“Na tarde de ontem, quinta feira, dia 26 de outubro de 1989, na cidade e Boulder City, um jovem promissor atleta conhecido pelos moradores da região como Luther (the Flash) Hall, foi dado como desaparecido logo após o horário escolar.

As autoridades estão investigando os últimos passos do rapaz para tentar descobrir quais poderiam ser o fatores que levaram ao sumiço do jovem 4° rebatedor do time dos Boulders Lions, da Boulder City High School.

Familiares e amigos que já prestaram depoimentos afirmam que viram Luther na escola e nos treinos matinais e somente pela tarde, no final do horário escolar, quando ele era esperado para a organização do baile de Halloween, o qual era o principal organizador, sua falta foi sentida, quando já anoitecia e ninguém mais sabia de seu paradeiro.

Um alerta geral foi emitido para toda a cidade de Boulder City e cidades vizinhas veiculando suas fotos e seus telefones de contato.”

Diario de Erick Banna, 3 anos depois.

Essa era parte da notícia que eu li no jornal matinal que minha irmã segurava enquanto lia as tirinhas de desenho, como uma retardada.

Apesar de não falarmos mais do papai e seu “desaparecimento”, eu percebo o quanto a Hillary era apegada a ele agora, que ela está cada vez mais rebelde e estressando a mamãe. Ele era nosso pilar, coisa que eu tento ser, mas… é complicado. (desânimo)

Pode parecer paranoia minha, mas eu não acho que seja coincidência que isso esteja acontecendo quase que nos mesmos períodos de 3 anos atrás, quando Brian sumiu e tudo mudou nas nossas vidas.

Eu e Arthur, passamos por clínicas psiquiátricas, bem, eu passei, o Arthur ainda está interno lá e agora com muitas cicatrizes nas costas. Chamaram ele de suicida e rotularam como extremamente perigoso para estar na sociedade. Mas pelos últimos 7 meses, ele parece estar entendendo que precisa agir como eu agi. Saber da verdade, mas aceitar a mentira para poder estar aqui fora.

John… puta que pariu… dos nossos casos eu acho que John foi o pior de todos. Ele entrou em uma espiral descendente que é até complicado descrever. Agora ele tem uma arma e um carro. Não quero acreditar que isso seja uma boa combinação, mas, é o John, ele sempre acabava fazendo o certo… eu acho!

O Damien, bem… todos perdemos alguma coisa ou alguém para os eventos de 3 anos atrás, mas o Damien, ele não tem mais ninguém fora a gente, e ainda assim, ele mudou demais.

Todos mudamos. Eu fiquei mais seguro de mim. Antes, os caras que me atormentavam, agora me pagam para que eu faça suas tarefas. As meninas que me ignoravam, agora me procuram, claro, por puro interesse em suas médias escolares, pq no meu porte físico é que não seria.

O Damien perdeu muito. Perdeu demais.

Ele parou de fumar, o que seria bom se fosse algo voluntário e consciente, mas agora, ele trabalha meio período pra poder sobreviver e parte do que eu ganho com as lições dos outros, eu compro algumas coisas pra ele também. Ele é meu melhor amigo e eu nunca o deixaria na mão, por nada, nenhum deles.

Depois que a polícia local oficializou o Luther como desaparecido, fiquei com a pulga atrás da orelha.

Era muita coincidência pra acreditar que foi ao acaso.

Primeiro, vamos analisar pelos meus olhos.

Quem iria querer chamar tamanha atenção sequestrando um jovem que é o queridinho da cidade? Luther é uma espécie de Michael Jordan do baseball, ele é uma coisa que somente Phil (Homerun man) Hill foi na década de 60, somente o cara que mais conseguiu rebatidas pontuadoras em todos os jogos da liga Major e saiu daqui dessa cidade. Por mais de 20 anos não víamos uma estrela tão brilhante como Luther. Não é apenas um desaparecimento é uma tragédia. Então, quem poderia querer chamar tanta atenção assim para si? E o principal… pq? Dinheiro? Atenção? Fama? Tudo isso junto? Se fosse esse o caso, o criminoso já teria feito exigências, mas fazem 5 dias hoje que Luther está desaparecido e não se tem qualquer notícia dele.

