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        <title><![CDATA[Stories by Daniel Roda on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Daniel Roda on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Dando risada no funeral: razões, emoções e tudo mais]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Daniel Roda]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 18 Apr 2016 13:38:41 GMT</pubDate>
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            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/350/1*WLAkbZ9i8JQ-4BCGJxK6Ug.jpeg" /></figure><p>Vamos falar de interação homem-máquina por aqui hoje. Mas antes, pegue umas velas aromáticas, vá para a banheira, coloque uma música suave pois falaremos de <em>emoções.</em></p><p>Emoções são uma coisa legal. Eu tenho, você tem, sua vó tem, seu bisavô tinha — mas na época dele não pegava muito bem. Todo humano é sensiente, dotado de emoções e capaz de interpretar coisas (embora alguns se recusem).</p><p>Gostamos de julgar as emoções, mas cada emoção deve ser interpretada dentro de um contexto. Por exemplo: rir em funerais é teoricamente algo ruim, é um contexto inadequado para dar risada. Porém, rir em situações difíceis é considerado algo normal pelos especialistas; é sua cabeça agindo involuntariamente para salvar você de um momento doloroso, sendo compreensível você dar uma gargalhada em uma briga e ter crises de riso em um dia horrível — afinal, a vida é uma droga grande parte do tempo.</p><p>Eu, você, sua mãe, seu primo menor e sua avó temos uma tendência competitiva natural; veio no nosso <em>firmware cerebral</em>, não tem jeito. Estamos nos comparando agora mesmo, procurando vencer sempre e evitar ao máximo a derrota e a dor. Nessa de competir, acabamos por dividir as coisas em pedaços, criando categorias.</p><p>Nesse raciocínio, criamos alguns paradigmas. Um deles é de colocarmos a interação homem-máquina na caixinha <em>COGNITIVO</em>.</p><h4>Ótimo! Mas o que quer dizer “cognitivo”?</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/406/1*St3NiFKbTHR1YsHU04uL6Q.jpeg" /></figure><p><strong><em>Cognição</em></strong><em> é o ato ou processo da aquisição do conhecimento que se dá através da percepção, da atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. […]</em></p><p><em>É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.</em></p><p><em>De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos. [by </em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o"><em>Wikipedia</em></a><em>, o cânone moderno]</em></p><p>Ou seja: classificamos essa coisa de lidar com máquinas na nossa esfera racional, distante das emoções. Teóricos mais modernos já falam o oposto: a interação homem-máquina deveria partir das emoções. E agora?</p><h4>Sei lá! Você que está contando a história!</h4><p>Tem razão. Pois bem: a psicologia contemporânea vem nos salvar quando define que <em>cognição</em> e <em>emoção</em> são partes <strong>complementares</strong> uma da outra.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*CH8aFydPRbW87ZqE9d1b6g.jpeg" /><figcaption>E a multidão entra em choque profundo.</figcaption></figure><p>Vamos pensar em uma situação de escolha. Você tem que comprar uma camisa listrada. Quando vai na loja você compara camisas (esta é listrada, esta é de bolinhas, esta é da Dudalina) e compra aquela que é, de fato, listrada. Neste processo, existiu a <em>expectativa</em> sobre aquela compra/produto (emoção); porém houve também a <em>decisão pensada</em> (cognição) que levou à compra da camisa listrada.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*COO_bOxYFfEcktNFSutkUA.jpeg" /><figcaption>Wando, um bardo altamente emocional.</figcaption></figure><h4>O Design Emocional</h4><p>Há o que conhecemos por “design emocional”, que é justamente aquele que prioriza acima da cognição a força das emoções (ódio, paixões, desejo, ímpeto, sedução, sensações fortes), tentando trazer estes elementos para o produto que estiverem desenhando.</p><p><strong>Mas espera aí: </strong>nós não falamos lá em cima que as emoções devem ser analisadas em um contexto, com aquela onda do funeral e tudo mais? Se os contextos são tantos e tão efêmeros, fazer design para algo tão volátil não faz sentido. É como prometer algo que, se entregue no contexto errado, não será verdadeiro.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/378/1*7pYtJM5Zkb_GqCoj9aFYBQ.jpeg" /><figcaption>“It is not possible to design an experience, only design <strong>for an experience</strong>” (Wright and McCarthy)</figcaption></figure><h4>Putz, mas e aí? Como que resolve esse problema?</h4><p>Emoções são legais, mas são efêmeras; precisam de contextos para acontecer e produtos sozinhos não garantem nada. Então como fazer design com emoções?</p><p>Talvez a solução seja trabalhar com as necessidades maiores das pessoas, utilizando-as como âncora pra criar seu design. Podemos categorizar essas necessidades maiores:</p><ul><li><strong><em>Manipulação</em></strong><em>: um objetivo tem que ser atingido;</em></li><li><strong><em>Estímulo</em></strong><em>: busca por crescimento pessoal;</em></li><li><strong><em>Identificação</em></strong><em>: expressão, interações com pessoas significativas;</em></li><li><strong><em>Evocação</em></strong><em>: auto-preservação, memórias.</em></li></ul><p>Essa definição varia de acordo com o autor, mas a mensagem é a mesma:</p><blockquote><strong>Necessidades satisfeitas geram emoções positivas.</strong></blockquote><p><strong>Alegria: </strong>pode ser consequência da excitação gerada por um produto ou pelos desafios que ele proporciona (<em>Manipulação e Estímulo</em>);</p><p><strong>Orgulho: </strong>pode ser consequência de um produto a ser apresentado em uma situação social ou um produto de alto nível (<em>Identificação</em>).</p><h3>Estamos concluindo, que emoção!</h3><p>Choraremos juntos ao fim. Mas antes, podemos concluir que encanto, atração, desejo e outras emoções são dependentes de situações específicas. Necessidades maiores, por outro lado, não são. Um produto pode ser visto como satisfatório se resolver com brilhantismo suas necessidades de <em>Identificação</em>, por exemplo. E esse cumprimento das expectativas promove boas emoções — e uma boa experiência.</p><p>Terminando, amiguinhos: deixe esse seu coração de pedra em um jarro na sala e crie seu design focado em necessidades universais; e quanto às emoções, <em>deixa acontecer naturalmente</em>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*bGsMVxrjBVJ6LhqwKmgIsQ.jpeg" /><figcaption>Grupo Revelação, também especializados em experiência.</figcaption></figure><p><em>Texto baseado livremente nos estudos de Marc Hassenzahl. Agradecimentos a ninja </em><a href="https://medium.com/u/f36abd2b4470"><em>Ana Marafiga</em></a><em> pela sugestão de pauta e pdfs!</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=669a8159b5e4" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/cit-ux-ui/dando-risada-no-funeral-raz%C3%B5es-emo%C3%A7%C3%B5es-e-tudo-mais-669a8159b5e4">Dando risada no funeral: razões, emoções e tudo mais</a> was originally published in <a href="https://medium.com/cit-ux-ui">CI&amp;T Design</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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