<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by vnbells on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by vnbells on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@drbellsbr?source=rss-fd9da70c803c------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*R8W6QLqCf0UjZeDfBC1N6Q@2x.jpeg</url>
            <title>Stories by vnbells on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@drbellsbr?source=rss-fd9da70c803c------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Thu, 28 May 2026 00:15:07 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@drbellsbr/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[O ciclo vicioso do vazio]]></title>
            <link>https://medium.com/@drbellsbr/o-ciclo-vicioso-do-vazio-f902083605b6?source=rss-fd9da70c803c------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f902083605b6</guid>
            <category><![CDATA[fate-stay-night]]></category>
            <category><![CDATA[bazett-fraga-mcremitz]]></category>
            <category><![CDATA[fatehollowataraxia]]></category>
            <category><![CDATA[visual-novel]]></category>
            <category><![CDATA[review]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[vnbells]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 23 Sep 2025 22:27:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-09-23T22:27:36.255Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*bxDtkXJbViMXrt1_QeuSCg.png" /></figure><h4>Como Fate/hollow ataraxia me ensinou a seguir adiante nesse mundo imperfeito.</h4><h4>Introdução (Sem Spoilers)</h4><p>O famigerado Fate/hollow ataraxia, mais conhecido somente como Hollow Ataraxia, é um fandisc de Fate/stay night: a famosa Visual Novel da Type Moon. Apesar de ser um fandisc, supostamente esperamos algo como conteúdo bobo e fanservice como parte da obra inteira. Quase isso. Hollow Ataraxia contém uma própria história principal além dos conteúdos “fanservice”, sendo considerada um Sequel direto de Stay Night.</p><p>Nessa história seguimos, primeiramente, na perspectiva de Bazett Fraga McRemitz, uma Seal Designation Enforcer, um mago de elite usado pela associação dos magos para realizar trabalhos de interesse da organização. A história segue com Bazett confusa em relação à sua situação atual, acordando em uma mansão abandonada, e sua única pista é que, antes de sua amnésia, ela realizou um pacto com um oitavo servo que não deveria existir: Avenger.</p><p>Avenger é o principal mistério de Hollow Ataraxia, como suas ações levaram à amnésia de Bazett e ao principal fator da obra inteira: Bazett e Avenger estão presos a um loop infinito de 4 dias, o que possibilita uma “imortalidade” de Bazett, que, ao morrer ou chegar ao final do quarto dia, retorna ao primeiro. Isso tudo com o objetivo de ganhar a 5⁠ª Guerra do Santo Graal, que, pelo visto, foi reativada depois de 1 ano dos acontecimentos de Stay Night. A trama principal de Hollow Ataraxia nos leva a desvendar o mistério por trás de Bazett, Avenger e esse Loop de 4 dias. Porém…, parece que o nosso querido Emiya Shirou TAMBÉM está preso nesse loop. O que nos leva ao nosso terceiro protagonista.</p><p>Na verdade, jogamos na visão de Shirou quase o jogo inteiro, tanto na história principal quanto nas cenas secundárias, que acontecem paralelamente aos desdobramentos vistos por Bazett/Avenger.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*anBgVi5ARj0JY3Q7imX5Ww.png" /></figure><h4>O Jogo (Sem Spoilers)</h4><p>Na história principal, Shirou percebe que consegue se lembrar de acontecimentos que supostamente nunca aconteceram, e isso o leva a questionar a realidade dos fatos. O que o leva a investigar a cidade de noite até se deparar com uma figura misteriosa, uma mulher de cabelos brancos, que diz a ele que devem se encontrar no lugar certo e na hora certa, e que, se se encontrarem no final do quarto dia de noite, ele não conseguirá prosseguir. Ela é uma parte chave para desvendarmos esse mistério que assola Shirou e Bazett.</p><p>O conteúdo secundário, praticamente todo composto por fanservice, faz parte de mais da metade e talvez um terço do conteúdo total de Hollow Ataraxia, já que é um fandisc. Nele temos acontecimentos descontraídos e bobinhos no estilo Slice of Life, com quase todos os personagens que participaram em Stay Night, outros que tiveram quase nenhuma participação anterior e, em FHA, aparecem bastante, além de personagens previamente mencionados, mas que nunca tiveram participação fora de FHA. Por exemplo: há cenas de compras no mercado, da Saber comendo batata assada, da Sakura tendo conversa sobre ser dona de casa com a Caster, da Rin tendo problemas para arrumar a sua casa e ficando presa dentro de um baú (esse é um dos melhores capítulos), do Lancer tendo uma competição de pescaria com o Archer, da Rider correndo de bicicleta e por aí vai.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*lyY5VqUgUisu1DBm_Yl_nQ.png" /></figure><p>Apesar de a maioria do conteúdo ser de comédia, achei interessante que, mesmo assim, reservaram uns capítulos para desenvolver melhor alguns personagens que tiveram pouco tempo de tela em Stay Night. Entre eles: Rider, Lancer e Caster tiveram seus próprios arcos de desenvolvimento em FHA.