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        <title><![CDATA[Algoritmo Biomimético - Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Programando a transição. Compilando o processo. Documentando a rotina. Arquitetando o futuro. - Medium]]></description>
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            <title>Algoritmo Biomimético - Medium</title>
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            <title><![CDATA[CONFIE EM SI MESMO]]></title>
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            <category><![CDATA[transição-de-carreira]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Wellington Morais]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 07 Feb 2025 16:53:21 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-02-10T15:22:12.336Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia de mais um texto para documentar todo o processo de transição de carreira pelo qual estou passando. Depois de escrever (da forma mais resumida possível) sobre como eu cheguei até aqui, está na hora de escrever sobre as experiências que tenho tido durante a minha caminhada.</p><p>A cada dia eu descubro tanto uma coisa nova, assim como também descubro que existe mais coisas novas a serem desbravadas. E num contexto como esse, onde alguém se vê em meio a um oceano de informação, qualquer ajuda para definir a direção a se navegar é importante.</p><p>Existem várias ferramentas e formas para ajudar a traçar um roadmap, usar trilhas de conhecimento, fazer bootcamps de áreas específicas… Eu dei sorte de ter uma ferramenta que poucos tem para usar de bússola: um amigo.</p><p>Isso fez toda a diferença na minha escolha de carreira e na montagem da minha trilha de estudo. Além de me ser apontada uma oportunidade em um mercado tido como emergente (mas que sofre com a volatilidade dos dias atuais como qualquer outro), eu pude ver aquilo em que eu precisava focar no meu aprendizado para me capacitar e conseguir exercer a função que defini como meta.</p><p>Basicamente, para ser um desenvolvedor Salesforce é interessante ter a bagagem dos seguintes itens:</p><blockquote>— Lógica de programação;</blockquote><blockquote>— Banco de dados relacional (SQL);</blockquote><blockquote>— Desenvolvimento web:<br> • HTML;<br> • CSS;<br> • JavaScript;</blockquote><blockquote>— Plataforma Salesforce:<br> • Apex;<br> • LWC;<br> • Lightning;</blockquote><p>Pois esse roteiro me foi passado e fez todo o sentido. Como já narrei nos textos que descrevem a minha epopeia de retorno à área de T.I. tinha minhas dificuldades em relação a autoconfiança e aprendizado. Porém também tinha a determinação que, durasse o tempo que durasse, isso daria certo.</p><blockquote>Eu faria isso dar certo.</blockquote><p>E aqui entra uma coisa importante: por mais ajuda e orientação que você receba, tem algo que é necessário que você faça para que as coisas realmente deem certo: <strong>confie em si mesmo</strong>. Quando você tiver uma intuição, <em>feeling</em>, ou o nome que você quiser chamar, siga o seu instinto. Ninguém conhece você melhor do que você mesmo.</p><p>Meu amigo sugeriu que eu começasse estudando Python, pois com essa linguagem eu aprenderia Lógica de Programação facilmente. Eu me animei, pois essa é a linguagem que é mais usada em campos promissores e que me chamam atenção, como Análise de Dados, Ciência de Dados, IA, dentre outros.</p><p>Porém, eu resolvi que voltaria a fazer as coisas do início, no ponto base. Eu <strong>me considerei</strong> um iniciante, e logo então eu <strong>me tornei</strong> um iniciante. E como qualquer iniciante que se preze, eu não tinha dinheiro. Logo, comecei a fazer cursos gratuitos (todos os que serão citados aqui).</p><p>O primeiro foi o curso de <a href="https://www.cursoemvideo.com/curso/curso-de-algoritmo/">Algoritmos</a> do professor Gustavo Guanabara do <a href="https://www.cursoemvideo.com/">Curso em Vídeo</a>, e logo ali vi que dessa vez a coisa seria diferente. Eu estava entendendo. Mais que isso: eu estava (re)aprendendo a programar.</p><p>Empolgado, perguntei o quanto Pyhton seria aplicável a Salesforce, pois adorava a ideia de fazer dashboards lindos que via nos stories do Instagram de quem dizia ensinar Pyhton pra você ganhar altos salários em pouco tempo (o que é uma canalhice de se falar, mas isso é tema pra outro texto).</p><p>Para minha surpresa, simplesmente a resposta era: nada. A sugestão foi apenas para estudar Lógica de Programação. <strong><em>A linguagem usada no Salesforce era Apex, a qual era baseada em Java</em></strong>. E essa informação mudou muita coisa…</p><p>É óbvio que meu amigo queria o melhor para mim. Ele me sugeriu o curso pois ele mesmo já o tinha feito e sabia o quão bom era. Além disso, seria uma grande vantagem conhecer a linguagem Python nos dias de hoje. Mas sabe aquela história de <em>feeling</em>? Pois é. Por mais que a intenção e as vantagens fossem boas, algo me dizia que essa não era a melhor opção PARA MIM!</p><p>Logo, resolvi que iria fazer um desvio na rota padrão, ajustar o curso e desbravar outros mares durante essa jornada. Se Apex era baseado em Java, então vamos (re)encontrar Java. E lá fui eu fazer os cursos de <a href="https://www.cursoemvideo.com/curso/java-basico/">Java Básico</a> e <a href="https://www.cursoemvideo.com/curso/java-poo/">Java POO</a> do Guanabara. Conclui os dois entendendo tudo o que foi passado, e quando me propus a ter o primeiro contato com Apex usando um livro que comprei (em português, o que nessa seara é coisa rara), percebi duas coisas:</p><blockquote>1 — Foi uma decisão <strong>EXCELENTE</strong> ter estudado Java;</blockquote><blockquote>2 — Seria melhor estudar um pouco mais antes de me desbravar em Apex, tanto SQL, ainda mais Java;</blockquote><p>Foi então que voltei e comecei a estudar Banco de Dados (<a href="https://www.cursoemvideo.com/curso/mysql/">MySQL</a>) advinha com quem? Pois é, se você está começando e não sabe nada (ou recomeçando e não lembra nada), iniciar os estudos com os cursos do Guanabara são uma ótima opção. E SQL é um assunto razoavelmente simples, então foi tranquilo de estudar.