<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Vitor Dornelles on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Vitor Dornelles on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@vitordornelles?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*dpOFhfyUwa9ADsyv_yTjVw.jpeg</url>
            <title>Stories by Vitor Dornelles on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@vitordornelles?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Wed, 27 May 2026 09:12:13 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@vitordornelles/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Conselho aos jovens]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/conselho-aos-jovens-7d439850427e?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/7d439850427e</guid>
            <category><![CDATA[cores]]></category>
            <category><![CDATA[conselhos]]></category>
            <category><![CDATA[barata]]></category>
            <category><![CDATA[banheiro]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 17 Apr 2026 23:18:48 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-17T23:18:48.794Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rOhMZjTsL81mSezZrUqNEw.png" /></figure><p>Jovem (espero não me arrepender de usar este vocativo), mais importante do que fazer ou não concurso, ou se mudar ou não do Brasil, é isto que vou dizer, pois se aplica a qualquer lugar que você esteja: evite ao máximo piso escuro no seu banheiro, especialmente no box!</p><p>“Mas, Vitor, piso escuro não seria melhor porque suja menos??” Não! Não caia nesta tolice! O piso escuro, em especial no box, vai ficar todo manchado de branco por causa da gordura do sabonete e do shampoo. E, acredite, jovem, não é possível removê-la com métodos tradicionais.</p><p>E por métodos tradicionais eu quero dizer esfregar como um louco usando esponjas, escovas, Mr. Músculo, água sanitária, detergente, o que você pensar aí. O único método que existe (ou que eu descobri) é muito contra-intuitivo: esfregar palha de aço no piso seco.</p><p>Funciona, mas levanta uma poeirada danada, e talvez seja bom usar máscara. A moça que me ensinou este método no YouTube não usava, mas melhor não arriscar. Além disso, dentre os pisos escuros, evite acima de tudo o piso MARROM. Por quê? Porque MARROM É A COR DA BARATA.</p><p>Daí imagine você se levantando no meio da madrugada para ir ao seu banheiro com piso marrom, tudo meio escuro, você meio sonado. A barata está ali, mas você não vê. Você está descalço. A barata não se move. E seu pé encontra a barata. Isto é praticamente um mini-conto de terror.</p><p>Infelizmente, a pessoa de extremo mau-gosto que reformou nosso banheiro fez tudo isso aí: botou piso marrom-barata tanto no banheiro quanto no box, por isso falo por experiência própria. Exceto no caso da barata, nunca pisei descalço em uma. Sou muito cuidadoso.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7d439850427e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A cabeça de Oliver Cromwell]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/a-cabe%C3%A7a-de-oliver-cromwell-dc5834cf8974?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/dc5834cf8974</guid>
            <category><![CDATA[oliver-cromwell]]></category>
            <category><![CDATA[bizarrices]]></category>
            <category><![CDATA[decapitação]]></category>
            <category><![CDATA[reino-unido]]></category>
            <category><![CDATA[história]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 16 Mar 2026 14:06:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-16T14:13:13.286Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Talvez você saiba que o Reino Unido — provavelmente a monarquia mais famosa da história — foi uma república por um breve período no século XVII. O principal culpado (se é que podemos chamar assim) por esta mudança de regime foi Oliver Cromwell. Ele era um militar e também membro do parlamento, tendo inclusive comandado o EXÉRCITO PARLAMENTAR (wtf?), mais conhecido como New Model Army — e que séculos mais tarde virou nome de banda de rock.</p><p>O tal exército parlamentar (mais uma vez, wtf? ) lutou na primeira Guerra Civil Inglesa — uma grande confusão envolvendo os três reinos (Inglaterra, Escócia e Irlanda) e disputas de poder entre o parlamento e o rei — que terminou com a prisão do monarca Carlos I, que era considerado católico demais para os padrões protestantes da época. Depois disso, uma história ainda mais confusa levou à Segunda Guerra Civil Inglesa, que culminou com a EXECUÇÃO de Carlos I, aprovadíssima por Oliver Cromwell e seus asseclas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*g_qM3lfiO9jwQrgYQvFMIA.jpeg" /><figcaption>Carlos I antes de ir de grogotó galhetas, em pintura de Daniel Mytens (1631)</figcaption></figure><p>Sim, muito antes da França, a Inglaterra já executava seus reis. Curiosamente, também usando a decapitação pública como método. A única diferença é que, no caso de Carlos I, não foi usada uma guilhotina (que sequer tinha sido inventada), mas um machado, que separou a cabeça real de seu corpo com um único golpe. Depois de ser exposta para o público durante um dia, a cabeça de Carlos I foi costurada de volta em seu cadáver, e o monarca restaurado (por assim dizer) foi enterrado num caixão de chumbo na St George’s Chapel, em Windsor (nada de Westminster Abbey para o pobre desgraçado).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*7QInZPXOxWydeaAD7NllEQ.jpeg" /><figcaption>A execução de Carlos I, de acordo com uma ilustração alemã da época</figcaption></figure><p>Com o rei morto, Oliver Cromwell então estabeleceu uma república, que ficou conhecida como Commonwealth—a qual, veja bem, era bem diferente de uma DEMOCRACIA. Cromwell governou com poderes ditatoriais e em determinado momento se auto-proclamou LORDE PROTETOR, o que na prática era um nome pomposo para REI. Mais uma prova de que muitas vezes as coisas mudam apenas para continuar exatamente como estavam. Enfim, depois mandar e desmandar nos três reinos, matar opositores e também um monte de irlandeses (evite elogiar o Cromwell na Irlanda se não quiser ser agredido), Cromwell morreu — provavelmente em consequência da malária — após quase cinco anos de governo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*f0Ko6kl_3nw1eYpSsgK2YA.jpeg" /><figcaption>Cromwell, famoso por seu narigão, em pintura de Samuel Cooper</figcaption></figure><p>Cromwell foi embalsamado e enterrado com as devidas honras de Lorde Protetor. Quem o sucedeu foi seu filho (afinal esta era uma &quot;república&quot; apenas para, literalmente, inglês ver), o fraquíssimo e sem carisma Richard Cromwell. Em menos de um ano o governo de Richard chegou ao fim e, após um breve caos político, a monarquia foi restaurada com o retorno do filho de Carlos I, o assim chamado Carlos II, do exílio na Holanda.</p><p>Porém, a história não acaba aí. Carlos II não voltou como se nada tivesse acontecido. Digamos que ele não lidou muito bem com o fato de Oliver Cromwell ter mandado DEGOLAR o seu pai em praça pública. O jovem rei voltou com sede de vingança. O único problema é que o regicida já estava mortinho e enterrado há uns dois anos. O que fazer, então?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*sCOBpVglbmA3qdx3B37WcQ.jpeg" /><figcaption>Carlos II pensando em como se vingar de Oliver Cromwell (pintura de John Michael Wright, 1661)</figcaption></figure><p>Eu posso até imaginar como foi a reunião em que finalmente decidiram a vingança perfeita:</p><p>— Precisamos nos vingar daquele bastardo Oliver Cromwell!</p><p>— Mas ele já morreu.</p><p>— É verdade. Mas nada impede que a gente DESENTERRE O CADÁVER DELE!</p><p>— Boa! E aí?</p><p>— Daí a gente pode… fazer uma EXECUÇÃO PÓSTUMA.</p><p>— Certo, anotado. Mas como assim?</p><p>— A gente… ahn… pendura ele numas correntes!</p><p>— Boa? Só isso?</p><p>— Não… Já sei! Para a gente ficar quites, temos também que CORTAR A CABEÇA DELE!</p><p>— Aí sim! E fazemos o quê com a cabeça?</p><p>— Hum… Vamos ESPETAR ELA NUMA ESTACA! E deixar em exposição no teto do Westminster Hall! Vai servir como aviso para quem achar que é uma boa ideia matar o rei!</p><p>— Show! E por quanto tempo a gente deixa a cabeça do Cromwell lá?</p><p>— Ah… Não sei… A gente vai vendo…</p><p>E assim foi feito: Cromwell foi desenterrado, pendurado numas correntes e depois jogado num valão. Sua cabeça foi cortada e então ficou exposta no teto do Westminster Hall por cerca de… VINTE E TRÊS ANOS (não fique achando que esses monarcas britânicos do século XVII estavam para brincadeira!)</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*8cH818LqO6NJ1ipuKZEK6w.jpeg" /><figcaption>A execução póstuma de Oliver Cromwell</figcaption></figure><p>Apesar de ficar em exposição por mais de vinte anos, a cabeça de Cromwell não estava em decomposição, pois o cadáver tinha sido originalmente embalsamado. Ela tinha mais ou menos o aspecto de uma múmia, digamos assim. Confira nesta ilustração do século XVIII:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*DDRTy7cahYrJdQEGulJj2w.jpeg" /><figcaption>A cabeça mumificada de Oliver Cromwell fincada numa estaca</figcaption></figure><p>Bem, mas se a cabeça não estava em decomposição, o que aconteceu com ela depois dos vinte e tantos anos em que ficou servindo de alerta para pretensos regicidas? Boa pergunta, e por sorte temos um <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Oliver_Cromwell%27s_head">artigo inteiro da Wikipedia dedicado à cabeça de Oliver Cromwell</a> para respondê-la. Pois bem, depois de uma tempestade ter derrubado a cabeça no chão, ela foi recolhida por um sentinela que estava passando por ali, o qual a escondeu na chaminé da sua casa. Na época ofereceram recompensas para quem soubesse do paradeiro da cabeça, mas mesmo assim o guardinha ficou com medo da repercussão de seu ato e deixou quieto.</p><p>Anos depois, a cabeça foi encontrada nas mãos e de um suíço colecionador de bizarrices, e a partir daí ela foi passando de mão em mão por colecionadores privados. No final do século XVIII um dos muitos &quot;donos&quot; da cabeça chegou até a organizar uma exposição para exibi-la, a qual foi um fracasso devido ao elevado preço do ingresso, e também ao fato de que ninguém acreditava que aquela pudesse realmente ser a cabeça de Oliver Cromwell.