</p><p>Como mencionei previamente, o jogo funciona em um sistema de loop de 4 dias, onde começamos sempre o dia 08/10 e terminamos no dia 11/10. Cada dia funciona como se fosse um “capítulo”, e nele há diversas cenas, que você pode selecionar em uma espécie de mapa da cidade. Essas cenas estão misturadas entre as que possuem um ponto de exclamação (!) — que vão te levar adiante na história principal — e as cenas marcadas como novas (new), que são histórias secundárias, tanto de desenvolvimento de personagem quanto conteúdo fanservice. Apesar de você conseguir pular os dias sem necessariamente escolher uma cena para ler, recomendo sempre ler as cenas (new) e depois as cenas (!), se seu intuito for fazer 100%. Caso queira só seguir a história principal, pode ir só nas (!). Porém, vai perder umas cenas excelentes e muito engraçadas, e também, em todo esse meio, você vai desbloquear 3 conteúdos extras além da narrativa: os minigames.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*O6Klx984iq-v5FhG8bAZzw.png" /></figure><p>Os minigames estão incluídos no jogo, e são muito bons: O castelo da Illya, O Templo da Rin e o Hanafuda. O castelo da Illya é mais como um action game com várias fases, quase como uma corrida, podendo usar seus Noble Phantasm como ações especiais, como um diferencial de ataque, no final tendo uma Boss Battle com a Illya e Berserker. O Templo da Rin lhe permite pegar fortunas para conseguir uma grana extra, e o dinheiro no jogo serve para você desbloquear concept arts disponíveis no templo como EMAS. O dinheiro também pode ser adquirido lendo e completando as cenas da história e jogando os outros minigames. E, por fim, o famigerado Hanafuda, o clássico jogo de cartas japonês. Nele há diversos modos de jogo, inclusive três campanhas com história, onde você luta contra diversas equipes, cada uma com seu diferencial, habilidades e mãos de cartas diferentes.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*HZttUW59jplxU1YpXWwCGA.png" /></figure><h4>O ciclo vicioso do vazio: o significado por trás de Hollow Ataraxia</h4><p>Podemos resumir Hollow Ataraxia como um conflito do Homem X Realidade, em uma estrutura triangular baseada em Shirou X Bazett X Avenger. Shirou, que vive seus dias pacíficos em sua casa não tão “pacífica”, até que, de repente, sente que suas lembranças não passam de mera ilusão. Nesse meio tempo, tentando desvendar esse mistério, ele consegue superar diversos desafios que sequer nunca existiram, empacando com a sua falta de avanço nas investigações. Tenta socorrer até a Tohsaka, que está em um intercâmbio em Londres, até mais ou menos metade do jogo. A partir daí as peças começam a se encaixar, e Rin consegue esclarecer o que faltava para solucionar esse mistério. De fato, essas memórias de eventos que nunca existiram eram simplesmente do fato de que realmente “não existiram”, pelo menos para o Shirou daquele momento, e sim para um Shirou de outro momento. Rin tenta explicar como se cada Loop dos quatro dias da Guerra se desse por uma perspectiva de um novo Shirou, e que todos esses eventos estivessem rolando paralelamente um ao outro, como diversas rotas acontecendo ao mesmo momento. Por esse motivo Shirou seria o único ali que poderia manter memórias que nunca aconteceram. Mas esse seria o último mistério a ser solucionado e a chave final para o jogo: como Shirou ficou preso nesse Loop, além de Bazett e Avenger, que desejaram por isso, qual seria a ligação de Shirou com eles?</p><p>No decorrer da história vai ficando cada vez mais claro como os três estão conectados, principalmente com seus encontros com a Caren na Igreja, que lhe passa a resposta diretamente no último encontro. Todos os males do mundo: Anra Manjuu, aquele que odeia as pessoas, mas ama o mundo. Emiya Shirou, aquele que odeia o mundo, mas ama as pessoas, a antítese de Anra, e aquele que foi possuído por ele. Para quem se lembra do final de Heavens Feel, já poderia ter previsto essa conclusão desde metade do jogo, quando vimos seu semblante pela primeira vez: a entidade que estava presente desde a terceira guerra do Santo Graal. Isso explica o primeiro encontro da Bazett no jogo com as irmãs Edelfelt — tudo começa a se encaixar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*KSHlcjDMUHVoZBBktIpQsA.png" /></figure><p>Anra Manjuu é diversas vezes intitulado como parte do vazio. Ele até mesmo admite isso. Como o vazio pode ser algo? Ou fazer parte de algo? Por que ele atendeu ao pedido de Bazett? Pela primeira vez se identificou com algo além dele mesmo, e sua vontade de realizar o desejo de Bazett está atrelada à vontade de ter realizado sua própria vontade. Anra ficou preso nesse ciclo vicioso do Ódio, que nunca foi fruto de sua própria vontade, mas sim algo imposto a ele. Bazett sempre foi bem pragmática, sempre pensando no trabalho em vez de si, pois via a si mesma como alguém de pouca relevância. E, quando pela primeira vez se desviou desse caminho, foi traída. Sua morte foi algo totalmente imprevisível, e sua frustração de não ter nunca conseguido fazer algo para si mesma a fez fazer o pacto com Avenger. Avenger atendeu às suas preces: aquele que vivia pelos outros e, mesmo assim, foi traído. A relação entre os dois culmina no desejo de Avenger de querer pôr fim a isso tudo, pois esse ciclo da guerra era uma fantasia — aqueles dias só serviriam para mascarar o vazio de Bazett.