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        <title><![CDATA[Stories by Renata Truzzi on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Renata Truzzi on Medium</title>
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            <title><![CDATA[O futuro é ancestral* e coletivo (2025)]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 18 May 2026 13:41:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-18T13:41:54.947Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Encontros potentes, pois nos lembramos da potência do coletivo e, já sabemos, o </em><strong><em>futuro é ancestral e coletivo</em></strong><em>.</em></p><p>O que dizer desses dias incríveis e altamente inspiradores na Latimpacto Conference — Impact Minds 2025?</p><p>Foram altamente inspiradores porque nesses momentos nos encontramos com pessoas cujas missões se alinham com a nossa. Encontros que nos fortalecem, pois às vezes esquecemos que o futuro é coletivo.</p><p>Inspirador porque conseguimos ver os avanços no campo de investimento de impacto no qual a NESsT é uma das organizações pioneiras. Podemos dizer que quando começamos, há quase 30 anos, pouco se sabia sobre os resultados das ações de impacto social e ambiental que estávamos propondo com nossos investimentos. A motivação de muitos de nós era diminuir os impactos negativos que o sistema capitalista estava trazendo para nossas comunidades e para o nosso planeta. Hoje já podemos dizer, medir, provar e contar a história de que prevenir é realmente melhor, e mais barato, do que remediar.</p><p>Volto desse encontro com emoções misturadas.</p><p>Por um lado, conseguimos sim ver os avanços e celebrá-los junto a parceiros e amigos do ecossistema — Latimpacto, Conexsus — Instituto Conexões Sustentáveis, Sitawi Finance for Good, ARTEMISIA Brasil, Conservation International, Yunus Negócios Sociais, Vanda Witoto, Karim Harji , Whole Foods Market Foundation , Inter-American Development Bank, IKEA Social Entrepreneurship, Rachel Añón , ZIGLA e tantos outros. Por outro lado, me incomoda um pouco às vezes repetirmos as hipóteses que tínhamos há 30 anos: não há pipeline de negócios para investimentos na Amazonia, ou em negócios sociais liderados pela comunidade. Obviamente estamos focando no lado errado dessa história. Ainda chegamos às comunidades de cima pra baixo, numa visão colonialista de que temos as soluções e eles o problema, quando somos nós mesmos que criamos os problemas que hoje tentamos solucionar com nossos investimentos.</p><p>É preciso que mais investidores tradicionais e de impacto mudem suas estratégias e adaptem suas práticas para que uma mudança de maior alcance aconteça. As comunidades, por exemplo as rurais e ribeirinhas da Amazonia, tem as respostas e não precisam de mais questionamentos. Quando entendermos que nós é que temos o que aprender ao invés de achar que só temos a ensinar, a mudança será natural e permanente. Lutamos por um mundo onde o impacto social não seja um capítulo a parte do capitalismo, mas sim algo intrínseco e inegociável dos modelos de negócios do futuro. Investidores deveriam estar atentos que não há mais espaço para se investir em destruição da floresta ou modelos de negócios que escravizam pessoas — só para citar alguns dos problemas mais graves que enfrentamos. Lutamos por um mundo onde qualquer investidor (e não somente os presentes na Conferência) estará preocupado com impacto e essa palavrinha anexa impacto” não precise mais se destacar.</p><p>Leonardo Letelier da Sitawi Finance for Good nos conta que “Na Sitawi, praticamos o conceito Capital Empático: usar as finanças para apoiar, respeitar e caminhar com quem está na ponta. Um exemplo é a CooperSapó, cooperativa de agricultores de guaraná no Amazonas, que também faz parte do Portfolio NESsT no Brasil. Quando enfrentaram dificuldades financeiras e até uma quebra de safra, não bastava cobrar a dívida. Foi preciso renegociar prazos, reduzir custos, oferecer apoio técnico e até organizar treinamentos em Excel para fortalecer a gestão financeira da própria cooperativa e de outras da região. Esse é o tipo de atitude que revela o verdadeiro poder do Capital Empático.”</p><p>Como disse María Carolina Suarez Visbal : “Que preguntemos mas y questionemos menos. Somos todos catalisadores de cambio”. Ou como Catalina Herrera Jaramillo nos disse sobre a responsabilidade também de medirmos e comunicarmos o nosso impacto: “Dados podem ser tanto construtivos quanto destrutivos. Temos que hacer las preguntas corretas. Ser mais críticos. As palavras constroem realidades”.</p><p>Ao trazer para a mesa de discussões sobre Bancos de Desenvolvimento somente mulheres, Carolina foi brilhante pois a outra mensagem que precisamos reforçar diariamente no mundo dos investimentos de impacto é “Nunca mais sobre nós sem nós”. Ou seja, não podemos investir em comunidades indígenas sem ter indígenas na tomada de decisão; ou investir em negócios de populações negras, por meio de um comite de investimento 100% branco; ou dizer que temos lentes de gênero em nossos investimentos e não olhar para nossas próprias equipes e equalizar oportunidades e remuneração.</p><p>Como nos questiona Karim Harji , como fazer mudança sistêmica com instrumentos financeiros que duram 3 ou 5 anos? “Mudança sistêmica exige paciência e tempo. O que estamos fazendo em Impact Investing deveria ser ponto de partida e não de chegada. Deveria ser o padrão. Chegar lá exigirá ação coletiva — não apenas dentro de nossas próprias áreas, mas através dos papéis institucionais que desempenhamos e das inovações emergentes que precisamos promover juntos.”</p><p>Nossa diretora na Colombia, Diana Alejandra Ramirez Loaiza , nos mostrou que os negócios da comunidade estão fazendo regeneracao há muito tempo, só não sabiam que o que faziam tinha esse nome. 6 empresas do Portfolio NESsT Colombia estão praticando regeneração e como mencionei antes, nós é que estamos aprendendo. Alejandra nos indica que “as mulheres desse portfolio trazem uma visão mais ampla de todo o impacto social e ambiental que seus negócios trazem para a comunidade. Mulheres trazem o conhecimento ancestral e processos inovadores, sem saber que nome davam a isso. Regeneração é uma tarefa coletiva!”</p><p>Nossos parceiros e amigos da Conexsus — Instituto Conexões Sustentáveis, Emanuelli Caselli e Pedro Frizo , nos lembram que os programas governamentais não chegam às comunidades e por isso fizeram um grande mapeamento envolvendo diferentes países da Amazonia o qual servirá de base para o trabalho do programa AmazonBeEco, do qual a NESsT Peru faz parte.</p><p>Ricardo Díaz Hart , nosso líder de Aceleracao apresenta o enorme potencial dos negócios comunitários, mas também as barreiras que enfrentam. Reforça a mensagem da Conexsus ao dizer que o mapeamento no Peru tb mostrou que o sistema regulatório e a maioria dos instrumentos financeiros sao pouco alinhados à realidade dos negócios da Amazonia. Das empresas mapeadas pela NESsT Peru, 66% tem liderança indígena e 44% tem atividades de gênero. Juan Carlos Castrillón Ferro , Portfolio manager NESsT Colombia, comenta “Me llevo aprendizajes valiosos, conexiones poderosas y la certeza de que el impacto solo se logra cuando trabajamos juntos, con visión de largo plazo y compromiso real.”</p><p>Todos esses exemplos são excelentes aprendizados os quais deveriam ser replicados. Como furar a bolha e deixar de falar somente para convertidos, então?</p><p>Nesse sentido, acredito que a Conservation International caminha a passos largos. Liderando a Rede PanAmazonica, desde 2023, da qual NESsT é parceira, Rachel Biderman nos indica que uma solução bem simples, porém altamente impactante, seria os investidores deixarem de apoiar economias de destruição. E questiona: “Qual é a solução mágica para saltarmos da dependência da filantropia para maior arrecadação de investimentos para a Amazonia?”</p><p>Finalmente, destaco as citações de Ticiana Rolim Queiroz “Descobrimos que potencializar comunidades é algo a ser feito com eles e não para eles.”, e Vanda Witoto “A natureza nos ensina a ser coletivo e compartilhar. Precisamos acessar uma outra forma de IA — a inteligência ancestral”. Por isso esses encontros são tão potentes, pois nos lembramos da potência do coletivo e, já sabemos, o futuro é ancestral e coletivo!</p><p>Obrigada equipe Latimpacto — Caro, Pedro Telles e equipe — por esse banho de impacto positivo.</p><p>*A frase “o futuro é ancestral” foi popularizada pelo líder indígena, ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak, que a utiliza como título e tema central do seu livro “Futuro Ancestral”, publicado em 2022.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/o-futuro-%C3%A9-ancestral-e-coletivo-renata-truzzi-b6szf"><em>https://www.linkedin.com</em></a><em>.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5295c2368dd8" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Vida é movimento]]></title>
