Declaração de Imposto de Renda: como eu faço a minha e como você pode fazer a sua!

Muita gente tem medo de fazer declaração de imposto de renda, acha difícil e complicado e fica feliz em terceirizar essa atividade para um amigo ou contador.

Porém, o que essas pessoas não sabem é que essa terceirização não tira delas a responsabilidade do que está sendo declarado. Além disso, é impossível, inclusive para um ótimo contador, fazer uma declaração correta se a própria pessoa não se dedica nem um pouco para esse processo.

Eu comecei a fazer Declaração de Imposto de Renda com 15 anos. Meu pai sempre fez suas próprias declarações e desde essa idade “pedia a minha ajuda” para realizá-las. No início, eu fazia o operacional e sou muito grata pelo tanto que pude aprender nesse momento de convivência com ele. Depois de um tempo, eu já fazia a declaração sozinha e apenas passava para a sua conferência.

O que posso dizer é que está cada vez mais fácil realizar a própria declaração! O sistema da Receita Federal está mais inteligente e com opções de ajuda que facilitam o entendimento do que vai ser preenchido.

A fim de ajudar quem quer fazer a própria declaração ou quem quer passar informações mais apuradas para seu contador, vou contar um pouco sobre como eu faço a minha declaração.

1. Coleta de documentação

O primeiro passo é juntar todos os comprovantes que preciso para a declaração. Eu gosto de começar pela renda/receitas, que é a parte com a qual a Receita Federal está mais preocupada. Junto os informes de rendimento do meu trabalho e outros, caso seja sócia/acionista de alguma empresa.

Tento lembrar se realizei alguma venda significativa no ano, como carro ou casa, pois isso também precisa entrar na minha declaração. Recebi alguma herança? Alguma doação significativa? Isso tudo precisa constar.

Depois, vou para a parte dos bancos. Retiro os comprovantes de todos os bancos nos quais tenho conta. Em seguida, verifico se há alguma documentação nova na parte de patrimônio e termino por juntar as despesas dedutíveis.

Em relação às despesas dedutíveis, despesas médicas e plano de saúde costumam ser bem relevantes. Despesas trabalhistas com empregado doméstico também pode entrar, além de despesas com educação e dependentes.

2. Preenchimento completo da declaração

Com os dados na mão e depois de fazer o download do Programa do IRPF, inicio o preenchimento e vou seguindo os passos do próprio software. Particularmente, gosto de colocar todas as informações possíveis na declaração, principalmente no que diz respeito a receitas e patrimônio.

Faço isso por dois motivos. Primeiro, porque sei que a Receita Federal já tem muitas dessas informações e ocultá-las não vai chegar a lugar nenhum. Segundo, porque sei o que efetivamente interessa à Receita.

Eu só insiro na declaração coisas às quais tenho documentação. Dessa forma, fico protegida caso a Receita queira questionar alguma informação.

3. Checagem e determinação do tipo de declaração

Depois de preenchida a declaração, realizo uma checagem para garantir que todas as informações estão colocadas corretamente. Checo também qual foi o aumento do patrimônio e se ele é condizente com a minha receita anual. Essa é uma boa forma de verificar se todas as informações foram inseridas no sistema e é uma preocupação relevante da Receita Federal.

Parênteses: a Receita Federal quer garantir que você está pagando o imposto devido sobre a sua renda. Nesse sentido, o mais importante para ela é que toda a sua renda esteja declarada e com o imposto devidamente pago. Ela olha isso de duas formas principais: primeiro, bate as receitas declaradas por você com as despesas declaradas por seus pagadores. Segundo, verifica se o crescimento do seu patrimônio é condizente com o valor de receita declarado. Garantir esses fatores é um bom passo para uma declaração sem problemas. Em relação às despesas dedutíveis, ela apenas quer garantir que as despesas são devidas e reais.

Estando tudo ok, está na hora de determinar qual declaração você quer enviar à Receita: a simples ou a completa. Na declaração simples, os valores dedutíveis são presumidos pela Receita Federal a partir de um percentual da sua renda. Na declaração completa, cabe a você inserir todas as despesas dedutíveis que teve durante o ano.

O melhor é preencher a declaração de forma completa para, depois, verificar qual opção lhe fará pagar um imposto menor ou lhe dará um reembolso maior. Após clicar na melhor opção, é só salvar e enviar a declaração.

Quando eu faço

Fazer a declaração, para mim, é algo relativamente simples. Porém, sempre costuma aparecer algum detalhe que não estava lembrando ou algo que preciso verificar. Por isso, costumo começá-las uns 15 dias antes da data limite e finalizá-la uma semana antes.

Já passei aperto tentando entregar a declaração no último dia e o sistema estar carregado demais. Não faço isso mais!

Mas, para iniciar o preenchimento da declaração 15 dias antes, o ideal é começar a juntar a documentação um mês antes da data limite. Isso porque algumas organizações não tem um processo de desenvolvimento de informe de rendimento muito organizado e às vezes é preciso insistir e correr atrás para receber a informação correta.

Vamos começar?! Deixo o espaço de comentários aberto para quem quiser ajuda com alguma dúvida ou dificuldade!


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