</p><p>Avenger, na perspectiva de Shirou, o fez enxergar que, apesar de todos os momentos serem uma mera ilusão, as pessoas nele eram reais: suas vontades, seus desejos, seus sonhos. Eles nunca seriam realizados se ficassem presos nesse loop infinito, sempre estariam presos em um mundo sem futuro. E agora era o desejo de Avenger terminar aquilo que começou, com a conclusão se realizando no centro do Santo Graal. Lá estava ela, o esperando: Bazett.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*8JQ48WrKPOxl2ye-UYGe7Q.png" /></figure><p>Bazett, que inicialmente pensávamos ser a Protagonista, se torna Antagonista. Avenger, que pensávamos ser o Antagonista, se torna o Protagonista. Agora se torna um duelo de ideias: aquele que quer pôr um fim nisso tudo, e ela que quer continuar nesse ciclo infinito. Ela não quer morrer, prefere viver nessa ilusão do que se confrontar com a realidade, a realidade em que ela morre sem nunca ter realizado nada. Avenger mostra a ela que a vida ilusória nunca permitirá enxergar nada além do que está nela, e que ela nunca conseguiria alcançar o futuro que tanto deseja.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*uOgSHwdRHl1STM8CTwoalw.png" /></figure><p>A mensagem final de Hollow Ataraxia resume isso muito bem:</p><blockquote>“Days come, days go.<br> We still chase the star, weaving past memories into a beautiful tapestry.<br> The endless four days have ended, once and for all.<br> From now on, the story is for you to create.<br> Thanks. And let us part this, hollow ataraxia.”</blockquote><p>Dá para traduzir isso como: os dias continuam, o tempo não para, nós continuamos seguindo a estrela (nossos sonhos), deixando memórias para trás (marcando elas em uma tapeçaria: seria mais como registrando as nossas próprias memórias). Os quatro dias acabaram de uma vez por todas (o ciclo vicioso, e o jogo em si). E, de agora em diante, a história é sua para criar (o futuro depende de você, sair dessa vida repetitiva, do ciclo vicioso).</p><p>A mensagem sempre foi sobre abandonar ou largar ciclos viciosos que nós mantemos em nossas vidas, para sempre tentarmos acreditar no futuro, tentar coisas novas, fora da nossa rotina, para não ficarmos presos em nossas próprias ilusões.</p><p>Fate, em todas as suas rotas, envolve conflitos intrapessoais, sempre com base em nossos ideais e no que temos que realmente acreditar.</p><blockquote>Na rota da Saber, o conflito do “Eu” como Ideal: como Shirou consegue se manter firme nas suas crenças que o levaram a seguir como um Herói da Justiça.</blockquote><blockquote>Na rota UBW, o conflito do seu próprio “Eu” como Ideal: como Shirou entra em discordância “consigo mesmo” e como seus ideais são deturpados em diferentes contextos e experiências.</blockquote><blockquote>Na rota Heaven’s Feel, o conflito do Real x Ideal: como Shirou precisa abandonar o seu próprio Ideal para conseguir salvar aqueles que ama.</blockquote><blockquote>E em Hollow Ataraxia, o conflito do Real X Irreal: como Bazett precisa deixar a ilusão confortável por uma realidade imprevisível, mas que possibilitará um futuro possível.</blockquote><h4>Conclusão</h4><p>Hollow Ataraxia é uma excelente adição à história de Fate/stay night e ao Nasuverso como um todo. Os novos personagens são muito bem desenvolvidos e carismáticos, e dá para considerá-la como uma quarta rota da história. Mesmo para quem não curte o conteúdo fanservice, dá para seguir somente a história principal através do sistema do jogo.</p><p>Para quem deseja somente fechar o conteúdo principal (o que não recomendo), deve levar em torno de 30 horas. Para quem quiser o 100% das cenas (o conteúdo de leitura), deve levar algo próximo de 70 horas. E quem tiver paciência de jogar as campanhas do Hanafuda para conseguir 100% dos CGs vai superar as 70 horas.</p><p>Para os fãs do Nasuverso: Fate/hollow ataraxia é um conteúdo indispensável e quase obrigatório. Para quem curtiu o Fate/stay night e quer mais, tem mais história. E, para quem curte um conteúdo mais leve e descontraído, vai se divertir muito com essa visual novel.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fzGk3E37zrGA7gNM7ZNe0w.png" /></figure><blockquote>Texto por Bells</blockquote><blockquote>23/09/2025</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f902083605b6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Eu sou o osso da minha espada]]></title>
            <link>https://medium.com/@drbellsbr/eu-sou-o-osso-da-minha-espada-06f9a5601d20?source=rss-fd9da70c803c------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/06f9a5601d20</guid>
            <category><![CDATA[emiya]]></category>
            <category><![CDATA[fate-stay-night]]></category>
            <category><![CDATA[visual-novel]]></category>
            <category><![CDATA[saber]]></category>