</p><p>A questão é que eu já tinha visto tudo de Java do Guanabara, o que só contempla o básico + POO. Mas ainda haviam muitos assuntos que não foram abordados, e que eu teria de conhecer: exceções, classes utilitárias, coleções, tipos genéricos, classes internas, lambdas, padrões de projeto…</p><p>E é aí que entra o <em>feeling</em> novamente. Eu sabia que precisaria de mais pra chegar com uma base forte e eficiente em Apex. Então eu procurei um curso que contemplasse um aprendizado consistente sobre a linguagem Java e me preparasse para o que estava por vir. E encontrei.</p><p>Escolhi fazer o curso <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL62G310vn6nFIsOCC0H-C2infYgwm8SWW">Maratona Java</a>, do <a href="https://devdojo.academy/">DevDojo Academy</a>, ministrado por <a href="https://www.linkedin.com/in/williamsuane/">William Suane</a>, e digo com toda a tranquilidade do mundo:</p><blockquote><strong>FOI A DECISÃO MAIS ACERTADA QUE EU TOMEI DURANTE TODO ESSE PERCURSO.</strong></blockquote><p>Em meados da trajetória de aproximadamente 9 meses estudando Java, houveram percalços e dúvidas. Meu amigo e outras pessoas perguntavam se eu precisava estudar tanto “outra linguagem” e se o fator tempo não me preocupava. Houveram outros cursos menores, complementares ou não, e oportunidades que me faziam questionar se não seria melhor dedicar meus estudos para outras áreas.</p><p>Foram feitas novas tentativas de iniciar os estudos de Apex sem concluir todo o curso de Java para “poupar tempo”. Mas foi justamente neste ponto onde ficava cada vez mais claro: tenho que investir meu tempo nisso para justamente não perder tempo lá na frente. <strong>E valeu cada segundo</strong>.</p><p>É claro que muitos conselhos vem da interpretação de outros que estão ao seu lado e, com suas visões e experiências, querem apenas lhe ajudar. Meu amigo é da escola que ‘aprendeu fazendo e lendo no meio do caminho’. Na verdade, a maioria dos meus amigos <em>devs</em> são do tempo onde se aprendia dessa forma (lembremos que não existia <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_artificial_generativa">GenAI</a> naquele período).</p><p>Mas, por mais pressa que eu tenha em arrumar um emprego, confesso que estou numa situação onde pude me dar ao luxo de tirar esse tempo e estudar com foco e dedicação para buscar o melhor entendimento das coisas. O peso de “ter que” (por conta dos meus planos) acertar na escolha me faz pensar que esse é o melhor caminho. E isso constituiu um diferencial real no meu aprendizado.</p><p>Este ano, depois me de dedicar aos estudos de base, finalmente comecei a estudar a plataforma Salesforce e o Apex. E agora já estou no segundo livro do assunto, entendendo sem dificuldades aquilo que estou vendo. A dedicação no ponto onde minha intuição mandou eu focar está rendendo frutos de maneira inquestionável.</p><p>Pra que você tenha uma ideia, neste segundo livro é dito que a linguagem Apex é baseada proporcionalmente em 95% de Java e 5% de C#. Por aí já dá pra entender se o investimento valeu a pena ou não. As peculiaridades da linguagem é o que estão sendo aprendidas e assimiladas, pois a base de seu funcionamento eu consegui absorver.</p><p>Lembre-se de que, mesmo com toda ajuda e conselhos que você tiver , seja de quem for, a única pessoa que você terá de conviver pelo resto da sua vida, com todo o peso das decisões tomadas por ela e seus resultados, é você mesmo(a). Portanto, se tem uma lição que eu aprendi e posso repassar para você que está lendo isso é:</p><blockquote>Confie em si mesmo. E continue.</blockquote><figure><img alt="Imagem gerada por IA (Copilot): Um homem branco, usando uma mochila de acampar, segurando uma bússola enquanto olha para o horizonte com o sol nascente, morros e uma trilha de terra batida." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ZlJgoM15LbPColA-wDPD5A.jpeg" /><figcaption>Imagem gerada por IA (Copilot): Um homem branco, usando uma mochila de acampar, segurando uma bússola enquanto olha para o horizonte com o sol nascente, morros e uma trilha de terra batida.</figcaption></figure><p>Este texto faz parte da coleção “<a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/tagged/minha-hist%C3%B3ria">Minha História</a>”, onde eu documento a minha rotina de transição de carreira para a área de T.I., mais especificamente na trilha para me tornar um Desenvolvedor Salesforce.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5466037be492" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/confie-em-si-mesmo-5466037be492">CONFIE EM SI MESMO</a> was originally published in <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico">Algoritmo Biomimético</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 03)]]></title>
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            <category><![CDATA[the-sims]]></category>
            <category><![CDATA[transição-de-carreira]]></category>
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            <category><![CDATA[tecnologia-da-informação]]></category>
