENA NAS SALAS DE AULAS</strong>, orientado pela professora Letícia. Sua banca foi composta pelo professor André Marques do Nascimento, professor da UFG, pela professora Ligia Paula Couto, da UEPG e pelo professor Felipe Coelho Iaru Yê, do povo Tacariju.</p><p>O trabalho tinha como finalidade apresentar uma discussão sobre a lei 11.645/08 e suas contribuições para o ensino da temática indígena na Educação Básica, a partir da avaliação que um grupo de professores participantes da pesquisa fez sobre as potencialidades da Lei e suas práticas. Ou seja, pretendia analisar como professores não-indígenas têm agido diante deste obstáculo que é trabalhar a temática indígena, já que os professores em geral não têm uma formação continuada que a respeito desse tema. O grupo de professores participantes mostrou como tem feito para trabalhar a temática, quando, muitas vezes, dependendo do assunto, não tem um material adequado para propiciar uma boa aprendizagem. Assim, este trabalho procurou contribuir de alguma forma com professores/pesquisadores que têm tentado fazer com que a lei 11.645/08 se cumpra no ensino básico.</p><p>O trabalho de Regina foi muito elogiado pela banca. O professor Felipe afirmou que “gosta muito de ouvir Regina, gosta muito da perspectiva que ela traz, que é necessária e diferente da minha, o que é importante pois mostra o quanto os povos indígenas são diferentes entre si. O trabalho de Regina é importante em vários sentidos, especialmente por mostrar que os cursos de licenciatura precisam formar os professores para atender às exigências da Lei 11.645/08, mas isso não acontece, embora a lei exista há 15 anos”. Para o professor André, “o trabalho de Regina é muito importante porque trata de um tema absolutamente necessário, que é a implementação da Lei 11.645/08. Não há dúvidas de que a lei representa um avanço muito grande na luta contra o racismo. Por mais que seja um assunto de dor, especialmente para as pessoas que são vítimas de racismo, é um tema que precisa ser discutido exaustivamente por todos, inclusive por uma professora e pesquisadora indígena a partir do seu lugar”. Por fim, para a professora Ligia, “estar ao lado de Regina faz com que nos movimentemos de forma diferente, pois aprendemos muito. O trabalho de Regina vai contribuir muitíssimo para a discussão sobre a Lei 11.645/08, especialmente para aqueles que mais se ressentem das lacunas em sua formação, como é o caso de professores não-indígenas. O uso de pensadores indígenas enriqueceu muito o texto de Regina, bem como o fato de Regina ter se colocado pessoalmente no trabalho, contando sua história como pesquisadora Kaingang”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kZ9ukN2ZS3T8u8wxWcIkGQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/713/1*JkV_Ck1CJvxqFk4lJdfUDA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/714/1*nNedjBdR0blAZ--FMIkLxQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/714/1*b2aSRIrLRvW162rCV41zIA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/721/1*i68sDPnz43K--90iXDonoQ.png" /></figure><p>O trabalho está em fase de revisão para depósito na biblioteca digital da UEPG. Assim que estiver disponível, comunicaremos em nossas redes sociais.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=ffb06cadd732" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[PESQUISADOR TACARIJU MEMBRO DO CEAI DEFENDE DISSERTAÇÃO]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 13 May 2023 14:48:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-05-13T14:48:31.855Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Em 27 de abril, pesquisador Tacariju membro do CEAI defendeu sua dissertação de mestrado: Felipe Coelho Iaru Yê Tacariju. Egresso do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL), da UEPG, Felipe é o segundo estudante indígena do PPGEL e da UEPG a defender sua pesquisa.</p><p>Felipe apresentou o trabalho intitulado <strong>LINGUAGEM E CONSCIÊNCIA: A LINGUAGEM ANCESTRAL COMO ENERGIA, FORÇA E RETOMADAS INDÍGENAS NO NORDESTE</strong> e foi orientado pela professora Letícia Fraga, docente do PPGEL. Sua banca foi composta pelo professor André Marques do Nascimento, da Universidade Federal de Goiás (UFG), pela professora Ligia Paula Couto, da UEPG e pela professora Eliana Souza Pinto, do povo Tremembé de Almofala.</p><p>O trabalho traz outras perspectivas de pensamento na linguagem a partir das práticas e dos pensamentos indígenas, de retomadas, principalmente a partir dos povos indígenas do Nordeste. A linguagem para os povos indígenas em retomada funciona como ativação de tua sua ancestralidade e como resistência de seus modos de viver para proteção de seus territórios e suas narrativas. Metodologicamente Felipe propôs as retomadas indígenas como método para entender os atravessamentos dos percursos pela linguagem indígena nos sonhos, na oralidade, na memória e com os encantados. Ao longo desta dissertação o pesquisador abordou conceitos acerca da linguagem indígena vistos na prática do campo da pesquisa, que se deu na localidade de Moitas-CE, distrito de Amontada-CE. Como resultados, o autor observou que a linguagem das retomadas destes povos no Nordeste se articula e acontece por outros espaço-tempo, por outras organizações da consciência e por outras relações com o território. Este movimento demonstra que, mesmo sem a língua materna indígena, os povos indígenas do Nordeste continuam a ter conexão com a linguagem do território e dos seus ancestrais, conservando seu modo de vida. Ao final, Felipe propõe que este pensamento e prática metodológica sejam levados em consideração cosmopolítica quando formos observar os povos indígenas no Nordeste e não mais levantar o argumento de que por não possuírem mais a língua materna, não podem ser considerados indígenas.</p><p>O trabalho de Felipe foi muito elogiado pela banca. Para a professora Eliana Tremembé, “dizer que o trabalho de Felipe é instigante, é inovador é chover no molhado. Gostei muito do fato de o texto dele dialogar com autores indígenas e esse diálogo caracteriza o que é ser indígena, já que ser indígena não é uma experiência individual. É a primeira vez que vejo uma produção acadêmica que usa as retomadas como metodologia e isso faz todo sentido. A proposta da pesquisa de Felipe é se tornar uma referência de retomada conceitual da linguagem e ele fez isso muito bem”. Já o professor André considera que “foi uma alegria muito grande ler um trabalho que foi uma das leituras mais interessantes que já fiz em muito tempo e uma das mais difíceis. As ideias de Felipe são criativas, originais, desafiadoras e verdadeiramente contracoloniais, que somente poderiam emanar de um corpo originário Tacariju, que retoma experiências e cosmovisões originárias e nesse processo nos propõe uma outra concepção de linguagem e de comunicação, de uma forma muito mais ampla do que Saussure pode imaginar em seu diagrama tão limitado”. Por fim, segundo a professora Ligia, “Felipe é um presente para nós. Não é sempre que temos a oportunidade de ler um trabalho como o que ele escreveu e não é sempre que temos a oportunidade de ter alunos como Felipe na pós-graduação. Ainda que não sejam todos os espaços da universidade que vejam os movimentos causados por Felipe como importantes, ao PPGEL e ao nosso grupo de docentes a força de Felipe e de outros alunos e alunas nos ajudam a seguir em frente”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/705/1*HQKzPnx--SBKNcw-761eLA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/696/1*4Y-0zBBSyOYeD_wZIjr7XA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/733/1*hxCqWj2U2Lm1gC1KDhyFPg.