            <category><![CDATA[shirou-character]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[vnbells]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 18 Sep 2024 17:19:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-18T17:19:00.974Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*TC8UHdr46jkBS8geqxk6-w@2x.jpeg" /></figure><h4>Uma breve review da minha experiência com a visual novel de Fate/stay night</h4><h4>Introdução (Sem Spoilers)</h4><p>Depois de mil anos de enrolação e com o futuro lançamento de Fate/stay night Remastered, eu finalmente decidi entrar de primeira no universo de Kinoko Nasu. Nunca tinha assistido o anime e nem nada do tipo, meu conhecimento estava fresco e preparado para adquirir experiências nunca vistas antes.</p><p>Em síntese, Fate/stay night é possivelmente a Visual Novel mais popular de todos os tempos, acho que mais mesmo que Steins;Gate, mesmo que ela não seja popular por causa da Visual Novel em si, o começo de tudo foi nela. Depois do sucesso de Tsukihime, deu uma louca no Nasu e ele decidiu escrever uma história sobre heróis em vez de uma história sobre vampiros. Muitos dos elementos mágicos continuam os mesmos. Fate é uma história sobre o que ela mesmo diz, sobre o destino.</p><p>Resumindo o que é o Stay Night bem superficialmente, é uma história sobre um jovem aspirante a mago, que é envolvido contra a sua vontade em uma guerra de grandes proporções estilo Battle Royale, onde os Magos fazem contratos com diferentes Servos, esses que são figuras heróicas e mitológicas que devem ser invocados para dar lugar a uma guerra entre 7 duplas de Magos e Servos para adquirir um artefato chamado de Holy Grail “a mesma conhecida no cristianismo por ter recebido o sangue de Jesus Cristo” e quando adquirida teoricamente poderá realizar qualquer desejo daquele que a possui.</p><p>O que são de fato os Magos? O que são os Servos? Qual é a identidade deles? Como surgiu essa guerra? Como surgiu essa guerra para adquirir a Holy Grail? Essas são perguntas que ao longo da Novel serão respondidas gradualmente, mas muito extensivamente. Nasu pra mim é um louco que precisa detalhar até a mísera participação da poeira nesse sistema de magia e de como tudo é conectado e faz sentido nesse universo. Mesmo que seja cansativo, pra mim é genial. Talvez seja uma das Lores mais extensas e cativantes sobre magia que eu já li. Que no jogo é chamada de Magecraft. Pois a magia verdadeira seria algo além da capacidade dos magos da geração atual. Mas a minha intenção nesse texto não é explicar a história de Fate Stay Night inteira, até porque tem a novel para isso. Uma longa leitura de REALMENTE 100 horas, sem brincadeira, achava que era exagero dos leitores. Mas é uma história extensa de fato por conta do que eu irei elaborar a seguir.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rTiv7m4MeWiXnRFKZ_Rfzw@2x.jpeg" /></figure><h4>Emiya Shirou e seu complexo sobre 「正義の味方」ser um campeão da justiça.</h4><p>Muitos acham que Fate é uma história sobre os espíritos heróicos, e de fato é. Porém Fate/stay night é uma história puramente sobre Emiya Shirou, o protagonista dessa obra.</p><p>Fate/stay night funciona em um sistema de rotas, que se ramificam logo nos primeiros 15 dias da trama, ou seja, cada rota possui 15 dias e esses dias são como se fossem capítulos. E cada rota foca em diferentes acontecimentos da guerra da Holy Grail, e esses diferentes acontecimentos são de fato radicais, são de fato 3 histórias quase distintas, e cada uma delas mostra uma versão diferente de Emiya Shirou e das consequências de suas ações, além da garota principal na qual ele se envolve mais.</p><ul><li>A rota “FATE” introduz os leitores nesse mundo/universo, explica muitos termos e sistemas da Lore, magia, da própria guerra, porém ainda mantém muitos dos mistérios que serão respondidos futuramente. Essa é a rota da Serva “Saber” que é uma das figuras mais icônicas do meio e uma das mais populares do mundo dos animes, ela que faz um pacto inicial por acidente com Emiya Shirou.</li><li>A rota “UNLIMITED BLADE WORKS” desenvolve Emiya Shirou em ponto de vista de seus princípios e ideais. Totalmente sobre um dos principais temas de Shirou que é sobre ser um campeão da justiça ou herói da justiça no qual é uma visão implantada na cabeça dele pela sua figura paterna Emiya Kiritsugu, que também era um mago e lutou na guerra anterior, é uma visão que consiste sobre dar tudo de si para salvar o próximo, mas na qual ele entra em vários dilemas; para querer ser um herói outras pessoas precisam sofrer para serem salvas, então ele desejaria por um mal maior para ter contra o que lutar; sobre não ser possível salvar todo mundo, sobre ter que fazer sacrifícios em prol de um bem maior. E tudo isso é uma luta interna dele mesmo que é representada por um dos servos da guerra, o Archer, que é servo da Tohsaka Rin, a menina central dessa rota.</li><li>A rota “HEAVENS FEEL” é a última rota e conclusão a épica história de Fate/stay night. Nela devido a acontecimentos relacionados a garota central dessa rota “Sakura Matou” Shirou é forçado a pensar sobre abandonar os seus princípios e seus ideais no qual ele tanto acreditava, e no fim decide largar tudo aquilo que ele acreditava pra salvar uma única pessoa, priorizando salvar pessoas que ele ama e seus aliados em vez do bem maior. Também é a rota que responde as perguntas que faltaram a ser respondidas desde o início da novel, sobre os mistérios acerca da guerra da Holy Grail e seu verdadeiro significado.