
Aqueles dias eram assim
Algumas vezes me perguntaram, como eu poderia viver todas as mulheres no meu dia a dia. Como correspondia todas minhas funções: ser mãe, mulher e profissional ? Pois naquele momento existia uma situação Especial.
Me perguntaram se eu não tinha medo, se eu questionava em minhas orações “os porquês” daqueles dias, pois bem …
Um dia eu respondi.
-Não tenho medo não, procuro semear otimismo e plantar sementes de esperança.
Tudo que faço é com Fé e muito Amor.
Procuro superar todos os dias e luto com muita determinação.
Jamais ouviram de minha boca que eu estava cansada, infeliz ou doente.
Na verdade, eu agradecia por poder cuidar e amar e só pensava em viver aqueles dias.
Nunca questionei tempo de vida, EU VIVIA, nós vivíamos, pois, éramos uma pequena grande família, nós quatro, Eu mãe, Pai e Filhos.
Em nossos dias, era possível sim, trabalhar, amar, treinar, estudar e viver tudo que há.
Era possível viver dias de sol nos parques, na praia, ir a jantares, participar de tudo que era proposto, sempre com cuidados especiais, mas era SIM!
Sem medo, sem preconceito e sem dúvidas … Você vai se convencendo e quando acredita, tudo é maravilhoso, é possível e acaba sendo mágico.”
Nos dividíamos entre marido e mulher, entre filhos e tarefas, entre dois filhos especiais, cada um de sua Forma.
Existiram dias de total aflição , mas jamais foram maiores que os dias de total Otimismo e Perseverança.
E digo pra vocês, em relação ao Gustavinho.
“Realmente de coração, nunca achei nenhum problema na situação de meu filho, apenas procurava de todas as maneiras fazer com que os dias dele fossem melhores, fazer com que a vida dele tivesse o MAXIMO DE QUALIDADE E CONFORTO, AMOR E PAZ, dias imensos e cada um diferente do outro , mostrando pra ele, através de mim … A VIDA… assim fazendo de meus olhos os dele, meus passos os dele e para sempre enquanto eu pudesse…”
E assim foi…
Eu mãe
Retratado em nossa história
Andréa Barcelos

