Centro oferece serviços de apoio à comunidade LGBT em João Pessoa

Centro de Cidadania LGBT. Foto: Júlia Brito

Júlia Brito

De acordo com os dados do Grupo Gay da Bahia, ONG que defende os direitos dos homossexuais no Brasil, 318 pessoas da comunidade LGBT — Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros — foram assassinadas no Brasil em 2015. No ano seguinte, em 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, foi inaugurado em João Pessoa o Centro de Cidadania LGBT, com o intuito de prestar apoio ao grupo e conscientizar a população sobre a causas que permeiam a diversidade sexual.

Instalado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), o Centro oferece serviços que vão desde assessoria jurídica, retificação de nome de transexuais, acompanhamento psicológico, Unidades de Saúde da Família (USF) para atender a essa parte da população, até programas de habitação em casas de acolhida com quartos LGBT.

O Centro também tem parcerias com empresas privadas que oferecem empregos para travestis e transexuais e desenvolve campanhas de conscientização nas escolas públicas que discutem gênero, sexualidade e diversidade sexual com alunos do 8° e 9° ano do ensino fundamental. Segundo o coordenador, Roberto César, o papel do Centro é “pensar nessa população de forma integral” e centros como esses são importantes não só para o município de João Pessoa, mas para todo o país.

Os casos mais recorrentes no Centro de apoio são de transexuais que buscam a retificação do nome. Porém, situações de violência contra travestis e transexuais, além de violência sexual contra mulheres lésbicas e bissexuais, cometidos muitas vezes pelos próprios familiares, também fazem parte dos pedidos de ajuda no local.

A iniciativa serve como mais um reforço para as lutas contra a violências sofridas pela comunidade LGBT. Os serviços que já faziam parte da organização da PMJP foram estendidos para esse grupo da sociedade por meio do Espaço LGBT, ambulatório de travestis e transexuais, a delegacia de repressão a crimes homofóbicos e a coordenação LGBT, que trabalha políticas LGBTs em comunidades.

Locais como esses são importantes para representação dessa parcela da população e para que surjam mais casos como o de Sabrina Aghatta, mulher transexual que frequenta o centro com o apoio da família. “Sofri muito preconceito, e ainda sofro, mas minha família é maravilhosa e me aceitou, e aqui é como minha casa também”.

O Centro de Cidadania LGBT funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h. Para mais informações, acesse o site JP Sem Homofobia ou ligue para (83) 3218–9246 (Centro de Cidadania LGBT) / (83)3222–8853 (Coordenadoria LGBT e de Igualdade Racial).

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