
O que te impede de ficar rico (de verdade) — Parte II
Sejamos honestos: todos nós vivemos situações de consumo em que observamos uma luta se travar dentro de nós. De um lado, a vontade de adquirir algo, de fazer uma “estripulia”; do outro, a sensatez que nos diz que tal despesa seria uma imprudência.
Essa luta é normal, é parte do que nos faz humanos. É normal também o esforço para pensar sobre essas questões de forma racional, procurando colocar as prioridades, como já falamos anteriormente.
Mas existe um argumento que é praticamente imbatível, que retira todos os nossos raciocínios iniciais e que faz com que corramos o risco de perder muito dinheiro: o tal do “EU MEREÇO”.
Pense bem, esse argumento é extremamente perigoso, porque ele se aplica a quase todas as situações.
Um senhor aposentado considera que merece porque já trabalhou e se privou a vida toda.
Um pai de família trabalhador pensa que merece porque dedica toda sua vida à família e à profissão.
Uma mulher solteira diz que merece porque trabalha muito para se manter independente e feliz.
Um homem desempregado também pode merecer por estar sofrendo muito e já se privando de varias coisas.
Quer dizer, ao usar essa argumento conosco mesmo, quem vai nos dizer que não merecemos?
Ninguém.

Então, como fazer para que esse argumento não nos impeça de ficar rico?
Bom, para isso, devemos nos fazer outra pergunta: Eu mereço o quê?
Essa pergunta serve para nos lembrar que não existe ninguém que está contra nós; que, na verdade, ao pensar de forma equilibrada sobre o próprio consumo, estamos exatamente buscando nos fazer merecedor do futuro que queremos para a nossa vida.
O aposentado, por exemplo, que compra um sítio por acreditar que merece, pode estar criando para si uma situação futura de dificuldade financeira que ele não mereceria viver.
A jovem que justifica seu alto padrão de consumo por se achar merecedora, está desenvolvendo hábitos que depois sofrerá muito para retirar.
O desempregado que gasta o que não tem, acaba complicando ainda mais sua situação financeira.
Isso não significa que não vamos consumir nada ou que nunca o lado que defende o consumo vai ganhar, mas que ele ganhe baseado em argumentos reais, baseado no valor que aquilo tem na vida de cada um e dentro dos próprios objetivos. Que ele não ganhe em cima de argumentos vazios que acabam cegando a nossa visão e nos fazendo acreditar existe uma “fada madrinha” para corrigir as injustiças financeiras que existem pelo mundo.
Não, não é acreditando-se merecedor que se fica rico, é entendendo como a vida realmente funciona e como se faz, na realidade, para merecer ficar rico de verdade.
Esse texto é uma continuação do post “O que te impede de ficar rico (de verdade)”
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