Eu mandei o código. A reunião estava marcada para hoje a tarde. De todos nós, somente o Arthur iria receber o chamado sem ser pelo sinal normal, mas eu liguei para lá e falei com a irmã Elizabeth, que está cuidando dele na ausência dos pais. Eu disse que já faziam 3 anos que não nos víamos e que estava na hora de eu o visitar. Ele saberia entender o que estava por vir e sabia para onde tinha que ir.

Não sei se era hoje ou amanhã que ele teria o dia de folga na clínica, mas ele saberia que tinha que ir nos encontrar no clube.

Desde o ocorrido há 3 anos, o clube de golf teve um decréscimo de seus membros muito grande. O terreno ficava cada vez mais mal cuidado e com o tempo, acabou sendo abandonado. Senhor Phillip, que sempre nos ajudou a cuidar do contêiner por tantos anos e mesmo depois que o terreno do campo de golf foi desativado, ele conversou com um conhecido no pier para que nós pudéssemos ter um espaço lá.

Era uma área já perto da marina, onde normalmente ficavam os conteiners vazios ou administrativos. Nós não pagávamos aluguel do espaço pq eles sabiam que tínhamos nosso clube lá, mas algumas modificações precisavam ser feitas ali para que não chamasse tanta atenção.

Primeiramente, eu consegui um cabeamento de energia cavado pelo chão, para não chamar atenção de fios vindos por cima. Nós roubamos energia pública e sei que isso não tá certo. Temos um abastecimento de água que roubamos de um dos canos do píer, que abastece o administrativo de lá. Acima de nosso contêiner, tem mais dois vazios. Eu estou tentando juntar dinheiro para comprar o de cima para fazer dele um pequeno apartamento laboratório para mim, mas é bem caro e vai demorar muito ainda. Ano que vem eu começo como aprendiz de laboratório na escola e serei melhor remunerado por dar lições extras e fazer monitoramento de aulas. As coisas vão melhorar.

Peguei minha bicicleta, que agora está muito mais rápida depois que eu instalei um motor à combustão nela. Está tão rápida como uma monareta, só que mais leve e consumindo menos combustível. Eu estou procurando um catalizador melhor para ver se consigo fazer com que ela rode com etanol, pois a queima é mais limpa e polui menos o ambiente eólico.

Abasteci a mochila com as coisas de sempre e parti para o píer.

Pouco depois de 30 minutos, eu estou chegando lá. Nada mudava ali, e como eu passava ali pelo menos 2 vezes por mês para ao menos tirar a quantidade de poeira e passar óleo de lubrificação nas coisas para tentar retardar o avanço da corrosão metálica por conta da proximidade com o mar, não estava tão bagunçado assim, ms a poeira é minha maior inimiga. Sempre.

Eu deixei a bicicleta encostada na lateral do contêiner e dei uma volta nele, indo até onde eu guardo as chaves, pois, como somente eu tenho estado mais ativo, então acabou que as chaves ficam sob minha responsabilidade.

Assim que entrei, eu deixei a “luz de presença” ligada.

Uma pequena luz de um rádio que eu retirei e pus num local imperceptível, para quem somente nós soubéssemos que, se o contêiner estivesse aberto ou com alguém dentro, era um de nós. O local estava pronto para receber os outros.

Liguei os rádios nos carregadores e estava começando a verificar a qualidade das pilhas para a lanterna quando eu percebi uma ventania bem forte entrar pelo visor do contêiner. Ouvi um barulho e logo resmunguei pq sabia que o vento tinha derrubado minha bike. “puta merda… esqueci ela lá fora!”