            <category><![CDATA[minha-história]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Wellington Morais]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 26 Feb 2024 20:39:20 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-02-26T20:39:02.396Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*duB0uogWmcHrniujez8lJQ.jpeg" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016">https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016</a> | Editado por Wellington Morais</figcaption></figure><p>Após um bom tempo resolvendo várias questões que atrasaram meus estudos, estou retornando para minha rotina de aprendizado aos poucos. Recentemente conclui os cursos básicos de <strong>Linux</strong> e de <strong>Notion</strong> e, como de costume, retorno para escrever dessa vez o capítulo que encerra a trilogia sobre o meu processo até a opção pela transição de carreira. Novamente vou partir do ponto onde parei no <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-02-502fca7d9a6d">texto anterior</a> para continuar narrando minha saga que me trás até os dias atuais.</p><p>Depois de um processo extremamente desgastante e desestimulante, eu me encontrava pairando no limbo que minha própria vida parecia ter se tornado. Vivendo de um sonho de trabalhar com <strong>ATHIS</strong>, junto com um outro grande amigo arquiteto (que não era nenhum dos que havia mencionado antes), esse sonho a cada dia se demonstrava ser um devaneio distante de uma realidade cada vez mais nebulosa e menos concreta.</p><p>Nesse tempo ocioso e sem muita esperança, uma das pessoas que mais pude contar foi com minha namorada. Dos bons momentos que tenho para narrar desse período até hoje, ela marca presença em todos. É a pessoa capaz de tornar meus dias melhores, até mesmo (e principalmente) os mais comuns.</p><p>E foi justamente em um desses dias comuns que estávamos conversando sobre vários assuntos aleatórios, até surgir o tema jogos de videogame. E dentre os games que apareceram na lista, um virou pauta rapidamente: ‘<strong>The Sims</strong>’.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/764/1*MmyuPDei3mltnon5MgEqsA.jpeg" /><figcaption>The Sims 4 | Fonte: <a href="https://www.playstation.com/pt-br/games/the-sims-4/">https://www.playstation.com/pt-br/games/the-sims-4/</a></figcaption></figure><p>Ela falava que adorava jogar isso quando ainda era estudante e me dizia como o jogo era extremamente viciante. Já eu, dizia que muitos colegas arquitetos me contaram que começaram a se interessar pela área de tanto ver a evolução das casas dos personagens diante o correr da vida deles, ação que faz parte da dinâmica do game.</p><p>O detalhe disso tudo é: eu nunca havia jogado ‘The Sims’ na vida. Minhas inspirações pra buscar estudar Arquitetura foram outras, já mencionadas no <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-01-d634b29d555">primeiro texto</a> que escrevi dessa trilogia. Ou seja, eu não tinha ideia de como esse jogo poderia influenciar alguém a fazer alguma escolha para a própria vida.</p><p>Pois dito isso, o fato era que eu tinha o game disponível em sua versão mais nova pra jogar naquela data, e diante deste contexto apresentado eu pensei:</p><blockquote>Hum… Por que não?</blockquote><p>Acabei instalando “The Sims 4” e iniciando uma campanha onde criei o meu personagem da forma mais parecida possível em termos de fisionomia. Na etapa seguinte eu precisava escolher uma profissão e <strong>COM CERTEZA</strong> não seria a de arquiteto. Dentre as opções que apareceram na lista, acabei escolhendo a que eu mais tinha afinidade de alguma forma: <strong>desenvolvedor de software</strong>.</p><blockquote>Ora, ora, ora… Mas não era a profissão que um dia <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-01-d634b29d555">eu declarei que nunca mais seguiria</a>? “Mas isso é videogame, é só a vida de mentirinha, ué ”…</blockquote><blockquote>Bem, segue o jogo…</blockquote><p>Depois de montar o meu avatar, era hora de escolher onde eu iria morar. Chequei o orçamento, comprei o lote, vi todas as opções arquitetônicas possíveis e construí a casa (quem dera que na vida real fosse fácil assim também). Tudo pronto, vamos começar a viver intensamente! Pelo menos, na versão virtual…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FTNn2i-bjk2uAjO4HC29Dg.jpeg" /><figcaption>Um dos modelos de casa dentro do jogo | Fonte: <a href="https://br.pinterest.com/pin/305752262206491162/">https://br.pinterest.com/pin/305752262206491162/</a></figcaption></figure><p>As pessoas com quem conversei estavam certas sobre uma coisa: o jogo é realmente viciante! Eu jogava várias horas por dia e desde então alcancei várias conquistas: consegui um emprego para trabalhar de casa; fiz amizades na vizinhança; arrumei uma namorada, casei e tive um filho; pagava as contas em dia e consegui até empreender um pouco… A vida parecia simples, calma, quase perfeita. E é justamente aí o ponto de inflexão…</p><p><em>Se você já leu os outros dois textos, sabe bem que todos acabam tendo um elemento em comum: </em><strong><em>reviravolta</em></strong><em>. E normalmente ela ocorre de forma paradoxal.</em></p><p><em>Pois bem, chegou a hora de introduzir esse elemento tão fundamental na história de hoje.</em></p><p>Era mais um dia de jogatina viciante, até que em um dado momento eu comecei a olhar o avatar na tela e veio o pensamento de comparar aquela minha versão virtual com a minha versão da vida real. Depois de olhar com certa atenção, o que me deixou impressionado e de certa forma assustado foram os aspectos em que eu <strong>REALMENTE</strong> notava uma semelhança comigo:</p><blockquote>• tinha se tornado uma pessoa isolada, que preferia viver a maioria do tempo dentro de casa;</blockquote><blockquote>• não fazia atividade física e ostentava uma bela barriga de chope;</blockquote><blockquote>• ficava horas na frente do computador, seja trabalhando, seja por lazer;</blockquote><blockquote>• comia de maneira desregrada e alimentos nada saudáveis;</blockquote><p>Ou seja, aquilo se tornou o meu reflexo dentro do mundo virtual porque eu mantive lá os mesmos hábitos que mantinha na vida real. Porém de uma maneira bizarra, em alguns aspectos ele estava se saindo de forma mais bem sucedida do que eu.</p><blockquote><strong>Ou seja, eu percebi que estava perdendo pra mim mesmo.