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/741/1*fhwo7HxxPHEyyrYngaQXMw.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/705/1*QTz1owxKGpXpz5bsb28lDw.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/713/1*g8NbcykoO5_sj524HoYxPQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/713/1*7_jis702n5o7sO80JQEdGg.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/716/1*8XrU6-ITsnCXjetBFiqOEA.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/722/1*dFnjaBdhdmjxa9gyEIJ5cw.png" /></figure><p>O trabalho está em fase de revisão para depósito na biblioteca digital da UEPG. Assim que estiver disponível, comunicaremos em nossas redes sociais.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f4fcd099ac16" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[1º ABRIL INDÍGENA NA UEPG]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 24 Apr 2023 21:22:40 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-24T21:22:40.483Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Nos próximos dias 27 e 28, o Coletivo de Estudos e Ações Indígenas (CEAI), vinculado ao Programa de Extensão “Laboratório de Estudos do Texto”, promoverá o <strong>1° Abril Indígena da UEPG</strong>.</p><p>A programação do evento terá atividades pela manhã, à tarde e à noite.</p><p>À noite, a partir das 19h, no Grade Auditório (Campus Central) acontecerão os lançamentos das 10 obras organizadas pelo CEAI, com apoio da Editora UEPG, do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL) e da Reitoria, Vice-Reitoria e Pró-Reitoria de Administração (PROAD) da instituição.</p><p>Programação completa do evento:</p><p><strong>PRIMEIRO DIA — Dia 27/04</strong></p><p><strong>10:00 a 12:00, Sala 215 do Bloco B — </strong>Círculo de memórias Retomadas indígenas e bem viver</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1fm2ssqMX3GwO1NGn47EUu_wFIhi7sCLDMC8T0MWVcj4/edit">https://docs.google.com/forms/d/1fm2ssqMX3GwO1NGn47EUu_wFIhi7sCLDMC8T0MWVcj4/edit</a></p><p><strong>15:30, Auditório do NUTEAD — </strong>Defesa de mestrado: Linguagem e consciência: linguagem ancestral como energia, força e retomadas indígenas no Nordeste”, Felipe Coelho, aluno do PPGEL</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdcuLcoCfcRWJIDT88u9L6Sd7btPRetggos_XMdAfr-jKMFtg/viewform">https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdcuLcoCfcRWJIDT88u9L6Sd7btPRetggos_XMdAfr-jKMFtg/viewform</a></p><p><strong>19:00 a 20:00 , Grande Auditório Campus Central — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Wayrakuna: polinizando a vida e semeando o bem viver”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1YMr1ol1pn-7p2k1_Ha7n8hn-J1-py8DRdmLavRLJW14/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/1YMr1ol1pn-7p2k1_Ha7n8hn-J1-py8DRdmLavRLJW14/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>20:30 a 21:30, Grande Auditório Campus Central — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Alienindi: os portais do mundo”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1MssIME6Ng34N2cIE1e_rjW91pOtlaPDsVjJtO7y-ZAk/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/1MssIME6Ng34N2cIE1e_rjW91pOtlaPDsVjJtO7y-ZAk/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>SEGUNDO DIA — Dia 28/04</strong></p><p><strong>10:00 a 11:30, Sala 215 Bloco B — </strong>Universidade, ações afirmativas, desafios a se enfrentar coletivamente</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1wcRZk_X8wZbOE88O8YqxeBJn39N-ahNbUvOvkHLeQgc/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/1wcRZk_X8wZbOE88O8YqxeBJn39N-ahNbUvOvkHLeQgc/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>13:30 a 14:30, Sala 120 Bloco B — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Ritual dos mortos” e “A lenda do fogo” e “Lembranças de lutas e saudades”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1XeMEUSvm5wQSb1JoV07VYPVpW_SuhMlpk-5VgwGU-70/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/1XeMEUSvm5wQSb1JoV07VYPVpW_SuhMlpk-5VgwGU-70/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>15:30 a 16:30, Sala 120 Bloco B — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Descolonizando metodologias éticas e práticas de pesquisadoras indígenas”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/19AeOHmCj2bVDBlS16SoWg0w-kATocu8JHGH_Luzd8l0/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/19AeOHmCj2bVDBlS16SoWg0w-kATocu8JHGH_Luzd8l0/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>19:00 a 20:00, Grande Auditório Campus Central — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Universidade território indígena” e “Wúpi Taowá: vestindo-se de linguagem”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/1r0c_5MEHXbKhEr8uODFJkCIDHfYhDGgtZ9WRsQXOWq4/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/1r0c_5MEHXbKhEr8uODFJkCIDHfYhDGgtZ9WRsQXOWq4/edit?usp=drivesdk</a></p><p><strong>20:30 a 21:30, Grande Auditório Campus Central — </strong>Lançamento da Coleção Retomadas — “Coronavírus nas aldeias” e “A marcha das mulheres”</p><p>Link de inscrição: <a href="https://docs.google.com/forms/d/14ff19XmtdFODrYVFQjNIagYHlfcPcmK27Hi8RZHIQQQ/edit?usp=drivesdk">https://docs.google.com/forms/d/14ff19XmtdFODrYVFQjNIagYHlfcPcmK27Hi8RZHIQQQ/edit?usp=drivesdk</a></p><p>Para certificação, é necessário se inscrever nas atividades.</p><p>Para ter acesso às obras que serão lançadas, clique neste link: <a href="https://drive.google.com/drive/folders/1yoIt2Eyi7g2vCvPS5amdfeDbSvnvfyvN">https://drive.google.com/drive/folders/1yoIt2Eyi7g2vCvPS5amdfeDbSvnvfyvN</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c0905ebc08bc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[MEMBROS DO CEAI DEFENDEM DISSERTAÇÕES]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 06 Apr 2023 19:05:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-06T19:05:53.180Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 17, dois membros do CEAI defenderam suas dissertações de mestrado: Rachel Dantas Libois e Álvaro Franco da Fonseca Júnior. Rachel é egressa do Programa de Pós-Graduação em Direito Econômico e Socioambiental, da PUC-PR, e Álvaro é egresso do Programa em Estudos Linguísticos (PPGEL), da UEPG. Ambos são membros do Coletivo de Estudos e Ações Indígenas (CEAI).