<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Kethlin kaliane Lima Oliveira on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Kethlin kaliane Lima Oliveira on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@kethlinkalianel?source=rss-8b41adf2114e------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/0*nD5rVxrFoil0Po1Y</url>
            <title>Stories by Kethlin kaliane Lima Oliveira on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@kethlinkalianel?source=rss-8b41adf2114e------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Fri, 15 May 2026 09:02:11 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@kethlinkalianel/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[O Amor Dói — E As Pessoas Viciam (Literalmente)]]></title>
            <link>https://medium.com/@kethlinkalianel/o-amor-d%C3%B3i-e-as-pessoas-viciam-literalmente-bdeb0d18cfe1?source=rss-8b41adf2114e------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/bdeb0d18cfe1</guid>
            <category><![CDATA[neuroscience]]></category>
            <category><![CDATA[relationships]]></category>
            <category><![CDATA[psychology]]></category>
            <category><![CDATA[self-love]]></category>
            <category><![CDATA[mental-health]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Kethlin kaliane Lima Oliveira]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 27 Mar 2026 00:43:57 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-27T00:57:56.128Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/787/1*rdOHZsBEXbrgqTla3U2sPA.png" /></figure><p>Pessoas apaixonadas, o que dizer em relação a isso? Nunca dei certo nisso aí, amor romântico. Sei não. Esse tipo de amor recíproco nunca me ocorreu.</p><p>Eu sou apaixonada demais, poeta demais, tanto que chega a doer. Sou mais de me declarar no papel do que realmente fazer, melhor em me esconder a ser vista. Sou tão apaixonada que dói, uma dor física, forte, chega a faltar o ar. Às vezes achava até mesmo que eu gostava de sentir essa dor. Um dia fui fazer uma pesquisa para saber o porquê a paixão não correspondida — no meu caso, todas — dói tanto.</p><p>Eu li alguns artigos de Harvard e um me chamou atenção. “Amor e o Cérebro”.</p><p>Quando pensamos, ou vemos uma fotografia, de quem estamos — LOUCAMENTE — apaixonados, é ligada uma região, em nosso cérebro, associada à detecção e expectativa de recompensa e à integração de experiências sensoriais ao comportamento social, e a área tegmental ventral, que está associada ao prazer, à atenção focada e à motivação para buscar e obter recompensas.</p><p>RESUMINDO, é ligado o sistema de recompensa, o que nos vicia.</p><p>“Então quer dizer que eu posso me viciar em alguém?” Bom… sim.</p><p>Mais especificamente no que aquela pessoa causa em você… Olha só, e ainda me chamavam de louca quando eu mencionava não parar de pensar — estava viciada em falar sobre ele — em um menino do terceiro ano que eu só vi uma vez na vida… Talvez fosse exagero, mas deixa para lá.</p><p><em>“Sabemos que áreas primitivas do cérebro estão envolvidas no amor romântico”, </em>disse Olds, professor associado de psiquiatria da HMS no Hospital Geral de Massachusetts.</p><p>Quando estamos apaixonados, várias substâncias químicas ligadas ao circuito de recompensa inundam nosso cérebro, produzindo uma variedade de respostas físicas e emocionais — o de sempre coração acelerado, mãos suadas, bochechas coradas, sentimento de ansiedade. Os níveis do cortisol, o hormônio do estresse, aumentam naquela fase inicial do amor romântico — sabe o frio na barriga só de ouvir o nome dele? — mobilizando nosso corpo para lidar com a “crise” — QUE PRA MIM É MUITO SÉRIA, chego a tremer — em questão.</p><p>Baixos níveis de serotonina precipitam o que Schwartz descreveu como os <em>“pensamentos intrusivos e exasperantemente preocupantes, esperanças e terrores do início do amor” </em>— os comportamentos obsessivo-compulsivos associados à paixão.</p><p>A dopamina ativa o circuito de recompensa, ajudando a tornar o amor uma experiência extremamente prazerosa semelhante à euforia associada ao uso de cocaína ou álcool. Indícios científicos dessa semelhança são encontrados em muitos estudos, incluindo um conduzido na Universidade da Califórnia, em São Francisco, e publicado em 2012 na revista Science.</p><p>Esse estudo relatou que moscas-das-frutas machos que foram rejeitadas sexualmente beberam quatro vezes mais álcool do que moscas-das-frutas que acasalaram com fêmeas. <em>“Mesmo centro de recompensa”, disse Schwartz, “forma diferente de chegar lá”.</em></p><p>E quando somos rejeitados? Ou perdemos um amor?<em> Nossa, isso dói, e não é exagero</em>.</p><p><em>Na neurociência, a dor do apego emocional sem reciprocidade é uma experiência intensa porque ativa os mesmos circuitos cerebrais associados à dor física.</em></p><p>Estudos de neuroimagem mostram que a rejeição social e a falta de reciprocidade ativam o córtex cingulado anterior dorsal e a ínsula, regiões do cérebro responsáveis por processar o elemento incômodo e a angústia da dor, seja ela física ou emocional. Isso significa que a dor de um “coração partido” não é apenas uma metáfora; <em>o cérebro a interpreta como uma ameaça à sobrevivência e ao bem-estar, de forma similar a uma lesão corporal.</em></p><p>Então sim, quando alguém de quem você gosta muito te dá um fora, pode comparar a dor de levar um soco bem na boca do estômago. O cérebro não distingue essa diferença.</p><p>Viu só, não sou exagerada quando digo que vou morrer, só porque o cara que eu tô afim não adivinha que eu quero ele, então ele não chega em mim e me sinto rejeitada, é que na minha cabeça ele já tinha falado que ama.</p><p>Eu também descobri que imaginar cenários libera dopamina. Agora tudo se encaixa.</p><p>Existe algo chamado: Antecipação do Prazer: Quando você imagina um cenário positivo (por exemplo, “nossa amanhã o cara que eu tô querendo vem falar comigo, a gente vai casar”), seu cérebro não espera o evento real acontecer. Ele começa a antecipar a recompensa. E depois eu que me dou mal, né?! Até porque isso não acontece.</p><p>Não sou doida, a neurociência confirma tudo.</p><p><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p><p><a href="https://hms.harvard.edu/news-events/publications-archive/brain/love-brain"><strong>Harvard Medical School. Love and the Brain.</strong></a></p><p><a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2012/03/120321123754.htm"><strong>Study shines light on brain mechanism that controls reward enjoyment (2012).</strong></a></p><p><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3076808/"><strong>Social rejection shares somatosensory representations with physical pain</strong></a></p><p><em>— Kethlin Kaliane</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bdeb0d18cfe1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>