Me levantei pra ir busca-la para dentro quando vi Damien encostado na porta do contêiner.

- Ei, pq não entrou ainda? Faz tempo que chegou ai?

- Não, acabei de chegar, só não sabia se queria entrar mesmo.

- Mas…

Naquele momento, eu vi o John correndo atrás de um rapaz que eu conheço do time de baseball do colégio. Ben Harper, 3° rebatedor e arremessador substituto. O que eu realmente não esperava ver era o John apontar uma arma pro cara.

Sabe quando uma coisa de estranho beira o surreal em um segundo? Ainda bem que a área onde ficamos, não é a mais movimentada do píer, ou estaríamos em grandes problemas.

John trouxe ele para o contêiner e rapidamente eu fechei a porta.

Bem estava assustado (claro, quem não estaria?) e cheio de dúvidas, pois quando entrou no nosso clube, viu muitas fotos de Luther e um estudo de caso sobre o desaparecimento dele no meu quadro.

Enquanto tentávamos conversar com Ben e explicar a ele o que estava havendo, percebemos uma ventania horrível que fazia um barulho imenso. John estava bastante irritado pois ele estava achando que Ben estava com os tentáculos, o que tem sua razão, pois, em momento nenhum, Ben provou que não estava.

Eu liguei o rádio e sintonizei a estação metereológica pra saber de alguma mudança, mas uma música estava tocando. Depois do John, eu passei a gostar de quase todo tipo de música, mas aquela eu não conhecia. E nem o John.

Esse foi o primeiro sinal. Ou melhor, o segundo, pois aqueles ventos não eram normal.

Depois de bastante conversa, decidimos que o melhor era irmos ao colégio e tentar entender o que houve com Luther pouco antes de ele sumir de vez.

Eu lembro que Damien disse que iria com Ben buscar a bicicleta dele enquanto eu e John iríamos pegar o carro e irmos todos para o colégio, mas precisamente para o vestiário onde achamos que poderíamos encontrar pistas em seu armário.

Do nada, escutei o Damien gritando e sai do carro às pressas para ver o que estava havendo.

John apenas acelerou o carro, o que teria sido mais inteligente de minha parte ter ficado no carro, mas eu nem pensei nisso.

Quando chegamos na esquina do contêiner, vimos Damien e… ué?! Onde estava o Ben?

Damien disse que ele sumiu assim que viramos a esquina. Isso apenas confirmava a teoria que John disse estar certa. Ben estava com eles.

Não tínhamos mais tempo para perder, precisávamos ir na escola ver o que estava acontecendo.

Não demorou muito. Viemos no carro do John e entramos pelo portão de acesso das máquinas de corte de grama. John estacionou bem no campo e Damien e eu concordamos quando John disse que ficaria de vigia ali.

Chegamos num momento chuvoso e com uma leve neblina, mas isso não impediu a gente de ir até o vestiário.

Eu e Damien entramos no vestiário que estava cheio de fitas de “não ultrapasse” da polícia, mas isso não nos impediu de ir adiante.

Quando estávamos para entrar no corredor onde fica o armário de Luther, Damien põe a mão no meu peito e me encosta na parede e pede silêncio, ele havia visto alguma coisa e pediu para eu abaixar e ele iria na frente.

Eu fiquei, e quando escutei um barulho de pancada na porta do armário, eu vi Damien segurando Ben o pressionando contra a porta do armário, que pelo que pude ver o cadeado já estava aberto. Enquanto eu abria o armário e entendia o que tinha ali, eu vi uma caixinha estranha e como aquela era uma cena policial, eu não iria por a mão em nada sem mais nem menos.

No momento que pensei em procurar alguma coisa na mochila pra por na mão, escutamos a voz do treinador Colt. Edward Colt, irmão do xerife Doug Colt, meu atual vizinho.

Puta que pariu, estávamos muito ferrados.

