Câmara dribla polêmica sobre sede própria
Depois do projeto improvável no Centro Histórico, a questão passou a ser o endereço ideal do imóvel, e não se ele é realmente necessário
Por Eduardo Rocha e Evandro de Assis
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O presidente da Câmara de Vereadores, Marcos da Rosa (DEM), pôs o bode na sala um mês atrás. Sugeriu que a Câmara construísse uma sede própria na área histórica da atual Fundação Cultural. Verdade seja dita, desde maio o vereador provocava o assunto em conversas com jornalistas. Queria testar a proposta, medir a repercussão. Conseguiu mais do que isso.
Num primeiro momento, o teste frustrou quem porventura tenha se animado com a ideia. Nem dentro do Legislativo há muita gente que considere viável a construção de um anexo à velha prefeitura. Artistas e cidadãos preocupados com o patrimônio histórico protestaram, e foram prontamente acolhidos pelo presidente. Não se viu sinal de apego ao projeto inicial.
Mas, uma vez instalado na sala, o bode foi ficando. Outras sugestões de endereço ganharam eco fora das paredes alugadas da Câmara. Alexandre Caminha (PSDB) viu oportunidade no antigo prédio do Besc da Rua XV. O líder do governo, Sylvio Zimmermann, (PSDB) mirou no antigo fórum, encostado na prefeitura. Recebeu apoio do Sindilojas, que milita pela revitalização da área central.
Para os lojistas, prédios como a Câmara, que geram circulação de pedestres, devem permanecer no Centro. A tese cai bem entre os vereadores, que recentemente rejeitaram terreno na Itoupava Norte oferecido pela prefeitura. Outro, perto da Vila Germânica, fora ofertado 10 anos atrás. Mas veio a tragédia climática de 2008 e ninguém teve coragem de seguir falando em sede própria. A prioridade era outra.
Em plena crise econômica, Marcos da Rosa conseguiu pular essa parte da discussão. Com o improvável projeto no Centro Histórico, a questão agora é o endereço ideal do futuro imóvel, e não se ele é realmente necessário. O projeto pode até empacar logo ali adiante, mas o presidente mostrou que compreende a dinâmica das polêmicas blumenauenses.
Balneário Camboriú, Brusque, Itajaí, Pomerode, Timbó, Indaial… Todas essas cidades deram casas próprias ao Legislativo nos últimos 15 anos. Em Blumenau, o aluguel do edifício no início da XV custa R$ 60 mil por mês. O Santa calculou R$ 2,5 milhões pagos em pouco mais de quatro anos.
No fundo, estamos falando da velha dúvida imobiliária: vale mais a pena comprar ou alugar? A resposta costuma ser “depende do objetivo”. Há bons argumentos para se evitar um investimento milionário neste momento. Assim como é fácil justificá-lo se a visão for de longo prazo.
Porém, a mesma reportagem do Santa menciona um probleminha. O contrato de aluguel vigente não tem cláusula de rescisão muito clara e abre margem para questionamentos judiciais, caso o proprietário não concorde com a desocupação. Ou seja, talvez estejamos todos perdendo tempo com isso.
Curtas
A primeira operação de maior destaque do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Blumenau prendeu 15 pessoas que formariam uma quadrilha responsável por fraudes de comércio eletrônico.
Está marcada para sábado à tarde, com apoio oficial e lei específica, a Marcha para Jesus. No Facebook, há eventos para a mesma data convocando as marchas da Maconha e das Vadias.
O quiosque em frente à prefeitura será ocupado pela PM a partir de amanhã.
Fim de semana
Depois daquela chuvarada no outono, este é o mês de julho mais seco em 30 anos. Os próximos dias continuarão assim.
Hoje à noite tem Banda Municipal no Carlos Gomes, com participações especiais.
Sábado a Eisenbahn comemora 15 anos na rua Bahia, das 10h às 22h. O valor do ingresso (R$ 15) será doado ao Museu da Cerveja.
No Jeep Clube o cardápio é feijoada.
Em Pomerode o pessoal vai caminhar pela Rota do Enxaimel à luz do luar.
Domingo é dia de cachorrada na rua e Missa do Motociclista na Catedral São Paulo Apóstolo. Evite a região central se barulho te irrita fácil.
Para se programar
Semana que vem tem Sabores de Santa Catarina na Vila Germânica.
No dia 12, o Dasa Festival traz Raimundos e Projota a Blumenau, entre outros.
E ainda:
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