</p><p>Rachel apresentou o trabalho intitulado <strong>A RESISTÊNCIA INDÍGENA NA AMÉRICA LATINA: ASPECTOS SOCIAMBIENTAIS</strong> e foi orientada pelo professor Carlos Frederico Marés de Souza Filho, docente da linha de pesquisa Estado, Sociedades, Povos e Meio Ambiente, da Escola de Direito da PUC-PR. Sua banca foi composta pela professora Heline Sivini Ferreira, também professora da PUC-PR e pela professora Letícia Fraga, da UEPG.</p><p>O objetivo geral do trabalho é discutir se e como os povos indígenas resistiram e resistem e, a partir disso, analisar se se deu uma mudança na estratégia de resistência elegida por esses povos na segunda metade do século XX. Em seus objetivos específicos, a pesquisadora analisou a resistência na América Latina colonial, considerando o contexto europeu pré-invasões e durante as expedições, para, então, analisar as resistências na América Espanhola e Portuguesa. O tema foi escolhido pela pesquisadora, porque representa seis anos de um processo de encontros e desencontros com a pesquisa e consigo mesma. Nas palavras de Rachel, “A dissertação demonstra e explicita que são os povos indígenas os sujeitos de suas lutas e que há muitos anos resistem visando à proteção não somente de si, mas da natureza e de todos que estão incluídos nela. Graças a cada um e cada uma que cruzou meu caminho nessa jornada da pesquisa eu pude aprender infinitamente mais estando próxima aos companheiros indígenas do que poderia aprender nas teorias acadêmicas. Aprendi e comprovei que os povos indígenas se utilizam de diversas estratégias de resistência para continuarem a defesa de um mundo em que todos os mundos caibam”.</p><p>O trabalho de Rachel foi muito elogiado pela banca. Para a professora Letícia, o trabalho de Rachel é inovador em vários sentidos. “Rachel apresenta uma análise sobre o projeto de invasão de <em>Abya Yala</em> desde a Europa numa perspectiva dos povos vítimas dessa invasão. Além disso, apresenta a visão sobre a resistência a partir de vários/as pensadores/as indígenas, inclusive por meio de referências orais, como Gessica Nunes Guarani Nhandewa, o que torna o trabalho referência na área do direito indígena”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Sh-B1D0UQrCPKlPIAMGrjw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*gKaNO1x2AlJHqbius6vd-Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*v8K0Cxlwp7fO5B9laMe9xg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1001/1*zNJNeMda5dS002OmX_Ri1g.jpeg" /></figure><p>Álvaro, por sua vez, defendeu o trabalho intitulado <strong>A ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA: INSERÇÃO DO ARTIVISMO NA ESCOLA PÚBLICA COMO PRÁTICA DECOLONIAL</strong> e foi orientado pela professora Ligia Paula Couto, docente do PPGEL. Sua banca foi composta pelo professor Casé Angatu, professor da Universidade Estadual Santa Cruz-UESC (Ilhéus/BA) e da Pós-Graduação Ensino Relações Étnico Raciais — Universidade Federal Sul Bahia-PPGER/UFSB e pela professora Lucimar Araujo Braga, também da UEPG.</p><p>A pesquisa defendida tem a intenção de apresentar aos professores de ensino fundamental e médio da rede pública de ensino, a “Arte Indígena Contemporânea”, a Arte Ativista Indígena, conhecida com o neologismo Artivismo Indígena. A pesquisa se coloca numa perspectiva decolonial para dirimir preconceitos e desinformações a respeito do indígena de hoje, uma vez que estes são propulsores de manifestações de violência. Com o objetivo de dar uma contribuição prática aos/às docentes, traz um pequeno catálogo que visa apoiar o conhecimento sobre o tema e seus artistas. O tema foi escolhido pelo pesquisador por causa de seu envolvimento com a temática há muitos anos.</p><p>Nas palavras de Álvaro, “foi uma grande oportunidade de tomar ciência da arte indígena contemporânea, efervescente, necessária, poderosa e que, infelizmente, sido ignorada pelos materiais pedagógicos na permanência da manutenção de uma ideia estagnada no tempo de um selvagem primitivo, reproduzindo o desinteresse de um pensamento colonial em modificar esse fato constatado por vários e várias artistas indígenas”.</p><p>O trabalho de Álvaro foi muito elogiado pela banca. A professora Ligia afirmou que aprendeu muito orientando o trabalho de Álvaro. Nas palavras da professora “Álvaro já veio com o trabalho pronto. Eu conhecia a arte indígena, que admiro muito, inclusive a literatura, mas não conhecia tudo o que Álvaro apresentou no trabalho. Mas preciso dizer que a arte perpassa tudo e todos não tem como vivermos a vida sem arte. Por isso a arte indígena é essencial para pensarmos o momento em que estamos hoje e também para pensarmos uma série de caminhos e perspectivas que podemos ter para o Brasil”. Já o professor Casé afirma que “trouxe contribuições em vez de fazer uma arguição. Não gosto do rito acadêmico. Estou na academia como um instrumental. Já digo logo de cara que Álvaro está mais do que aprovado, com nota máxima. Só sinto dó daqueles que ainda não leram, pois o trabalho é um levantamento dos parentes do arteartivismo contemporâneo. Tem que ser publicado e chegar às escolas, pois não entender a história e cultura indígena faz parte do racismo estrutural, que tem a ver com genocídio, etnocídio, ecocídio, o roubo das nossas terras e com o fato de estarmos em guerra”. Para a professora Lucimar, “um trabalho como esse pode abrir espaço para um melhor entendimento sobre a cultura indígena e toda sua relevância para um país como o nosso, colonizado, inclusive, mais de uma vez e que, infelizmente, segue sendo colonizado dia após dia”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/501/1*fdW3vqH2GdLzZYiSFn54BQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/490/1*h28n9QDZq2t0wNfnNbP1rg.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/501/1*9nhq9_7gnUQczUJIwqnDTg.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/501/1*GiWpBeOijd-hd-I9G6F-MA.png" /></figure><p>Os trabalhos estão em fase final de revisão para depósito nas bibliotecas digitais da PUC-PR e UEPG. Assim que estiverem disponíveis, comunicaremos em nossas redes sociais.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d2f2966d0051" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ALUNA INDÍGENA DO PPGEL QUALIFICA SUA DISSERTAÇÃO]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/aluna-ind%C3%ADgena-do-ppgel-qualifica-sua-disserta%C3%A7%C3%A3o-d1a3080c92ac?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 21 Dec 2022 19:31:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-21T20:08:10.041Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quarta, 21, a aluna indígena Regina Aparecida Kosi dos Santos qualificou sua dissertação de mestrado. Acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL) e membro do Coletivo de Estudos e Ações Indígenas (CEAI), Regina apresentou o trabalho intitulado LEI 11.645/08 E O DESAFIO DE DOCENTES NÃO-INDÍGENAS EM RELAÇÃO À TEMATICA INDIGENA NAS SALAS DE AULAS. Kaingang nascida na Terra Indígena Faxinal (Cândido de Abreu/PR), é uma das primeiras estudantes indígenas da Pós-Graduação da UEPG.