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            <category><![CDATA[healing]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 17 May 2026 15:05:03 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-18T13:46:48.035Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Se você tiver que escolher um, apenas um, dos milhares de conselhos que os gurus da Internet nos dão diariamente: movimente-se.</p><p>Escolha uma atividade que te faz sentir viva. Que te faz respirar mais forte. Não há vida sem movimento. Não há movimento se respiração. Respirar é o ato de trocar o ar velho pelo novo. Na meditação também praticamos, e beneficiamos demais nossa mente, mas movimentar-se é viver e cuidar ao mesmo tempo do corpo e da mente.</p><p>Hoje ao pedalar, minha escolha atual, senti o vento no rosto, ouvi pássaros, cachorros, macacos, galinhas, cavalos, vacas, senti cheiros de mato, cocô, citronela, pão e queimado, avistei o horizonte, natureza, e também a cidade com suas tuas casas e prédios.</p><p>Após um sábado inteiro sentada e lendo, mas também perdida no lopping da minha mente ansiosa que me fez checar o Insta muito mais vezes que o recomendado pela OMS, eu precisava muito disso. Sair e viver um pouco. Respirar diferente, ver, sentir, ser.</p><p>Escolha o seu movimento — ande, passeie com seus pets, filhos, dance, corra, nade, pule, escale, pegue sua bike- e vá viver. 💖</p><p>Bom domingo!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VzAJX6CINl6k6nvn_t87_g.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=513b4b774c1f" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Agindo conforme o discurso em Investimentos de Impacto — Lições sobre como Gerar Mudanças Reais no…]]></title>
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            <category><![CDATA[impact-investing]]></category>
            <category><![CDATA[environmental-impact]]></category>
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            <category><![CDATA[social-impact]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 13 May 2026 12:37:19 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-13T12:37:19.061Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Agindo conforme o discurso em Investimentos de Impacto — Lições sobre como Gerar Mudanças Reais no Mundo</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*13LWWnNQeEeGtgRM" /></figure><p>Nos últimos 28 anos, a NESsT já investiu e acelerou quase 500 negócios liderados pelas comunidades, os quais estão gerando empregos dignos e protegendo o planeta, negócios que estão priorizando as pessoas e o meio ambiente e não somente o lucro.</p><p>Até hoje, apoiamos mais de 37,000 empreendedores e nossos investimentos os ajudaram na criação de mais de 160 mil empregos, melhorando a vida de mais de 3,5 milhões de pessoas em 50 countries. E o impacto permanece: 90% dos empregados, fornecedores (pequenos produtores) e clientes de programas de recolocação profissional (placements) mantém contratos, mostrando grande retenção e estabilidade econômica.</p><p>Vamos mergulhar em como investimentos de impacto realmente funcionam — e porque essa pode ser uma das ferramentas mais efetivas para se criar mudança social e ambiental significativa e de longo prazo.</p><p>No seu cerne, investimento de impacto é sobre colocar o capital em negócios que geram benefícios sociais e/ou ambientais mensuráveis junto ao retorno financeiro.</p><p>Ocupa um espaço vital entre a filantropia — que cria bem social sem demandar retorno financeiro — e o investimento tradicional, que busca o lucro, mas frequentemente ignora os custos humanos e ambientais. O investimento de impacto possibilita uma abordagem criteriosa e fundamentada em dados, que contesta a noção de que fazer o bem e gerar retornos financeiros são objetivos mutuamente excludentes.</p><p>No setor de investimentos de impacto, organizações estão demonstrando que investimentos que buscam resolver problemas sociais podem entregam resultados tangíveis.</p><p>O investimento de impacto assume muitas formas, mas abordagens bem-sucedidas geralmente compartilham alguns elementos-chave: * a medição rigorosa de resultados no mundo real; * apoio financeiro e técnico personalizado para empreendimentos liderados por comunidades locais; * um processo decisório que prioriza a diversidade, a equidade e a inclusão; e * uma equipe diversificada que compreende que a mudança real e pratica o walking the talk[1].</p><p>Sem padrões setoriais comuns, nem todo “investimento de impacto” é criado igual. Em todo o ecossistema, a falta de consistência na medição de resultados deixa espaço para alegações de impacto que nem sempre correspondem à realidade.</p><p>Ao colocar a medição e gestão do impacto no centro do seu trabalho, os investidores de impacto podem monitorizar não apenas os investimentos desembolsados, mas também os resultados concretos que eles geram, garantindo, ao mesmo tempo, transparência e confiabilidade nas suas abordagens de investimento.</p><p>A NESsT avalia o seu impacto por meio da Performance Management Tool (PMT) ou Ferramenta de Gestão de Desempenho, desenvolvida em 1999 para auxiliar empreendimentos sociais a gerir e medir o seu desempenho empresarial, social e ambiental.</p><p>Em 2018, aprofundamos a nossa medição de impacto com a introdução da nossa Pesquisa de Emprego Digno, um conjunto de métricas qualitativas que revelam como a vida das pessoas foi transformada pelo empreendedorismo social. Para recolher estes dados qualitativos, a NESsT envia as suas equipes para se reunirem e conversarem pessoalmente ou online, de dois em dois anos, com as pessoas com quem as empresas do seu Portfolio trabalham ou empregam. Este processo fornece informações valiosas sobre a qualidade dos seus empregos e explora questões como: Os empregos criados pelas empresas do Portfolio NESsT estão realmente melhorando a qualidade de vida das pessoas? E os colaboradores sentem que o seu emprego é seguro?</p><p>Apenas em 2024, investimos mais de 6,1 milhões de dólares em 85 empresas que abordam questões urgentes como a instabilidade económica, as alterações climáticas e o deslocamento populacional. Ao acompanhar os resultados concretos destes investimentos, documentámos a criação de 38.000 novos empregos e 1,2 milhões de vidas impactadas positivamente.</p><p>Aprofundando a análise, a nossa Pesquisa de Emprego Digno 2023–2024 revelou como estes investimentos impactam as pessoas nas suas comunidades. Os entrevistados registaram um aumento médio de rendimento de 206% em comparação com os salários mínimos locais, sendo que 58% reportaram receber um rendimento anual superior ao do ano anterior. A taxa de retenção de colaboradores, fornecedores e clientes manteve-se elevada, em 90%, e 91% dos entrevistados afirmaram sentir-se seguros no trabalho.</p><p>Um dos entrevistados da nossa pesquisa descreveu o emprego digno como “[…] poder trabalhar com entusiasmo e alegria, e que me permita crescer a nível pessoal e profissional.” Outro respondeu:</p><p>Ao falar diretamente com os colaboradores e fornecedores das empresas da sua carteira, os investidores podem contextualizar os seus números de impacto e compreender melhor o efeito dos seus investimentos em diferentes contextos, como em diferentes faixas etárias ou tipos de agregados familiares.</p><p>Quando o capital é direcionado para negócios liderados e enraizados nas comunidades que atendem, o impacto é mais profundo do que nos modelos de investimento tradicionais. Os empreendimentos locais não apenas geram empregos, mas criam caminhos para sair da pobreza, ouvindo e respondendo ativamente às necessidades de suas comunidades.</p><p>No coração do modelo da NESsT estão os programas de aceleração que fornecem suporte intensivo para o desenvolvimento de negócios, com o objetivo de expandir o impacto dessas empresas sociais e priorizar parcerias locais profundas que centralizam as vozes das comunidades de base.</p><p>Por meio dessa abordagem próxima, os gestores de portfólio da NESsT — que trabalham no terreno, próximos ou dentro das comunidades que servimos — mentoreiam e apoiam os empreendedores do portfolio. Como resultado, em 2024, esses empreendedores aumentaram sustentavelmente as vendas de seus negócios em uma média de 37%. Para seus funcionários e fornecedores, isso se traduziu em um aumento de quase 30% na renda para eles e suas famílias.</p><p>Jorge Júnior é um dos empreendedores de nosso portfólio de Equidade Racial. Ele fundou a Trampay depois de crescer vendo seu pai ganhar a vida como motorista de entrega, com o objetivo de criar uma economia gig[2] mais justa e segura para os trabalhadores do Brasil.</p><p>A Trampay é uma fintech que fornece soluções financeiras projetadas especialmente para trabalhadores de aplicativo e freelancers — muitos dos quais são negros e excluídos dos serviços bancários tradicionais. A empresa ingressou em nosso portfólio com o objetivo de melhorar a subsistência de 300.000 trabalhadores da economia gig no Brasil. Até o momento, o investimento da NESsT na Trampay permitiu que a empresa implementasse uma nova estação de suporte em uma área de alta demanda de entregas — um refúgio muito necessário para uma força de trabalho sem um local de trabalho físico.