</strong></blockquote><p>Era natural que em vários aspectos ele vivesse a minha vida dos sonhos, afinal eu estava jogando um videogame onde as coisas são mais simples do que no mundo real. Mas tudo isso me levou a pensar:</p><blockquote>Se ele se parece tanto comigo e age como eu, e mesmo assim chegou onde chegou, o que ele está fazendo que eu não estou?</blockquote><p>Depois de comparar tudo com calma, havia apenas uma coisa em que as escolhas que ele fez realmente destoavam das que eu fiz: <strong>a profissão</strong>.</p><p>Ele escolheu trabalhar em uma área que não parava de crescer e absorver pessoas como força de trabalho, e que possibilitava de forma mais tangente que outras áreas com que pessoas fizessem o próprio trabalho de casa, podendo estar mais presentes com a família.</p><p>O restante das coisas como se exercitar, se alimentar melhor e ser mais sociável era tangível (o que não significa que seja tão fácil fazer isso quanto falar). Mas o que fazia a real diferença era o que ele conseguiu através da possibilidade do trabalho: <strong>ter uma vida digna</strong>.</p><p>Eu estava olhando pra um estilo de vida que eu desejava intensamente, porém estava vivendo apenas virtualmente, seja na minha mente, seja num jogo de videogame.</p><p>Foi então, nesse dia, que mais um pensamento casual teve uma consequência fundamental e me levou a mais uma escolha paradoxal. Depois de uma sessão de jogatina inusitada, eu parei, refleti, deixei a birra de lado e resolvi:</p><blockquote><strong>VOU MUDAR DE NOVO!</strong></blockquote><p>Ou seja, o jogo que levou muitos dos meus colegas a tomar a decisão de entrar no mundo da arquitetura, foi o mesmo que me fez tomar a decisão de sair dele. Como tudo de importante na minha vida tem sido paradoxal, isso também não poderia deixar de ser.</p><p>Decisão tomada, então foi hora de falar com velhos amigos do SENAI, fazer sondagens, pesquisar como o mercado estava depois de tantos anos e começar a montar um plano para, de fato, fazer uma transição de carreira.</p><p>E assim se encerra essa saga curiosa e imprevisível que me trouxe até aqui. O dia em que escrevo esse texto eu já tracei um planejamento para me tornar um <strong>Desenvolvedor Salesforce</strong>. Todo mundo tem que partir de algum lugar, e esse foi o ponto que eu decidi partir em busca de novos horizontes. Mas não me prendo a nada, ainda mais numa área como T.I. que é tão abrangente e crescente.</p><p>Até porque, se tem algo que a vida me ensinou é sobre como as coisas podem mudar de repente, e que tudo isso simplesmente faz parte das voltas que o mundo dá…</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=55e89ed3527e" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-03-55e89ed3527e">DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 03)</a> was originally published in <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico">Algoritmo Biomimético</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 02)]]></title>
            <link>https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-02-502fca7d9a6d?source=rss----e3c5abab182d---4</link>
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            <category><![CDATA[minha-história]]></category>
            <category><![CDATA[mercado-de-trabalho]]></category>
            <category><![CDATA[arquitetura-e-urbanismo]]></category>
            <category><![CDATA[medium-brasil]]></category>
            <category><![CDATA[transição-de-carreira]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Wellington Morais]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 30 Oct 2023 15:34:59 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-10-30T15:37:25.855Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*Vweu9t2Ubzp6hzD9xHfGGA.png" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016">https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016</a> | Editado por Wellington Morais</figcaption></figure><p>Hoje retorno depois de concluir meus cursos básicos de <strong>HTML5</strong> e de <strong>Git e GitHub</strong> para escrever mais um capítulo sobre o meu processo de transição de carreira. Partirei imediatamente de onde parei no <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-dá-parte-01-d634b29d555">texto anterior</a> para continuar narrando essa história cheia de reviravoltas paradoxais.</p><p>Depois de passar por uma experiência de desilusão com a área de informática, decidi que mudaria de ares completamente e seguiria pela outra vertente que me interessava. Porém, tinha acabado de completar o curso e não havia feito vestibular no final do ano. Portanto, teria que esperar por mais um ano inteiro até ter a oportunidade de tentar ingressar na faculdade.</p><p>Queria que tivesse sido um ano sabático onde eu refletisse e estudasse de maneira focada e determinada a passar no vestibular, porém foi mais um ano de ostracismo e de desperdício de tempo, jogando videogame e sonhando acordado. Não tinha a maturidade adequada para ter uma perspectiva completa da situação. Não estava realmente preocupado, pois achava que cedo ou tarde tudo se resolveria.</p><p>Sendo assim, ao final do ano de 2009 eu prestei vestibular na UFBA para Arquitetura e Urbanismo e na UNEB para Urbanismo, e como (na minha mente) eu sabia que era um jovem muito inteligente e que meus problemas se resolveriam rapidamente… acabei não passando em nenhuma das duas tentativas e percebi que ficaria no limbo por mais um ano.</p><p>Estava finalmente começando a pensar de forma séria no assunto, até que uma colega me falou sobre usar a nota do ENEM para conseguir uma vaga em um curso de graduação. Isso pra mim era novidade na época, mas como estava precisando dar um rumo na vida resolvi buscar essa alternativa e acabei conseguindo uma vaga no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFACS.</p><p>Me entusiasmei com a novidade e corri atrás de toda a documentação para enfim dar um novo início a minha trajetória, que agora sem dúvidas seria muito melhor (pelo menos, na minha mente era isso que se passava).</p><blockquote>No fim das contas, a universidade foi um local que me mostrou muito mais sobre como funciona a vida de verdade do que qualquer outra coisa.</blockquote><p>A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo era um ambiente totalmente novo para mim. Entrei sem saber absolutamente nada de como aquilo tudo funcionava e me deparei com um mundo totalmente diferente do que eu conhecia. Não só pelo fato de não ser mais o colégio e agora ser um ambiente onde é cada um por si, com um nível de cobrança mais alto e com professores que possuiam metodologias distintas. Mas também por ser uma nova realidade em relação a estar um curso extremamente elitista, com demanda de materiais caros, pessoas de classe social mais alta, com outros hábitos e costumes…</p><p>No início foi tudo bem difícil. Entrei com um mês de atraso por conta do processo de aprovação de candidatos do ENEM e não pude pegar as matérias com a grade fechada. Resultado: peguei ao mesmo tempo matérias de 1º, 2º e 3º semestres. Consegui passar em quase todas, mas tomei um susto de primeira quando perdi em uma e vi a minha bolsa ficar ameaçada. Como eu já havia dito minha história é paradoxal, e por ironia do destino a matéria na qual eu fui reprovado foi (pasmem!) “<em>Informática Aplicada a Arquitetura”</em>.</p><p>No semestre seguinte, eu já estava um pouco mais calejado, então procurei corrigir ao máximo a minha grade. Foi nesse momento onde encontrei a minha ‘turma do coração’ e consegui fazer os poucos amigos que trouxe daquele ambiente estranho e hostil, onde eu definitivamente me sentiria como uma ovelha negra do início ao fim do curso.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/720/1*GkyOsrv01nMOaMdJZBSW5w.jpeg" /><figcaption>Minha ‘turma do coração’ na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UNIFACS | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><p>Após achar a minha turma, tive de passar pelo filtro das matérias de processo criativo e de Projeto (ou Ateliê, para alguns). Sentia certa dificuldade e achava que não iria conseguir me firmar no curso. Porém depois de muito esforço, consegui superar esses obstáculos e a finalmente me sentir mais confortável e melhorar o meu desempenho nos semestres seguintes, vendo matérias de cunho mais técnico e fazendo projetos com recursos digitalizados (sim, nesse meio-tempo eu repeti e passei na matéria que havia perdido).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*1FiY86t07Kmv1WPrkZgXFg.jpeg" /><figcaption>Eu e a turma, com metade do caminho andado | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><p>Apesar do acréscimo de confiança e da melhor adaptação, na reta final do curso acabei passando pelas maiores provações que enfrentei na vida, dentro e fora do ambiente acadêmico. Perdi minha mãe de forma cruel, fiz uma cirurgia para retirada da vesícula, tive problemas (<strong>ainda tenho e sempre terei</strong>) muito sérios com meu pai e acabei saindo de casa por um curto período de tempo. Tudo isso bem no início da preparação para o TCC.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*wbjGUu4hzz5T0IyfAyoErA.jpeg" /><figcaption>Eu e a minha banca no dia da apresentação do meu TCC | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><p>Depois de muito trabalho, esforço e dedicação, engolir muito sapo e contar com a compreensão de professores excepcionais que me orientaram durante essa jornada e o apoio de parentes e amigos muito importantes nessa fase, consegui concluir o meu TCC, ser aprovado e finalmente me formar como Arquiteto e Urbanista.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*AZx-h-fm6wDVqoAaCSGf-A.jpeg" /><figcaption>Eu, recebendo o capelo durante a Solenidade de Formatura | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><blockquote>Agora é a hora onde tudo dá certo e as coisas começam a melhorar, certo?</blockquote><blockquote>Na-na-ni-na-não…</blockquote><p>Após esse desfecho, começou a nova fase de perrengues na minha vida. A dura realidade de ser um profissional liberal que não vem de uma família abastada num nicho elitista logo chegou para mostrar como as coisas funcionam. E elas eram assim:</p><blockquote>• Não consegui arrumar um emprego;</blockquote><blockquote>• Tive poucos trabalhos que vinham de forma sazonal;</blockquote><blockquote>• Ganhava (muito) pouco;</blockquote><blockquote>• Por vezes acabava pagando para trabalhar;</blockquote><blockquote>• Todo trabalho era sempre uma enorme dor de cabeça;</blockquote><blockquote>• Trabalhava sozinho e me sentia sobrecarregado;</blockquote><blockquote>• Havia pouco (quando havia algum) reconhecimento;</blockquote><p>Eu me sentia totalmente desestimulado, não importava o trabalho que eu conseguisse ter em mãos. Pleiteei uma vaga em uma pós-graduação na UFBA (a qual falarei um pouco mais à frente) e acabei não sendo selecionado. Parecia que nada funcionava direito, se é que algo funcionava de verdade.</p><p>No final de 2019, firmei uma parceria para trabalhar para um amigo arquiteto que formou depois de mim (sim, <em>PARA</em> e não <em>COM</em>) para tentar aumentar meu portfólio e engrenar um pouco financeiramente. Escolhi ser PARA pois precisava de uma renda fixa, e não dava pra ser COM pois era tudo muito incerto. E não se iludam: sou muito grato por essa oportunidade (uma das poucas) que tive. Parecia um pouco promissor, até que a <strong>pandemia do Coronavírus</strong> resolveu transformar, literalmente, todo o mundo e jogar um balde de água fria nos nossos planos…</p><p>Quando completei meus 30 anos e me vi nessa situação, uma chave na minha cabeça virou e eu ganhei uma nova esperança. Tirei pressão de metas que não haviam sido conquistadas e comecei a pensar com clareza sobre o que de fato eu queria fazer na minha vida. Achei um nicho no qual eu gostaria de trabalhar na minha profissão e me sentiria verdadeiramente útil: <strong><em>Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social</em></strong>, ou simplesmente <strong><em>ATHIS</em></strong>.