</li></ul><p>Em suma;</p><blockquote>FATE: Introdução</blockquote><blockquote>UNLIMITED BLADE WORKS: Desenvolvimento</blockquote><blockquote>HEAVENS FEEL: Conclusão</blockquote><p>Logo após o prólogo, que conta a visão dos primeiros 3 dias na visão de Tohsaka Rin, uma das principais magas da história e aliada de Shirou dependendo da rota. A história começa de fato, começando no dia 1 na visão já do Emiya Shirou e podendo se ramificar nas três diferentes rotas desbloqueando a ramificação de uma após terminar a anterior.</p><p>No início da história temos um texto poético, como uma encantação, que virou uma identidade de Stay Night e até diversos memes sobre a mesma. Porém esse texto possui muito mais profundidade do que ele aparenta ter. E o meu texto daqui pra frente será destrinchando minha opinião pessoal sobre esses trechos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*pX0mlbuCPzCJmeMOJWd9hQ@2x.jpeg" /></figure><blockquote>I am the bone of my sword.</blockquote><blockquote>Steel is my body, and fire is my blood.</blockquote><blockquote>I have created over a thousand blades.</blockquote><blockquote>Unknown to death,</blockquote><blockquote>Nor known to life.</blockquote><blockquote>Have withstood pain to create many weapons.</blockquote><blockquote>Yet, those hands will never hold anything.</blockquote><blockquote>So, as I pray, Unlimited Blade Works.</blockquote><p>No início quando esse texto é introduzido você fica sem entender nada, pois são frases sem peso ainda para o leitor. No final da rota FATE ele já começa a ter um pouco de sentido, mas somente quanto temos o contexto da história do Archer e depois de entender tudo aquilo que ele passou, tudo começa a ter um sentido maior na história não só dele, mas em um contexto geral de Fate.</p><p>Esse texto é um encantamento no qual Archer recita toda vez que ele precisa superar os seus limites e utilizar aquilo que ele chama de Reality Marble. Um feitiço proibido e raro no qual faz um mago projetar e expandir o seu mundo mental em uma área delimitada que pode envolver outras pessoas em seu redor. E seu Reality Marble conhecido como Unlimited Blade Works lhe permite projetar e replicar um infinito número de espadas só de olhar para elas. Mas meio que esse encantamento virou um jargão próprio, toda vez que ele enfrenta alguma dificuldade na qual ele procura superar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_sSpQwFpwlNmwiWbL01bng@2x.jpeg" /></figure><h3>“I am the bone of my sword”</h3><p>I am the bone of my sword, literal pode ser traduzido como “eu sou o osso da minha espada”, afirmando que ele mesmo como pessoa em corpo é a sua própria arma. Essa afirmação logo de começo já possui um enorme peso, na qual faz todo sentido considerando a habilidade dele de criar espadas infinitas e seus ideais de heroísmo e sacrifício, todas as ações de Emiya são para o benefício daqueles que estão em volta dele, essa é uma habilidade que condiz totalmente com o estado de espírito no qual ele se encontra. De ser uma espada que está disposta a ser quebrada por aqueles no qual ele quer proteger. E até mesmo entra em um embate com Archer no qual tenta convencê-lo de desistir dessas ideias, que as mesmas irão consumi-lo no futuro.</p><h3>“Steel is my body, and fire is my blood.”</h3><p>Esse trecho complementa o verso anterior, “Meu corpo é de aço e fogo é o meu sangue”, é uma frase de suporte, na primeira ele afirma que é uma espada (literalmente) e nessa segunda reforça essa ideia. Em UBW vimos que ele está disposto a morrer por esses ideais até mesmo contrariando ele mesmo (do futuro), esses ideais que foram adquiridos pela sua figura paterna. Archer até mesmo o questiona dizendo que esses ideais não são dele, e mesmo em uma luta até a morte ele não desiste, mesmo que ele tenha que ser despedaçado ele não desiste, até porque o corpo dele não importa nada pra ele, ele está lutando pelos outros, por uma ideia que não é dele. Mas porque? Shirou acredita, mesmo que esses sejam ideais que não foram dele originalmente, isso pra ele não importa, não importa que essa seja uma vontade imposta a ele, não importa tudo isso porque mesmo assim ele acredita fielmente nelas, ele acha esse censo de justiça bonito. Duas frases dele me marcaram bastante em UBW:</p><blockquote>“Não quero me arrepender de nada, quero fazer que todas as tragedias que aconteceram em acontecimentos significativos em acreditar que o meu caminho é correto.”</blockquote><blockquote>“Mesmo que eu seja uma fraude, eu sei que o meu sonho não está errado”</blockquote><p>Toda esse ideal de justiça e de um ideal no qual não o pertence é por conta de sua figura paterna Emiya Kiritsugu, o qual o salvou de um grande desastre no qual milhares de pessoas foram mortas e feridas em um cenário totalmente apocalíptico no final da guerra anterior. Emiya Shirou foi um dos únicos sobreviventes, mais tarde explicado o motivo para tal, mesmo assim desde esse momento, Emiya possui uma forte ligação de incapacidade e de arrependimento de não ter conseguido fazer nada, de ter tido esse destino “FATE” de ser o único salvo nesse dia, ele sente que DEVE algo por essas pessoas, e algo em seu coração o manda se sacrificar até o último momento para tentar ajudar as outras pessoas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*aNwQE4xUw7hiTf6-MiWWfw@2x.jpeg" /></figure><h3>“I have created over a thousand blades.”