Conhecendo o veganismo e vegetarianismo

Foto/Reprodução: http://yogui.co/

Por Denilson Flores e Jheine Sieben
 
Quando aceitamos produzir a reportagem sobre veganismo e vegetarianismo não faziamos ideia daquilo que encontraríamos e aprenderíamos. Eu, Denilson, não tinha conhecimento da quantidade de produtos produzidos nesse universo. E eu, Jheine, muito pouco sabia sobre, já que há pouquíssimo tempo tinha resolvido me tornar vegetariana. Fomos impulsionados pelo desejo de aprender um pouco sobre tal cultura que vem crescendo e acabamos nos surpreendendo juntos.

O que acontece é que, por mais que este grupo de pessoas esteja cada vez mais exposto e buscando inclusão e visibilidade, ainda há muito “preconceito”. Sim, preconceito diante de pessoas que procuram hábitos alimentares e de vida distintos da maioria. E, por isso, o “chato que não come nada”, acaba tendo mais problemas para ajustar a vida social do que, de fato, a dieta alimentar e o estilo de vida. Foi o que confirmamos com todas nossas fontes.


Para entender um pouco mais, entrevistamos a nutricionista vegana Jéssica Stein e visitamos a Feira Vegana de Porto Alegre, que acontece mensalmente na capital. Ainda que a causa animal seja a mais exaltada, a defesa de um mundo menos industrializado e mais saudável é muito nítida. Primordialmente, diferenciamos o veganismo de vegetarianismo. Em poucas palavras, os vegetarianos são classificados em grupos de determinadas dietas alimentares relacionadas ao não-consumo de animais e alimentos derivados.

Foto/Reprodução: vista-se.com.br

Já o veganismo, adota, além da dieta, a prática de não-utilização de qualquer produto de origem animal. E, por mais que não notamos, estão entre eles: a maioria das roupas, calçados, produtos de limpeza e de higiene pessoal, medicamentos, alimentos da nossa rotina e até mesmo a cerveja. Por isso, o veganismo “abraça” qualquer tipo de dieta especial, como os diabéticos e intolerantes ao glúten e lactose.

Ao chegar na Feira Vegana de Porto Alegre, vimos uma grande concentração de pessoas. E ao conversar primeiramente com os expositores, nos foi relatado que para estarem no local é necessária a comprovação de que todos os itens apresentados não sejam de origem animal. Essa é a maior preocupação de organizadores, participantes e público de lá.
 “As pessoas estão se conscientizando mais sobre a exploração animal e sobre os maus tratos que os animais sofrem e não querem mais participar disso, porque, na verdade, o veganismo é isso: tu não querer participar de toda essa exploração.”
Thais Duranti, fundadora da Feira Vegana de Porto Alegre.


Após conversar com o público, chegou a hora de conhecer alguns produtos da feira vegana. Fomos até a banca da El Gato, que produz leites e achocolatado de origem vegetal. Cíntia Selbach, uma das idealizadoras da empresa, nos contou sobre a relação da El Gato com a causa animal e falou sobre o processo de fabricação dos leites.

Falamos também com Emmanoel Azevedo e Stefanie Preto, da Cosméticos Naturais Mão Cósmica, com produtos de higiene pessoal. O casal nos relatou sobre o início da produção dos produtos, apenas para consumo próprio. No entanto, com a procura, passaram a vender na feira. 
Também conhecemos o Velivery, um aplicativo com opções de restaurantes e alimentos veganos para entrega, e também o sushi do Vegan Chef. Mas a nossa surpresa veio mesmo com a cerveja vegana da Vento Livre. Nem poderíamos imaginar que até mesmo a cerveja tem componentes animais e é claro que provamos.

Como uma dupla de vegetariana e carnívorosuper, indicamos juntos aos curiosos de plantão não adeptos e também, obviamente, os adeptos, conhecer este estilo em uma das feiras e eventos existentes na cidade. Vale a pena e você com certeza vai se surpreender com os sabores e o pensamento da galera frequentadora assídua e até mesmo os “estreantes”, como você.


Para quem tem curiosidade em tentar, é claro que lembramos da importância de consultar um nutricionista especializado no assunto para que possa te dar as dicas de substituições e refeições corretas para fazer. Pois, assim como qualquer dieta alimentar, o vegetarianismo precisa de equilíbrio e substituições corretas. É o que lembrou a nutricionista Jessica Stein.
E aí, te animou?

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