</p><p>Regina é orientada pela professora Letícia Fraga, do Departamento de Estudos da Linguagem (DEEL) da UEPG. Sua banca foi composta pela professora Ligia Paula Couta, também professora do PPGEL/DEEL, pelo professor André Marques do Nascimento, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e professor Felipe Coelho, aluno indígena do PPGEL.</p><p>O objetivo geral do trabalho é analisar conhecimentos e práticas de professores não-indígenas que envolvem a temática indígena e a Lei 11.645/08. O tema foi escolhido pela pesquisadora em função de sua experiência no assunto. Nas palavras de Regina, “Considerando as várias experiências que vivi, tanto dentro como fora da universidade, o assunto que escolhi para essa dissertação é algo que eu não poderia deixar de lado. É necessário falar sobre a Lei 11.645/08 e as práticas de professores não-indígenas em escolas não-indígenas”.</p><p>O trabalho de Regina foi muito elogiado pela banca. Para o professor Felipe, “em seu texto, Regina estabelece conexões entre sua trajetória de vida e seu trabalho. Nós, indígenas, não separamos nossa história, a história do nosso povo, da nossa pesquisa e do nosso trabalho em sala de aula. Nós pesquisamos o que acontece em nossa vida. A nossa vida acontece e nos utilizamos da pesquisa para que isso possa trazer visibilidade para nosso povo e se tornar luta e resistência”.</p><p>Para o professor André, é importante ressaltar o tema discutido por Regina. “É um tema muito urgente. A lei foi publicada em 2008, mas o tema continua sendo muito urgente, porque ainda precisamos buscar alternativas viáveis para sua implementação. Em muitas situações, se coloca a responsabilidade de se preparar para a educação somente aos docentes indígenas, quando na verdade todos temos que nos preparar para isso”.</p><p>Para a professora Ligia, “em seu trabalho, Regina propõe uma teoria sobre e para a disciplina de História, mexendo com esse campo de conhecimento, assim como faz a própria lei 11.645/08, que determina que se trabalhem temas que abalam as estruturas das universidades, uma vez que elas privilegiam conhecimentos eurocentrados”.</p><p>Para o professor Evanir Pavloski, coordenador do PPGEL, “a qualificação da acadêmica representa mais um passo no processo urgente de inclusão de alunas e alunos indígenas no espaço universitário, o qual deve ser marcado pela multiplicidade, pelo respeito e pela integração das diferenças”.</p><p>A defesa está prevista para o final de março de 2023.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/691/1*UGikpAfraIyira7g_zNPJA.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d1a3080c92ac" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[PRIMEIRO ESTUDANTE INDÍGENA DA UEPG E DO PPGEL DEFENDE DISSERAÇÃO DE MESTRADO]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/primeiro-estudante-ind%C3%ADgena-da-uepg-e-do-ppgel-defende-dissera%C3%A7%C3%A3o-de-mestrado-986d713ed5aa?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 18 Dec 2022 22:10:17 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-18T22:10:17.454Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 02, o aluno indígena Alexandre Kuaray de Quadros defendeu sua dissertação de mestrado. Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL) e membro do Coletivo de Estudos e Ações Indígenas (CEAI), Alexandre apresentou o trabalho intitulado RACISMO: LUTA DIÁRIA E DESAFIO DO ESTUDANTE INDÍGENA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA (UEPG). Guarani Mbyá nascido na Aldeia de Rio das Cobras (Nova Laranjeiras/PR), é do um dos primeiros estudantes indígenas da Pós-Graduação da UEPG.</p><p>Alexandre foi orientado pela professora Letícia Fraga, do Departamento de Estudos da Linguagem (DEEL) da UEPG. Sua banca foi composta pela professora Ligia Paula Couta, também professora do PPGEL/DEEL, e pelo professor André Marques do Nascimento, da Universidade Federal de Goiás (UFG).</p><p>O objetivo geral do trabalho de Alexandre era compreender como o racismo se manifesta contra a população indígena universitária da UEPG. O estudante realizou um levantamento de relatos dos/as participantes em relação às situações de racismo vivenciadas por eles/as na universidade; o papel da instituição para prevenir o racismo contra estudantes indígenas e o papel do racismo na evasão dos estudantes indígenas.</p><p>Alexandre escolheu a temática devido as diversas agressões racistas que sofreu ao longo de sua graduação em Licenciatura em Geografia (UEPG). O texto apresenta sua trajetória como estudante e pesquisador Guarani Mbyá e discute o processo de invasão do território que hoje se chama Brasil. Os resultados mostram que os estudantes indígenas da UEPG são vítimas de racismo estrutural, institucional e cotidiano. Por isso buscam transformar a realidade que vivem neste espaço que, defende Alexandre, é território indígena.</p><p>Segundo Alexandre, “nossos povos indígenas têm que ser mais reconhecidos pelas universidades. Em muitos lugares somos vistos e tratados como animais. Eu tenho pensado que se meu pai estivesse ao meu lado a conclusão deste trabalho seria um grande orgulho para ele”.</p><p>A banca elogiou a dissertação. Nas palavras da professora Ligia, “é muito importante escutar o que Alexandre tem a dizer. Agora vamos ter a oportunidade de implantar o que Alexandre propôs. Depois de ter concluído um trabalho tão corajoso, o racismo sofrido por estudantes indígenas na UEPG se torna público. É uma história triste, mas precisamos desse movimento para enfrentá-lo”.</p><p>Para o professor André Marques, “a defesa foi um momento histórico principalmente para o povo Guarani Mbyá. Também é histórico pela luta do povo Guarani Mbyá, pela própria luta de Alexandre por tudo que teve que vivenciar, até chegar à defesa. Sem dúvida, também é um momento histórico para a UEPG, por ser o primeiro indígena a defender uma dissertação de mestrado”.</p><p>Para a Pró-Reitora da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Ione Jovino, “o trabalho de Alexandre é importante para que a gestão possa pensar o que fazer em relação ao racismo que estudantes indígenas sofrem na instituição. Fico feliz que Alexandre tenha participado de algumas ações institucionais que tivemos nesse sentido.</p><p>Segundo a professora Sulany dos Santos, do Escritório de Assuntos Internacionais (ERI), “o trabalho de Alexandre traz um retorno para que a universidade se repensar. Precisamos internacionalizar as questões indígenas e as pesquisas dos estudantes indígenas, que estão sendo desenvolvidas na UEPG com diferentes universidades que têm estudantes indígenas na Argentina, no Chile, na Bolívia”.</p><p>Já para o Coordenador do PPGEL, Evanir Pavloski, “O fato de o primeiro mestre indígena da UEPG alcançar a sua titulação em nossa pós-graduação nos enche de alegria. Também aguça a nossa consciência de tudo que ainda precisa ser feito, interna e externamente ao programa, para que o acesso e a permanência de pesquisadores indígenas na universidade sejam incentivados, assegurados e expandidos”.</p><p>A dissertação de Alexandre ficará disponível no acervo da Biblioteca de Teses e Dissertações através do link: <a href="https://tede2.uepg.br/jspui/.">https://tede2.uepg.br/jspui/.</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_hpQV2hCfry8zLzCsEyD-w.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=986d713ed5aa" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ESCRITOR INDÍGENA LANÇA LIVRO PELA COLEÇÃO RETOMADAS, ORGANIZADA PELO CEAI]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/a-14-edi%C3%A7%C3%A3o-da-bienal-internacional-do-livro-do-cear%C3%A1-uma-cria%C3%A7%C3%A3o-da-secret%C3%A1ria-da-cultura-do-bcd86f45b5f2?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/bcd86f45b5f2</guid>
