© unsplash.com/@jaycalabresephotography

COMO SE MANTER RELEVANTE EM TEMPOS LÍQUIDOS

Sobre a influência do conceito da modernidade líquida de Zygmunt Bauman no jeito que pensamos comunicação

Como uma confirmação da sua vida e de seus estudos, Zygmunt Bauman deixou este mundo para a eternidade líquida que está logo ali para todos nós. E no misto de tristeza e apreensão pela humanidade, penso que, assim como eu, quem estuda sua obra, se sentiu como uma criança aprendendo a andar de bicicleta: confiante enquanto quem ensina está do lado garantindo a segurança em caso de queda, mas que se dá conta que agora está sozinha e tem que seguir com o que aprendeu até aqui.

Pensar na partida de Bauman gerou uma cadeia de reflexões sobre o impacto do conceito de modernidade líquida na forma como fazemos, usamos e nos relacionamos com o mundo e, especialmente, como nos comunicamos com ele. Como pessoas ou como marcas, a gente se conecta e se identifica com causas e ideias num dia e no outro já pensamos diferente, deixando o vínculo se esvair sem pensar muito sobre, porque já existem novas coisas para prestarmos atenção.

A ironia de sintetizar a teoria em menos de 140 caracteres:

Na sociedade pós-moderna tudo se liquefaz. Interações, ideias e interesses são diluídos e pulverizados na hipervelocidade do mundo.

É a noção de que o mundo já não possui fronteiras, todos os conceitos e comportamentos são fluídos, não existem mais certezas absolutas e nada é para durar. E é quase impossível não relacionar com a comunicação e o relacionamento entre pessoas e marcas, aquilo que vivemos todos os dias, on e offline, consumindo informações e em seguida esquecendo e partindo para outro assunto mais interessante, até que o novo apareça rolando a timeline mais uma vez.

Com tantas inconstâncias e impermanências, o desafio é conseguir nutrir uma comunidade que admira, conversa e se identifica com as suas ideias e interesses. Pessoas que se permitem disponíveis e se fazem permanentes para um relacionamento — entre pessoas e marcas, pessoas e pessoas, marcas e marcas… enfim. Relações que perduram e sobrevivem a liquidez das interações individuais, timelines e dias corridos.

MAS COMO?

Não existem fórmulas, nem modelos, muito menos uma resposta que vai mudar a sua vida.

O que dá para fazer é pensar com empatia, planejar ações que envolvem as pessoas em níveis emocionais e afetivos. Criar experiências que ficam guardadas na memória, que não se esvaem junto com o turbilhão de informações.

APROXIMAR . EMOCIONAR . ABRIR CAMINHOS . CONVERSAR . ESTENDER A MÃO .
GERAR EXPERIÊNCIAS TANGÍVEIS

Acho que nunca é suficiente o quanto batemos na tecla da experiência quando falamos com clientes na FLAMINGOwtf, porque é quando a gente traz a conversa para além do marketing e das táticas de vendas, dos macetes para alcançar mais gente no Facebook e dos anúncios no Google que conseguimos prender a atenção das pessoas que se identificam com o nosso cliente. 
Que é quando planejamos ações que estreitam laços entre marcas e pessoas, que trazem para perto gente legal com interesses em comum e, numa atmosfera acolhedora, facilitam a conversa e o real envolvimento entre elas é que estamos solidificando as interações e acumulando experiências boas que reforçam o pertencimento do indivíduo ao mundo que o envolve.

É na força das conexões, na proximidade e na conversa afetiva que de fato nos fazemos relevantes e menos líquidos. ❤


Gostou desse conteúdo? Então recomenda no , que assim você ajuda ele ir mais longe nesse mundão da internet!

Para ver o que andamos criando no Estúdio, chega mais:
Behance
| Facebook|Instagram

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.