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        <title><![CDATA[Stories by Dany Dhen on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Dany Dhen on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Minha avó me deixou um convite para entender a morte]]></title>
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            <category><![CDATA[morte]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dany Dhen]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 14 Feb 2023 00:03:13 GMT</pubDate>
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            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Obs.: texto escrito em homenagem à Berenice Teixeira de Amorim, no dia da missa de 7º dia em Lagoa Santa/MG- Brasil na Paróquia São Sebastião</em></p><p>Eu poderia utilizar este espaço<strong> </strong>para relembrar muitos acontecimentos felizes, notórios e que nos marcaram. Mas deixarei para fazer isso num momento mais íntimo para rememorarmos juntos essas boas histórias, tomando um chá ou café. Amigos e familiares, vocês serão muito bem-vindos em nossa casa!</p><p>O que escrevi para compartilhar com vocês hoje, foi na verdade uma tentativa de amenizar a minha dor. Eu penso demais. Me recorri então, à filosofia e à espiritualidade como uma ótica de reflexão para esclarecer esse momento ainda turvo.</p><p>Lúcia Helena é filósofa voluntária na escola Nova Acrópole Brasil.<strong> </strong>Em uma de suas falas, ela relembra que a morte, em várias civilizações do passado, não era tratada de forma aterrorizadora.</p><p><strong>O fato da nossa sociedade não falar da morte talvez seja uma maneira da gente se esconder dela, como se ela deixasse de existir. Mas não. Ela existe. Como parte dos seres da natureza, passamos por fases e ciclos, de nascimento, desenvolvimento e morte.</strong></p><p><em>Memento Mori</em> (lembra-te de que vais morrer). Essa inscrição em latim estava antes presente em comércios e nos lares de civilizações antigas, como um lembrete diário para mostrar o valor da vida, servindo como uma bússula para hierarquizar as escolhas e os afazeres.</p><p>Isso, por quê acreditavam que é do contraste que nasce a consciência. Se o mundo fosse apenas branco, não perceberíamos esta cor. Só enxergamos o branco, com o contraste do azul do céu.</p><p><strong>Portanto, o desejo de vencer a morte é o desejo de vencer a inconsciência.</strong></p><p>Parmênides (Eleia, 530 a.C) dizia que a morte não existia. Várias pessoas relutaram essa ideia, gerando polêmicas e questionamentos mas concordaram com o seguinte:</p><p>- As coisas que vivem são compostas de quê? Forma, espírito e matéria. Os três ingredientes da vida:</p><p>· <strong>A forma,</strong> entendida aqui como ideia, é imortal, uma vez que o formato da memória de cada um aqui permanece vivo na eternidade das nossas consciências.</p><p>· <strong>O espírito</strong> é infinito: podemos sentir sua presença com a força do pensamento e da oração.</p><p>· <strong>A matéria,</strong> nunca se perde, se transforma.</p><p>Ao nos identificarmos com o nosso corpo, matéria e forma, nos agarramos na ideia de um EU que se finda com a morte. Se conectarmos com a ideia do Ser, do simplesmente estar, podemos a todo tempo nos cercarmos de sua presença em nossa consciência.</p><p>A morte, como costumamos encará-la, é uma identificação com o estado passageiro e não com o definitivo.</p><p>E daí eu me pergunto, eu te pergunto:</p><p><strong>O que queremos Ser na vida?</strong></p><p>A vida e a morte estão aí. São balizas concretas da nossa vida.</p><p>Nós só temos condições de construir algo, se cada dia da nossa vida se dirige para carregar um tijolo para essa construção.</p><p>Na antiguidade, os egípcios acreditavam que nós vamos para uma dimensão em direção onde o nosso coração aponta.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xGVQyxqqqeQZ1fPBLWvazw.png" /><figcaption>Montagem de fotos encaminhada de Portugal para o Brasil para o aniversário de Berenice de 2021</figcaption></figure><p>Minha avó, é um exemplo para todos nós de uma pessoa que esculpiu a si mesma sob os princípios do amor, da empatia e da generosidade infinita. Virtudes divinas e elevadas que fortificaram laços, acolheram os necessitados, entregando ânimo, esperança, força, confiança e sabedoria.</p><p>Sua habilidade autodidata em alta costura, com pontos que lhe construiu a vida e bordou afetos. Pintou paisagens, desenhou a liberdade e escreveu a sua história.</p><p>Na tradição asteca, o Deus Colibri — Huitzilopochtli, diz que as pessoas de coração puro, têm alma de colibri, que quando perdem o seu corpo, eles voam em direção ao sol. Os raios do sol, seriam as penas dos colibris que penetraram no sol. Uma luz que irradia calor, alegria e que significa Vida.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*PkRyjFYJKMaVKkjaKZILVg.jpeg" /></figure><p>Vejo sua passagem vó, como um manto misericordioso que te livrou de um peso que não mais te permitia seguir adiante, te abrindo as portas para continuar o seu caminho com mais leveza.</p><p>Um contínuo processo de autoaperfeiçoamento. Um contínuo processo de agir por construir a si própria. Berenice dominou com mérito, aquilo que a natureza nos dá em potência: sermos humanos. Que honra!</p><p>Viver dessa forma garante toda a serenidade e a tranquilidade diante dessa morte ou de quantas tenham que vir.</p><p>Nada que é realmente teu, pode tirar-te de ti. Você conquistou corações, princípios e gerações e tem consigo todo o nosso amor.</p><p>Mãe, amiga, avó e conselheira. Você continua viva em nós. Assim como todos os nossos ancestrais. Sua missão foi cumprida: em simplesmente ser luz na vida de cada privilegiado que teve a oportunidade de te conhecer e estar com você.</p><p>Estou certa de que você está reinando e reinará na bondade, no amor e na alegria. Fique em paz. Estamos com você. Te amamos para todo o sempre.</p><p>Amém!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dcb5cd3ca919" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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