</p><p>A diversidade, a equidade e a inclusão são essenciais não apenas para eliminar os vieses do setor e criar locais de trabalho justos, mas também para impulsionar melhores resultados sociais, ambientais e financeiros mensuráveis.</p><p>Quando as empresas refletem a diversidade das comunidades que servem, seu desempenho melhora ao mesmo tempo em que reduzem a desigualdade. Em 2024, as empresas do nosso portfolio cujas equipes de liderança eram compostas por mais de 50% de mulheres ou pessoas de grupos sub-representados alcançaram um crescimento de vendas mais de 30% superior à média geral do portfolio, enquanto a renda de fornecedores e funcionários cresceu mais de 200% acima da média do portfólio.</p><p>Um exemplo é a OKOLO® Tienda Ecológica, uma empresa liderada por mulheres na Colômbia que produz fraldas reutilizáveis ecológicas. Ciente de que o custo inicial muitas vezes impede que mais pessoas optem por usar fraldas reutilizáveis, a Okolo mantém os custos dos produtos baixos montando suas fraldas localmente, ao mesmo tempo que apoia trabalhadoras têxteis com mais de 50 anos. Dos 12.000 clientes que usam os produtos ecológicos da Okolo, 80% pertencem a comunidades de menor renda da Colômbia, beneficiando-se de uma economia de até 80% em comparação com o custo do uso de fraldas descartáveis.</p><p>A Okolo também administra um programa de Embaixadoras da Marca, que fornece oportunidades de renda flexível para sua comunidade de mulheres — muitas das quais estão em licença-maternidade ou cuidando dos seus filhos em casa. Até o momento, o programa já apoiou 300 mães de famílias de baixa renda a aumentarem seus ganhos em até 50%.</p><p>Por outro lado, é importante destacar que, para a NESsT, a equidade de gênero não significa necessariamente ter apenas empresas lideradas por mulheres no portfolio. Acreditamos que todas as empresas podem evoluir para uma maior equidade, sejam elas híbridas, lideradas por mulheres ou por homens.</p><p>Outro caso interessante do Portfolio NESsT é a empresa Federación Campesina Del Cauca (F.C.C.). Trata-se de uma produtora de café na Colômbia com uma gestão híbrida, ou seja, com um número igual de mulheres e homens em posições de alta gestão.</p><p>Numa região onde o acesso à educação e ao conhecimento técnico é limitado, a FCC fornece formação integral aos produtores de café e suas famílias. Como membros da FCC, os agricultores recebem apoio contínuo para obter certificações orgânicas e de Comércio Justo (Fair-Trade) e para implementar métodos agrícolas sustentáveis de longo prazo que fortalecem as suas práticas tradicionais e a qualidade do café que cultivam.</p><p>A FCC produz café desde a década de 90, e parte da sua trajetória foi reconhecer a necessidade de comercializar a sua produção em benefício da comunidade. A primeira ação que tomaram a este respeito foi envolver as famílias na produção-tanto homens quanto mulheres. A geração de conhecimento pela empresa começou, portanto, muito antes de receberem apoio técnico ou de saberem os nomes técnicos das ações que estavam a implementar.</p><p>Trabalhando com a FCC, aprendemos que as mulheres trazem uma visão mais ampla de todo o impacto social e ambiental gerado para a comunidade local. As mulheres trazem conhecimento ancestral e processos inovadores. Elas já praticavam a regeneração antes mesmo de saber que esses processos se chamavam regeneração.</p><p>O papel da NESsT nestes casos é aprender com o portfolio e apoiar os processos em busca de maior eficiência. Neste caso, por exemplo, aprendemos que a regeneração é uma tarefa coletiva.</p><p>Talvez uma das lições mais importantes que aprendi ao longo da minha década na NESsT seja esta: os investidores de impacto devem começar olhando para dentro. Ao contratar equipes que representem as comunidades que servimos e incluir vozes diversas nos comitês de investimento e na tomada de decisões, podemos, de fato, promover a mudança de baixo para cima. Na prática, isso se traduz em educação e reflexão contínuas em toda a nossa cadeia de valor de investimento — reconhecendo que o impacto deve ser uma convicção profundamente enraizada, e não apenas uma métrica de relatório.</p><p>Quando lançamos a Iniciativa de Equidade Racial da NESsT em 2020, ficou claro que a nossa equipe não refletia plenamente a comunidade que pretendíamos apoiar — uma lacuna que sabíamos ter de enfrentar. Começamos por repensar as nossas práticas de contratação, indo além das abordagens padrão de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) para recrutar, de forma intencional, talentos da comunidade negra.</p><p>Paralelamente, garantimos que o Comitê de Investimentos da NESsT Brasil incluísse profissionais negros, para fornecer supervisão aos nossos investimentos. Em 2024, a NESsT também obteve a Certificação de Equidade Racial no Brasil pelo Pacto Pela Promoção da Equidade Racial, reforçando o nosso compromisso em construir locais de trabalho racialmente equitativos, tanto interna quanto externamente.</p><p>Embora reconheçamos que ainda há muito trabalho pela frente, estes passos refletem uma abordagem deliberada e guiada por valores: estamos comprometidos não apenas em falar sobre mudança, mas em incorporá-la na forma como operamos.</p><p>Imaginamos um futuro em que o investimento de impacto e o investimento tradicional sejam uma só coisa: onde medir resultados no mundo real seja uma prática padrão, os empreendimentos liderados localmente prosperam, e a DEI e a responsabilidade ambiental são reconhecidas como inegociáveis nos modelos de investimento. Alcançar este futuro significa “agir de acordo com o que se prega”: responsabilizar-nos, alinhar o capital com os nossos valores e provar que o setor financeiro pode impulsionar soluções tanto para as pessoas quanto para o planeta.</p><p>[1] Walking the talk é uma expressão em inglês que significa: Cumprindo com a palavra; “fazendo o que se prega; ter coerência entre discurso e prática</p><p>[2] Economia Gig é um sistema de mercado livre no qual trabalhos temporários, flexíveis e freelance são comuns e as empresas contratam trabalhadores independentes para compromissos de curto prazo. O termo “gig” (que em inglês pode significar “bico” ou “apresentação” para um músico) refere-se a um trabalho ou projeto específico com uma duração definida.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/agindo-conforme-o-discurso-em-investimentos-de-impacto-renata-truzzi-6qvaf"><em>https://www.linkedin.com</em></a><em>.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=636ae19b5e8f" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Madagascar mission]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 13 May 2026 12:15:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-13T12:15:53.448Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*5QTRa33-AbvMQwDd" /></figure><p>We were invited to participate in a Brazil-Madagascar exchange mission.</p><p>Along with my colleague Cairo Bastos , and at the recommendation of Tiana Vilar Lins , director of NESsT Brazil, I represented NESsT Global in an exchange of experiences between accelerators and impact investors, focusing on social and environmental impact businesses, impact management, investments, and partnerships.</p><p>Through an agenda carefully coordinated by our dear Niry Lanto Layticia RASIDIMANANA from Miarakap , we were able to get to know this incredible institution, its great team, and also its partners from Indri and Kinome, who accompanied us on the field visits. These visits were quite challenging, showing us that Madagascar faces logistical challenges very similar to those in the Brazilian Amazon and other regions where NESsT has a portfolio. They selected two visits to impact businesses located far from the country’s capital, a journey that involved travel by plane, car, walking and hiking.</p><p>We visited a small social enterprise that buys processed cassava from the community to sell as delicious chips, which can be found in the markets of Fort Dauphin. The visit highlights the resilience of these communities, for whom cassava farming is not a primary focus but rather a source of supplemental income. They are organized into an association to better distribute work and income. Men and women participate in production, and the children greet us with curiosity and smiles, as if we were bringing good news. The entrepreneur proudly shows us the new headquarters and her newly hired team, made possible by the first financial resources received from an award.</p><p>I hope that impact investments, such as those by NESsT and Miarakap, can truly bring hope and a better quality of life to rural communities like the ones we visited in Madagascar, and in all the countries where we bring this hybrid and patient approach.