Ele começou a indagar o que estávamos fazendo ali e eu não tinha mais tempo para analisar a situação. Eu peguei meu óculos e derrubei o objeto para dentro de minha bolsa, o que fez o treinador Colt falar mais alto e reclamar que estávamos destruindo acena de investigação, ele estava para nos liberar, depois que eu disse a ele que precisávamos das anotações de Luther para terminar uma tarefa que valia nossas notas finais, mas naquele momento, John aparece e coloca a arma na cabeça dele. De quem foi a brilhante idéia de por uma arma na mão dele?

Não teve muita conversa… enquanto Damien tentava convencer John de impedir de matar o treinador, Ben assistia tudo aquilo terrificado.

Nada adiantava mais quando John puxou o gatilho abrindo uma avenida na cabeça do treinador e espalhando cérebro por todo o corpo de Damien que tava na frente ele. Ben pegou um canivete e tentou render John, ms o gatilho foi mais rápido e mesmo Ben cortando a mão de John que deixava a arma cair e caindo de joelhos no chão, o corpo do treinador jazia morto no chão do vestiário.

Naquele momento, Ben pega a arma de John e começa a se afastar de nós e o mais incrível de tudo começou a acontecer.

Tudo começou a entrar em colapso, o chão tremia e as paredes quase gritavam um urro de destruição. Das privadas, que eram arremessadas para cima com tanta força que chegavam a estilhaçar ao se chocarem na laje, sangue e merda eram jorradas pra cima e neste momento, eu analisei a situação friamente.

O armário de Luther, tinha um dimensionamento maior que o normal, o que poderia gerar a possibilidade de um fundo falso e era justamente nisso que eu estava apostando todas as minhas fichas, pois, Damien estava de frente para o armário e John abaixado no chão segurando a mão cortada.

Eu segurei John pena jaqueta e o puxei com força para colidir contra Damien e entrarmos os 3 no armário de Luther. Eu acreditava que o fundo falto do armário nos tiraria de lá com segurança. Estava muito escuro, então, eu dei uma lanterna para o Damien que estava na frente e seguimos o caminho. Agora era apenas chegarmos em algum local seguro e procurar entender o que era aquele pequeno objeto que pegamos no armário do Luther.

Tudo estava correndo bem. John e Damien apareceram e eu tinha a intensão de esperar um pouco mais para ver se até o começo da noite Arthur iria aparecer.

Estavamos debatendo sobre as possíveis causas do desaparecimento de Luther, quando repentinamente, por erro meu de ter deixado a porta aberta, um cara entra rapidamente pela porta.

Seu nome é Ben Harper, ele é o 3° rebatedor do time do colégio, mas, o que porra ele tá fazendo aqui? E ele entrou com manchas de sangue e vermelhidão nos pulsos, esse rapaz arranjou encrenca e está trazendo pra gente.

Ele vai entrando no contêiner e faz acusações sobre o John ter matado alguém. Ele estava bastante alterado e agora que entrou, não deixaríamos ele sair sem maiores explicações.

Eu fiz uma barricada na porta segurando meu canivete. Eu estava tremendo tanto que não sei como conseguia segurar aquilo com tanta firmeza. Mas deu certo naquele momento, pois o Ben entendeu que a gente queria conversar e entender o que estava havendo.

Alguns minutos depois, estávamos sentados olhando e debatendo possibilidades sobre os fatos “estranhos” que ele estava contando sobre o dia dele. O que ele não sabia é que nós não éramos marinheiros de primeira viagem nesse barco e que o Looping temporal já havia acontecido para ele, ou para nós.

Mas tudo começava a ficar mais claro para o Ben quando eu mostrei para ele o objeto que eu havia recebido do Luther pelos correios.

Eu recebi uma correspondência dele esta tarde. Não me entenda mal. Eu estava na escola quando o pacote chegou e minha mãe o recebeu. Só que seria muito estranho ela ver o remetente e me entregar tão tranquilamente quando eu cheguei em casa sabendo que o Luther está sumido. Não era o nome do Luther na frente, o nome era Rhell Laut, sem endereço de remetente.