</p><p>Finalmente, no século XIX, a cabeça foi adquirida por um tal de Josiah Henry Wilkinson, e ela ficou em posse da família Wilkinson até os anos 60 do século XX! Um dos descendentes de Josiah, Horace Wilkinson, enfim permitiu que a &quot;relíquia&quot; — sobre cuja autenticidade pairavam ainda muitas dúvidas — fosse examinada cientificamente. O resultado: era mesmo a cabeça de Oliver Cromwell.</p><p>O fato da cabeça ter resistido na mão de colecionadores privados até o século XX, porém, proporcionou a oportunidade também de termos uma FOTOGRAFIA da dita-cuja. Ei-la nas mãos de seu então dono, Horace Wilkinson.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tccrjkT8S94_3239acHm0A.jpeg" /><figcaption>Imagina herdar uma cabeça fincada numa estaca</figcaption></figure><p>Finalmente, em 1960, o filho de Horace Wilkinson (também chamado Horace) contactou a Sidney Sussex College — onde Cromwell estudou na juventude — para que ela recebesse um enterro digno. E assim foi feito, com a presença de descendentes de Cromwell e de representantes da universidade. O local exato do enterro, porém, permanece em segredo. Afinal, apesar de hoje em dia Cromwell ser nome de rua na Inglaterra, e de ter até uma estátua em sua homenagem do lado de fora do Palácio de Westminster, ele ainda desperta paixões e fúria (pergunte aos irlandeses).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/821/1*jlIZ5xLTNBrDjRTsqS3y2Q.jpeg" /><figcaption>A cabeça de Oliver Cromwell está enterrada por aqui, não disse onde</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dc5834cf8974" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O carrasco de Tiradentes]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/o-carrasco-de-tiradentes-f0eda47e3ef3?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f0eda47e3ef3</guid>
            <category><![CDATA[curiosidade]]></category>
            <category><![CDATA[historia-do-brasil]]></category>
            <category><![CDATA[carrasco]]></category>
            <category><![CDATA[tiradentes]]></category>
            <category><![CDATA[listas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 26 Nov 2024 18:52:02 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-26T19:00:54.635Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*CDBRqR2CBeUVJn8xIu3gSA.jpeg" /><figcaption><strong>“Tiradentes ante o Carrasco”, pintura de Rafael Falco (1951)</strong></figcaption></figure><p>Algumas coisas que aprendi a respeito do carrasco Capitania, lendo <a href="https://www.amazon.com.br/Tiradentes-biografia-Joaquim-Silva-Xavier/dp/8535931368?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=K8PGOKBYRUO&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.llCOLRLMDfb4uKqhLruhdZFTiy0VV2ZLMi9RRsDXiN6n3ETRgJTfOrBg1cBWgzUr-PLGYwEPi5Z9HirghUAN4uN6S3A7btaoMp5XLHNkcIw8xXJ4WV6v1bj0OFD_8Xc6kBD8xq-7i7TB9O2j7-4HFccm8COEpjXcUdExIyFVuDWVpBdEsoKP12vwo8HcP8PsXKR5pxKPUwViUDthKxuE9NFV42YPeRXCuhbN3JUGwl4.rik9t11YlTle0pn4OaQDY0fMWcwXT_d6HBpwrreSxMU&amp;dib_tag=se&amp;keywords=tiradentes&amp;qid=1732646805&amp;s=books&amp;sprefix=tiradente%2Cstripbooks%2C266&amp;sr=1-1&amp;ufe=app_do%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9">a espetacular biografia do Tiradentes escrita por Lucas Figueiredo</a>:</p><ol><li>Presume-se que ele fosse negro ou pardo;</li><li>Tiradentes beijou seus pés por duas vezes: quando foram apresentados e quando já estava no patíbulo;</li><li>Tiradentes pediu a Capitania que o executasse da maneira “mais rápida”, ou seja, que após aberto o alçapão, o carrasco pulasse em seus ombros para apressar o enforcamento;</li><li>Após a execução, Capitania passou a ser o responsável pelo corpo de Tiradentes;</li><li>Foi o próprio Capitania quem esquartejou e decapitou o alferes, empapando depois os pedaços em sal, como forma de preservação;</li><li>Também foi Capitania quem liderou a viagem — acompanhado de outras pessoas — do Rio de Janeiro até Vila Rica (atual Ouro Preto) com os pedaços do corpo de Tiradentes;</li><li>Durante o trajeto, as partes do corpo de Tiradentes foram sendo fincadas em mastros em determinados povoados pelos quais o alferes teria feito proselitismo, como o distrito de Sebollas;</li><li>Com pouco dinheiro para a viagem, devido ao pão-durismo da Coroa portuguesa, Capitania e seus companheiros apelaram para a extorsão de moradores ao longo do caminho, com o intuito de conseguir recursos para continuar andando;</li><li>Quando finalmente chegaram em Vila Rica, a cabeça empapada de sal de Tiradentes foi fincada num longo mastro na praça central da cidade, mais uma vez com a coordenação de Capitania;</li><li>O asqueroso visconde de Barbacena (governador de Minas na época) prometeu recursos como cavalos e mantimentos para a volta de Capitania e sua equipe. Mas como era um grande mentiroso, obviamente não deu nada, e o carrasco e seus ajudantes voltaram pro Rio à míngua.</li></ol><p>E isso é tudo que você jamais quis saber a respeito do carrasco de Tiradentes.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f0eda47e3ef3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Quando Vargas Sumiu]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/quando-vargas-sumiu-1058fcf29103?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/1058fcf29103</guid>
            <category><![CDATA[política]]></category>
            <category><![CDATA[historia-do-brasil]]></category>
            <category><![CDATA[getúlio-vargas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 25 Nov 2024 17:48:52 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-12-02T01:56:30.789Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*F-4-TBn8YkbzoBbBipgsFQ.png" /><figcaption>Getúlio Vargas, de óculos e com um charuto na boca, no período em que foi senador</figcaption></figure><p><em>Texto escrito oginalmente em junho de 2021</em></p><p>Uma coisa muito interessante do <a href="https://www.amazon.com.br/Get%C3%BAlio-1945-1954-consagra%C3%A7%C3%A3o-popular-suic%C3%ADdio-ebook/dp/B00MG162SA?crid=4D1XHUYE3MUG&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.Irr-R8jZyAgTM-vONyGfe1eo1pxHhWW2rAc5vJ0YlFh8BZBhhiv33tGLut5AiPWXY-nTK-3C4NtlgnsHCQoRh1I8U-jSZXJiQzgu3XFHcgn-MQZ1ZmJ4HFLzA62ymPz78SlPLJ4ruHv1RXRQEWr2sRsX5UXePqnfYZAKcRT7C3fmLJbUzcskmhUD7T2mcOzgmEAr9KEZVcIGxva3Qrn_mCWPHAYdfdsvy_yBSDUvQtQGE-AqTfN8RHfNhY-6djtOqANoA4E90tslk3tIbw0x13tOhuOdpg1S3sAIdzeuKKE.LuUCsO48cn6NObUAyzGZNXmioLLbSVyLBjmk--pbTWo&amp;dib_tag=se&amp;keywords=getulio+vargas+lira+neto&amp;qid=1732555577&amp;sprefix=getulio%2Caps%2C264&amp;sr=8-3">terceiro volume da biografia de Getúlio Vargas, do Lira Neto</a>, é aprender algo que, ao menos que eu me lembre, não era ensinado nas escolas: o que aconteceu com o ex-ditador entre o final do Estado Novo, em 1945, e o seu retorno triunfal nas eleições de 1950?</p><p>Acho que a maioria das pessoas pensa que ele ficou isolado em São Borja. E, de certa forma, foi isso mesmo, mas é apenas uma parte da história. Primeiro, logo em 1946, Getúlio se elegeu deputado e senador por diversos estados (sim, ao mesmo tempo, por causa da legislação da época).</p><p>Acabou tendo que optar por apenas um dos cargos e, se não me engano, virou senador pelo Rio Grande do Sul. Participou, então, da constituinte, já durante o governo Dutra, onde teve uma atuação praticamente nula. Ele era muito hostilizado pelos colegas, por motivos óbvios.</p><p>Afinal, aquele era o sujeito que tinha extinguido partidos e fechado o Congresso e o Senado nove anos antes, além de ter outorgado uma constituição de inspiração fascista (apelidada de “Polaca”) na mesma época. Vê-lo participar de uma constituinte devia ser, para dizer o mínimo, irritante.</p><p>Getúlio nunca escondeu seu desapreço por constituições que não pudesse controlar totalmente, então se limitou a fazer um discurso no último dia dos trabalhos do Senado em 1946, após o qual foi levado em aclamação nos braços do povo, na saída do Palácio Monroe.</p><p>Depois disso, Getúlio passaria quase todo o resto do mandato de licença, enfiado em São Borja. O que não quer dizer que ele estivesse ausente da política nos bastidores. Consta que ele tentou tramar um golpe contra Dutra, seu amigo de muitos anos, com a ajuda de sargentos do exército, o que nunca foi provado.</p><p>Embora alguns sargentos tenham sido presos e confessado a intenção do golpe, o caso foi arquivado sem que se conseguisse provar o envolvimento direto do ex-ditador. E talvez ele realmente não tenha participado disso, pois na mesma época estava mais preocupado em fechar o PCB.</p><p>Muita gente põe a culpa da proibição do PCB apenas em Dutra, mas Getúlio tinha interesse direto nisso. Com os comunistas de volta à ilegalidade, ele pretendia ampliar as bases do PTB, que, afinal de contas, disputava os mesmíssimos eleitores.</p><p>Com o PCB fora do caminho, Getúlio se lançou mais diretamente num teste de popularidade, já pensando se teria condições de disputar a presidência em 1950 (embora, como era de seu feitio, sempre negasse suas intenções): ajudar a eleger o vice-governador de São Paulo.</p><p>Naquela época, o vice-governador era eleito numa eleição separada, e Getúlio queria que o candidato de Dutra (e também do governador Ademar de Barros) perdesse. Com este objetivo, percorreu dezenas de cidades do interior paulista, buscando votos para o outro candidato.</p><p>Foi um grande desastre. A maioria dos comícios relâmpago terminava em pancadaria, confusão e tiroteio. Por diversas vezes o segurança pessoal de Vargas, Gregório Fortunato, teve que salvá-lo de situações perigosas. Para piorar, depois deste esforço seu candidato perdeu.</p><p>Getúlio sentiu a pancada, e ele realmente pensou em abandonar a política para sempre. Enquanto pedia votos para o candidato a vice-governador, ele frisava que aquilo tinha o valor de um plebiscito pessoal. E no final, os paulistas tinham escolhido Dutra e Ademar.</p><p>As coisas começaram a mudar, porém, quando um jovem Leonel Brizola, recém-eleito deputado no Rio Grande do Sul, fez um discurso inflamado afirmando que Getúlio voltaria. Embora Vargas não tivesse a menor intenção de voltar ainda, a “fake news” de Brizola reacendeu a chama varguista.</p><p>No Rio, os queremistas (cujo bordão era “Queremos Getúlio”, daí o nome) voltaram a se assanhar. A imprensa, massivamente anti-getulista, entrou em parafuso. E foi então que Alzira, filha de Getúlio e sua principal confidente, viu uma oportunidade.</p><p>Ela primeiro precisou convencer o pai da viabilidade da sua candidatura, que estava cada vez mais clara graças ao clamor popular espontâneo. Porém, não seria fácil.