            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 02 Dec 2022 14:41:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-02T16:04:05.738Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>A 14° edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará, uma criação da Secretária da Cultura do Ceará, teve como tema “De Toda Gente Para Todo Mundo” e ocorreu entre os dias 11 e 20 de novembro de 2022, em Fortaleza (CE). O evento teve como propósito disponibilizar espaços para diálogos entre personalidades culturalmente ricas e divulgação de trabalhos.</p><p>Entre essas personalidades e nomes, tivemos Felipe Coelho Iaru Yê Takariju, do povo Takarijú. “Os benefícios que eu vi de participar do evento, principalmente, foi a visibilidade do pensamento indígena, de autores indígenas, a visibilidade de pensamentos de autores da periferia, porque o evento não foi só relacionado aos povos indígenas. Também me proporcionou encontrar pessoas diferentes, fazer novas amizades, fazer novos contatos, ampliar cada vez mais a força e o alcance do pensamento dos povos indígenas, principalmente dos novos autores indígenas. Trazer essa problemática para trabalhar na área das Letras, das Artes, da Literatura pra que a gente continue cada vez mais alcançando outros povos, outros públicos, de modo que a temática indígena seja cada vez mais presente. Não só nas Letras, nas Artes, mas em todas as outras áreas de conhecimento”, afirmou o escritor.</p><p>Durante o evento, Felipe foi convidado para participar de dois eixos de conversa, titulados “PERSPECTIVAS DO PENSAMENTO INDÍGENA PARA A JUVENTUDE”, que ocorreu no dia 17 de novembro. No mesmo dia, Felipe lançou seu livro “ALIENINDI-A — Os portais dos Mundos”. No dia 20/11, o escritor participou do evento “AQUILOMBAR E SUSPENDER O CÉU: LEITURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS”. Sobre sua participação dentro das rodas de conversa, o autor destaca: “As questões mais abordadas e que mais chamaram atenção foram justamente a questão da retomada […], como elas podem ser utilizadas não só na academia, como na sala de aula, para que se mude a forma de ensino tanto das Letras como do ensino básico, no que diz respeito aos povos indígenas. […] Também se discutiu […] qual a importância, para os povos indígenas, da inserção desses meios, que são meios que não eram solícitos aos povos indígenas, mas que agora estão se abrindo”.</p><p>O livro “ALIENINDI-A — Os portais do Mundo” tem um teor filosófico, histórico e cosmológico indígena, partindo tanto do povo Takarijú, da singularidade do autor e das suas experiências pluriculturais com outros povos e com outras pessoas ao decorrer do seu tempo de pesquisa. Suas maiores motivações para escrever o livro surgiram da busca de fazer a retomada conceitual indígena, segundo o próprio autor, “para que esse pensamento possa povoar cada vez mais”, ou seja, procurar mais campos e conquistar mais visibilidade. Outro ponto que motivou Felipe a escrever o livro foi a vontade de retomar o povo Takarijú para a atualidade, afastando-o da ocultação social, além de auxiliar outros indígenas a promover suas próprias conexões.</p><p>Quanto a sua experiência como convidado, o escritor diz que foi uma boa experiência porque, além de todos os benefícios e dos assuntos discutidos, teve espaço para comentar sobre a coleção Retomadas, que é um trabalho coletivo: “eu luto por ele e dou muito valor. Sempre estou falando sobre ele”, afirma Felipe.</p><p>A Coleção Retomadas é uma coleção de livros de escritoras e escritores indígenas, organizada pelo CEAI, que já tem 3 obras publicadas e mais 7 títulos em fase de finalização. As versões impressas são divididas em duas quotas: uma parte é destinada ao/à autor/a e o restante é distribuído gratuitamente em escolas indígenas, bibliotecas e outros locais. O download da obra pode ser feito na página da Pró-Reitoria de Extensão da UEPG, em <a href="https://www2.uepg.br/proex/ebook-alienindi-os-portais-dos-mundos/">https://www2.uepg.br/proex/ebook-alienindi-os-portais-dos-mundos/</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*yIIQcKSkxgRP5StXhuT3Lg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*-sg46OYHvCFUO6Zjo9CAsg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*YYblyS1OgSQ1yODPPk-LVQ.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bcd86f45b5f2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ESCRITORA INDÍGENA LANÇA LIVRO PELA COLEÇÃO RETOMADAS, ORGANIZADA PELO COLETIVO DE ESTUDOS E AÇÕES…]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/escritora-ind%C3%ADgena-lan%C3%A7a-livro-pela-cole%C3%A7%C3%A3o-retomadas-organizada-pelo-coletivo-de-estudos-e-a%C3%A7%C3%B5es-f042ba4f0d67?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 21 Nov 2022 14:07:06 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-02T15:11:23.673Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>ESCRITORA INDÍGENA LANÇA LIVRO PELA COLEÇÃO RETOMADAS, ORGANIZADA PELO COLETIVO DE ESTUDOS E AÇÕES INDÍGENAS (CEAI) DA UEPG</strong></h3><p>Entre os dias 11 e 20 de novembro, na cidade de Fortaleza (CE), ocorreu a XIV Bienal Internacional do Livro do Ceará, um evento totalmente gratuito. Realizado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (SECULT/CE), esta edição ofereceu uma ampla programação e espaço para diálogos. O tema foi “De Toda Gente Para Todo Mundo”.</p><p>Na opinião da escritora indígena Merremii Karão Jaguaribaras, do povo Karão Jaguariabaras, “o evento trouxe amplas discussões. Este ano, por exemplo, a Bienal trouxe em sua identidade visual a arte indígena do artista cearense Rodrigo Tremembé, o que mostra a valorização da cultura indígena e dos artistas existentes no território cearense”.</p><p>A escritora participou do evento em três momentos: das mesas-redondas “O FUTURO É ANCESTRAL”, no dia 15/11 e “ILUSTRAÇÃO INDÍGENA”, no dia 16/11. Ainda neste mesmo dia, a escritora fez o lançamento do livro de sua autoria “WÚPY TAOWÁ — Vestindo-se de Linguagens”. Segunda a escritora, “nos meus momentos de fala, busquei levar a discussão para o tema da inclusão, em vez da exclusividade, pois a exclusividade apaga identidades, adormece memórias e exclui culturas. Durante estes momentos, busquei dialogar sobre a existência de nossos povos e a importância de ler autores indígenas para desmistificar as mentes e pude perceber o quanto o público estava interessado em entender as temáticas diversas”.