</p><p>Our second field visit gave us an experience that was new to me: visiting a reforestation company, TBSE, founded by ecologists, that combines reforestation techniques and scientific research with community development. Its business model involves and prioritizes local communities in reforestation practices, thereby generating a decent income for the men and women involved in these activities.</p><p>During this Brazil-Madagascar meeting, we learned a great deal, which we are still processing so we can share it. It is clear, however-as we had already suspected-that Brazil and Madagascar have more similarities than differences: geographical, cultural, culinary, and emotional.</p><p>We learned, for example-and this is a tip with immediate impact-that we can use the search engine Ecosia.org for internet searches and thereby contribute to global reforestation. I’ve already enabled this option on my phone (please do the same) and am happy that my data is being used for something as meaningful as reforestation.</p><p>Layticia, Miarakap, Cairo, Tiana, NESsT, I can only thank you for this experience, which will certainly bear fruit for the NESsT community and everyone we impact.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/madagascar-mission-renata-truzzi-pxare"><em>https://www.linkedin.com</em></a><em>.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a0cc5f269bfb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Quando o silêncio é ferramenta de opressão, dar voz é dar poder e transformar o status quo.]]></title>
            <link>https://medium.com/@renatatruzzi/quando-o-sil%C3%AAncio-%C3%A9-ferramenta-de-opress%C3%A3o-dar-voz-%C3%A9-dar-poder-e-transformar-o-status-quo-bcf6c28812fa?source=rss-a2e7b81f098c------2</link>
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            <category><![CDATA[gender-equality]]></category>
            <category><![CDATA[environmental-impact]]></category>
            <category><![CDATA[social-impact]]></category>
            <category><![CDATA[diversity-and-inclusion]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 11 May 2026 13:06:39 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-11T13:06:39.589Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*a3Y5ywt9U5W5gZke" /></figure><p>Inicio minha carta lembrando a frase de uma grande escritora americana — Rebecca Solnit — em seu livro A Mãe de Todas as Perguntas/The Mother of All questions: “o silêncio é a condição universal da opressão, e existem muitas espécies de silêncio e de silenciados.”</p><p>Essa frase fez tanto sentido pra mim e me fez perceber que o que estamos fazendo com nossos investimentos de impacto é a melhor forma de acabarmos com a exclusão de populações marginalizadas no mercado de trabalho e das principais cadeias de suprimentos globais.</p><p>A NESsT ao escolher seus investimentos, não apenas busca colocar as pessoas a serem beneficiadas no centro da discussão como, e na maioria das vezes, na gestão dos negócios que investimos. Sendo as populações beneficiadas por nossos investimentos os próprios gestores dos seus negócios e ocupando posições que lhes permitam fazer parte da tomada de decisão, estamos dando voz às comunidades indígenas, ribeirinhas, negras, imigrantes, pessoas com deficiência, mulheres, jovens e populações de baixa renda. E “Ter voz é fundamental. Os direitos humanos não se resumem a isso, mas isso é essencial para eles. (Solnit)”</p><p>No território, nossa equipe de Portfolio Managers e Country Directors está fazendo um excelente trabalho de co-criar (com os empreendedores) as soluções para seus negócios. Buscamos uma relação horizontal e não top-down em nossos programas de mentoria e capacitação. Como vocês terão o prazer de conhecer nesse relatório, nossa presença em eventos internacionais considera diversas vezes a presença de nossos empreendedores no palco, mais uma vez, o foco é dar voz a todos e assim co-construir um futuro mais digno e um planeta mais sustentável a todos.</p><p>Volto reenergizada após 2 semanas de reuniões do famoso Benchmarking da NESsT, quando avaliamos os resultados de cada empresa do Portfolio e transversalmente os resultados de cada programa da NESsT usando nossas ferramentas de gestão de impacto, as quais nesse ano estão sendo aprimoradas com a contribuição e o feedback de todos, incluindo nossos empreendedores e principais stakeholders. Ao final desse trabalho, queremos que os empreendedores NESsT se conectem com seu impacto social e ambiental e naturalmente consigam tomar decisões estratégicas ao transformarem seus dados em informação. Dessa vez, queremos não só a voz do empreendedor na gestão do impacto, mas também a manutenção independente desse legado em seus negócios de impacto.</p><p>Nosso Benchmarking nos mostrou que os modelos de negócios tecnológicos estão beneficiando não somente seus públicos-alvo, mas também outras empresas de nosso portfolio por meio de um intercambio interno. Notamos ainda a curiosa correlação entre aumento de vendas (crescimento das empresas) e o aumento de renda das famílias beneficiadas. Que empresas híbridas ou lideradas por mulheres continuam apresentando resultados impressionantes e acima da média do portfolio. Vimos empreendedores transformando o trabalho digno em ferramenta de justiça social. Celebramos um número crescente de negócios do Portfolio de Aceleração se preparando para os Fundos da NESsT e, portanto, atingindo nossa meta de Investment Readiness. E aprendemos que o futuro da Amazonia só pode ser construído por quem vive nela.</p><p>Estamos trabalhando duro para que nossas reflexões e aprendizados se transformem em ferramenta de gestão e de transformação para esses empreendedores do futuro.</p><p>Agradeço a cada profissional da equipe NESsT e do Board, nossos parceiros, membros do Investment Committee, doadores e investidores, que juntos fortalecem e perpetuam a nossa missão.</p><p>É nesse futuro em que acreditamos, um futuro mais digno, menos desigual, com equidade de raça e gênero, mais diverso e mais justo para todos. Um futuro que também se torna mais sustentável para o planeta. Isso só é possível se seguirmos juntos, num ecossistema onde todos tem voz e todos são ouvidos, onde a troca realmente aconteça e onde a palavra desigualdade comece a perder sentido.</p><p>Essa é minha carta traduzida, tal como publilcada em nosso <a href="https://issuu.com/nesster/docs/2025_nesst_annual_report_09544111ea000d">Relatório Anual 2025</a> da NESsT.</p><p>Minhas inspirações sobre gênero e inclusão: Nicole Etchart Anamaria Pelegrini Tiana Vilar Lins Diana Alejandra Ramirez Loaiza Ioana Samoil Catalina Rodriguez Hohman Milly Lacombe Fabiola Formicola Mónica Vásquez Del Solar, PhD Monica Souza Mariana Paulino Lima Nayana Cambraia Marissa Renaud Marcela Pedrosa Laya Skinner Michele Crater Aguilar Sonia Truzzi Alessandra Truzzi Fabiana Fonseca Regina Wrasse Maeda Camarcio</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/quando-o-sil%C3%AAncio-%C3%A9-ferramenta-de-opress%C3%A3o-dar-voz-poder-truzzi-p2wrc"><em>https://www.linkedin.com</em></a><em>.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bcf6c28812fa" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Nesse dia das mães, celebro o feminismo]]></title>
            <link>https://medium.com/@renatatruzzi/nesse-dia-das-m%C3%A3es-celebro-o-feminismo-563983c383c5?source=rss-a2e7b81f098c------2</link>
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            <category><![CDATA[healing]]></category>
            <category><![CDATA[feminism]]></category>
            <category><![CDATA[women]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 May 2026 15:01:44 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-10T16:10:30.278Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h2>Hoje celebro o feminismo e as feministas que me trouxeram até aqui. Muitas mães, outras filhas, tias, irmãs, amigas. Todas com seu papel fundamental em minha vida.</h2><p>Minha mãe foi certamente a primeira feminista que conheci mas nunca falamos nesses termos. Hoje sei que sua vida tem sido a de uma feminista que luta por direitos iguais e hoje tenho coragem de dizer que tb sou. E tenho muito orgulho de ser quem sou e sou assim graças ao legado que vc construiu. Obrigada, mãe.</p><p>Feminismo é um movimento politico, um estado de espírito sem retorno, que só entendi melhor no último ano, graças aos encontros e desencontros que a vida me proporcionou.</p><p>Em 2025, vivenciei a violência da censura pela primeira vez. Senti na pele como uma fã que não poderia mais encontrar sua escritora favorita. Sempre fiquei mais afastada de movimentos políticos. Primeiro por ignorância porque sou de uma família que falava que política não se discute e depois por medo mesmo. Medo de dar a cara a tapa nas redes que são poços de ódio com os quais eu não saberia lidar. Eu luto por justiça social em meu trabalho e em minha vida todos os dias mas política ainda é algo novo pra mim. Hoje sei que viver é um ato político.