</p><p>Quando você vê a facilidade com que Getúlio ganhou em 1950, talvez possa pensar que foi moleza. Mas a verdade é que a vitória envolveu muita estratégia. Aliás, é uma lição que talvez possa ser útil para quem ainda sonha com uma terceira via em 2022.</p><p>Embora o governo Dutra estivesse num péssimo momento, graças à inflação descontrolada (herdada do Estado Novo, claro) e abalado por greves constantes, ele ainda tinha muitos eleitores, devido à aliança que tinha forjado com a UDN, de quem fora adversário na eleição de 1946.</p><p>Getúlio sabia que não podia vencê-los enquanto estivessem unidos, então a primeira providência foi dividi-los. Para atingir este objetivo, ele armou com Alzira e alguns políticos do PTB uma entrevista, que contou também com a participação secreta de membros da própria UDN em sua organização.</p><p>O golpe de mestre foi Getúlio elogiar na entrevista o inimigo Eduardo Gomes, da UDN. Foi uma bomba. Levantou-se a dúvida de que o Brigadeiro, que tinha disputado contra Dutra a eleição de 1946 e agora era seu aliado, podia estar se bandeando para o lado de Vargas.</p><p>Isto causou um tremendo mal-estar entre o partido de Dutra (PSD) e a UDN, o que acabou levando ao rompimento da aliança. Este era tanto o objetivo de Getúlio quanto dos políticos da UDN que participaram da armação, pois queriam que a UDN tivesse candidato próprio.</p><p>Mal sabiam os udenistas que estavam fazendo exatamente o jogo de Vargas. Afinal, a esta altura ele ainda negava qualquer interesse em ser candidato. Com a aliança PSD-UDN fora do caminho, vinha agora o golpe mais ousado de Getúlio e Alzira.</p><p>Quando Vargas finalmente se lançou candidato à presidência em 1950, ele não estava presente no anúncio oficial. Quem anunciou sua candidatura para a nação foi ninguém menos do que o corrupto governador de São Paulo, Ademar de Barros, que até então era seu INIMIGO.</p><p>Com isso, Getúlio garantia o apoio da maior parte do eleitorado paulista, que adorava Ademar. E pensar que, 18 anos antes, Getúlio estava jogando bombas em cima do estado, e agora seria eleito com a ajuda do seu povo…</p><p>Então, resumindo, Getúlio se elegeu primeiro dividindo os votos dos opositores e, depois, se aliando a um inimigo político que era também muito popular. Ele nunca foi um bom presidente, mas é inegável que era um político com talento excepcional.</p><p>No fim das contas, o candidato do PSD de Dutra, Cristiano Machado, foi abandonado pelo próprio partido, que apoiou também Vargas contra a UDN e a segunda candidatura de Eduardo Gomes. E foi assim que Getúlio se reelegeu presidente, mesmo depois de ter sido duas vezes ditador.</p><p>Além do carisma, havia também toda a lorota do trabalhismo, o verdadeiro responsável pela crise pela qual o país passava. Afinal, durante o Estado Novo, Getúlio tinha quadruplicado o valor do salário mínimo. Não é à toa que era tão popular, e que a inflação veio em seguida.</p><p>Embora tenha ganhado, o novo mandato de Getúlio se revelou uma péssima ideia. Afinal, ele nunca tinha sido um bom presidente. Como ditador, podia fazer o que queria sem críticas e abafando qualquer consequência. Mas numa democracia, tendo que lidar com Congresso e opositores…</p><p>Ele mostrou que a sua habilidade política não era suficiente para resolver as crises herdadas de Dutra (que por sua vez remontavam à caixa preta que era o Estado Novo). Tudo só fez piorar, e o final foi o mais trágico possível.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1058fcf29103" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[What Is Love? (According to ChatGPT and Haddaway)]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/what-is-love-according-to-chatgpt-and-haddaway-6bfb925febcc?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/6bfb925febcc</guid>
            <category><![CDATA[chatgpt]]></category>
            <category><![CDATA[philosophy]]></category>
            <category><![CDATA[love]]></category>
            <category><![CDATA[music]]></category>
            <category><![CDATA[90s]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 12 Sep 2024 23:02:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-13T00:34:06.953Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*QWyvUjM71Fshgh9aM2B7JA.png" /></figure><p>What is love? For a certain generation, that question brings not just the musings of poets and philosophers, but the unmistakable beat of a 1990s dance track: <em>“What is love? Baby, don’t hurt me, don’t hurt me no more.”</em> The singer Haddaway asked this very question in his 1993 hit, a song that blasted out of nightclubs, radio stations, and eventually became an inescapable meme of the modern era. Yet, perhaps there is something more profound lurking beneath those pulsing beats and catchy lyrics than we might first think.</p><p>Haddaway’s refrain — <em>“What is love?” </em>— echoes the same ancient question that has perplexed thinkers and lovers throughout history, but with a twist: <em>“Baby, don’t hurt me.”</em> In those four words, there is an admission that love, whatever it is, seems inextricably tied to the possibility of pain. Haddaway captures what so many of us have felt but struggled to articulate — that love is not just about the desire for connection, but also the fear of rejection, the sting of betrayal, the heartbreak of loss. Love is an open door to joy, but also to suffering. It is a risky business, a gamble where the stakes are always high.</p><p>The dance track’s plea, “Don’t hurt me,” might seem like a simple, almost childish demand. Yet, isn’t it also profoundly honest? It gets to the core of what makes love so terrifying and so compelling: the knowledge that to love is to make oneself vulnerable. Haddaway doesn’t offer an answer to the question of what love is; instead, he gives voice to the fundamental human fear that comes with loving — that in giving our hearts to another, we may be hurt in ways we can’t control. And maybe that’s why the song resonates even now, decades later. It’s a dance anthem, but it’s also a universal cry for reassurance, for safety within the storm of emotion that love inevitably brings.</p><p>But let’s go further. What if Haddaway’s simple, repetitive lyrics — <em>“What is love?”</em> — aren’t just the chorus of a dance hit but are actually a reminder that the search for love’s meaning is never-ending? After all, Haddaway never answers the question. He never pretends to know. In that sense, his song becomes more than a moment in pop culture; it becomes a symbol of our perpetual search, our longing for clarity in a world that refuses to give us easy answers.</p><p>Haddaway’s dance track, built on electronic beats and synth-heavy melodies, might seem like the last place to find profound insights about love. But maybe it’s the perfect place. The rhythm — the repetitive beat that carries us through the song — mirrors the rhythms of our lives, the ups and downs, the twists and turns. Love, like the song, is cyclical. It returns to the same themes, the same questions, again and again: <em>What is love? Will it hurt me? Can I trust it?</em> And yet, like the song’s beat, love also carries us forward, always moving, always changing, always evolving.</p><p>Perhaps the most telling part of Haddaway’s contribution to our understanding of love is that he leaves the question open-ended. Just like the ancient philosophers, just like the poets, just like all of us — Haddaway doesn’t try to define love, he doesn’t pin it down, and maybe that’s the point. Love is not something that can be fully captured in words, lyrics, or even in actions. It’s an experience that defies complete understanding, a feeling that transcends the boundaries of language, genre, and generation.</p><p>So, what is love? Is it a dance track from the ‘90s? A chemical reaction in the brain? A divine madness? A social construct? Haddaway’s hit shows us that the question itself is as much a part of love as any answer might be. Love is the asking, the seeking, the yearning for connection without guarantees. It is a dance we keep dancing, even though the beat might change and the lyrics might fade. In Haddaway’s world — and perhaps in ours too — love is the thing that makes us move, that makes us ask, that makes us hope, even when we know it might hurt us.</p><p>Maybe, in the end, Haddaway had it right all along. Love is not a definition to be pinned down; it is a question to be lived, a song to be sung, a rhythm to be felt in every heartbeat. It’s less about finding the answer and more about embracing the dance, with all its potential for joy, pain, confusion, and clarity. So, “What is love?” Keep asking. Keep dancing. Keep hoping. Baby, don’t hurt me, don’t hurt me no more.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6bfb925febcc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[História ilustrada do Pavilhão Mourisco]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/hist%C3%B3ria-ilustrada-do-pavilh%C3%A3o-mourisco-70894a92b64d?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/70894a92b64d</guid>
            <category><![CDATA[arquitetura]]></category>
            <category><![CDATA[história]]></category>
            <category><![CDATA[ditadura]]></category>
            <category><![CDATA[bibliotecas-públicas]]></category>
