Interdisciplinaridade: 5 dicas para trabalhar com habilidades prioritárias

Foco Brasil
Nov 4 · 3 min read

Compilamos nesse vídeo dicas trazidas por educadores que já realizaram trabalhos interdisciplinares em suas escolas com foco nas defasagens dos estudantes.

Dica 1: Criar um plano de intervenção em conjunto

Divulgar o resultado dos estudantes nas avaliações para toda a escola é um passo importante, mas não é o único. É preciso pensar em ações que envolvam todo o corpo docente e planejar momentos para discussões e tomada de decisões em conjunto. Esse movimento pode começar por reuniões de estudo do Mapa por área para depois passar a um encontro geral. O registro também tem uma função significativa. Ao fim das análises e reflexões, o plano de intervenção deve deixar claro qual o papel de cada um, os prazos e a forma de acompanhamento das ações planejadas.

Dica 2: Explicar do que se trata a habilidade

Se estamos falando de adotar habilidades, é preciso que todos compreendam do que exatamente elas se tratam. O apoio dos professores de Língua Portuguesa e Matemática é fundamental na facilitação desse processo. Assim, fica mais claro quais são as etapas para se desenvolver a habilidade em questão e como ela se conecta ao currículo.

Dica 3: Estimular o movimento #AdoteUmaHabilidade

As defasagens verificadas pelas avaliações são numerosas? Os mesmos descritores vêm tendo baixo domínio, ano após ano? Se esse for o caso da escola, um movimento do tipo #AdoteUmaHabilidade é uma maneira de engajar todos na busca de um resultado comum. Uma ou duas habilidades podem ser selecionadas como foco de todas as disciplinas durante um período de tempo. Outra opção é que no momento do planejamento cada professor adote um descritor com o qual trabalhará durante o trimestre. Independentemente do modelo escolhido, é necessário incluir a habilidade na avaliação interna de cada docente para conseguir acompanhar o avanço das turmas.

Dica 4: Partir do contexto dos alunos

O universo social e cultural dos estudantes traz temas com potencial de interdisciplinaridade. Vale a pena olhar para além do livro didático: do que minhas turmas gostam? O que ouvem, ao que assistem, o que jogam? Se não tiver essas respostas, propor uma roda de conversa no início da aula ou pedir para os alunos anotarem em uma folha seus gostos é um bom início. A partir dessa coleta, é possível encontrar relações entre os interesses deles, as habilidades prioritárias e as previstas no currículo.

Dica 5: Testar metodologias de aprendizagem

Já que estamos inovando ao unir duas ou mais disciplinas, por que não trazer novas metodologias para sala de aula? Pode ser uma inversão da ordem da aula (como no exemplo dado no vídeo pelo professor José), práticas de Ensino Híbrido, gamificação, Aprendizagem Baseada em Projetos (ou PBL) ou outra metodologia que coloque os estudantes no centro do processo educativo.

Leia também: 6 ideias para inspirar suas aulas


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A missão do projeto é contribuir efetivamente com a melhoria da aprendizagem dos alunos das escolas públicas. Fazemos isso por meio da produção de insights relevantes a partir de dados educacionais e da disseminação da cultura de gestão baseada em evidências.

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