</p><p>Minha mãe já havia vivido censura quando em seu trabalho não foi ouvida e foi aos jornais falar de um problema sério na administração escolar há mais de 40 anos.</p><p>Tenho isso marcado na memória mas não entendia direito a importância do que ela fez. Por isso, a história da FLIM SJC no ano passado eu considero ser a primeira vez que a censura me atingiu na pele. Me atingiu provavelmente porque a minha expectativa de ir àquele evento era muito muito alta. Alta porque eu iria finalmente conhecer uma pessoa que eu admiro demais e que tem um papel muito fundamental na minha vida. Ela não sabe, a gente não se conhece pessoalmente, mas eu te-la encontrado nas redes sociais foi fundamental pra mim, pra um processo de cura que eu tenho passado.</p><p>Processo de cura para o qual tive muita ajuda e participação de outras mulheres incríveis Mãe Tanda Fabiola Fabi Fonseca Anamaria Nicole Catalina Fe Favaro Miriam Jana Vera Lavorenti AnaRe Verinha Tânia Silvinha</p><p>Naquele evento censurado por um prefeito ignorante de direita, eu queria dizer a essa escritora que sua voz e sua obra são muito necessárias pra esse país, muito necessárias pra todas as mulheres. O seu texto, a sua fala, seus pensamentos que eu consumo com muita avidez são parte da minha cura. <strong>Eu sinto que cada vez que um pensamento dela me toca é um pedacinho de mim que se ilumina, que faz mais sentido. </strong>E isso sim me cura. Uma cura que não encontrei na medicina ocidental. <strong>Uma cura no sentido de entendermos o nosso papel no mundo. E pararmos de tentar nos encaixar em caixinhas que nos adoecem física e espiritualmente.</strong></p><p>Enfim, a história da FLIM me conectou a Bruna que me conectou a Marcela e finalmente à Milly. Milly, esse ano pudemos te conhecer virtualmente e nos brindar com suas palavras num encontro poderoso sobre Gênero na sociedade moderna.</p><p>Meu agradecimento mais recente vai a você, Milly, o qual estendo pra todas as mulheres de minha vida. Essa é a importância de “ter” vocês, seus feitos, suas obras, sua sabedoria em minha vida.</p><p><strong>Mulheres unidas salvam vidas. Mulheres que curam. Se curam e curam as outras ao seu redor.</strong></p><p>Que a vida continue gerando novos encontros extraordinários e nos fortaleçam como feministas e mulheres nesse país.</p><p>Só há um futuro possível e ele é feminino e coletivo.</p><p>Seguimos juntas.</p><p>Obrigada por tanto, mulheres!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=563983c383c5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Empatia e Criatividade podem salvar o mundo do corona vírus e futuras crises]]></title>
            <link>https://medium.com/@renatatruzzi/empatia-e-criatividade-podem-salvar-o-mundo-do-corona-v%C3%ADrus-e-futuras-crises-1c7de4dd355a?source=rss-a2e7b81f098c------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 17 Mar 2020 14:15:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-03-20T21:34:27.231Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Empatia e Inovação podem salvar o mundo do corona vírus e futuras crises</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*dBIbG2oVPKg6hDaJnICeFg.jpeg" /><figcaption>Image from <a href="https://www.livescience.com/topics/live/coronavirus-live-updates">https://www.livescience.com</a></figcaption></figure><p>Todos sabemos que crises além de significarem muita luta (física e mental) são excelentes <strong>oportunidades</strong> para rever nossos costumes, questionar nossas ações, nos aprofundar em desenvolvimento pessoal, <strong>pivotar todos os ineficientes pilotos-automáticos de nossas vidas</strong>.</p><p><em>Já parou para pensar o quanto fomos moldamos por ações, planos e até sonhos que às vezes não combinam com os nossos valores e crenças?</em></p><p><em>Por que acreditamos, sem questionar e sem provar, que a vida boa fica nas grandes cidades e é sinônimo de vida urbana? Ou que a vida rural é ruim?</em></p><p><em>Por que acreditamos que consumir muito além do que precisamos traz felicidade?</em></p><p><em>Por que acreditamos que o trabalho precisa ser algo estressante, entediante geralmente em modelos extremamente lucrativos e pouco sustentáveis ambiental e socialmente?</em></p><p><em>Por que acreditamos que tudo o que é diferente do nosso pensamento inicial é ruim?</em></p><p><em>Por que acreditamos que o silêncio não faz bem e por isso nos ocupamos com atividades e vícios que nos distraem da nossa mente 24 horas por dia?</em></p><p><em>Por que acreditamos que acumular riqueza nos trará algum benefício?</em></p><p><em>Por que acreditamos que o contato com a natureza só é necessário nos finais de semana e férias?</em></p><p><em>Por que acreditamos que só há uma verdade, quando somos mais de 7 bilhões de pessoas (seres pensantes, fazedores e contadores de histórias) no mundo?</em></p><p>Talvez nesse último ponto encontremos a resposta de porque a EMPATIA (olhar pelo olhar do outro) não seja ainda algo desejado pela sociedade, pelos negócios ou até mesmo pelos governos. Ter empatia significa se colocar no lugar do outro para assim entender sob um outro ângulo a mesma questão.</p><p><em>Já pensou, num mundo com 7 bilhões de pessoas, o quão ineficiente isso pode ser? </em>E num mundo que tem pressa (pra quê?) isso não me parece um modelo viável.</p><p><em>Já pensou ter que adaptar seu programa de educação a diferentes perfis? Já pensou ter que adaptar seu programa de governo às diferentes necessidades e diferentes perfis dos seus cidadãos? Já pensou ter desenhar seu negócio pensando nas diferentes personalidades, perfis, etnias, desejos e necessidades dos seus clientes?</em></p><p>Há muito tempo se fala em criatividade (e inovação) nos negócios e até mesmo nos governos (ainda que não pareça). Mas pouco se fala ainda em EMPATIA que, por sua vez, poderia nos guiar a maior DIVERSIDADE e INCLUSÃO.</p><p><strong>O fato é que acreditamos, em algum momento, que empatia não é viável.</strong> Que é assunto para gente zen, gurus e outros seres com os quais preferimos não nos conectar.</p><p>O nos impede de tentar mudar diante de QUALQUER situação de crise, é o nosso medo do desconhecido. Na verdade, quando decidimos ir adiante geralmente percebemos que a mudança em questão não era tão difícil assim, mas começar era a grande barreira imposta por nossos medos. O medo é sim saudável, pois pode nos defende de ameaças reais. Mas precisamos nos nutrir de ferramentas que nos ajudem a diferenciar o que é real do que é pânico. O medo é natural (reação do nosso organismo biológico para nos proteger), mas o stress gerado pelo medo pode e deve ser controlado. Se não controlado gerará ansiedade e pânico. <strong>O pânico, por sua vez, diminui as defesas de nosso organismo e aumenta a chance de sermos infectados por qualquer agente infeccioso.</strong></p><p>Se pegarmos o momento atual gritante da crise de saúde mundial (COVID-19), e tirarmos o stress e o ego das equações, e acrescentarmos empatia, focaremos então nas ações (TODAS SIMPLES) de prevenção e combate e conseguiremos ver que essas medidas são possíveis, viáveis e todos somos responsáveis.</p><p>Claro que governos mais sensatos ajudam a gente a perceber isso, o que não é o caso aqui.</p><p>Mas se todos somos responsáveis, vamos fazer esse exercício de tentarmos ser criativos (todos juntos, num pensamento e compartilhamento de ações coletivos) para que toda a sociedade possa estar então protegida e logo mais livre de se contaminar?</p><p>Abaixo começo esse exercício de empatia para cada recomendação, mas preciso de ajuda. Por favor, compartilhe suas práticas para enriquecermos essa lista.</p><p>As principais recomendações, além das oficiais de higiene e cuidado, são:</p><ol><li><strong>Dormir bem</strong></li></ol><p>Essa parece fácil e viável para a maioria das pessoas. Mas vamos pensar? Será que voce que é executivo de uma empresa ou até mesmo uma pessoa de classe média que talvez tenha empregados em sua casa, em seu condomínio, poderia melhorar algo nas relações de trabalho com seus empregados de forma que possa garantir-lhes dormir bem, não só durante a crise do corona, mas sempre? <strong>Já pensou no benefício que todos teríamos se fosse garantido, a todas as pessoas, dormir bem? </strong>Isso tem a ver com salários dignos, jornadas de trabalho justas, contratos que os assegurem renda diante de crises, apoio psicológico em caso de necessidade, ambiente de trabalho saudável e seguro para todos, ambiente livre de preconceitos e <em>bullying</em>.</p><p><strong>2. Distanciamento social</strong></p><p>A princípio, imaginamos que <em>home office</em> não será opção para muitas das pessoas que conhecemos. Mas antes de acreditarmos que não é viável para as empresas (que precisam de “coleiras” para controlar seus funcionários) vamos ao menos tentar? Para quem é executivo de empresa, ou tem acesso às políticas de recursos humanos, que tal tentar oferecer essa opção para seus profissionais que trabalham em atividades as quais poderiam ser realizadas de casa (como é o caso da maioria das pessoas que trabalham em funções administrativas e de gestão)?