            <category><![CDATA[historia-do-brasil]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 11 Mar 2024 17:54:21 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-03-11T17:54:21.504Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>O Pavilhão Mourisco foi construído em 1906, no Rio de Janeiro. Ele ficava na Praia de Botafogo, em frente à rua Voluntários da Pátria. No começo era muito popular, e ali as pessoas se reuniam para tomar chá e também realizar festas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/520/1*LVYeFHyaYaxgTfZ5hI7q4Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*IyuAc4Yzad4ulyKzYqVq-g.jpeg" /><figcaption>O Pavilhão Mourisco na época em que recebia festas</figcaption></figure><p>Os cariocas gostavam tanto de lá que o Pavilhão Mourisco chegou até mesmo a figurar em cartões postais.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tlcsGQpAEBQ8OLzC3ggwVA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*ffwqO9gKogIU0qgVVZwcig.jpeg" /><figcaption>Cartões postais do Pavilhão Mourisco</figcaption></figure><p>Vinte anos depois de sua inauguração, porém, o Pavilhão encontrava-se abandonado. Foi aí que surgiu a jovem poetisa Cecília Meirelles. Ela revitalizou o local, transformando-o numa Biblioteca Infantil. O projeto foi crescendo e virou um verdadeiro centro cultural para crianças, com várias atividades.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/295/1*V2KZSADub9jlbRcFiptB2A.jpeg" /><figcaption>Cecília Meirelles</figcaption></figure><p>Tudo ia muito bem até que, em 1937, surgiu quem? Sim, ele mesmo, o ditador mais AMADO do Brasil: Getúlio Vargas e seu recém-instalado regime de exceção, o Estado Novo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/450/1*8X0pBMF1YJom4a3bT72fVg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*hPVE8XSq0imMylFwJccwVA.jpeg" /><figcaption>O Estado Novo (1937–1945) foi marcado pelo culto à personalidade do ditador Getúlio Vargas</figcaption></figure><p>Não se deixe enganar pela imagem de protetor das criancinhas do desenho acima. Graças a Getúlio e ao prefeito do então Distrito Federal, a biblioteca de Cecília Meirelles foi fechada, sob a acusação de conter uma obra SUBVERSIVA e COMUNISTA: “As Aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain (isso mesmo que você leu).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/756/1*AeeVCKQ-17cLGENkl4DCwA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/903/1*OcuflPPeEbWHj1gktLVhGQ.jpeg" /><figcaption>Mark Twain e sua obra &quot;subversiva&quot;, o livro infanto-juvenil &quot;As Aventuras de Tom Sawyer&quot;</figcaption></figure><p>Cecília Meireles protestou o quanto pôde, mas foi em vão. A Biblioteca Infantil, que era a única alegria de muitas crianças pobres do Rio de Janeiro, nunca mais foi reaberta. Mas tudo bem, pois agora elas teriam mais tempo para exaltar a pátria e a figura carismática de Gegê!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/628/1*1n9DIjj-0GqYoXVtevGKxQ.jpeg" /><figcaption>A criançada adora um ditador fascista!</figcaption></figure><p>Continuando a sua trágica história, o Pavilhão Mourisco — e antiga Biblioteca Infantil — acabou demolido nos anos 50 para a construção do Túnel do Pasmado. E, alguns anos mais tarde, em uma parte do terreno que sobrou, ergueram o Centro Empresarial Mourisco, um dos prédios mais feios do Brasil!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tupjwny8O706hUsLs1b9-g.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*NV9Bfpi-NauNcWmR0xZ-nw.jpeg" /><figcaption>O Túnel do Pasmado e a abominação arquitetônica que herdou o nome do malfadado Pavilhão</figcaption></figure><p>Este foi mais um episódio de “Brasil, um país que puta merda!”</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/719/1*4g21nNLYjM0YCd8D_Z4Dzw.png" /><figcaption>Uma placa que pode ser usada em diversas ocasiões</figcaption></figure><p>P.s.: faltou dizer o que aconteceu com o Pavilhão Mourisco entre o fechamento da Biblioteca Infantil e sua demolição total. É tão, mas tão BRASIL, que parece mentira: ele virou um CENTRO COLETOR DE IMPOSTOS. Sim, eu gostaria muito que fosse piada, mas…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/799/1*9UaSBTz15CDoo_fpAhWgug.jpeg" /><figcaption>Pague seus impostos em dia para garantir que as bibliotecas infantis sejam demolidas!</figcaption></figure><p>De casa de chá e eventos, passando por centro cultural para crianças e terminando em centro coletor de impostos. Era melhor que o Pavilhão Mourisco tivesse virado farmácia.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=70894a92b64d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Esquentando o banco]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/esquentando-o-banco-789368397e42?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/789368397e42</guid>
            <category><![CDATA[reminiscência]]></category>
            <category><![CDATA[memória]]></category>
            <category><![CDATA[educação-física]]></category>
            <category><![CDATA[orkut]]></category>
            <category><![CDATA[escola]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 Mar 2024 15:24:22 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-03-07T15:24:22.561Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*0tSHXRBKs241sull1U__zw.jpeg" /></figure><p>Certa vez eu estava no ORKUT quando recebi uma mensagem de um sujeito que tinha sido da minha turma apenas no 3º ano do 2º grau e com quem tinha trocado no máximo duas palavras: “E aí Vitão quanto tempo é o fulano do colégio a gente ficava esquentando o banco na educação física kkkkk <em>(sic)</em>”</p><p>Minha primeira reação foi a do gif abaixo:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/612/1*Hlyua-DdPMmgmd434dInWA.gif" /></figure><p>Pois aquilo era uma GRANDE LOROTA, uma vez que o sujeito era um fortinho que ADORAVA EDUCAÇÃO FÍSICA, e que jamais tinha me dirigido a palavra para poder vir com essas INTIMIDADES.</p><p>Então, depois de uma breve pesquisa, descobri o motivo por trás da mensagem: ele estava XAVECANDO A MINHA IRMÃ NO ORKUT, e como ela não tinha dado a mínima, meu &quot;colega&quot; achou que eu seria uma espécie de porta de entrada para o sucesso.</p><p>E de fato eu fui sim, uma porta, mas uma PORTA NA CARA, pois ignorei solenemente aquela mensagem.</p><p>Rimos muito (eu e minha irmã).</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=789368397e42" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Exercício para críticos de música]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/exerc%C3%ADcio-para-cr%C3%ADticos-de-m%C3%BAsica-cae4a2ddfcb0?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/cae4a2ddfcb0</guid>
            <category><![CDATA[resenha]]></category>
            <category><![CDATA[crítica-musical]]></category>
            <category><![CDATA[música]]></category>
            <category><![CDATA[recomendações]]></category>
            <category><![CDATA[cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 02 Feb 2024 03:21:20 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-02-02T03:38:48.019Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*L385HX9HKG_o0_yvdRkPWg.jpeg" /></figure><p>Desde 2015, durante todo mês de fevereiro, acontece no Twitter um evento conhecido como &quot;Music Writer&#39;s Exercise&quot;. Criado por Gary Suarez, a ideia é que os participantes ouçam todo dia, durante o mês mais curto do ano, um disco que nunca escutaram antes e escrevam uma breve resenha a respeito, respeitando o limite exíguo de 280 caracteres daquele antro que chamam de rede social. Para identificar os tuítes que fazem parte do exercício, os participantes têm o hábito de usar a hashtag #mwe, o que facilita as buscas também para quem está interessado em ler as mini resenhas.</p><p>Eu participei do evento em três anos (2019, 2020 e 2021), só tendo completado todos os dias no fatídico ano em que a pandemia começou. Em 2022 e 2023 não consegui fazer, e o mesmo ocorrerá neste ano de 2024. Mas tudo bem, pois o próprio criador da brincadeira deixou de capitaneá-la após as mudanças que Elão Musgo impingiu ao Twitter. De todo modo, achei que esta era uma boa hora para reunir aqui, num grande compilado, todas as mini-resenhas que escrevi para o &quot;Music Writer&#39;s Exercise&quot;. Sempre que possível, tentarei incluir um link para os álbuns no Spotify (embora eu mesmo despreze a plataforma, sei que é o streaming musical mais popular). Vamos lá:</p><h3>2019</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*YitMXFQs6GUxXED8m-dbTA.jpeg" /></figure><p><em>(01/02/2019)</em><strong> </strong><a href="https://open.spotify.com/album/0uJIxkI8D0rR4shEIKeiDs?si=zEs4T0NlSL2hkhBQOOE0zw"><strong>Better Oblivion Community Center — Homônimo</strong></a><strong> (2019)</strong></p><p>Nunca dei muita bola para a música de <a href="https://www.allmusic.com/artist/conor-oberst-mn0000131818">Conor Oberst</a>, mas este duo dele com <a href="https://www.allmusic.com/artist/phoebe-bridgers-mn0003207984">Phoebe Bridgers</a>, com direito a um nome bizarro, é bem interessante. Acho até que vou ouvir de novo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*cbioAql3JfCUHj2u147HTw.jpeg" /></figure><p><em>(02/02/2019)</em><strong> </strong><a href="https://open.spotify.com/album/7k89fD1BB2xQCibsPtSYyh?si=N5pOdKM-RyuFCqOlqWH2VQ"><strong>Donny Hathaway — Everything Is Everything</strong></a><strong> (1970)</strong></p><p>Disco de estréia da maravilhosa voz de Donny Hathaway. Soul com muita influência de gospel. É ouvir e gostar, não tem muita opção além disso.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*T6T1_WUEYRHb8r1pNsBUKQ.jpeg" /></figure><p><em>(03/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/5dsTu76YBUMKIvgjrswqpF?si=16hbG4tcSCuhM_-3xOqr7A"><strong>The Holydrug Couple — Moonlust</strong></a><strong> (2015)</strong></p><p>Segundo disco dessa dupla chilena de rock psicodélico. O som é bastante <a href="https://www.allmusic.com/artist/tame-impala-mn0002014409"><em>tame impálico</em></a>, embora bem menos inspirado. Mas quebra um galho se você estiver muito desesperado enquanto o Kevin Parker não lança o sucessor do <a href="https://www.allmusic.com/album/currents-mw0002848644"><em>Currents</em></a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*FTuLok2w700cfbaL_3V-dQ.jpeg" /></figure><p><em>(04/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7A9lD57JDmqxshUGkvTdiG?si=gs0UqqU8Tsmj6O3Jaznw0g"><strong>Cass McCombs — Tip Of The Sphere</strong></a><strong> (2019)</strong></p><p>Disco recém-lançado, sucessor do excelente <em>Mangy Love</em>. Guitarras límpidas e agradabilíssimo de se ouvir. A última música, com mais de 10 minutos de duração, é um dos destaques.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*Qea15NC_nJ3jvM-eD2Us_Q.jpeg" /></figure><p><em>(05/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0WyyciXLM35dLs5JJnQo6P?si=xiE6NERFSyiZsa3htldByQ"><strong>King Gizzard And The Lizard Wizard — Paper Mâché Dream Balloon</strong></a><strong> (2015)</strong></p><p>A estranhíssima banda australiana de rock psicodélico lançou este álbum acústico 4 anos atrás. É provavelmente o mais acessível da carreira deles, às vezes esbarrando no twee-pop. Bela capa.