Princípios Editoriais

Pontos para nortear um trabalho isento e independente

O caos do mundo moderno exige um profissional qualificado, que seja multitarefas e esteja em sintonia com as novidades. Isso torna o mercado cada vez mais disputado, que seleciona apenas os mais preparados. Nossos desafios são constantes.

O Foca em Formação tem como missão debater todas as tendências e dialogar constantemente sobre como preparar um futuro jornalista para os desafios que a profissão nos exige.

O “missão, visão e valores” do nosso projeto visa padronizar uma linguagem e ideais para que leitores e editores estejam em uma mesma visão de como garantirmos os valores e a essência do jornalismo. Isso não quer dizer que visões diferentes não tenham espaço por aqui. Muito pelo contrário. Opiniões contrárias são sempre bem-vindas e ajudam a solidificar e melhorar este debate.

Alguns dos pontos aqui descritos tiveram como inspiração projetos editoriais de outros veículos, como os da Folha de S.Paulo.

  1. Jornalismo Isento

A imparcialidade é um mito que só existe para quem vê o jornalismo de fora. No senso comum, o jornalista tem que ser imparcial e refletir a realidade da forma como ela é. De fato, não podemos ser tendenciosos, mas a imparcialidade é impossível de ser alcançada. Todo ponto de vista e toda mensagem que é enviada e até mesmo recebida é resultado de um conhecimento pré adquirido (a famigerada bagagem cultural).

Para emitir um ponto de vista da maneira correta, a palavra certa a ser usada, em vez de “imparcial”, é isenção. Observar os fatos com um certo distanciamento evita conflitos de interesses e opiniões tendenciosas. É claro que todos nós podemos ter opinião, porém, ao emiti-la, devemos ser neutros para não deturpar os fatos e não prejudicar o bom debate.

Fazer jornalismo independente, livre de qualquer interesse pessoal, de corporação ou de terceiros. O compromisso do jornalista é com a sociedade.

2. Defender a liberdade de expressão

O maior desafio do jornalista sempre foi garantir o direito para tratar de qualquer assunto. Devemos lutar contra toda e qualquer tipo de censura. Além disso, não cabe a nós decidir o que pode ou não ser publicado (no máximo, nos limitamos a debater sobre). Se alguém publica ou emite algum tipo de opinião extrema, é papel da justiça decidir se algo extrapolou ou não os limites da lei, cabendo a nós, jornalistas, fiscalizar excessos.

O outro já diria que “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Rechaçar censura e outras agressões à liberdade de expressão, reconhecendo, no caso de abuso comprovado dessa liberdade, a responsabilização posterior dos autores, nos termos da lei

Projeto Editorial da Folha de S.Paulo/2017

3. Fugir do senso comum

O jornalista, pela responsabilidade de ter que saber e ter opinião sobre tudo, deve ter cuidado na hora de emitir opinião (ver 6. Responsabilidade e credibilidade). O jornalista não é o dono da verdade. Além disso, deve reconhecer seus erros e fugir de discussões rasas de redes sociais. Você não estuda pelo menos quatro anos de faculdade para ter que argumentar usando memes. Uma análise sensata e clara parte observando pontos de vistas opostos e sendo livre de preconceitos.

4. Ouvir opiniões contrárias

A pluralidade é palavra-chave no jornalismo. Como não é possível ser imparcial deixando nossos pré-conceitos de lado, ouvir e argumentar com quem pensa diferente é um caminho para emitir opiniões mais completas e justas para quem nos ouve/lê/assiste.

5. Bom senso entre sisudez e descontração

O jornalista deve saber se comunicar com seu público. Não podemos tratá-lo mal ou ser indiferente. A linguagem que tem que ser usada deve tomar cuidado para não ser séria demais, mas nunca brincalhona demais. O jornalista tem que escrever da forma correta, de maneira clara e direta, evitando eufemismos e exageros. Jornalista não deve ser protagonista, mas sim um observador dos fatos.

6. Responsabilidade e credibilidade

Cuidado sempre no momento de emitir uma opinião ou publicar algo. Não há nada de maior valor para o jornalista que a sua credibilidade. A credibilidade sendo posta em xeque, o jornalista perde a confiança do público. Por isso, todos os postos colocados até aqui devem estar acompanhados de bom senso e rigidez.

[Página em formação]

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