</p><p>Que tal apoiar seus empregados nessa transição que, se tudo der certo, não precisa ser temporária? Ajude sua equipe a se organizar, ofereça cursos <em>online</em> sobre como trabalhar de casa (melhores práticas), estabeleça rotinas de reuniões virtuais e no fim talvez vocês se tornem mais próximos do que antes, quando compartilhavam um espaço físico em período integral.</p><p>Sabemos que nem todos tem a sorte de, como eu, já trabalhar em empresas visionárias, as quais oferecem a opção de <em>home office</em> há muito tempo pois entendem que na verdade para certos trabalhos essa opção garante não só maior produtividade, como também maior bem estar para os profissionais. Mesmo nesses casos, esse distanciamento forçado nos ajudará a ver como melhorar a eficiência e diminuir os desperdícios (por exemplo, será que todos os eventos, reuniões presenciais e viagens que faço hoje são realmente necessários?)</p><p>Para quem tem empregados domésticos, que tal possibilitar o isolamento e ainda assim garantir o seu salário? Caso contrário estaríamos criando um problema ainda maior.</p><p>Para quem trabalha ou é cliente de programas educacionais, que tal pensarmos em modelos de educação à distância incentivando os alunos a se manterem informados e ativos enquanto durar a crise? Sei que nas escolas particulares isso já deveria estar acontecendo, mas podemos pensar em como atender tb os alunos de escolas públicas? Quem sabe captando recursos na comunidade para oferecer internet residencial aos alunos? Para programas educacionais de empresas, que tal aumentar a oferta de cursos <em>online</em> durante a quarentena?</p><p>Que tal nos oferecermos (se estivermos saudáveis) para ajudar aqueles que tem mais risco que nós de pegar a doença para fazer compras ou sermos criativos como tem acontecido na Italia (onde vemos pessoas cantando de suas janelas para promover o bem estar) e Espanha (onde um personal trainer deu aula a distancia para idosos, na qual ele ficava no gramado e seus alunos repetiam os movimentos de suas sacadas)?</p><p>Que tal irmos ao supermercado somente quando necessário? Já vimos alguns tomando medidas para regular o horário de idosos X restante da população visando manter o seu bem estar e saúde. <strong>Que tal NÃO estocarmos</strong> comida, álcool gel, artigos de higiene sem necessidade? Vc que tem dinheiro pode fazer isso, mas está contribuindo para aumentar o pânico e, pior, deixando pessoas simples sem os produtos essenciais. Já pensou que esse tipo de atitute egoísta poderá gerar mais mortes? <strong>Vc está confortável com essa ideia de ser responsável por mortes, apenas por que quis garantir seu estoque de guerra, sem haver guerra?</strong></p><p>Aqui o exercício é: vamos tentar ser solidários e manter o pagamento dos profissionais autônomos mesmo que o serviço esteja estagnado durante a crise.</p><p>Vamos tentar evitar o vírus de se espalhar e ajudar a quem precisa?</p><p>Vamos nos proteger sim mas de maneira responsável, sem excessos, sem prejudicar o outro e evitando que a crise piore e que os mais fracos fiquem com o pior?</p><p><strong>3. Controle do stress e emoções saudáveis</strong></p><p>Esse talvez seja um dos mais delicados. Como controlar o stress sendo que 10 entre 10 notícias são sobre o virus? Minha sugestão é escolha 1 ou 2 veículos de sua confiança e leia as notícias diariamente para se manter informado. Evite checar as mídias sociais a cada 30 minutos, principalmente agora que vc terá mais tempo para isso. As mídias sociais, já se provou, tem promovido fake news em grande velocidade (e isso aumenta o stress pois quem as produz não esta preocupado com o seu bem estar mas em manter-se no poder para poder te manipular, principalmente sob o efeito entorpecente do pânico). <strong>Vc sabia que a pandemia do medo é mais grave que a do vírus em si? </strong>O vírus é sim muito grave e se disseminou muito rápido, mas a pandemia do medo é mais rápida e pode ajudar o vírus a fazer mais vítimas. Quanto a isso, nós podemos agir.</p><p>Procure um novo uso para suas redes sociais: Que tal marcar encontros virtuais com seus amigos (que na verdade vc já nao ve muito mesmo pois sua vida é corrida)?; Que tal reativar clubes virtuais de livros ou filmes? Que tal tentar uma festa virtual? Que tal ensinar algo a alguém? O importante é mantermos as atividades que nos promovam bem estar, mesmo que à distância.</p><p>Procure, depois de se informar, ter um plano de ação. O que vc pode fazer hoje para se proteger melhor e proteger sua comunidade?</p><p>Procure fazer atividades que o acalmem: meditação, respiração, yoga.</p><p>Reforce suas atividades de auto-conhecimento: terapias, grupos de estudo, cursos <em>online</em>. Quanto mais nos conhecemos, mais nos tornamos responsáveis pelos nossos destinos e mais fortes seremos perante as crises. Quanto mais nos conhecemos e vencemos nossos traumas, mais fortes emocionalmente nos tornamos e menos suscetíveis a pânico.</p><p>Se seu stress está controlado, que tal pensar em apoiar seus amigos, familiares, comunidade e empregados (domésticos ou não) a fazerem o mesmo? Ofereça-se para ouvir e procure orientar a todos com dicas e mensagens positivas. Não espalhe o medo e o pânico, pois esses são fortes e eficientes e isso todos já temos acesso desde o dia 0.</p><p>E vc, como vc controla seu stress?</p><p><strong>4. Movimente-se, exercite-se</strong></p><p>Talvez você já tenha esse hábito, ótimo, então como continuar durante a crise quando nos pedem distanciamento social?</p><p>Não sei, mas me parece que tentar manter o corpo ativo em ambientes abertos e sem aglomeração como parques e praças pode ser um caminho.</p><p><strong>Lembrando que quarentena não é férias, então se aglomerar na praia não é o caso pois é aglomeração do mesmo jeito.</strong></p><p>Caso vc pratique esportes em ambientes fechados, como academias, talvez seja melhor aguardar um pouco antes de voltar. Assim vc se protege e protege tb os profissionais que lá trabalham e talvez não tenham sido dispensados.</p><p>Pense se suas boas práticas em exercícios e saúde física podem ser realizadas por seus empregados. Se não, por que? Que tal incentivá-los a manter uma rotina de exercícios (seja pagando por planos empresariais, seja indicando exercícios para serem feitos em casa ou para aqueles que não poderão se ausentar do trabalho — ex prof saude — exercícios para serem feitos, com segurança e higiene, nos ambientes de trabalho)?</p><p><strong>5. Alimente-se saudavelmente</strong></p><p>Se sua alimentação ainda não é saudável, procure se informar sobre isso. É provado que <strong>uma alimentação saudável, ajuda a fortalecer o sistema imunológico.</strong></p><p>Se você já tem uma alimentação saudável, que tal compartilhar suas experiências com as pessoas ao seu redor? Que tal mostrar que não é tão difícil assim e pode ser delicioso? Que tal pensar se você está permitindo uma alimentação saudável aos seus empregados (domésticos ou não), seja oferecendo a alimentação, seja pagando um salário decente, seja compartilhando dicas, seja permitindo carga horária justa e flexível?</p><p>Acredito que tais exercícios de empatia nos guiarão não só a superar essa crise, mas nos fortalecerão enquanto sociedade. São exercícios de re-priorização da vida.</p><p><strong>Se formos eficazes e menos EGOcêntricos, em pouco tempo conseguiremos promover mudanças significativas e duradouras em pontos cruciais de nossa sociedade: maior eficiência (menos transito, menos stress, menos desperdício de recursos), maior saúde (pessoal e global), mais bem estar (pessoal e global), menos distração de massa, menos consumismo, mais solidariedade.</strong></p><p>Se inspire aqui nessa <a href="https://www.facebook.com/DRcult/posts/2816787548357823">lista de ações inovadoras para lidar com essa crise</a>. Nos ajude a ampliá-la. Compartilhe sua história.</p><p><em>PS: esse texto foi inspirado pela meditação de cura (Healing Meditation) promovida gratuitamente pelo Deepak Chopra em tempos de corona virus em sua página do Instagram (@deepakchopra).</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1c7de4dd355a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Why Do Social Enterprises Fail?]]></title>