</p><p>Pela primeira vez eu me sentia realmente empolgado com a possibilidade de usar tudo aquilo que aprendi e trabalhar dentro da minha classe social, ajudando a transformar a realidade do pobre residente em aglomerados subnormais em algo melhor, fazendo a diferença de verdade. Mas logo percebi que por mais vontade que eu tivesse de empreender nessa situação, e até mesmo tivesse outro amigo arquiteto que pensava da mesma forma, faltava algo fundamental e que me desanimou profundamente mais uma vez: <strong>DINHEIRO</strong>.</p><p>O tema ATHIS era o mesmo da pós-graduação que eu já havia pleiteado uma vaga anteriormente. Mas antes era uma questão de oportunidade de me qualificar. Agora era bem mais que isso: era uma meta de carreira. E então eu esperei abrir a inscrição novamente, mas os resquícios da pandemia não permitiram que isso acontecesse e de novo eu quebrei a minha cara, dessa vez sem nem mesmo poder tentar.</p><p>Depois de encerrar a parceia (que já não era tão proveitosa para nenhum dos lados), fui me mantendo como podia, graças a trabalhos <em>freelancers</em> que mais um grande amigo arquiteto conseguiu para me ajudar. Mas no fundo isso acabava sendo mais uma muleta. E dessa forma eu nunca conseguiria andar com as próprias pernas. Eu precisava de mais.</p><p>Essa situação de oportunidades escassas, dificuldades cotidianas, grandes obstáculos e decepções frequentes veio se perpetuando e me saturando cada dia mais e mais, durante anos. Mais precisamente, durante <strong>7 anos</strong>. Até que…</p><p>Um dia, nesse meu tortuoso caminho onde as coisas aconteceram de um modo constantemente paradoxal, depois de uma sessão de jogatina inusitada, eu parei, refleti e resolvi <strong>MUDAR DE NOVO!</strong></p><p>Mas isso fica para um próximo capítulo dessa saga curiosa de paradoxos senoidais, que fazem parte das voltas que o mundo dá…</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=502fca7d9a6d" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-02-502fca7d9a6d">DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 02)</a> was originally published in <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico">Algoritmo Biomimético</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 01)]]></title>
            <link>https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-01-d634b29d555?source=rss----e3c5abab182d---4</link>
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            <category><![CDATA[tecnologia-da-informação]]></category>
            <category><![CDATA[mercado-de-trabalho]]></category>
            <category><![CDATA[transição-de-carreira]]></category>
            <category><![CDATA[minha-história]]></category>
            <category><![CDATA[medium-brasil]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Wellington Morais]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 19 Sep 2023 17:29:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-10-27T21:27:31.938Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*Vweu9t2Ubzp6hzD9xHfGGA.png" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016">https://www.vox.com/2016/7/12/12148980/leap-second-2016</a> | Editado por Wellington Morais</figcaption></figure><p>Recentemente terminei o curso básico de POO em Java e hoje vou iniciar os estudos na área de Desenvolvimento Web, começando a estudar HTML 5. Sempre que eu termino uma das etapas de estudo para fazer a base da minha transição de carreira, acabo querendo escrever para documentar o meu processo e transmitir um pouco das minhas experiências e reflexões.</p><p>Hoje vou contar um pouco mais da minha história, a respeito de como foi que eu decidi estudar programação pela primeira vez. Bem, essa é a segunda vez que eu decido estudar o assunto, e por razões bem diferentes da primeira. Mas para isso preciso contextualizar que eu sempre me senti um pouco dividido entre duas áreas que me atraíram em momentos diversos da vida, desde a infância.</p><p>Eu era uma criança introspectiva, metódica e curiosa. Sempre me atraí por mapas de atlas e desenhos bem feitos de modo geral. Principalmente desenhos técnicos (mesmo sem saber o que era isso naquele momento). Na verdade, tudo que tinha um viés técnico sempre me chamou atenção.</p><p>Quando tinha uns 4 anos eu ia pra sala e folheava as revistas <em>‘Arquitetura &amp; Construção’</em> antigas que existiam em casa, e lembro de sempre ficar mais fixado nas plantas-baixas de cada imóvel do que em qualquer outra parte. Eu sempre consegui ler de forma mais clara a arquitetura olhando as plantas ao invés das fotografias. Queria entender: Por que existiam tantos quartos em uma casa enquanto na outra só tinham 2 ou 3? Por que uma tinha uma piscina de dois níveis e a outra somente um jardim? Por que uma era tão grande e a outra tão simples?</p><p>Mas eu também tinha curiosidade a respeito da informática. Quando ganhei meu primeiro computador, eu tinha cerca de 7 anos. Mal o usava e jogava <em>‘Bow and Arrow’ </em>mais do que tudo. Não entendia absolutamente nada do funcionamento, ao mesmo tempo em que eu era completamente fascinado por aquela máquina branca com monitor de tubo e um botão TURBO na frente. Nessa época eu ainda sonhava em um dia ter TV a cabo pra ver desenho animado. Ainda não se sabia popularmente o que significava Internet…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*VUHNQiB9GswMyWHV9TUIWg.png" /><figcaption>Revista ‘Arquitetura &amp; Construção’ e jogo ‘Bow and Arrow’ | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><p>Com 15 anos fui estudar no SESI, um colégio incrível onde tive a sorte de fazer todo o meu ensino médio e que tem uma parceria com o SENAI. Esse fato mudou completamente a minha vida (pra melhor e por várias razões). Nessa época, meu pai (com muito esforço) me deu o meu segundo computador. A partir daí eu comecei a descobrir o mundo dos jogos e da internet (de uma forma bem modesta, é verdade). Mas foi aos 16 que pude fazer ainda no colégio um curso de Manutenção de Microcomputadores. Isso foi o que me fez realmente começar a entender e cada vez mais entrar em fascínio sobre o mundo da informática.