5 dicas financeiras para montar o quarto do bebe

Lilian Byrro
Mar 20, 2018 · 5 min read

Nos últimos meses, o blog teve que ser deixado de lado. Dentre tantos compromissos e necessidades pessoais, familiares e profissionais, uma nova demanda ocupou um grande espaço em minha vida e a solução foi suspender a escrita por um tempo. Essa demanda tem ocupado não só o meu tempo físico e mental, mas principalmente toda a minha barriga!

Uma gravidez planejada é um momento muito feliz. Dentre as muitas alegrias que nos proporciona, acho que toda família se compraz com processo de preparação para a chegada do bebê. Quer coisa mais gostosa do que pensar no quartinho no qual o seu filho vai ficar? Ou comprar aquelas roupinhas pequenininhas que parecem não caber em um ser humano?

Tenho me permitido curtir essas coisas com o valor sensível que elas têm. Porém, não consigo, e nem quero, ignorar a minha mente financista que sabe que por trás desses prazeres existem custos, despesas e decisões que podem não ser as mais inteligentes do ponto de vista financeiro.

Tentando equilibrar essas duas realidades, utilizei algumas estratégias na hora de montar o quartinho da minha bebê e aproveito para dividi-las com vocês. Também tive estratégias para montar o enxoval e para planejar a vida financeira pós filho e posso compartilhá-las com vocês em um próximo post. O que acham?

1. Cuidado com a modinha

Quando começamos a buscar referências na internet para montar quartos de bebe, fica claro que existem alguns tipos de quarto que estão em alta: estilos que estão na moda e itens que parecem estar em quase todos os quartos.

É natural termos referência e acharmos bonito o tipo de decoração que está fazendo sucesso. Isso acontece com decoração de casa, com roupas, viagens e festa de casamento. Porém, tudo o que está na moda acaba tendo um preço maior devido à grande demanda que ela introduz. Além disso, esses itens costumam ser tão visto que se enjoa deles com facilidade e representam tanto uma época que acabam ficando muito datados.

Por isso, procurei ficar atenta para buscar o que realmente me agradava, resistindo à tentação de fazer o mesmo que todo mundo tem feito. Isso me permitiu, muitas vezes, optar por um item de decoração bem mais barato, embora com a mesma beleza e qualidade.

2. Móveis reutilizáveis

Como penso em ter mais de um filho, usei a estratégia de buscar móveis simples e neutros, que pudessem ser reutilizados com facilidade. Não queria, por exemplo, comprar um berço muito feminino, que eu certamente teria dificuldade em aproveitá-lo se o meu segundo filho fosse um menino. Além disso, escolhi móveis em cores neutras para favorecer a utilização deles em diferentes situações.

Isso não significa que a decoração do quarto tenha ficado toda neutra e atemporal. Aproveitei para encher de detalhes nos itens mais baratos e que podem ser facilmente trocados no futuro.

3. Boa pesquisa de preços

O que observei em minha pesquisa para comprar berço, cômoda, etc, é que existem muitas lojas que trabalham com os mesmos fabricantes, porém, o preço entre elas pode variar significativamente. Algumas variações se justificam pelo estilo da loja ou pelo pré e pós venda que a loja oferece, mas, muitas vezes, o preço varia sem nenhuma razão aparente.

Por isso, visitei diversas lojas e fiz orçamentos para poder, depois, negociar com confiança. Acabei encontrando quase todos os móveis com o melhor preço em uma mesma loja. A poltrona, porém, estava com um valor bem mais em conta em outro lugar. O que fiz foi apresentar o orçamento mais barato na loja em que eu queria comprar e prontamente a gerente se dispôs a cobrir o preço para que eu pudesse fechar a compra toda com eles.

4. Usando as habilidades manuais

Outra estratégia foi a de fazer uso das minhas habilidades manuais e também daquelas pessoas mais próximas como família e amigos. Ok, devo admitir que minhas habilidades não são tantas assim, mas vi como uma oportunidade de desenvolvê-las, principalmente nos momentos de descanso quase obrigatórios que toda grávida tem.

Entre os meus amigos e familiares, encontrei pessoas dispostas a costurar uma almofada, fazer um artesanato ou uma pintura. Usar desses recursos não apenas diminuiu os custos de decoração e me permitiu criar uma decoração única, mas também envolveu as pessoas queridas em minha gravidez, me fazendo viver momentos muito especiais. Projeto, ainda, que será muito gostoso poder admirar esses itens cheio de amor e significado enquanto cumpro a rotina de mãe de recém nascido.

5. Não confundir amor com valor

Uma última estratégia importante é estar bem atenta para não me deixar levar por desculpas vinculadas ao sentimento ou ao valor do acontecimento. É muito comum as pessoas justificarem uma despesa com respostas do tipo: “Não vou economizar em algo para o meu filho” ou “Mas é um momento tão importante, vale à pena”. Na minha compreensão, essas justificativas tem que ser usadas com muita parcimônia e, na maioria das vezes, tendo a desconfiar caso essas sejam as únicas respostas possíveis.

Para mim, buscar uma decoração financeiramente inteligente para o quarto da minha filha não significa que meu amor por ela é reduzido. Pelo contrário, vejo como a primeira oportunidade de começar a construir nela, e na minha relação com ela, bases que favoreçam com que ela cresça com um comportamento financeiro saudável, aprendendo o real valor das coisas e do dinheiro.

E você? Quais estratégias utilizou para decorar o quarto do seu bebe?

Finanças Pessoais

Para quem quer mandar no dinheiro e não o contrário.

Lilian Byrro

Written by

Professora de Finanças

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