            <link>https://medium.com/@renatatruzzi/why-do-social-enterprises-fail-a975b4349aba?source=rss-a2e7b81f098c------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/a975b4349aba</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 27 Sep 2019 13:07:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-09-27T13:21:58.938Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*dPVpwN9t9S3V6l3tb8c1AQ.png" /></figure><p><em>Renata Truzzi and Filip Wadowski support social entrepreneurs in Brazil and Poland in building businesses that can continuously employ people from marginalized communities.</em></p><p>Number of people employed is one of the most challenging metrics to achieve, however, consistent improvement in this area proves that a company is growing. 100% of NESsT Portfolio companies provide training and employment to people from marginalized communities. <br>Renata and Filip reflect on the main reasons why companies are not able to successfully complete due diligence, secure investments, and continuously grow.</p><p><strong>1) Lack of Advanced Management Skills</strong></p><p>Social entrepreneurs that cultivate their passion for the social problem, but do not invest in building a management team with a diverse skills-set will limit the longevity of their business. As part of our due diligence, we evaluate a company’s potential for social impact as well as NESsT’s ability to create value through incubation. As impact-first investors, we look for the companies that are closest to the communities that are in greatest need for dignified employment. <br>If an entrepreneur has made it into our due diligence, it’s because they have the knowledge to develop a product or service that has great demand. However, a founder or inventor is not always a great CEO. Learning to increase supply and demand for a product or service, while sustaining the impact and implementing the infrastructure of a larger company does not happen overnight.</p><p>A Solution</p><blockquote>“To find the balance between meeting social and business<br>objectives, measure the performance of the social enterprise regularly in a few key areas: finances, operations, social and environmental impact. You don’t achieve what you don’t measure.</blockquote><p>— Renata Truzzi</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*Z_0jZSwANRpr8DJ58H8xeQ.jpeg" /></figure><p><em>Renata Truzzi speaks at the British Council’s launch of their report, </em><a href="https://www.britishcouncil.org/sites/default/files/social_enterprise_and_womens_empowerment_july.pdf"><em>Activist to entrepreneur: the role of social enterprise in supporting women’s empowerment</em></a><em>, published in collaboration with NESsT as a research partner in Brazil.</em></p><p><strong>2) Lack of Access to Tailored Patient Capital</strong></p><p>The type of capital available for social entrepreneurs is not ideal in most countries, including Brazil and Poland. Usually, impact investors seek more advanced businesses, deeming early-stage social enterprises as too risky. As a result, early-stage entrepreneurs resort to capital that becomes very expensive over time and that can stifle their ability to draw future investment. NESsT fills this market gap by structuring its investments to social enterprises using blended capital.</p><p>A Solution</p><p>“When assessing different funding opportunities, think about how the terms of the investment could shape future opportunities. If you are unable to conduct this assessment on your own, reach out to experienced professionals that you trust and engage them as advisors. Dedicate time to researching and educating yourself about the different types of funding out there. Impact investing is evolving and growing rapidly.</p><p>3) Mismatched Financial Goals and Skill Set</p><p>Social entrepreneurs are optimistic about achieving their ambitious, and very legitimate, social objectives. Unfortunately, this optimism can lead them to create unrealistic financial forecasts and to become attached to them. Social enterprise CEOs should not be 100% focused on achieving their social impact. CEOs must create space to think about designing a sustainable business model and implementing it.<br>This is where NESsT comes with its support. Only reasonable financial planning can lead you to both financial and social impact success!</p><p>A Solution</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*c3EKb9-nGneSb0ONiqbSOg.jpeg" /></figure><p><em>Filip Wadowski during the Women in IT Career Day hosted by CodersTrust trwska about NESsT’s decision to invest in these social enterprises in Poland.</em></p><blockquote>“Creating a social enterprise takes passion! If you let this passion guide your business planning and do not invest in developing your financial skills, you risk creating overoptimistic financial forecasts. Learn to separate what you hope to achieve from what you are in a position to achieve.</blockquote><p>— Filip Wadowski</p><p>New article published at nesst.org https://www.nesst.org/nesst/2019/why-do-social-enterprises-fail</p><p>© NESsT 1997-2017. All Rights Reserved.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a975b4349aba" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[We all gain with nature preservation and diversity]]></title>
            <link>https://medium.com/@renatatruzzi/todos-podemos-lucrar-com-a-preserva%C3%A7%C3%A3o-da-natureza-e-com-a-diversidade-d2256e48fdb2?source=rss-a2e7b81f098c------2</link>
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            <category><![CDATA[impact-investing]]></category>
            <category><![CDATA[environment]]></category>
            <category><![CDATA[ego-versus-eco]]></category>
            <category><![CDATA[nature]]></category>
            <category><![CDATA[social-impact]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 06 Feb 2019 11:05:43 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-02-07T20:29:52.263Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>What the logic of social and environmental impact business has to do with the recent and frequent Brazilian </strong>catastrophes such as Brumadinho, Mariana, Arraial do Cabo, Rio, the scandals of pesticides released, and other non-rare cases of Oil leakage in our beautiful ocean, blackouts, drought, large fires?</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/860/1*MqUB5L15IJ2wZcs4GJ166Q.jpeg" /><figcaption>Foto de Pixabay.com</figcaption></figure><p><em>Published originally in Portuguese by </em><a href="https://medium.com/u/6c72687703d2"><em>Folha de São Paulo</em></a><em>: </em><a href="https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2019/02/todos-podemos-lucrar-com-a-preservacao-da-natureza-e-com-a-diversidade.shtml"><em>https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2019/02/todos-podemos-lucrar-com-a-preservacao-da-natureza-e-com-a-diversidade.shtml</em></a></p><p>Our logic, as social entrepreneurs, impact investors, venture philanthropists, is understanding the man and the nature as a whole. We are all part of something great that is the Nature. If we look it well, it is perfect, balanced, innovative and complete. In other words, if we don&#39;t muddle too much, everything works perfectly and grandly. And when we try to do that, understanding the nature logics and envision ourselves as part of it, the logic of the business will change. It changes because it makes no sense to prioritize the economic side of business if it destroys the nature which we are part of, meaning in the long run injury to millions of human and animal lives. This loss can come in countless ways (hunger, drought, unemployment, illness, death).</p><p>We live in a time when we can no longer limit ourselves to the individual and selfish economic bias of the entrepreneur or of the shareholder. We already know that this will not work anymore in the future and, which is actually excellent news.</p><p>We are not only talking about monitoring and punishing the cases mentioned above, but about reversing this logic. We are talking about don&#39;t approve any investment or legal paper of an entity that has not previously thought and resolved the social and environmental impacts of its business model.</p><p><em>We are saying that</em> in addition to punishing the models that currently cause damage to the society and to the environment, we must prevent the new models from entering into this same old-fashioned logic, in which the only objective is the profit, the financial capital. And when we spoke of social and environmental impact “in the past,” we were talking about minimizing losses through fines and damages. Ancient logic, right? Exceeded. But unfortunately still so present in our lives.</p><p><em>We are saying that</em> in addition to deeply punishing those who use slave labor in their million dollar productions, we must ensure that every institution in our planet (or in our country to be more palpable) guarantees a model of employability based on work and decent income, fair trade and appropriated working conditions. Yes, because decent employment is not only about living wages, but also a host of other issues. Thus we will end up with the logics, which are also so profitable (for a few) of unfair trades, slave labor, abusive remuneration, power abuse and insanity.