</p><p>Precisei fazer a minha primeira escolha relevante na vida quando eu tinha 17 anos. Estudava no SESI e por conta do convênio com o SENAI, acabei tendo a oportunidade de fazer um dos vários cursos técnicos ofertados por eles naquele período. Minha atenção estava dividida entre duas opções que refletiam as áreas de interesse que eu tinha: <strong>Desenvolvimento de Software x Edificações</strong>.</p><p>Era um jovem com todo o futuro pela frente e precisava fazer uma escolha. Com a maturidade disponível a um adolescente naquele momento, assim o fiz. Escolhi aquilo que no momento me seduzia mais do que qualquer outra coisa. Conhecer o funcionamento de uma máquina como um todo, assim como cada componente que fazia parte dela me deixou mergulhado num oceano de curiosidade. <em>Queria descobrir, mais do que tudo, como funcionava um computador por dentro, no mais profundo de suas entranhas</em> (<strong>gravem essa informação</strong>).</p><p>Foi assim que comecei a cursar Desenvolvimento de Software no meio do ano de 2007. Eu estava realmente empolgado com a possibilidade de descobrir cada vez mais sobre o funcionamento de um computador e tudo o que ele era capaz de fazer. Era como uma criança que acabou de provar um copo de Coca-Cola pela primeira vez na vida. Só queria mergulhar e nadar dentro daquele copo. As expectativas eram muito grandes…</p><blockquote>E as decepções foram assim também…</blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ESwMzJMNa5Nm0IMmE2lRFQ.jpeg" /><figcaption>Turma de Desenvolvimento de Software do SENAI CETIND 2007 | Fonte: Acervo próprio</figcaption></figure><p>Explico. Como disse, eu era um jovem com um nível de maturidade permitido a um adolescente de 17 anos. Eu não era um sem-noção. Muito longe disso. <strong>Eu apenas não conseguia ver com clareza como as coisas poderiam ser no futuro.</strong> E até aí tudo bem, afinal era uma oportunidade única de fazer um teste em uma das duas áreas que sempre me chamaram atenção. Eu sabia que caso não gostasse do que veria, poderia prestar vestibular e fazer outra coisa na vida. Se errasse nessa, tentaria na outra.</p><p>O problema começa quando esse raciocínio tira todo o peso da situação e faz eu levar a coisa menos a sério do que eu deveria (uma característica oriunda de uma certa arrogância adolescente). Eu entro no curso e vejo algumas matérias de matemática, onde vou bem. Depois disso, vejo a matéria-base de qualquer curso desse planeta que envolva o ato de programar: <strong>Lógica de Programação</strong>. E aqui as coisas tomam um rumo o qual eu realmente não chamaria de ideal…</p><p>Tenho questionamentos a respeito da didática aplicada no momento, porém isso não impediu outros colegas meus de terem bons desempenhos na matéria e após ela (incluíndo pós-curso). Passei arrastado, entendendo menos do que gostaria (e do que deveria). Em seguida, continuo o curso com notas entre razoáveis e boas. Apesar das eventuais dificuldades, eu consigo os pontos e passo nas matérias. Mas faço isso sem entender algumas coisas da forma adequada. Uma mistura de displicência com cumprimento de obrigação pra não desperdiçar uma boa oportunidade.</p><p>A verdade é que no meio do curso eu já me encontrava desmotivado. Eu gostaria de aprender o cerne das coisas. Achei que aprenderia linguagem de máquina. Queria entender instrução binária. Mas o que via eram linguagens de alto nível. E não entendia elas tão bem assim por ter tido minhas dificuldades na matéria principal do curso.</p><p>Que fique claro que nunca achei que a vida ou o curso eram os culpados da minha frustração. O conteúdo programático era adequado. Eu é que não gerenciei minahs expectativas de jovem sonhador. Isso foi me desmotivando cada vez mais. Mas não era problema, pois na minha mente vinha o pensamento:</p><blockquote>Eu sou jovem e tudo vai se resolver lindamente, porque eu sou inteligente e vou passar fácil no vestibular, pra me formar e estar empregado, casado, com filhos e meu carro na garagem antes dos 30!</blockquote><p>Se você for esperto, deve ter percebido que eu caí direitinho nessa lorota, e recebi a minha carteirinha do Clube dos Otários (do qual eu, felizmente, já me desfiliei).</p><p>De qualquer forma, assim a coisa foi se desenrolando. Eu me sentia mais a vontade em matérias que envolviam outros conceitos: modelagem de dados e seus diagramas; desenvolvimento web e seus layouts; inglês técnico. Já quando eu precisava factualmente desenvolver códigos em linguagens de programação, a desmotivação e a falta de confiança nas próprias habilidades batiam forte.</p><p>Assim eu fui até o final de 2008, quando consegui concluir meu curso, retirar meu diploma sem perder em matéria nenhuma e sair de lá formado Técnico em Desenvolvimento de Software e totalmente decepcionado com a área, a ponto de declarar que:</p><blockquote>Nunca mais na vida eu queria trabalhar com programação.</blockquote><p>Após o meu desapontamento com o cenário experimentado, me restava buscar outra alternativa para seguir em frente. E com toda a convicção (ou ilusão) que um jovem de 18 anos poderia ter, eu (achava que) sabia para qual direção eu queria seguir pro resto da vida.</p><p>Mal sabia eu das voltas que o mundo dá…</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d634b29d555" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/das-voltas-que-o-mundo-d%C3%A1-parte-01-d634b29d555">DAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ… (PARTE 01)</a> was originally published in <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico">Algoritmo Biomimético</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[PRIMEIRO PASSO]]></title>