</p><p>O livro “WÚPY TAOWÁ — Vestindo-se de Linguagens” traz, em sua essência, as Taowás carregadas de linguagens, diversas expressões acompanhadas de simbologias que nos permitem adentrar um espaço pluricultural. Nas palavras da autora, “as Taowás fazem parte do Kalembre: o eterno lembrar daquilo que não se pode esquecer. Por essa razão, descrevê-las é imortalizá-las”. Para a escritora, a maior motivação para escrever o livro tem relação com as tentativas de silenciar seu povo. “Por isso, escrever esse livro foi a oportunidade de imortalizar nossa história escrita por nós mesmos. Também quis escrevê-lo por perceber que artistas indígenas têm timidez em falar sobre a arte indígena, um assunto necessário para que as artes indígenas não sejam vistas de forma generalizada, mas diversa”, afirma Merremii.</p><p>Quanto à sua participação no evento, Merremii considera que foi bastante significativa, “uma vez que entrei como protagonista da voz de meu povo fez, o que fez com que eu alcançasse mais um degrau positivo que me incentiva a pensar novas conquistas, olhares e desafios a serem traçados”. Ou seja, a experiência de participar do evento, para a autora, foi extremamente emocionante. “Não tenho como colocar em palavras a emoção que senti. Ver meu trabalho ecoando ali e os olhares atentos durante meu discurso me fez sentir renovada. Não retornar com os livros para casa me fez sentir que estou cumprindo minha missão neste plano de fazer eternizar a memória de meus ancestrais que tanto lutaram durante a colonização para garantir nossa existência. Wúpy Taowá é o rompimento da Amnésia social imposta na história de meu povo, é a simbologia da quebra de silêncio dos Karão Jaguariabaras”.</p><p>Por fim, a escritora fala sobre sua participação na Coleção Retomadas, do CEAI: “participar da Coleção é pôr em prática a inclusão dos povos originários, integrando aqueles que têm sua voz apagada dentro do sistema capitalista/colonial. A Coleção Retomadas atua na perspectiva de incluir vozes silenciadas pela colonização. Busquei também desconstruir conceitos sobre como a arte indígena é vista no mundo capitalista, de modo que meu livro traz em sua essência a importância de entender as particularidades existentes entre vários mundos habitados por nossas diferenças”.</p><p>A Coleção Retomadas é uma coleção de livros de escritoras e escritores indígenas, organizada pelo CEAI, que já tem 3 obras publicadas e mais 7 títulos em fase de finalização. As versões impressas são divididas em duas quotas: uma parte é destinada ao/à autor/a e o restante é distribuído gratuitamente em escolas indígenas, bibliotecas e outros locais. O download da obra pode ser feito na página da Pró-Reitoria de Extensão da UEPG, em <a href="https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2022/09/W%C3%9APY-TAOW%C3%81-ebook.pdf.">https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2022/09/W%C3%9APY-TAOW%C3%81-ebook.pdf.</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_qEqNHrBLL1IvIiy6e41xA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*TQk1RCyp-6l3dpvJ6kVo8w.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/853/1*Ol59aEh6TdBczdGedz9Txg.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f042ba4f0d67" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[UEPG PARTICIPA DA X MOSTRA CULTURAL DO COL.]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/uepg-participa-da-x-mostra-cultural-do-col-ef2fb378c0f4?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 21 Nov 2022 14:06:19 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-02T15:25:37.706Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>UEPG PARTICIPA DA X MOSTRA CULTURAL DO COL. ESTADUAL INDÍGENA PROFESSOR SÉRGIO KRIGRIVAJA LUCAS, NA T.I. FAXINAL</strong></h3><p>No dia 11 de novembro, a equipe do Coletivo de Ações Indígenas (Ceai), participantes do projeto Teias de Ananse e a equipe do Laboratório de Estudos do Texto (LET) da UEPG fizeram uma viagem para a Terra Indígena Faxinal, localizada no município de Cândido de Abreu (PR), para participar da X Mostra Cultural organizada pelo Colégio Estadual Indígena Professor Sérgio Krigrivaja Lucas.</p><p>No colégio, a equipe foi recebida de forma calorosa pela diretora Irene Huçalo, que comentou o quanto é importante que as universidades estreitem laços com as escolas indígenas do estado.</p><p>O evento iniciou às 9h e se estendeu até as 16:30. Ocorreu nas dependências da escola, que se organizou a partir de diversas temáticas para que os visitantes pudessem ter uma noção da cultura Kaingang e do trabalho que a escola realiza em torno dela. Cada sala de aula do colégio se dedicou a apresentar um tema, como <em>Cosmologia e Espiritualidade</em>; <em>Portal Kaingang;</em> <em>Alfabetização em língua portuguesa e em língua Kaingang</em>; <em>Lendas Indígenas</em>; <em>Pintura</em> <em>corporal</em>; além de barracas de comidas típicas e de artesanato.</p><p>Visitar todos esses locais permitiu que o grupo aprendesse aspectos importantes sobre a cultura do povo Kaingang da T.I. Faxinal, com auxílio da própria comunidade e da equipe da escola, composta de professores indígenas e não-indígenas. Nossa equipe teve ainda a honra de ser acompanhada pela egressa do curso de enfermagem da UEPG, Fatima Koyo Lucas, e da acadêmica do curso de pedagogia Rosilene Gynprag Abreu, ambas oriundas da T.I. Faxinal, que estiveram conosco em todas as atividades, explicando em detalhes a complexidade da cultura Kaingang. Por toda a escola havia também exposição dos trabalhos realizados pelos próprios alunos, o que dá uma dimensão do trabalho dedicado do corpo docente e do talento dos estudantes.</p><p>Segundo o professor Guarani Alexandre Kuaray de Quadros, que também é aluno do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL) da UEPG, o evento tem o objetivo de mostrar a cultura Kaingang a todos os que tiverem interesse em conhecê-la. Para Regina Kosi dos Santos, professora Kaingang e igualmente aluna do PPGEL, é uma oportunidade imperdível para escolas e pessoas não-indígenas, considerando as exigências da Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena na Educação Básica.</p><p>A equipe agradece profundamente a oportunidade que o Colégio Sergio Lucas nos ofereceu para conhecer o espaço e expandir nossos conhecimentos sobre a história do povo Kaingang e da T.I. Faxinal, em um evento tão bem organizado. Certamente aceitaremos o convite de visitar mais vezes a T.I. Faxinal e o Colégio Estadual Indígena Profº Sergio Krigrivaja Lucas!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fQ9JT3Q2RFN2Cjwx6GEtfQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FeipNWtsn3AY2MC9vWeN4Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*O_ndrnmG--FN3DJXEteUSQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*qmQMiN-REow5ZsDDHKz-8w.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=ef2fb378c0f4" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[UEM E UEPG colaboram na coordenação do Vestibular Indígena de 2022]]></title>