</h3><p>Diferente do encantamento do Archer, que é esse que eu estou baseando o meu texto, o encantamento de Shirou é um pouco diferente. Pois eles se dão pela experiência de vida desses dois personagens, apesar de muito similares, os significados são diferentes. O que é comum são que ambos criam espadas, mas Archer nessa fase criou muito mais além da conta, dando significado a sua história de luta, onde teve que passar por muitas e muitas guerras.</p><h3>“Unknown to death, Nor known to life.”</h3><p>Ainda se tratando de Archer, aqui ele fala de ter lutado em muitas guerras, mas muitas mesmo, e mesmo assim, no fim, não é reconhecido por isso. Por isso ele depois de tanta luta e tanta dor começa a esquecer os seus ideais, e o que tinha feito ele ser o que é. Toda sua dor, sacrifício e sofrimento desperdiçados, por pessoas na qual ele nem conhecia, ingratas por suas ações, fez ele repensar pelo o que ele estava passando, e se era isso mesmo que ele queria para sua vida.</p><h3>“Have withstood pain to create many weapons.”</h3><p>Aqui ele fala sobre o sacrifício de ter lutado tantas guerras, ter suportado tanta dor, e tudo isso pelos outros.</p><h3>“Yet, those hands will never hold anything.”</h3><p>Esse seria o trecho mais triste do encantamento, no qual ele aceita que mesmo lutando até o fim, com toda a sua vontade, ele não conseguirá salvar todo mundo, que sacrifícios serão necessários por um bem maior, “essas mãos nunca segurarão nada”. Mesmo ele sendo uma espada que cria infinitas espadas, não conseguirá fazer com que todos sejam capazes de usar as suas espadas, ou seja, a sua força de vontade.</p><h3>“So, as I pray, Unlimited Blade Works.”</h3><p>Porque Emiya Shirou possui uma habilidade na qual ele projeta espadas? Porque especificamente espadas? Só porque ele gosta de espadas? Ou porque ele é uma espada em pessoa? Eu particularmente acredito que essa ideia da espada seja mesmo uma metáfora sobre ele mesmo ser uma ferramenta, que existe em prol de ser usado em favor das outras pessoas. E no momento que ele nega esses ideais em HEAVENS FEEL, ele começa a desmoronar.</p><p>Quando ele desiste de tudo aquilo no qual ele prometeu proteger, traindo seus valores e princípios em favor de uma única pessoa. É quando ele verdadeiramente consegue fazer algo, mas a consequência disso é de ser quebrado. Pra mim a conclusão de Heavens Feel não poderia ser melhor.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VkUGp5-zeJJyOUKx4Ofq8Q@2x.jpeg" /></figure><h3>O destino final: Avalon</h3><p>Quando alcançamos todos os finais de Fate/stay night desbloqueamos o episódio final, na qual Shirou (penso que seja o espírito erótico) finalmente encontra o seu lugar de descanso, depois de tanta dor, de tanto sofrimento de lutar pelos seus ideias, de se sacrificar pelos outros e não por si mesmo. Chega ao fim. E no final vemos Saber nos esperando, Saber que desde o início esteve ligada a ele, foi a serva original invocada por acaso, e desde aquele momento, naquela hora, ambos estariam interligados para sempre.</p><p>Saber é a personagem em Fate na qual mais se assemelha aos ideais de Shirou, o famoso Rei Artur das lendas do herói arturiano, chamada de Artoria ou Altria em Fate, também possuiu desde o início o desejo de se sacrificar além da conta, por algo que sempre esteve distante de seu alcance, de lutar por aqueles que a menosprezaram, de se sacrificar por um país que inevitavelmente iria ser destruído. Ambos possuíam o mesmo destino, de injustiça. E no final se reencontram no paraíso.</p><p>Esse epílogo do epílogo, resume pontos chaves de Fate/stay night e resume muito bem o que é essa obra. E me faz entender o do porque ela ser tão longa. São muitos personagens, cada um com seus objetivos, seus ideais. É realmente um universo mágico, no qual deve ser experienciado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fNlN-IyDO7l4NqZlGQS9IA@2x.jpeg" /></figure><p>Para todos aqueles que desejam ser uma espada</p><p>Leiam Fate/stay night.</p><blockquote>Texto por Bells</blockquote><blockquote>18/09/2024</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=06f9a5601d20" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Análise (Review) NieR Replicant ver.1.22474487139…]]></title>
            <link>https://medium.com/@drbellsbr/an%C3%A1lise-review-nier-replicant-ver-1-22474487139-795b4feb9440?source=rss-fd9da70c803c------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/795b4feb9440</guid>
            <category><![CDATA[games]]></category>
            <category><![CDATA[nier-replicant]]></category>
            <category><![CDATA[review]]></category>
            <category><![CDATA[pt-br]]></category>