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*CgIvUb7dWAF4h-GtB3ylHQ.jpeg" /></figure><p><em>(06/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/track/6S89ZitemdRnIshumKqpyt?si=71d0b9688b274cbc"><strong>Norma Tanega — Walkin’ My Cat Named Dog</strong></a><strong> (1966)</strong></p><p>Belo disco de folk cujo hit é a música-título. Ela, aliás, vem do fato da cantora ter morado num prédio que não aceitava cães. Então ela adotou um gato, chamou de Cachorro e se pôs a passear com ele por NYC.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*hC8CP1FAnKBkIphOPAU7Sg.jpeg" /></figure><p><em>(07/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/08qK1BTxmBfr2M6HJPqmQi?si=vjc_8N1_QmKarFRySY_LeA"><strong>Enchantment — Journey To The Land Of… Enchantment</strong></a><strong> (1978)</strong></p><p>Não tenho o hábito de ouvir disco music, mas este álbum tem algumas canções bem groovy. Infelizmente quase metade dele é composto também por baladas chatíssimas. Melhor se fosse apenas um EP.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*uhRUaaSJjwEE7e41iGJS0w.jpeg" /></figure><p><em>(08/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/5hxtaQ8kpaFeG10B9GQvGB?si=UpA2iSeiQrGgeSPjsc_dSg"><strong>Sloan — Twice Removed</strong></a><strong> (1994)</strong></p><p>O segundo disco da banda canadense de power-pop é recheado de músicas grudentas, como convém ao estilo, e que convidam ao air guitar discreto. A única música chata é a de número 6.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*yb8BwAT6Um2mg1KXBpCjvQ.jpeg" /></figure><p>(09/02/2019) <a href="https://open.spotify.com/album/6lMYWvuZUe3mDqyZrOAEH5?si=hIXxSg9wTU2FFqBFxIoWDA"><strong>M. Ward — What A Wonderful Industry</strong></a><strong> (2018)</strong></p><p>Parei de acompanhar a carreira do M. Ward por volta de 2006, e agora acredito que isso talvez tenha sido um erro. Este é o disco mais recente dele e é <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Americana_(music)">“americana”</a> (ainda existe este estilo?) da melhor qualidade.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*G1nKiYx8JhRjjhc91SJi8w.jpeg" /></figure><p><em>(10/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7F7KSt7Fkpsmp2AoqSky4o?si=Pb--_-U1TAOe5sNwxsbXRQ"><strong>Gorky’s Zygotic Mynci — The Blue Trees</strong></a><strong> (2000)</strong></p><p>Disco da banda galesa com bem menos experimentações do que os anteriores <em>Barafundle</em> e <em>Spanish Dance Troupe</em>, mas nem por isso menos excelente. Folk que por vezes se aproxima do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Bluegrass_music"><em>bluegrass</em></a>. Contém apenas uma música em galês.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*hHoRiUAAX7WIw1OO8jT7bw.jpeg" /></figure><p><em>(11/02/2019) </em><a href="https://open.spotify.com/album/1wMGeTUlqf06C3Gr6OOSZB?si=Hc91EKgpQXeuHM_zzFKmcQ"><strong>Jenny Wilson — Love and Youth</strong></a><strong> (2005)</strong></p><p>Nunca tinha ouvido falar da cantora sueca até o dia de hoje. Foi uma agradável surpresa. Me lembrou <a href="https://www.allmusic.com/artist/feist-mn0000166505">Feist</a> e <a href="https://www.allmusic.com/artist/christine-and-the-queens-mn0003106289">Christine and the Queens</a>, mas não exatamente. E ainda tem uma música chamada “Bitter? No I Just Love to Complain”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*etjb1dDoGq3HaeqaZjTLAQ.png" /></figure><p><em>(12/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/1yBoaVrgcup2hX2DCYUajs?si=O2UF_1YhThmwGGBaOby0ng"><strong>Dr. John — Gris Gris</strong></a><strong> (1968)</strong></p><p>Primeiro disco de um dos principais artistas de Nova Orleans. É uma mistura inusitada de rock psicodélico com o R&amp;B de Nova Orleans, e funciona muito bem, lembrando algo de música brasileira aqui e ali. Não é para todos os gostos, porém.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*52O-GdMN7LbA-guXXB88MQ.png" /></figure><p><em>(13/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/42QGez2quv3TGMUKbFJU3d?si=5zzhJmr7QkSbQvsn_YTssA"><strong>Dusty Springfield — Cameo</strong></a><strong> (1973)</strong></p><p>Embora não seja uma obra-prima como <a href="https://www.allmusic.com/album/dusty-in-memphis-mw0000310266"><em>Dusty In Memphis</em></a>, chega bem perto. Um disco excelente de soul. Ouça e não se arrependerá. Destaque especial para a música “Easy Evil”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*APhKgxIoJXUDWWRYKn7T7A.png" /></figure><p><em>(14/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/3iyGWZWUI9rKl2SxKAWWSg?si=o9lmJlykQSqZKUd3jUjjiw"><strong>The Three Johns — The World By Storm</strong></a><strong> (1986)</strong></p><p>A primeira coisa que pensei após ouvir este álbum foi “como que isto não é um clássico do pós-punk dos anos 80??”. E depois fiz o que qualquer um faria: ouvi de novo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*9MnozSXzYXGd3GPybFkqTg.png" /></figure><p><em>(15/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/4xMYxpS7kWvGIc7Px6KSHn?si=wqFO4tdbSMSXxYpq54D3jQ"><strong>Tammi Terrell — Irresistible Tammi Terrell</strong></a><strong> (1969)</strong></p><p>Famosa por sua parceria com <a href="https://www.allmusic.com/artist/marvin-gaye-mn0000316834">Marvin Gaye</a>, este é o único disco solo de Tammi Terrel. Com músicas animadas, é uma pequena joia esquecida pelo tempo que me fez lamentar ainda mais a sua morte precoce. Que voz.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*Pazs0i_jWidFByq_Fifxcg.png" /></figure><p><em>(16/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/playlist/46v471wUNe4wJabeAod4IG?si=0e576827b6da44d6"><strong>Funkadelic — Uncle Jam Wants You</strong></a><strong> (1979)</strong></p><p>Este álbum é o encontro do funk psicodélico característico do grupo com a disco music. Tinha tudo para dar errado, mas aconteceu o contrário. Destaque absoluto para os mais de 15 minutos de “(Not Just) Knee Deep”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*ryVU2WyTlDSAXnoJAF008Q.png" /></figure><p><em>(17/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/3Jm5rknuSOa0tTFDLpJbCg?si=x4RE9Nt5TXG8wtwBCf4bVA"><strong>Curtis Mayfield — There’s No Place Like America Today</strong></a><strong> (1975)</strong></p><p>É claro que o disco é ótimo. Curtis Mayfield podia gravar um álbum inteiro recitando uma lista de supermercado que não tinha como dar errado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/609/1*XfqkJI28HgCZMPVeR-s_vA.png" /></figure><p><em>(18/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6N91YqDYdykbcLkJUghPM0?si=5Udt87rtSGSpC2Gr5YHQXw"><strong>アルバム [Unicorn] — 服部 [Hattori]</strong></a><strong> (1989)</strong></p><p>Desconhecia a banda japonesa até ouvir este disco idiossincrático e divertidíssimo. As músicas oscilam por vários estilos: do orquestral ao rock clássico passando por ska, reggae, synthpop e até jazz. É absolutamente genial.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*rG0o7Af6NZp-lEd02ovsdw.png" /></figure><p><em>(19/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/2BaQUSAuG5WAgZZlxOYSOu?si=ezDe3f7ISfOCyxccOO5Rxw"><strong>Barış Manço — Sözüm Meclisten Dışarı</strong></a><strong> (1981)</strong></p><p>O famoso cantor turco investe em sintetizadores e faz um som bem diferente do início psicodélico da sua carreira. O resultado impressiona. Eis um bom exemplo de por que não se deve julgar um disco pela capa.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*CBT2rI538k-j5s4oP_1W9A.png" /></figure><p><em>(20/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7iU25GnxYifv3Tiqwa084i?si=vrtE63H1TOODk1Pi5qLemg"><strong>Som Imaginário — Som Imaginário</strong></a><strong> (1970)</strong></p><p>O que começou como banda de apoio do <a href="https://www.allmusic.com/artist/milton-nascimento-mn0000497132">Milton Nascimento</a> acabou gerando este disco, muito falado por quem gosta de psicodelia. É até surpreendente eu só tê-lo escutado pela 1ª vez agora, mas que bom que o fiz. Recomendo a todos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*sxbwwd46c_tQjgA_QcIc-A.png" /></figure><p><em>(21/02/2019)</em> <strong>O Terço — Mudança de Tempo (1978)</strong></p><p>Primeiro disco da banda de rock-rural-progressivo sem Flávio Venturini. Em alguns momentos lembra <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-byrds-mn0000631774">The Byrds</a> cantado em português. Uma pena ser menos conhecido do que o <em>Criaturas da Noite</em> ou o <em>Casa Encantada</em>, pois é muito bom.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*Vmdn39bWignRupJTcaKAuQ.jpeg" /></figure><p><em>(22/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/2EAQyeSsfV1jlphCe1DeU1"><strong>The Byrds — Bydmaniax</strong></a><strong> (1971)</strong></p><p>É considerado por muitos — entre eles a própria banda — o pior disco dos Byrds. Alguns culpam a produção excessiva e outros as composições medíocres. Ambos estão certos. Não chega a ser um desastre completo, mas daí a ser bom…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*X1FDozEVDTLy5MarO8_zRQ.png" /></figure><p><em>(23/02/2019)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0XOpyZAAkGomyeXBSQcFiL?si=rz0c9oHTS0yyqUTyW1DA9A"><strong>Yola — Walk Through Fire</strong></a> (2019)</p><p>Este álbum foi lançado ontem, mas é como se sempre tivesse existido. Uma voz maravilhosa que transita confortavelmente por soul, country e rock. Belíssimo.</p><h3>2020</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*C9ErrcIqbchqxryghn2ndg.png" /></figure><p><em>(01/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/2e4sIHrnF2qQMzU1wYJzSX?si=FjNNPIjtTRSzbYI5I8E5vg"><strong>Cheekface — Therapy Island</strong></a><strong> (2019)</strong></p><p>A banda de Los Angeles me remete a uma mistura de <a href="https://www.allmusic.com/artist/art-brut-mn0000098802">Art Brut</a>, <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-halo-benders-mn0000061494">Halo Benders</a> e <a href="https://www.allmusic.com/artist/courtney-barnett-mn0003165278">Courtney Barnett</a> com uma pitada de <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-dismemberment-plan-mn0000152242">Dismemberment Plan</a>. Contém muitas letras espirituosas e com diversos trechos citáveis. Gostei.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/402/1*t2nde9V5k3pDaM16rwkqfg.jpeg" /></figure><p><em>(02/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0CvKQbws4lBM0UopcAn7OK?si=GZxehXvDRZuWz_EAI8HKJw"><strong>Allen Toussaint — American Tunes</strong></a><strong> (2016)</strong></p><p>Disco póstumo (e último) desta lenda de Nova Orleans. Adoro seus álbuns dos anos 70, mais focados no soul. Este é basicamente jazz instrumental (Toussaint era pianista). Senti falta da voz dele, mas ainda assim valeu a audição.