            <link>https://ceaicoletivoindigena.medium.com/uem-e-uepg-colaboram-na-coordena%C3%A7%C3%A3o-do-vestibular-ind%C3%ADgena-de-2022-c9ab2bb72155?source=rss-1ca9e602428d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/c9ab2bb72155</guid>
            <category><![CDATA[indigenas]]></category>
            <category><![CDATA[ceai]]></category>
            <category><![CDATA[vestibular]]></category>
            <category><![CDATA[uepg]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEAI - Coletivo de Estudos e Ações Indígenas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 25 Jun 2022 16:16:14 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-06-25T16:16:14.513Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>As provas ocorreram no último domingo (12) e segunda-feira (13) na cidade de Manoel Ribas</em></p><p>O XXI Vestibular dos Povos Indígena do Paraná aconteceu nos dias 12 e 13 de junho. As provas seguem um procedimento que foi consolidado pela Comissão Universidade para os Índios (CUIA) Estadual entre os anos de 2001 e 2002, sofrendo pequenas mudanças durante estes vinte e um anos de existência. Segundo a coordenadora auxiliar do vestibular e professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Isabel Cristina Rodrigues, nos últimos três anos o processo seletivo se tornou descentralizado, ou seja, há seis polos de aplicação espalhados pelo estado que recebem candidatos de diferentes Terras Indígenas (TI) de suas proximidades.</p><p>“Nós estamos no polo de Manoel Ribas que recebe inscritos da Terra Indígena de Ivaí, que é da cidade de Manoel Ribas; das TIs Marrecas e Coedi Porã, do município de Turvo; do município de Cândido de Abreu, a TI Faxinal e do Município de Ortigueira, as TIs de Mococa e Queimadas. Então os candidatos são trazidos para cá e aqui realizam as provas oral, no primeiro dia, e de redação e conhecimentos gerais no segundo dia” explica Isabel.</p><p>O esquema do vestibular é feito por rodízio: a cada ano uma das Instituição de Ensino Superior (IES) fica responsável pela organização do evento, realizando desde reuniões para desenvolvimento de editais até elaboração de questões das provas. Este ano foi a UNESPAR. Especificamente em 2022, no polo de Manoel Ribas, a UEM esteve presente como coordenadora e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) como equipe de apoio.</p><p>Segundo a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da UEPG, vice-coordenadora e avaliadora da prova oral, professora Ione da Silva Jovino, a comissão deste ano foi composta pela coordenadora de polo, professora do departamento de Serviço Social e Diretora de Ações Afirmativas e Diversidade da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) UEPG, Cristiane Gonçalves de Souza, membras da CUIA local professoras Letícia Fraga e Ivana Barbola, e em torno de seis alunos indígenas da UEPG que atuaram como fiscais de prova.</p><p>A política acontece de acordo com a Lei Estadual nº 13.134/2001, modificada pela Lei Estadual 14.995 de 2006, cuja principal responsável pela execução é a CUIA Estadual, órgão que também possui o dever de fiscalizar o processo de inclusão e permanência dos acadêmicos indígenas. Ela organiza editais, processos de inscrição e divulgação de vestibulares em meios de comunicação, redes sociais e nas próprias Terras Indígenas, realizando nos territórios as inscrições dos candidatos.</p><p>Este ano, em torno de 150 indígenas compareceram ao polo de aplicação de Manoel Ribas. Para o doutorando em Educação da UEM, Jeffeerson Gabriel Dominguês, que atuou como avaliador na banca da prova oral, participar do vestibular indígena é um momento de testemunhar o desenvolvimento da juventude indígena no estado. Guarani da Terra Indígena de Pinhalzinho, Jeffeerson desenvolve uma pesquisa sobre o financiamento da educação escolar indígena no Paraná e no segundo dia de provas atuou como fiscal: “Ver o movimento indígena do Paraná crescendo nas suas explicações sobre suas realidades atuais, no seu envolvimento com suas questões internas e externas é muito rico”, afirma.</p><p>O local escolhido para a aplicação do vestibular foi o Centro Estadual de Educação Profissional Manoel Ribas — CEEP. Como conta o Diretor da escola Valdinei Fogaça Andreasse, o processo de tratativa das universidades para utilização do espaço começa entre dois e três meses antes da data de aplicação das provas: “A cada ano entramos em um acordo, sempre prezando atendê-los da melhor forma possível com alojamentos e alimentação gratuita. Trabalhamos sempre na coletividade e compartilhando funções”.</p><p>O diretor ainda destaca a importância para o centro educacional receber o vestibular indígena anualmente. “Nossa equipe sempre preza para dar o melhor atendimento, conversar com as lideranças indígenas. É importante para que nossos alunos possam prosseguir com seus estudos e trazer desenvolvimento para a aldeia e a região”, reitera.</p><p>A essencialidade do vestibular é perceptível também para quem o realiza. Segundo o candidato Kaingang da Terra Indígena de Ivaí, Jefferson Silas, “é importante os indígenas fazerem a prova, [assim como] para a comunidade, a gente estuda muito para isso. Existem muitas dificuldades para os indígenas nas universidades, mas a gente precisa lutar”. Participando do processo pela primeira vez, Jefferson pretende estudar Educação Física na UEM.</p><p>Também destacando a importância da política, a professora do ensino infantil indígena e Kaingang da TI de Marrecas Rosenilda Marcelo Frederico prestou o vestibular pela terceira vez e acredita que a prova de 2022 estava mais alinhada com o conhecimento indígena. “Agora acho que o vestibular está bom, porque só fala sobre temas indígenas. É muito importante, porque quando vamos dar aula na língua materna é sobre esses temas que falamos”, explica.</p><p>Para Rosenilda, a questão da língua materna é fundamental e precisa estar presente no processo seletivo, valorizando as culturas indígenas: “Nas nossas escolas, nossos alunos precisam estudar o mesmo tema que nós estamos estudando hoje, porque se continuar a prova só em português, sobre os europeus, como é que eles vão aprender falar em língua materna e fazer vestibular também?” questiona.</p><p>Ainda com as dificuldades apontadas, para Rosenilda, é fundamental que os indígenas da sua e de outras TIs participem do vestibular e busquem uma formação superior. “É muito importante na comunidade nossas crianças acreditarem e tentar fazer vestibular lá fora, não só ficar na comunidade. A gente tem que incentivar para eles saírem da comunidade também. Eu sempre falo isso para os indígenas lá em Marrecas porque lá ninguém é formado em universidade ainda. Ir para a cidade de lá é muito longe, dá uns 20km, então a gente tem que falar pra eles da importância da universidade e sair pra fora [da TI]. As vezes tem preconceito, mas a gente tem que lutar”.