            <link>https://medium.com/algoritmo-biomimetico/primeiro-passo-b2b09f187366?source=rss----e3c5abab182d---4</link>
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            <category><![CDATA[medium-brasil]]></category>
            <category><![CDATA[transição-de-carreira]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Wellington Morais]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 24 Aug 2023 18:15:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-08-22T17:05:12.894Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/833/1*x0BSKSxh_hH6X3ttzzxuAw.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://www.humblemarket.ph/take-the-first-step/">https://www.humblemarket.ph/take-the-first-step/</a></figcaption></figure><p>Acredito que esse normalmente é o mais difícil de todos. Até para escrever esse texto eu adiei a ocasião algumas vezes. Mas tem certas coisas que acabam se tornando inadiáveis, e por isso estou aqui como estou hoje. Deixe-me contextualizar:</p><p>Meu nome é Wellington Morais, tenho 33 anos, sou Arquiteto e Urbanista de formação e gosto da área. Ela possui um extenso leque de atuação e traz uma enorme contribuição para a sociedade, além de ser um trabalho lindo em sua essência. A importância do profissional de arquitetura para o desenvolvimento da sociedade é inquestionável. Ou pelo menos, deveria ser…</p><p>Sempre vi os números da Construção Civil subindo pelo menos nos 4 últimos anos. Artigos em jornais e revistas mostravam que era um dos setores mais promissores em número de vagas de emprego. Havia crescimento do número de reformas durante a pandemia, seja pelo efeito de se adequar a nova realidade do home office, como também por outros fatores.</p><p>O que eu <strong>francamente</strong> não conseguia entender era como era possível tanto eu como vários colegas não conseguirem arrumar uma dessas tantas vagas que estavam surgindo bem na nossa área. Esse efeito não reverberou em nós. Quanto mais eu conversava, mais ouvia os mesmos tipos de relatos com queixas frequentes: a maioria atuando como autônomo com poucas demandas, trabalhando para pagar as contas (e mesmo assim fechando no vermelho), pouca ou nenhuma perspectiva de crescimento…</p><p>Em suma: nem tudo são flores. Numa profissão que é extremamente nichada, onde muito do que se faz é vender ideias através de imagens, o glamour e a aparência contam muito (mais do que deveriam, inclusive). Os que tiveram boa condição financeira conseguiram se estabelecer no mercado com menos dificuldades, não obstantes a uma luta diária dentro de um cenário de concorrência desleal e egoica, assim como de reconhecimento escasso.</p><p>Além dos percalços que toda e qualquer profissão traz consigo, a cada dia que passava fui ficando mais desmotivado com o cenário que se apresentava para mim. Nem de longe eu tive uma condição financeira abastada. Assim como muitos larguei atrás numa corrida que por si só é desigual e torna-se sempre mais e mais difícil. Alguns poucos conseguiram superar barreiras, arriscando muito e largando família e amigos para trás em busca de melhores oportunidades em outros lugares.</p><p>Outros, que tinham condições mais específicas com laços com família e a cidade que estavam, não arriscaram tanto e se viram em um desafio cruel: a de tentar inserir uma profissão elitizada em um ambiente de classe média. Numa realidade como a brasileira, a situação é a de que poucos sabem de fato o que um arquiteto é capaz de fazer. E sem conhecer a sua função é impossível saber e respeitar a sua importância.</p><p>Muitos colegas foram desistindo de atuar na área, afinal não se vive de sonho. As contas chegam e todos estamos sujeitos as regras do capitalismo. Antes de viver, precisamos sobreviver. E eu acabei entrando nessa estatística.</p><p>Tudo isso, de uma forma muito resumida, me trouxe até aqui. Depois de muito me decepcionar e enfim perceber que não só as oportunidades eram escassas mas também a perspectiva de crescimento era ingrata e o dia-a-dia da profissão era dissimulado, tomei uma decisão: mudar.</p><p>Eu poderia inventar uma nova opção, mas acabei olhando para o mundo de uma forma mais realista e prudente. Foi então que eu o vi me oferecendo o que já tinha me mostrado anos atrás: uma oportunidade. Então, ao invés de “inventar arte” como antes, resolvi <strong><em>reinventar a mim mesmo</em></strong> e voltar para o lugar de onde eu tinha saído por outras questões (mas isso uma é história para outro capítulo).</p><p>Antes eu era jovem e não tinha maturidade para perceber estudando o que hoje depois de adulto vislumbrei jogando videogame. Toda essa trajetória aconteceu de uma forma poeticamente paradoxal (mas isso também é mais uma história para os próximos capítulos).</p><p>O fato é que por isso estou onde estou agora. Retomando os estudos para buscar uma vaga no mercado de T.I. Vim me tornar o que quando mais jovem renunciei, pensando que não voltaria a trilhar esse caminho novamente: um programador.</p><p>Ah, as voltas que o mundo dá…</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b2b09f187366" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico/primeiro-passo-b2b09f187366">PRIMEIRO PASSO</a> was originally published in <a href="https://medium.com/algoritmo-biomimetico">Algoritmo Biomimético</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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