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*SZBPkNVy5wwkRz6OlKvqdw.png" /></figure><p><em>(03/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/3r929AAAOYmeJqkvxUbOfM?si=797YsqroSGmN1NsbgSZKHw"><strong>Game Theory — 2 Steps From The Middle Ages</strong></a><strong> (1988)</strong></p><p>Último disco desta banda de power pop/college rock, da qual nunca tinha ouvido falar até hoje. Letras complexas e produção à frente do seu tempo, um verdadeiro achado. Deve ter influenciado a <a href="https://www.allmusic.com/artist/ted-leo-the-pharmacists-mn0000028947">Ted Leo and the Pharmacists</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*9bH2y_a6M-r8TDHlJX5zTw.png" /></figure><p><em>(04/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6viWoO6bQlISHt9k8b178J?si=ol28EPvAQpOWt2Mj0cWHeQ"><strong>Susan Rafey — Hurt So Bad</strong></a><strong> (1966)</strong></p><p>Sei muito pouco a respeito Susan Rafey, apenas que algumas pessoas classificam seu som como “pop psicodélico”. Creio que não chega a tanto, mas o álbum tem arranjos expansivos que ficam muito bons com a voz dela. Ouviria de novo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*bP6y70-HehNFUQvD9_0rHg.png" /></figure><p><em>(05/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/2CLolvIprkyEAYBC7PkPJf?si=vbpsa0EgSTKYJgGeD7yskw"><strong>Shonen Knife — Burning Farm</strong></a><strong> (1983)</strong></p><p>1º disco desta banda punk japonesa. Cheio de melodias grudentas e esquisitas para agradar ouvintes excêntricos (como eu). Entendi por que <a href="https://www.allmusic.com/artist/kurt-cobain-mn0000095243">Kurt Cobain</a> era fã. Contém músicas com nomes como &quot;Elephant Pao Pao&quot;, &quot;Parrot Polynesia&quot; e &quot;Banana Fish&quot;</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*Oh62kQd0UMM0bkWGQv3MUg.png" /></figure><p><em>(06/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/track/2C2iRg7Rf3wwixJOgQqCM6?si=6d77f55c196b48c7"><strong>Jimmie Haskell and His Orchestra — Count Down!</strong></a><strong> (1959)</strong></p><p>Disco instrumental, que lembra <a href="https://www.allmusic.com/artist/esquivel-mn0000198923">Esquivel</a>. Trilha sonora perfeita para viajar pelo espaço bebendo martinis na gravidade zero, provavelmente junto com o <a href="https://www.imdb.com/title/tt0118655/?ref_=fn_al_tt_2">Austin Powers</a>. Uma espécie de precursor da banda <a href="https://www.allmusic.com/artist/man-or-astro-man--mn0000954597">Man or Astroman?</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/511/1*3A_gU3AQ6yKNbQacMMPgqA.png" /></figure><p><em>(07/02/2020)</em> <strong>John Phillips — John, The Wolfking of L.A. (1970)</strong></p><p>Primeiro disco solo do líder do <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-mamas-the-papas-mn0000059293">Mamas and the Papas</a>. É bem diferente do som da banda, uma vez que as músicas transitam pelo country e um pouco pelo folk. Ótimas composições, especialmente na metade final do disco.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*V_itjJFoKjrQ0K5uN3YnQA.jpeg" /></figure><p><em>(08/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/1k1x2Xkr6CtuHto1rLUWRm"><strong>Felt — Forever Breathes the Lonely Word</strong></a><strong> (1986)</strong></p><p>Sexto álbum desta banda inglesa de rock. Percebe-se que foram influência para <a href="https://www.allmusic.com/artist/belle-and-sebastian-mn0000153565">Belle and Sebastian</a>. Agradável, mas não me chamou muito a atenção, talvez porque já ouvi indie rock demais. Ficaria melhor sem o tecladinho.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/511/1*Egqf6oUmNa9YqYXgaFjtWg.png" /></figure><p><em>(09/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0nuZc8E0YclzdKlU0jYbCl?si=WN5VS_gqSGK4TOi_dv-uQA"><strong>France Gall — Baby Pop</strong></a><strong> (1966)</strong></p><p>Que belo disco de música pop! Todo cantado em francês e com arranjos orquestrais sutis, é daqueles álbuns que até melhoram o seu ânimo depois de ouvir. Um dos pontos altos até agora no MWE 2020.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/511/1*IomDGynGjPRUV4SdEdb93A.png" /></figure><p><em>(10/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6sWQb9yWbchGswRgFYVRw8?si=l9vPItmcRi6kGHMDhn-xZA"><strong>Royal Headache — High</strong></a><strong> (2015)</strong></p><p>Quando vi esta capa cinza e tristonha do disco da banda australiana, jamais imaginei que iria encontrar um álbum empolgante que mistura punk e soul (!), com músicas realmente grudentas. Uma pena a banda ter acabado em 2018. Recomendo bastante.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*pQ0JeEc586KfX59-En1NPw.png" /></figure><p><em>(11/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7Me29nlWdDxCGAAwupHfSV?si=nchX6rgnRrmFynpfUA-QBg"><strong>Squeeze — Argybargy</strong></a><strong> (1980)</strong></p><p>Apesar da data de lançamento, o álbum desta banda britânica de new wave parece algo saído diretamente dos anos 90, de tão inovador que era para a época. Terceiro disco excelente que ouço em sequência, merecia ser mais conhecido.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/511/1*dsnQCRi6Mm0t7BWyDlwUng.png" /></figure><p><em>(12/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/4ZswFiADrD5jIg1Y5Eu7cc?si=bVoeT7-9QS6R62jMg0IVxA"><strong>The Undisputed Truth — Face To Face With The Truth</strong></a><strong> (1971)</strong></p><p>Meu único arrependimento em relação ao 2º disco deste grupo da Motown foi não tê-lo conhecido antes. Soul levemente psicodélico com trio de vozes fenomenal. A primeira faixa é um arrasa-quarteirão. Vou atrás do 1º.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*nqQQppCFcTd-iFt78IXhDA.png" /></figure><p><em>(13/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/1YJNcJUFBSbY3e0eTGx4Nf?si=ra9TCwSiT2aI41BJ7hJ-IA"><strong>Guadalcanal Diary — 2x4</strong></a><strong> (1987)</strong></p><p>O grupo tem fama de “<a href="https://www.allmusic.com/artist/rem-mn0000325459">R.E.M.</a> que não deu certo”. De fato, o som lembra a banda, porém um pouco mais pesado e com menos personalidade. Em alguns momentos os vocais parecem antecipar o grunge. Creio que o nome ruim contribuiu para o insucesso.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/508/1*VXwmitmXlQ4573yGFo054w.png" /></figure><p><em>(14/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6JpD37NS5oX9Db7m51Hj8s?si=UAkFdg9zQ0u3AIDm0OgZ2Q"><strong>James Carr — A Man Needs a Woman</strong></a><strong> (1968)</strong></p><p>Soul clássico e com pegada mais romântica. James Carr tem uma bela voz e sabe passar emoção como ninguém. Com 24 músicas e 1 hora de duração, porém, às vezes fica meio repetitivo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*ofdJGqjBiFnkEiS_jhPAYA.png" /></figure><p><em>(15/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/4SlY4oyiPg6At7vyouZ7ep?si=lSK7G6A0TnSBN_ifxfEyLw"><strong>Alice Cooper — Billion Dollar Babies</strong></a><strong> (1973)</strong></p><p>Não é à toa que clássico é clássico. Discaço de rock pra ninguém botar defeito. Agora quero me aprofundar na carreira do Alice Cooper, pois de disco completo só conhecia mesmo o <a href="https://www.allmusic.com/album/schools-out-mw0000651783"><em>School’s Out</em></a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*8cVY9nj9Tz-eNwF9H3Aj8g.png" /></figure><p><em>(16/02/2020)</em><strong> </strong><a href="https://open.spotify.com/album/2PjlaxlMunGOUvcRzlTbtE?si=ZhaiE5EaRiC75PIikjxnUw"><strong>Janelle Monáe — Dirty Computer</strong></a><strong> (2018)</strong></p><p>Embora seja um grande fã do <a href="https://www.allmusic.com/album/the-archandroid-mw0001977907"><em>The ArchAndroid</em></a> e tenha escutado o single &quot;Make Me Feel&quot; na época, acabei não ouvindo este disco quando foi lançado. Grande erro. Além da alardeada influência de <a href="https://www.allmusic.com/artist/prince-mn0000361393">Prince</a>, temos Janelle mandando até uns raps. Álbum TOP.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/508/1*LOdYoNHyQ3v8DqdLqbKf_w.png" /></figure><p><em>(17/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/5wrVAAdcCRz1MaL5J7LIyk?si=ssWbcKxDSquhgOXU7lngxg"><strong>Kevin Morby — City Music</strong></a><strong> (2017)</strong></p><p>Já conhecia e gostava do <a href="https://www.allmusic.com/album/singing-saw-mw0002910141"><em>Singing Saw</em></a>, e este continua a me agradar. Aquela mistura de <a href="https://www.allmusic.com/artist/kurt-vile-mn0001988927">Kurt Vile</a> com <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-velvet-underground-mn0000840402">Velvet Underground</a>. Rock estranhamente relaxante.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/628/1*fmr34mXaonCC4qLncCL-zg.png" /></figure><p><em>(18/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6dFFcYQ8VhifgdKgYY5LYL?si=TQoSbBe_RfKBsug1zK9bKg"><strong>Lizzo — Cuz I Love You</strong></a><strong> (2019)</strong></p><p>A capa é fantástica e o disco faz jus a ela. Há muito tempo não ouço um álbum de música pop tão variado e potente. É soul misturado com rap e gospel e ela ainda é flautista clássica? SIM, POR FAVOR. Faça como eu e ouça isto já!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/509/1*B3koarPlSe_poTlFut7CuA.png" /></figure><p><em>(19/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/11O60gqbQl6f3EmTyZGaur?si=jwMLBvO0RL-PbatumNOrmQ"><strong>Electric Light Orchestra — Eldorado</strong></a><strong> (1974)</strong></p><p>Gosto de ELO, e já li que este é o melhor disco deles. A parte “orchestra” está bem mais acentuada do que a parte “electric”, o que deixa tudo muito épico. Mas não consegui prestar atenção direito. Talvez precise ouvir de novo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/508/1*phEGF-jv-PvzoMIixYk_OA.png" /></figure><p><em>(20/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/4Y7Lc550FiGQYWzr3icx2j?si=kUExYJ0RSF2ZZP-LJ2kL8Q"><strong>Best Coast — Always Tomorrow</strong></a><strong> (2020)</strong></p><p>Começa muito solar, com a excelente &quot;Different Light&quot; e o ótimo single &quot;For The First Time&quot;. Mas a segunda metade do álbum dá uma puxada no freio de mão. É bom, mas esperava um pouco mais, talvez por gostar muito do single. Ouvirei mais.