</p><p>As provas aplicadas são referentes a 2021 com ingresso dos novos acadêmicos no ano letivo de 2022. O resultado será divulgado no site da Unespar que possui um calendário coma data de prevista para apresentação da lista de aprovados. Segundo a professora do departamento de Letras da UEPG e presidenta da CUIA Local, Letícia Fraga, “as matrículas são específicas em cada IES que possuem independência para estabelecer suas datas. Há um edital de chamamento para os estudantes que devem comparecer presencialmente para realizar suas matrículas. É um momento que aproveitamos para conhecer os aprovados”, explica.</p><p><strong>A importância do vestibular indígena como política pública</strong></p><p>As dúvidas que permeiam a existência do vestibular indígena enquanto uma política diferenciada da de cotas raciais e de escolas públicas são várias. E também são diversas as razões para que o processo seletivo diferenciado para esta população exista e seja defendido pelo ensino público. Como aponta a coordenadora de polo Cristiane Gonçalves de Souza, dentro do estado existem vagas suplementares considerando a especificidade destes candidatos.</p><p>“Primeiro, eles são bilíngues, então a gente precisa pensar como vai ser realizada essa aproximação porque tem a questão do idioma, da cultura e justamente por isso nós enquanto CUIA estadual defendemos essa lógica de ir até o candidato e não o contrário. Considerando o problema do deslocamento, nós entendemos que é muito mais importante as IES estarem próximas das TIs para poder fazer vestibular, facilitando o acesso e o deslocamento”, conta.</p><p>Cristiane aponta que a dinâmica atual consiste em um planejamento que preza, em primeiro lugar, por atender as especificidades da população indígena. Segundo a coordenadora, “nessa versão, se nós não tivéssemos esse planejamento de ir à TI buscá-los, a possibilidade quem não é da região de Manoel Ribas poder ficar alojado de forma gratuita no CEEP, considerando que sabemos que a grande maioria da população indígena está em vulnerabilidade socioeconômica e não teria condições de pagar o próprio deslocamento, de pagar um hotel e alimentação, por exemplo, provavelmente teríamos um número muito menor de inscritos”, explica.</p><p>“Então se isso não for considerado no processo acredito que ele seria muito mais excludente do que é hoje. Tivemos 780 candidatos que se inscreveram gratuitamente, para participar do processo com a universidade vindo até eles e não eles indo até a UEPG, por exemplo, o que contribui para o acesso ao Ensino Superior de uma população que, nós sabemos, é historicamente invisibilizada. É uma luta constante para que exista essa visibilidade e legitimação também. A ideia de que o espaço do Ensino Superior é um espaço que pertence a eles”, defendeu Cristiane.</p><p>O estado do Paraná é o único do Brasil que possui um sistema de ingresso ao Ensino Superior voltado para a população indígena como o Vestibular dos Povos Indígenas. A vice-coordenadora da comitiva da UEPG e Pró-Reitora da PRAE Ione Jovino indica que há um avanço nas políticas voltadas para indígenas no estado: “É louvável o aumento recente do valor das bolsas que estava bem defasado, por exemplo. Ainda é uma política inédita do país”, indica.</p><p>Entretanto, apesar do ineditismo da política e dos avanços, Ione explica que “em tempos que temos recrudescido em termos de Governo Federal, com cortes de bolsas para indígenas e quilombolas, é importante que tenha havido o reajuste das bolsas, que ainda não é o ideal, mas já é superior ao valor de outros fomentos”.</p><p>Segundo a professora e coordenadora do vestibular Isabel Cristina Rodrigues, para quem trabalha diretamente com este processo não há dúvida do quão é importante a existência da lei estadual que possibilita a inclusão e de processos que a coloquem em revisão constante visando à melhoria da política.</p><p>“Sua implantação é fundamental e ela precisa passar por processos de avaliação e revisão. É essencial que ela exista, e para que possa continuar existindo, precisa ser avaliada e revisada no sentido de que algumas mudanças sempre se fazem necessárias”. Para Isabel, são necessárias adequações no processo do vestibular “para que ele se torne sempre um processo que seja mais democrático e que de fato possibilite a inclusão das pessoas para as quais ele está destinado”, defende.</p><p>A Pró-Reitora Ione Jovino concorda com a perspectiva de Isabel e acrescenta que a revisão é necessária inclusive em níveis metodológicos e em termos de condução: do número de seis vagas suplementares, que ainda é o mesmo de sua implementação, do tempo de espera para realização da prova, entre uma prova e outra, como os participantes se sentem com relação ao processo, a execução da prova oral, das distâncias que precisam ser percorridas entre as duas avaliações (escrita e oral) etc.</p><p>“Eu acho que a política é muito importante, mas carece de ser revista e que sejam, pra essa revisão, ouvidos os principais interessados que são os próprios candidatos e aqueles que já estão na universidade e já passaram por esse processo um dia. Muito importante que seja revista ouvindo essas pessoas. Se não a gente pode reincidir em questões teóricas e metodológicas que são questionáveis”, explica.</p><p>A questão da permanência também é um elemento fundamental, como indica a professora. Atualmente candidatos indígenas não são impedidos de participar do processo seletivo universal das universidades estaduais e da Universidade Federal do Paraná, e isto poderia ser utilizado como um argumento para justificar que as políticas não precisam ser reestruturadas, entretanto isto não garante a permanência do aluno nem sua graduação.</p><p>“É preciso pensar dentro da permanência, num sentido amplo que não seja só a permanência material. Não é só o dinheiro da bolsa e garantir moradia, porque isso é muito importante, mas não é tudo. Garantia de visibilidade, e uma política linguística dentro da universidade que visibilize as línguas faladas por esses povos, garantia de espaço de convivência dos grupos indígenas e destes com outros grupos em respeito à diversidade étnica e cultura, isso sim é pensar permanência”, defende.</p><p>Para Ione, avançar no contexto das políticas para a população indígena é pensar formas de incorporá-las às políticas afirmativas das universidades estaduais, alinhando-as às questões das cotas e de permanência e ampliando o número de vagas para indígenas no Ensino Superior e, neste processo, é fundamental escutar quem está participando do processo, a população indígena.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c9ab2bb72155" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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