Quarta na feira

Por Beatriz Martins e Louise Amigo

Foto: Beatriz Martins

Na maioria das vezes podemos perceber que quem mora nas grandes cidades, passa diariamente por feiras livres e nem se dá conta do que acontece por lá. Como por exemplo a diferença entre cada uma delas, o preço e a variedade.

Na feira visitada por nós, localizada na rua Gustavo Riedel, encontramos desde roupas infantis até roupas íntimas, acessórios, calçados e produtos de limpeza, fugindo assim das feiras tradicionais onde geralmente vende-se apenas alimentos, com isso, criando sua própria marca.

Durante o início da manhã, encontramos tudo limpo, sortido, bem organizado e com menos movimento. Logo após as primeiras horas, inicia-se o horário de pico e, com o passar do tempo, percebemos que o final da feira estava chegando, devido a queda dos preços dos produtos — é o que conhecemos por xepa.

As características dos vendedores impressionam, já que para conseguir vender, eles contam com carisma, tentam ser bem receptivos e fazem de tudo para poder agradar o cliente. Notamos que embora seja um trabalho que requer esforço físico — como carregar caixotes com as suas mercadorias — Eles precisam saber lidar com o público da melhor maneira possível, porque os clientes que dão lucro a eles, se não souber cativar, não consegue vender, assim tendo prejuízo no final do dia.

Ir à feira não é somente garantir preços mais baixos que os dos mercados e produtos mais frescos. É uma forma de visitar, conhecer melhor essa identidade cultural que toma conta das ruas da nossa cidade.