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*M2zerG3AA9j6nubN8L71yA.png" /></figure><p><em>(21/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0qbl8aNaCUOvX8HGsZYLfh?si=zqooD_RBR8GcUSscJlyAHQ"><strong>The Roots — Things Fall Apart</strong></a><strong> (1999)</strong></p><p>Pensei em desistir no começo, pois vi que o álbum tinha mais de uma hora e queria escutar álbuns mais curtos. Porém não consegui parar. Queria ouvir o que vinha depois, e depois, e depois. Fantástico até para quem não gosta de hip-hop.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/590/1*4PZqsKeE9VAkKD0ZfuPIlA.jpeg" /></figure><p><em>(22/02/2020)</em> <strong>Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano — Os Anjos Cantam (1962)</strong></p><p>Isso é um disco BRASILEIRO de DOO-WOP. O <a href="https://www.allmusic.com/artist/frank-zappa-mn0000138699">Frank Zappa</a> ia pirar ouvindo um negócio desses. Maravilhoso nem começa a descrever o que eu ouvi aqui.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/508/1*D4nr8RMnbstCjI8njQJOSw.png" /></figure><p><em>(23/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6zaVaNAjvlN583TtOJIpZu?si=iNNTau9MR5SiPL-0RcmuJQ"><strong>Jim Sullivan — U.F.O.</strong></a><strong> (1969)</strong></p><p>Alguns anos após lançar este disco, com este nome, Jim Sullivan desapareceu sem deixar vestígios no meio de uma viagem de carro entre a Califórnia e o Tennessee. E eu só conseguia pensar nisso escutando o álbum, então não sei o que achei.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*qZo2ucKYubnm5dYx42a3dA.png" /></figure><p><em>(24/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0zR6CIh3f8DFFzIee5AWwp?si=1MKSDQ8ZQfuKAxhwsC19Pw"><strong>The Mamas &amp; The Papas — Deliver</strong></a><strong> (1967)</strong></p><p>Adoro a banda e os singles &quot;Dedicated to the One I Love&quot;, &quot;Creeque Alley&quot; e &quot;Look Through My Window&quot;, mas o disco tem outros destaques, como &quot;Sing For Your Supper&quot; (vocal de <a href="https://www.allmusic.com/artist/cass-elliot-mn0000197215">Mama Cass</a>) e as versões de &quot;Twist and Shout&quot; e &quot;My Girl&quot;. Muito bom.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*Pk3sqPrHcvLzf9b4G3CYSA.png" /></figure><p><em>(25/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6asxKdvUleeZYNrjmK81nJ?si=YVBpLC8kQYS7sPBr_dLtsg"><strong>Prince — Lovesexy</strong></a><strong> (1988)</strong></p><p>Pensei em desistir do MWE em virtude dos últimos acontecimentos*, mas falta tão pouco que decidi continuar com este disco. É bastante bom, e achei curioso ser uma única faixa de 45 minutos. Estou meio aéreo para avaliar melhor, porém.</p><p><em>*Eu me referia à morte do meu saudoso gatinho Bumerangue, que tinha apenas um ano e meio de idade quando foi sacrificado devido à FELV.</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/510/1*AiKKuF-QkM5xayMsZOwbhA.png" /></figure><p><em>(26/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/24C4G6Kc0eMOm7HxW2MTjB?si=jlMRxK4KRLuNwgxSoD48Bw"><strong>Plebe Rude — O Concreto Já Rachou</strong></a><strong> (1985)</strong></p><p>Primeiro disco da banda punk de Brasília, contém o hit Até Quando Esperar. É bem curto, dura cerca de 20 minutos, mas o resto não me chamou muito a atenção. Um tanto datado e ingênuo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/509/1*6yvc6_16Z4ICWhyxwgELxA.png" /></figure><p><em>(27/02/2020)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/5cZ9C7abIdkTHPK7e7ufKC?si=3SwjCnkcR0SZXUocw4pI0Q"><strong>Lula Côrtes e Zé Ramalho — Paêbirú</strong></a><strong> (1975)</strong></p><p>Sempre quis ouvir este disco que mistura ritmos brasileiros, psicodelia e a fantástica voz de Zé Ramalho. A sonoridade é riquíssima, e tenho a impressão de que ainda vou escutá-lo muitas outras vezes. Recomendo bastante.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*udEnl2-S8O-O1m7lA08Axg.png" /></figure><p><em>(28/02/2020)</em> <strong>Cilbirinas do Éden — Cilibrinas do Éden (1973)</strong></p><p>Único disco do grupo formado por Rita Lee com <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Lucinha_Turnbull">Lúcia Turnbull</a>, acabou engavetado. Bastante psicodélico, foi gravado após a saída de Rita d<a href="https://www.allmusic.com/artist/os-mutantes-mn0000488378">Os Mutantes</a> e antes da formação da Tutti Frutti. É o elo perdido entre os dois. Curti.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/507/1*BSqMwV9_kjpiWxehwjA64Q.png" /></figure><p>(29/02/2020) <a href="https://open.spotify.com/album/1RF1bfPvdoLs20NpmmqKI3?si=Yn_NfTtQRtq1R-dnC4bdOw"><strong>Ave Sangria — Ave Sangria</strong></a><strong> (1974)</strong></p><p>Expoente efêmera da cena psicodélica pernambucana dos ano 70, a banda de certa forma antecipou o mangue beat em 20 anos. O disco inteiro é ótimo, mas ele já valeria a pena somente pela faixa “Seu Waldir”, um SAMBA PSICODÉLICO. Oh, yeah.</p><h3>2021</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/624/1*HE1WfBQnq8R3bny7OvRANA.png" /></figure><p><em>(01/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6cGBgUWCOa25XK5ESHyeuu?si=e0mC2g41QsKcoGpFGIjqLQ"><strong>Sparks — Gratuitous Sax &amp; Senseless Violins</strong></a><strong> (1994)</strong></p><p>Apesar do nome, o instrumental do disco é basicamente eletrônico. É como se a dupla de irmãos incorporasse os <a href="https://www.allmusic.com/artist/pet-shop-boys-mn0000260212">Pet Shop Boys</a>, mas sem perder a esquisitice e o senso de humor peculiar. Top. Faixas favoritas: 4, 7, 9 e 10.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*IaYHEeTLTc38VFeZ1anHOw.jpeg" /></figure><p><em>(02/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/6rACMQ2WTjZ8z8kpTC6sFu?si=HPl-Q12yS6Ggrp2Nb0-2dw"><strong>Shamir — Shamir</strong></a><strong> (2020)</strong></p><p>Excelente disco de pop rock contemporâneo. Shamir é guitarrista (e canhoto) e o instrumento tem destaque em quase todas as faixas. Músicas preferidas: &quot;Other Side&quot;, &quot;Diet&quot; e, especialmente, &quot;On My Own&quot;, um dos melhores singles lançados ano passado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1020/1*mswahcFOu7qVxeggyrAKTw.jpeg" /></figure><p><em>(03/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/3NJIOzTO3xQj2vwlRIyFV9?si=b2vfvDfCT76DxPuFu2AGOg"><strong>Art Garfunkel — Watermark</strong></a><strong> (1977)</strong></p><p>Terceiro disco solo da parte menos famosa de <a href="https://www.allmusic.com/artist/simon-garfunkel-mn0000038936">Simon and Garfunkel</a>. Quase inteiramente dedicado a composições do <a href="https://www.allmusic.com/artist/jimmy-webb-mn0000129761">Jimmy Webb</a>, com exceção de uma música. Um bom soft rock para pais. Faixas favoritas: &quot;Shine It on Me&quot; e &quot;Paper Chase&quot;.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/745/1*eQc34hOyaalFFoBZrueQew.jpeg" /></figure><p>(04/02/2021) <a href="https://open.spotify.com/album/1e6lXAhne6TNwWZPTyHXrD?si=4MM9tQ88RM6_ra1WTbtdvQ"><strong>White Denim — World as a Waiting Room</strong></a><strong> (2020)</strong></p><p>Gravado em 30 dias durante a quarentena do ano passado, faz referência ao som de várias bandas, como <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-flaming-lips-mn0000065590">Flaming Lips</a>, <a href="https://www.allmusic.com/artist/devo-mn0000249973">Devo</a>, R.E.M. e <a href="https://www.allmusic.com/artist/joy-division-mn0000290812">Joy Division</a>. Porém isso mais subtrai do que acrescenta ao álbum. Só gostei mesmo da 1ª faixa.</p><p><em>(Mas sigo recomendando discos anteriores da banda, como </em><a href="https://www.allmusic.com/album/corsicana-lemonade-mw0002569350"><em>Corsicana Lemonade</em></a><em> e </em><a href="https://www.allmusic.com/album/stiff-mw0002916103"><em>Stiff</em></a><em>)</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/900/1*343CWdJ7RnfqkqUyiMqigw.jpeg" /></figure><p><em>(05/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/12SPtVu2JnT2I6D3RNKMX4?si=LaJJ3LTARByQ3Rie3WzDgA"><strong>Mudhoney — Every Good Boy Deserves Fudge</strong></a><strong> (1991)</strong></p><p>Eu certamente não esperava ouvir gaita em um disco de grunge, mas foi isso que aconteceu. Gostaria que hoje em dia houvesse mais álbuns com a vitalidade desse. Faixas preferidas: &quot;Good Enough&quot;, &quot;Broken Hands&quot;, &quot;Move Out&quot;.</p><p><em>(E se eu fosse fazer um seriado que se passasse naquela época, tendo o grunge como pano de fundo, a música instrumental &quot;Fuzz Gun ’91&quot; certamente seria uma das candidatas a ser o tema de abertura)</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*P7kBlR1cSYhVYwIqtB0Sog.jpeg" /></figure><p><em>(06/02/2021)</em> <strong>Scott Ross — Scarlatti Best Sonatas (1985)</strong></p><p>Uma excelente seleção de 19 sonatas compostas por <a href="https://www.allmusic.com/artist/domenico-scarlatti-mn0000956566">Domenico Scarlatti</a>, magistralmente tocadas no cravo. Deve ter dado um trabalhão para escolher, pois são mais de 500. Recomendo a todos que amam música, independente de estilo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*XtCnZEsHQJoNeoGPlrDtNg.jpeg" /></figure><p><em>(07/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/2v46G6QPCLJLOs0MJJGKka?si=jYYk-yqUTNu_F7fIT2bONw"><strong>The Moody Blues — Seventh Sojourn</strong></a><strong> (1972)</strong></p><p>Um dos poucos discos da formação clássica dos Moodies que eu não tinha escutado. Contém o hit &quot;I’m Just A Singer (In A Rock And Roll Band)&quot;, que até destoa do resto do álbum, um tanto melancólico. Faixas preferidas: 4, 5, 6 e 7.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*AzSsvZ63L4XGgXnirzFPUA.jpeg" /></figure><p><em>(08/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7rQf9meqIF5m87UCidBfP5?si=KO7TLuGUQeyyagR8AvnASw"><strong>Jimmy Smith — Home Cookin’</strong></a><strong> (1959)</strong></p><p>Apesar de eu não ser um profundo conhecedor de jazz, sei reconhecer quando um disco é incrível (com trocadilho com a epítome de Jimmy Smith). É o caso deste, que dá vontade de escutar de novo assim que acaba. Faixas preferidas: todas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/900/1*bMJ2eTNc4hA7qzoH8NVR2Q.jpeg" /></figure><p><em>(09/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7l9uPcnZNczzO6EwpeUlaH?si=jOZsG5lYQEa9O4oBzZ7qbQ"><strong>The Magnetic Fields — The Charm of The Highway Strip</strong></a><strong> (1994)</strong></p><p>O mais próximo que Stephin Merritt e cia. já chegaram de gravar um álbum country. Não chega a ser um <a href="https://www.allmusic.com/album/holiday-mw0000628220"><em>Holiday</em></a>, mas tem seus bons momentos. Faixas preferidas: &quot;Lonely Highway&quot;, &quot;Long Vermont Roads&quot;, &quot;Born on a Train&quot;.