            <category><![CDATA[nier]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[vnbells]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 02 May 2021 21:05:44 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-02T21:05:44.085Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>NieR Replicant Uma Obra Prima desconhecida; Um jogo até então desconhecido, que ganhou conhecimento graças ao seu sequel, NieR Automata. Até então considerado um jogo Cult, teve as vendas muito abaixo do esperado na época, mas mesmo assim seu Diretor, Yoko Taro, conhecido por ter feito a série de Games Drakengard, de onde NieR se originou como um Spin off, ganhou a oportunidade de fazer o NieR Automata. De onde a maior Fanbase se origina.</p><p>Graças ao seu sucesso, NieR passou de série Cult a uma série prestigiada e um exemplo ao mundo dos games. E foi aí que surgiu a ideia de remasterizar o NieR original (NieR Replicant) para a nova geração.</p><p>NieR Replicant é um Action RPG Japonês, com visão em 3a pessoa, que foca muito em combate dinâmico e narrativa, que alterna de gênero. às vezes tendo visão 2D, Visão isométrica, Câmera fixa (como em Resident Evil) e Visual Novel, tendo muito texto na missão principal essencial para o entendimento dos personagens. O Level design de NieR é algo único na indústria.</p><p>O jogo conta a história sobre o Protagonista, que pode ser chamado de NieR, e sua irmãzinha Yonah, começando em uma espécie de cidade devastada onde os dois estão a sós tentando sobreviver, e aí que se encontram encurralados por inimigos que se parecem sombras, no jogo chamado de Shades. Fraco, não conseguindo mais ter forças para lutar, NieR recorre a ajuda de um livro preto, formando um pacto e ganhando uma força avassaladora, conseguindo derrotar os Shades. Mas Yonah parece estar mais enfraquecida e daí que o jogo realmente começa, sendo essa parte um prólogo e tutorial de combate. Agora se passaram ~1400 anos daquele momento, e estranhamente encontramos os dois personagens da mesma forma, mudando o fato de que eles estão em um ambiente bastante medieval, em vestimentas, armamento, paisagens e construções. Descobrimos que Yonah está doente, com uma doença chamada de Black Scraw (Rabisco Negro) e daí partimos em uma aventura, molde Dom Quixote, só que dessa vez acompanhados de um Livro Mágico voador, Grimoire Weiss, passando um tempo de jogo conhecemos Kainé, aparentemente uma mulher sempre bem mal humorada que possui a lábia mais devastadora dos sete reinos, e vive arrumando intriga com Weiss, e que se junta ao grupo. Mais tarde também conhecemos Emil, um garoto gentil que sempre está disposto a fazer de tudo para ser útil e proteger aqueles com quem se importa.</p><p>Uma história emocionante, que quebra totalmente a expectativa do jogador, tendo muitas surpresas e reviravoltas.</p><p>*(Foi um breve resumo Sem Spoiler, caso queira ver análise mais aprofundada, ler parte da Review separada intitulada (Com Spoiler))</p><p>O jogo original é super inacessível, devido ao seu lançamento exclusivo para os consoles PS3 e Xbox 360, além de ter sido retirado da loja digital e ao seu fracasso de vendas, suas cópias físicas ficaram totalmente escassas, aumentando absurdamente o preço.</p><p>Durante o desenvolvimento do NieR Remasterizado, os desenvolvedores sabiam que o game era muito atrasado tecnicamente até mesmo pra época, então tiveram que refazer muitas coisas, como a Modelagem dos Personagens e Regravação da trilha sonora, e muitos elementos de detalhes do mapa foram também refeitos e remasterizados.</p><p>Mas a melhoria principal é o combate, onde foi totalmente refeito para ficar mais parecido com o do Automata, rápido e dinâmico, a gameplay desse jogo está uma delícia! Não é tão rápido e dinâmico como o Automata, mas isso é bom. Porque no Automata jogamos com Andróides (Robôs) e no Replicant jogamos com humanos, mas mesmo assim o combate é maravilhoso.</p><p>De um ponto de vista gráfico, o jogo está bem bonito, muito além do esperado de um Remasterizado qualquer, rico em detalhes e um gráfico até bonito, lembra tanto o Automata quanto os jogos mais recentes do Final Fantasy e Kingdom Hearts.</p><p>Sobre a dificuldade, o jogo pode parecer meio fácil aos que já estão habituados nesse nicho de games, aos fãs novos, conseguem facilmente se adaptar e zerar sem nenhuma dificuldade. O jogo é super acessível, tendo dificuldades fácil, normal, e difícil. Porém elas são totalmente desbalanceadas como no Automata, o fácil é fácil demais, e o difícil trás um desafio desnecessário. A dificuldade recomendada é a normal.</p><p>O mapa aberto é super rico em detalhes e diversidade, em um momento estamos em campos abertos, outro nos vilarejos, em praias, desertos, etc. e o jogo por causa da história se passar em um pós-apocalipse ~1400 anos no futuro, possui uma vibe bastante medieval, tanto em armamento como vestimentas e construções.</p><p>O jogo possui uma grande variedade de armamentos, de diferentes tipos, Espadas de uma mão, Espadas de duas mãos e lanças. Totalizando 33 Armas na história principal +1 extra do final secreto e +4 da DLC do Automata que trazem as armas de 2B e 9S e suas skins ao jogo. Todos os Bosses do jogo são extremamente bem construídos sendo um combate bem dinâmico e parecido com o Automata.</p><p>O jogo também possui atividades secundárias, como Side Quests, Jardinagem, Pescaria, etc, porém peca na qualidade de suas Sides, sendo muito poucas as que realmente são boas, a maioria é tudo, vá lá e pegue essa lista de materiais e traga de volta. Sua missão principal também sofre do mesmo problema, as vezes quebrando a fluidez da narrativa.