Era direcionado para mim, pois somente eu perceberia que aquilo era um anagrama com o nome de Luther Hall. Era óbvio que o Luther sabia que eu entenderia assim que visse, mas o que eu não entendi foram duas coisas. Por que para mim e o que porra era aquilo.

Eu não vou dizer que estava me corroendo em curiosidade para entender o que era e desmontar logo, mas, claro que eu não poderia fazer nada que viesse a danificar a integridade do que quer que fosse aquilo.

Então eu havia esperado até chegarmos todos e mostrar. Em algum momento, eu devo ter ativado algo que, de repente começava a tocar uma música estranha a todos nós. Uma música de outro tempo, um tempo vindouro de um objeto que nenhum de nós entendia pra que servia ou qual era o real objetivo dele, a não ser tocar música.

Passamos um tempo escutando aquelas músicas e até percebemos que, da linha temporal daquele objeto, Ben Harper era um cantor negro.

O Ben ficou bastante chocado com aquilo. Nada mais lógico, já que nós, no nosso momento, tb ficamos e ainda não entendemos nada, ou quase nada.

Do nada, ouvíamos uns ruídos como granhidos, mas, vindos de … cima? O que raios era isso?
 Damien olhava pelo visor do contêiner e disse que a gente tinha que sair dali rápido e foi exatamente o que fizemos.

Para nossa infelicidade, assim que saímos do contêiner, percebemos que os barulhos aéreos que ouvíamos eram Pterossauros. Sim, criaturas pré-históricas que vivei no período mesozoico. O que nos remete ao seguinte pensamento. Como inferno essa besta fera veio aparecer sobre nós e em montes?

Corríamos para o carro quando um deles, do tamanho de um caminhão, pousava destruindo o maverick de John, que descarregava todas as 6 balas nele. Sem efeito algum, apenas irritar o bicho.

Começamos a correr até irmos para a casa de Damien, onde poderíamos descansar e reaver nossas forças, mas ao chegar lá, vimos os carros da Loop e Ben reconhecia eles como os mesmos caras que tinham pego ele mais cedo, os mesmos que ele fugiu. Interessante é que sabemos que a Mãe de Damien está interna e repentinamente, ela está ali, com eles, sendo “interrogada”. Aqui pra nós, não sei de onde o Damien tirou tamanhoa força e convicção para agir de forma tão fria e abstrair o que acabávamos de ver. Eu não sei se teria esses colhões para agir dessa forma.

Decidimos ir para o bosque, onde alguma coisa despertou um medo imenso no John que se movia mais por reflexo que por vontade. Quando chegamos lá, relembramos que a casa onde Brian narrava para nós antigamente tinha sido queimada, o que deixou o Arthur nas atuais condições de queimadura atuais.

Mas não tínhamos como voltar, não sabíamos se a minha casa já tinha sido comprometida, o que aumentava ainda mais minha ansiedade. Mas precisávamos encontrar um local para dormir, já era noite e estávamos cansados demais. Física, mental e psicologicamente.

Logo pela manhã, assim que acordei, nenhum deles havia acordado. Ao menos naquele momento, não tinha mais bruma ou eu percebi qualquer movimento por perto. Eu acordava Damien que acordou todo o restante do pessoal.

John, meio que fez questão de ir abrir a loja que ele trabalha, pois ele estava com muito receio de perder o emprego, e faz sentido. Ele só tem esse dinheiro para se manter e precisa muito dele.

Pegamos um ônibus na estrada do bosque e fomos todos para a loja do John, onde Damien e Ben ficaram lá e eu fui comprar comida. Quando eu voltei, tínhamos todos lanche o suficiente pra nos sustentar até 12h.

Uma certeza era que precisávamos ir de volta ao armário de Luther e verificar as coisas por lá, pois Ben havia nos falado sobre um fundo falso nele que poderia trazer nova luz aos fatos.