</p><p><em>(E bônus pela capa minimalista)</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/599/1*vlB_vocZS5dH_kCntaif5Q.jpeg" /></figure><p><em>(10/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0ShnLufrns43kQItbU2lqT?si=X31ULKIwQj6183ICUzoZKg"><strong>Catherine — Sorry!</strong></a><strong> (1994)</strong></p><p>Espécie de banda satélite do <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-smashing-pumpkins-mn0000036521">Smashing Pumpkins</a>, que contava com o então marido da <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/D%27arcy_Wretzky">D’arcy</a> na bateria. O som é bem característico da época e, não por acaso, as guitarras lembram muito as do <a href="https://www.allmusic.com/album/pisces-iscariot-mw0000626353"><em>Pisces Iscariot</em></a>. Bacaninha. Faixas preferidas: 1, 2 e 10.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*ljaX-FrP26sjGO5lA4NABw.jpeg" /></figure><p><em>(11/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/7JdnQ7zCfqETcLgS94d3ks?si=zUPKFXjTRaGgwEIMdWoLag"><strong>Prince — The Gold Experience</strong></a><strong> (1995)</strong></p><p>Disco da época em que Prince adotou como nome um símbolo impronunciável, merecia ser redescoberto. Apesar de ter duas músicas cafonas demais pro meu gosto, o saldo é bem positivo. Faixas preferidas: &quot;Endorphinmachine&quot;, &quot;Dolphin&quot; e &quot;Gold&quot;.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*cSJ5lq_bTMpr5UIsOI59RQ.jpeg" /></figure><p><em>(12/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0o2ZKR3DbPg23bt11WiWhS?si=-104nmJsSzac-L1b9X2IHQ"><strong>Quincy Jones — Walking In Space</strong></a><strong> (1969)</strong></p><p>Disco de jazz no formato big band, muito agradável e inspirado. Pensei que o som ia ser mais “cheio” e na verdade tem uns momentos até relativamente esparsos, o que achei curioso. Músicas preferidas: &quot;Dead End&quot;, &quot;Love and Peace&quot;.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OjFbIoq3o4aFwHkhzHmrZA.jpeg" /></figure><p><em>(13/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/33t6WZtNdhUcJBCh2xdAst?si=5KZ7NuhDQJ-ut70CczP7lg"><strong>The Groundhogs — Split</strong></a><strong> (1969)</strong></p><p>Blues psicodélico? Não estava preparado para isso. Uma maravilha do início ao fim. Curiosamente é do mesmo ano que o do Quincy Jones (resenha anterior), e não podiam ser mais diferentes. Faixas preferidas: &quot;Split Pt. 1&quot;, &quot;Cherry Red&quot; e &quot;Groundhog&quot;.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/599/1*FOi65vD42FOaeWX2v4C9gQ.jpeg" /></figure><p><em>(14/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/09WsnxNzAYqmMhqcIshVZP?si=Vf24DDHfTDaTiY7NjlXvdA"><strong>Compulsive Gamblers — Crystal Gazing Luck Amazing</strong></a><strong> (2000)</strong></p><p>Rock de garagem com produção lo-fi, bem característico do início do século XXI. Em alguns momentos lembra <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-strokes-mn0000568137">Strokes</a> mas, veja só, este é o 3º disco da banda e foi lançado antes do <a href="https://www.allmusic.com/album/is-this-it-mw0000661994"><em>Is This It</em></a>. Destaques: faixas 5 e 8.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2VGN_mu_70BbXhmNCE0Ocg.jpeg" /></figure><p>(15/02/2021) <a href="https://open.spotify.com/album/13gokJcmO1Dbc9cbHM93jO?si=EpmhJzjFTAOkoR1cy3_pBQ"><strong>The Housemartins — London 0 Hull 4</strong></a><strong> (1986)</strong></p><p>A antiga banda do <a href="http://Fatboy Slim">Fatboy Slim</a>, famosa pela “melô do papel”. Este não é o disco do hit <a href="https://www.youtube.com/watch?v=IMPMiLddsuE">Build</a>, mas tem várias pérolas. Imaginem um <a href="https://www.allmusic.com/artist/the-smiths-mn0000899530">The Smiths</a> feliz: é esta banda. Músicas favoritas: &quot;Get Up Off Our Knees&quot;, &quot;Sitting on a Fence&quot; e &quot;Sheep&quot;.</p><p><em>(No final o álbum entra num clima meio gospel e tem até dois covers a capella: People Get Ready e He Ain’t Heavy, He’s My Brother. Deixo um vídeo da primeira abaixo, para quem quiser ouvir)</em></p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FJ8Ofr0IKiZg%3Fstart%3D2%26feature%3Doembed%26start%3D2&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DJ8Ofr0IKiZg&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FJ8Ofr0IKiZg%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/cdd1ed3000877428c108b3e3f629dbb9/href">https://medium.com/media/cdd1ed3000877428c108b3e3f629dbb9/href</a></iframe><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*9f9rMVLLaU7HmvHWm_kPOA.jpeg" /></figure><p><em>(16/02/2021)</em> <a href="https://open.spotify.com/album/0X1R9oJfADbmCxXb4II8G8?si=GCoSqAmrSO6GRDUxHmT9PA"><strong>Koop — Waltz for Koop</strong></a><strong> (2001)</strong></p><p>O <a href="https://music.youtube.com/">YouTube Music</a> me sugeriu este disco da dupla sueca como uma espécie de jazz misturado com eletrônica. É agradável, tem vocais femininos belos e variados e imagino tocando nos cafés mais hipsters do mundo. Mas não é muito a minha praia.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/661/1*ywDda3J3VIMlrkwvn6l0Bg.png" /></figure><p>(17/02/2021) <a href="https://open.spotify.com/album/75TzwEVGXEdWHu4XjOuRF8?si=H752hQvEQKKGtM4U7fONCQ"><strong>Booker T. &amp; The M.G.’s — Melting Pot</strong></a><strong> (1971)</strong></p><p>Discaço-aço-aço instrumental de soul e funk com mais um monte de coisa misturada, como o próprio nome sugere. Idiossincrático e empolgante, até agora o melhor disco que ouvi no MWE deste ano. Faixas preferidas: todas.</p><p>E assim acaba o compilado! Foram 69 mini resenhas ao todo, e ao mesmo tempo a prova de que se você faz uma coisa um pouquinho todo dia no fim das contas você tem mesmo uma obra de tamanho vultoso. Quero só ver quantos minutos de leitura o Medium vai dizer que este post tem…</p><p>E obrigado a quem chegou até aqui. Quanto a ouvir discos que eu nunca ouvi antes, continuo fazendo isso quase todo dia, só não escrevo a respeito. Mas recomendo a todos o hábito de escutar coisas novas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cae4a2ddfcb0" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Conhecimento hermético]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/conhecimento-herm%C3%A9tico-0b1780d4dd7b?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/0b1780d4dd7b</guid>
            <category><![CDATA[escola]]></category>
            <category><![CDATA[angústia]]></category>
            <category><![CDATA[conhecimento]]></category>
            <category><![CDATA[lingua-portuguesa]]></category>
            <category><![CDATA[lembranças]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 10 Jan 2024 03:20:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-10T03:20:09.297Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ewL-psJQPvWa-yWbEs0lCQ.jpeg" /></figure><p>Quando minha filha tinha 8 anos e estava no 3° ano do ensino fundamental, ela teve uma crise ao começar a aprender oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Isso me lembrou de quando eu tinha a mesma idade e estava na 2ª série (equivalente ao 3° ano hoje em dia).</p><p>Nossa professora tinha faltado e por algum motivo não havia uma substituta. Daí simplesmente nos deram uma folha de exercícios naquele papel mimeografado típico dos anos 80. Acontece que o exercício era de algo que não tínhamos estudado, e ficamos tentando adivinhar que seria aquilo.</p><p><strong>“Ochitôna, parochitôna e proparochitôna?”</strong>. A turma inteira reunida tentando decifrar o que diabos era aquilo. Inicialmente achamos engraçado, mas não demorou até que o sentimento fosse substituído por uma angústia, por não termos a menor ideia do que aquelas palavras significavam.</p><p>Acho que naquele momento percebemos coletivamente que SHIT JUST GOT REAL. A escola não era mais uma molezinha. Havia coisas que não conseguíamos deduzir apenas por mera lógica. Estávamos sendo confrontados pela existência do CONHECIMENTO HERMÉTICO.</p><p>Óbvio que nenhum de nós concatenou isso na época. Mas foi um grande alívio quando a professora voltou no dia seguinte e nós não apenas aprendemos o que eram oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas como descobrimos que estávamos pronunciando tudo errado.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=0b1780d4dd7b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A bênção]]></title>
            <link>https://vitordornelles.medium.com/a-b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3o-568fc8d1f60c?source=rss-28eabaa646d7------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/568fc8d1f60c</guid>
            <category><![CDATA[fatos-reais]]></category>
            <category><![CDATA[história-curta]]></category>
            <category><![CDATA[pais-e-filhos]]></category>
            <category><![CDATA[entreouvido]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Vitor Dornelles]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 09 Jan 2024 20:17:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-09T20:17:55.540Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kMPocMBQbzYXk6RrHcv_cA.jpeg" /></figure><p>Estava passando minhas compras no caixa do mercado quando chega um cara e todas as caixas em volta ficam felizes e surpresas:</p><p>— Tava sumido, hein?</p><p>— Hehehe, se eu contar vocês não acreditam!</p><p>— Tava preso?</p><p>— Ainda não!</p><p>Daí ele saca o celular e mostra uma foto.</p><p>— E aí? Acharam parecido com alguém?</p><p>— Sei lá, ué.</p><p>— É meu filho, é ele aqui com a mãe (aponta pra foto)</p><p>— É sua ex-mulher?</p><p>— Isso, apareceu com ele semana passada</p><p>— Ué, ele tinha sumido?</p><p>— Não, eu não sabia que era meu!</p><p>— Como assim, hômi?</p><p>— Quando ela engravidou ela vinha atrás de mim dizer que era meu, mas eu fugia da responsabilidade. Mas agora descobri que é meu mesmo! Olha o nariz e a boca como parece.</p><p>— E ele tem quantos anos?</p><p>— Nove.</p><p>— Nove já!? Ó lá, hein, assume teus B.O. agora!</p><p>— B.O. nada, BÊNÇÃO DE DEUS!</p><p>Daí infelizmente eu já tinha guardado as compras e pagado tudo e tive que ir embora. Mas eu adoro o meu mercado.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=568fc8d1f60c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>