</p><p>Falando da trilha sonora, ela é tão boa quanto a do Automata, por muitos inclusive eu, melhor. A trilha é linda, consegue transmitir a emoção necessária para o momento na dose certa. É tão bonita que você vai querer salvá-la no seu Spotify e ficar escutando enquanto lava a louça ou vai na academia, simplesmente uma das melhores trilhas já feitas para um videogame.</p><p>O tempo de jogo pode variar da maneira que você vai jogar. se você gosta de jogar somente a história principal, normal sem rushar, pode levar de 20 a 30 horas, caso queria rushar, de 10 a 20 horas. E para quem gosta de fazer tudo com calma e explorar cada cm2 do mapa, pode chegar entre 20 e 30 horas. E quem quer Platinar/Miletar/100% está estimado entre 50 a 70 horas.</p><p>E para quem busca o 100% dos Troféus e Achievements, não é difícil. É bem fácil até, só é extremamente custoso. Tem muito grinding, e coloca muito nisso, pode chegar a mais de 20 horas só buscando materiais para o achievement de atualizar 33 armas no nível máximo, e mais algumas horas brincando de jardinagem, que usa um sistema de sorte, que pode ou não vir do jeito que você espera, tendo que fazer você procurar tutoriais para agilizar o processo.</p><p>Concluindo, NieR Replicant não é um jogo, é uma Experiência. Uma obra de arte que usa o videogame como forma de propagação. o jogo é extremamente fiel ao seu original, lançado em 2010 e foi tanto remasterizado e refeito para a Geração PS4/Xbox One, tendo a melhor versão de console no Series X onde possui maior resolução (1440p) e menor tempo de loading, uma Obra Prima desconhecida, que merece sua atenção, se você é um fã do Automata, não pense e vá comprar imediatamente. Se você achou o Automata +-, talvez você goste mais do Replicant, e se você detesta o Automata, melhor nem se interessar pelo Replicant.</p><p>Pessoalmente, terminei a história principal, Rota A com 14h20min e fiz todas as Rotas B/C/D/E, 50% das Side Quests e aprimorando 34 armas no nível máximo em aproximadamente 55 horas</p><p>Prós:</p><p>-Gameplay dinâmico e responsivo</p><p>-Narrativa excelente</p><p>-Uma das melhores Trilhas Sonoras (OST) no mundo dos games</p><p>-Personagens bem desenvolvidos e carismáticos</p><p>-Um mundo rico em detalhes e diversidades</p><p>-Diversidade de armamento e seus diferenciais no combate</p><p>-Atividades secundárias bem divertidas como a jardinagem e a pescaria</p><p>Contras:</p><p>-A maioria das Side Quests são entediantes, e de coletar suprimentos</p><p>-Quebra de fluidez da narrativa, em momentos de também ir pegar suprimentos e tendo que atravessar o mapa todo sem Fast-Travel</p><p>Ps. No futuro é desbloqueável um tipo de Fast-Travel usando barcos, mas em boa parte do jogo não tem isso.</p><p>-Sistema de Rotas inferior ao do Automata, mudando algumas coisas, mas fazendo você rejogar o jogo 2 vezes (a partir da 2ª metade)</p><p>Sem muitas mudanças significativas</p><p>Minha nota pessoal: 9/10</p><p>Ps. Resolvi deixar a análise Com Spoiler separada, assim podendo focar 100% do texto na análise narrativa, que vai demorar pra ficar pronto. Pois quero fazer com bastante atenção.</p><p>* NieR Replicant X NieR: Automata</p><p>Combate: Automata é muito mais tecnicamente superior ao Replicant por ter sido desenvolvido pela Platinum Games, especialista em jogos de ação dinâmica, conhecida pelos jogos Bayonetta, Vanquish, Metal Gear Rising: Revengeance, mas a Toylogic fez um bom trabalho se inspirando no combate do Automata, ficando excelente e bem parecido, mas não igual.</p><p>Mapa: O do Automata é bem maior e tem bastante detalhes, mas o de NieR Replicant é tão bom quanto.</p><p>Trilha Sonora: Esse vai dividir bastante as pessoas, mas na minha opinião, as 2 são obras primas. E feitas para a ocasião certa, talvez você goste mais da do Automata, ou do Replicant, explico melhor na conclusão, mas resumindo: a música do Automata é muito mais Colérica, enquanto a do Replicant é mais melancólica.</p><p>Narrativa: as duas histórias são bastante diferentes, mas possuem algumas similaridades, como o debate filosófico e o apelo emocional. Mas diferem muitas coisas entre si, enquanto a do Automata foca muito mais no todo, a do Replicant possui muito mais identidade, dando mais sensação de originalidade do que a do Automata. O interessante é que mesmo os dois jogos passando na mesma linha temporal, as histórias são separadas e totalmente entendidas separadamente.</p><p>Conclusão: como eu já disse uma vez, o NieR Replicant e NieR: Automata possuem a mesma alma, mas tem corpos diferentes entre si, eles tem bastante divergências mas possuem a mesma identidade.</p><p>Enquanto NieR Automata, foca mais no todo, como o que significa ser humano, Emoções Humanas e possui muito mais adrenalina, NieR Replicant explora mais as ações humanas, sobre o peso de nossas ações, aceitação pessoal, crise de identidade e o conceito de heroísmo “Todos nós somos heróis de nossas próprias histórias”, e consegue abordar esse tema de forma maestral.</p><p>Enquanto o Automata é mais Colérico, o Replicant é mais melancólico, porém compartilham a mesma identidade (Fleumática), por isso disse que não possui a “melhor trilha sonora” cada uma se encaixa perfeitamente no contexto de sua narrativa.</p><p>Publicado por <a href="https://medium.com/u/fd9da70c803c">Bells</a> em 02/05/2021</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=795b4feb9440" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>