- John, posso usar o telefone da loja pra ligar pra casa?

- Pode, usa ai!

Segundos depois.

- Alô?

- Mãe! Sou eu, o Erick, tudo bem?

- Filho, onde vc está?

- Eu to na casa de Damien, passei a noite aqui depois do colégio, eu vou ficar mais um tempo aqui por que…

- …..##

A linha caiu. Eu prontamente liguei para dona Elizabeth, a vizinha da frente, o qual chamava e ninguém atendia.

Eu não vi outra solução a não ser ligar para o xerife Douglas Colt.

- Alô, o que vc quer, Erick?

*como assim ele sabia que era eu?*

- Xerife Colt, bom dia, o senhor sabe me dizer se minha mãe está em casa?

- Erick, se vc vai começar com essas histórias de lobisomem, fantasmas e homens polvo de novo eu vou levar vc pra passar uma noite da jaula.

- Não, senhor!, eu apenas estava preocupado pq eu passei a noite na casa de…##

John meteu a mão no telefone e desligou.

- Acho que vc não deveria falar tanto. Se vc ta preocupado, vá até lá.

E era justamente isso que eu queria fazer, mas estava com medo.

Mas até o Damien disse que era pra eu ir.

Bem, peguei um taxi e fui.

Quando chegou na esquina de casa, eu fiquei dentro do carro olhando para ver se haviam carros da LOOP por lá.

Como não vi nenhum sinal deles, eu desci e fui até o jardim de uma vizinha da esquina, onde eu podia ver minha casa e vi Hillary chegando com um cara de moto, que pegava na bunda dela e a beijava indo embora.

Ela entrava em casa e minha mãe tinha um surto e começava a gritar com ela de forma que de onde eu estava, dava pra ver as duas brigando.

Fiquei mais uns 10 minutos ali e peguei outro taxi para ir embora.

Para minha surpesa, o senhor Phillip era o motorista.

Ele havia me contado que mudou de emprego pq o campo de golf faliu e acabou chegando ali.

Quando a conversa estava começando a ficar boa, eu percebi que Phillip e não apenas ele, mas como diversas pessoas na rua caíram no chão.

O Carro acelerava vertiginosamente e eu colocava o cinto às pressas, pouco antes da colisão frontal na lateral de um ônibus.

Eu não desmaiei com o impacto, mas fiquei realmente muito dolorido. Quando finalmente consegui erguer meu corpo, eu vi que o senhor Phillip infelizmente havia sido morto por causa do impacto.

Eu ouvia a voz de Damien vindo do ônibus perguntando por feridos.

Eu tentei me levantar do carro e cai no chão com uma forte dor no peito graças ao cinto, mas graças a ele mesmo pq se não eu estaria morto. Caído no chão, eu tentava chamar Damien que chegou ali rápido. Ele me ajudou a levantar e e fomos para a loja de John, onde eu avisei que, se os carros estavam daquele jeito, os aviões estariam da mesma forma. Que a gente deveria sair do centro o quanto antes.

Pegamos um carro qualquer e paramos perto de uma viatura e na farmácia, John pegou uma arma e eu peguei um monte de mantimentos como bandagens e remérios.

Sabíamos que tínhamos um lugar para ir, a escola. Mais precisamente no armário do Luther.

Nos encaminhamos para lá enquanto as dores iam passando.

Quando chegamos, separamos os grupos, eu e John iríamos para o armário enquanto Damien e Ben iriam para outro lugar. Cada equipe com um rádio.

Quando chegamos no armário, eu tirei tudo de dentro dele e cheguei até a entrar para procurar um fundo falso, mas nenhum sinal de entrada ou passagem em qualquer lugar lá dentro.

Passei o rádio para Damien a fim de explicar que o armário estava completamente normal.

Damien disse para irmos nos encontrar no portão da escola logo e John e eu fomos para lá.