Uma breve história do BNDE(S); o meu retorno à vida da escrita

O equivalente a 10% do PIB tupiniquim foi emprestado à empresas que foram metodicamente escolhidas usando o critério toma lá dá cá. Isso, calculando, somente, desde 2008 pra cá. Bem vindo à política brasileira.

BNDE, ou BNDES como passamos a denomina-lo, foi idealizado embasado em lei para alavancar o desenvolvimento do país em 1952, um Brasil que até então ainda sofria dos males póstumos de seus conflitos internos como a ‘Guerra Paulista’ de 1932, ocorrida no seio paulista e protagonizado por grupos armados onde lutou-se por uma nova Constituição para o Brasil. Foi idealizado como um banco estatal, um alento nas crises diversas de uma nação engatinhante. Em 1963, o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, pressionava a diretoria do banco a ceder recursos a uma cooperativa agrícola, logo vetado; no que o presidente da instituição, Leocádio Antunes, logo interviu fazendo valer a vontade de Brizola. Nasce então a proto estrutura do banco como o conhecemos hoje: a muleta sobre o qual se apoia o país.

Dos maiores “clientes” do banco logo se destacou a Petrobras o que não demorou a se tornar o vício contínuo e culminante em quebra de regras internas do estatal. Dos 24,1 bilhões que cada solicitante de empréstimo tinha direito a Petrobras logo mais que duplicou, e passou a fazer disso status quo, encontrando antagonismo com o atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O que chegou no final da festa, quando a bagunça já esperava completa o incauto convidado.

Desde 2003 o banco passou a atuar a todo vapor em financiamentos de importações de serviços, por meio da Exim (uma linha de financiamento de serviços criada durante o governo FHC). (Até então, funcionando de maneira moderada.) No governo Lula acentuou-se o investimento nesse ramo, assim como o Bolsa Família Lula inflou a oferta. Talvez não por o aumento da demanda… Na lista de clientes estão países como Angola (um País vitimizado pelo nepotismo de seu presidente), Venezuela — onde hoje se vê uma crise sem precedentes, Argentina (país envolto em crimes políticos como o assassinato de Alberto Nisman — que vinha denunciando Cristina Kirchner e seu desgoverno — , e com eleições onde a oposição murchou ao ponto da nulidade), República Dominicana e Cuba; essa última com obra da Odebrecht, uma empresa presidida por Marcelo Odebrecht, que agora é alvo da operação da PF que ficou conhecida como Lava Jato.

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Fico por aqui, em meu breve texto — que para confessar o pecado, digo que não revisei — Para mim serve como retorno à escrita. Obrigado por ler.

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