</p><p><em>We are saying that</em> in addition to punishing those who disrespect their neighbor for inhuman reasons, such as homophobia, racism, machismo, xenophobia, discrimination in general, we must ensure that all people have the same rights and the same access to opportunities. And that business in general is an excellent tool to prove that this is possible to work in more diverse environments that will be then more human, more productive and happier. Or that diversity in business is something rich and also profitable if you prefer to look that way.</p><p><em>We are saying that</em> in addition to severely punishing to the point of financially and morally damaging those responsible for environmental crimes, we must prevent new, equally harmful models from arising. Or to make all existing businesses by statute committed to minimizing their environmental impact, either through compensation models, reforestation or, even better, bringing the preservation of the environment to the center of their business model. As more positive impact you have on the environment, more profitable your business will be.</p><p>It is not about a political position, it is not about competition, but about seeing ourselves as a whole. If we understand this, my success against the tragedy or the unhappiness of others does not make sense. If we understand this, we will not give so much importance to financial profit alone, but to all the complexity of the models. We will try, perhaps, to measure our environmental profit and our social profit. In addition to the social and environmental profits of the countries. If we can have and disseminate this vision, everything else will flow more NATURALLY towards the solutions we need.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/320/1*F_6OpwhVeJ8bE272r7ZX8w.jpeg" /><figcaption>Foto: Pinterest <a href="https://br.pinterest.com/apbahl763/poster/">https://br.pinterest.com/apbahl763/poster/</a></figcaption></figure><p>After more than 20 years studying, supporting and investing in social and environmental impact businesses, I am sure that we have all the answers, all the ways to go from here to a better, healthier, more human, greener and fairer world for all. The answers that we don&#39;t have yet, we can certainly find in nature. So, we have these answers too, just need to look for them.</p><p>No confrontation, no teasing and in a non-violent way.</p><p>Let’s get to know and live this new logic.</p><p>New logic of living, studying, educating, loving, respecting and, why not, doing business.</p><p>We just need to tell everyone!</p><p>#nature #socialimpact #environment #ecoego #impactinvesting</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d2256e48fdb2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Todos podemos lucrar com a preservação da natureza e com a diversidade]]></title>
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            <category><![CDATA[diversidade]]></category>
            <category><![CDATA[investimento-de-impacto]]></category>
            <category><![CDATA[ego-versus-eco]]></category>
            <category><![CDATA[negocios-sociais]]></category>
            <category><![CDATA[natureza]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Renata Truzzi]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 Feb 2019 12:00:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-02-07T19:35:04.650Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>O que a lógica dos negócios de impacto social e ambiental tem a ver com as recentes e frequentes catástrofes brasileiras como Brumadinho, Mariana e Arraial do Cabo, os escândalos dos agrotóxicos liberados e, há mais tempo, se lembram bem, os casos não raros de vazamento de petróleo no nosso lindo oceano, de apagões, de seca, de incêndios de grandes proporções?</p><p>A lógica com a qual todos nós, empreendedores sociais, investidores de impacto e “venture philanthropists”, estamos tentando trabalhar é a de entendermos o homem e a natureza como um todo. Somos todos parte de algo grandioso que é a natureza. Que, se observarmos, bem é perfeita, equilibrada, inovadora e completa. Ou seja, se não atrapalharmos muito, tudo funciona perfeita e grandiosamente.</p><p>Ao tentarmos entender o funcionamento da natureza, sua lógica e, mais do que isso, visualizar que somos parte desse todo, a lógica dos negócios muda. Muda porque não faz sentido priorizarmos o lado econômico dos negócios se ele destrói a natureza da qual somos parte, significando no longo prazo prejuízo a milhões de vidas humanas e animais. Esse prejuízo pode vir de inúmeras formas — fome, seca, desemprego, doenças, morte.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/768/0*xkUk4sqTZhXrQbBf.jpg" /></figure><p>Vivemos num tempo no qual não podemos mais nos limitar ao viés econômico individual e egoísta do empreendedor ou do acionista. Já sabemos que isso não funcionará mais no futuro e, cá para nós, essa é uma excelente notícia.</p><p>Não estamos falando apenas de fiscalização e punição aos casos mencionados acima, mas sim de inverter essa lógica. De não se aprovar nenhum investimento ou legalização jurídica de uma entidade que não tenha de antemão pensado e resolvido os impactos sociais e ambientais do seu modelo de negócios.</p><p>Estamos dizendo que, além de se punir os modelos que atualmente causam prejuízos para a sociedade e para o ambiente, temos que impedir que os novos modelos entrem nessa mesma lógica antiquada, na qual o único objetivo é o lucro, o capital financeiro.</p><p>E que, quando se falava de impacto social e ambiental “no passado”, era para minimizar os prejuízos por meio de multas e indenizações. Lógica antiga, né? Ultrapassada. Mas infelizmente tão presente ainda em nossas vidas.</p><p>Estamos dizendo que, além de punirmos profundamente aqueles que se utilizam de trabalho escravo em suas produções milionárias, temos que cuidar para que toda e qualquer instituição do nosso planeta (ou do nosso país, para ficar mais palpável) garanta um modelo de empregabilidade com base em trabalho e renda dignos, comércio justo e condições de trabalho adequadas ao ofício.</p><p>Sim, porque emprego digno não se trata apenas de salários dignos, mas também uma série de outras questões. Assim acabaremos com as lógicas (também tão lucrativas para poucos) dos atravessadores, do trabalho análogo ao escravo, da remuneração abusiva, do abuso de poder e da insalubridade.</p><p>Estamos dizendo que, além de punirmos aqueles que desacatam o próximo por razões desumanas, tais como a homofobia, o racismo, o machismo, a xenofobia, a discriminação em geral, temos que garantir que todas as pessoas tenham os mesmos direitos e acessos a oportunidades.</p><p>E que os negócios, em geral, são uma excelente ferramenta para provar que é possível, mais humano, mais produtivo e mais feliz, trabalhar em ambientes mais diversos. Que diversidade é rica e também lucrativa, se preferir olhar dessa forma.</p><p>Estamos dizendo que, além de punirmos severamente a ponto de prejudicar financeira e moralmente os culpados de tragédias e/ou crimes ambientais, temos que impedir que novos modelos que serão igualmente prejudiciais surjam.</p><p>Ou seja, fazer com que todos os negócios existentes estejam por estatuto comprometidos com a minimização do seu impacto ambiental, seja via modelos de compensação, reflorestamento ou, melhor ainda, trazendo a preservação do ambiente para o centro do seu modelo de negócios. De forma que, quanto mais impacto positivo você gera no meio ambiente, mais lucrativa será sua empresa.</p><p>Não se trata de posição política, não se trata de competição, mas sim de nos vermos como um todo. Se entendermos isso, não faz sentido o meu sucesso perante a tragédia ou a infelicidade do outro. Se entendermos isso, não daremos tanta importância apenas ao lucro financeiro, mas sim a toda complexidade dos modelos.</p><p>Tentaremos, quem sabe, medir o nosso lucro ambiental e o nosso lucro social. Além dos lucros social e ambiental dos países. Se conseguirmos ter e disseminar essa visão, todo o resto passará a fluir mais NATURALmente rumo às soluções que precisamos.</p><p>Com mais de 20 anos de estrada estudando, apoiando e investindo em negócios de impacto social e ambiental, tenho certeza que nós temos todas as respostas, todos os caminhos a trilhar daqui em diante rumo a um mundo melhor, mais saudável, mais humano, mais verde e mais justo para todos.</p><p>As respostas que ainda não temos, certamente podemos encontrar na natureza. Ou seja, temos também essas respostas, basta procurá-las.</p><p>Sem confrontar, sem provocar e de forma não-violenta.</p><p>Vamos conhecer e viver essa nova lógica.</p><p>Nova lógica de viver, de estudar, de educar, de amar, de respeitar e, por que não, de fazer negócios.</p><p>Só precisamos mesmo, é contar para todo mundo!</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2019/02/todos-podemos-lucrar-com-a-preservacao-da-natureza-e-com-a-diversidade.shtml"><em>www1.folha.uol.com.br</em></a><em> on February 5, 2019.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4907c05a70f6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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