Apesar da crise, como fica essa história de StartUp?

Se há uma palavra comum em quase todas as rodas de conversa do empreendedor brasileiro pode apostar que é crise. É bem verdade que alguns mercados não estão no seu melhor momento, e é bem verdade também que os bancos brasileiros não estão passando por nenhum período perturbador. Este ano Itaú e Bradesco já divulgaram que obtiveram lucro histórico no primeiro trimestre.

(In)felizmente, não somos todos banqueiros e aprendemos que “é na crise que a gente cresce”. Consumimos produtos que nasceram na guerra (lembra da maravilha que é uma barra de chocolate?) e acima de tudo, somos brasileiros. Passamos pela ditadura, a nova república, driblamos a fome e somos a 7ª economia do mundo! Não, não sabemos nos acomodar. É bem aqui que a gente inova, que criamos novos mercados, com novos anseios e um montão de cliente/usuário pra chamar de seu.

Claro que você já ouviu falar naquele mercado emergente de empresas com modelos de negócios inovadores — em sua forma ou produto — que viraram as queridinhas dos investidores internacionais e levantam, em rodadas de negócios de fins de semana, investimentos milionários. Sim, as StartUps estão ai, desenhando diferentes modelos de monetarização e, como tudo que inova, sendo cada dia mais utilizadas para fugir dessa tal crise e entregar soluções fantásticas que resolvem problemas reais da nossa sociedade.

Não é de hoje que os investimentos tradicionais estão cada vez mais escassos, e infelizmente, não é uma realidade só brasileira. Para se ter uma ideia, em todo o mundo o investimento em pesquisa científica tem caído desastrosamente. Por isso, e para que cada dia menos se dependa de bancos (aquele mesmo que não está em crise) e que aquela terrível taxa de mortalidade das empresas que fecham nos primeiros dois primeiros anos por falta de planejamento não chegue até você, é muito, muito importante conhecer as opções.

Para começar, vamos falar nas fases de financiamento que existem disponíveis para empresas nascentes com grande capacidade de crescimento rápido, as startups: De modo geral, no ambiente das startups, existem alguns tipos de investimento que podem sinalizar o potencial da empresa e ranquear o tamanho e a importância do produto. O primeiro passo é saber que não se cria Facebooks, WhatsApps sem MUITO tempo, trabalho e dinheiro investido. Empresas como o Facebook, naquela história que a gente conhece no filme, são tipo Gisele Bündchen, acontece, mas não é a regra. O segundo é saber onde procurar e quais tipos de investimento sua empresa pode receber.

Umas das primeiras alternativas é o Bootstrap, que significa que os fundadores estão começando com o próprio trabalho ou grana própria. Auto-financiamento. Um bom exemplo disso são os caras da empresa 37signals, autores do Rework (você não pode passar pela vida de empreendedor sem ler este livro). Desenvolveram um produto chamado Basecamp, uma das melhores e mais versáteis plataformas do mundo para gestão de pessoas e projetos. Esse produto alcançou um sucesso tão grande que passou a ser o core da empresa. Esse tipo de empresa demora mais pra crescer, mas geralmente se forma com uma base de modelo de negócio mais sólida e que dura mais também.

Uma segunda opção é o que chamam de 3F — Friends, Family and Fools — gente que é considerada investidor anjo também dependendo de quanto capital investe.

O terceiro passo crowdfunding, principalmente para quem tá desenvolvendo produto inovador, cultural, ou que tenham um apelo social irresistível. Algumas empresas vivem só de desenvolver protótipos e financiar no indiegogo e kickstarter.

O resumo do circuito das startups é o seguinte:

  1. Bootstrap: com algum protótipo inicial ou mesmo uma landing page, oferecendo o serviço na cara e na coragem.
  2. Capital anjo e seed que é esses concursos de startup, hackatons, 3F, Startup Weekends, startup chile, etc
  3. A partir disso já vem pro Venture Capital: capital semente mais grosso series A, B para fases mais avançadas do negócio. Muita gente opta por um modelo mais independente de financiamento como bootstrap e crowdfunding e investimentos com sócios fundadores quando desejam ter mais controle e liberdade sobre o que estão fazendo. Quando entra no circuito de Venture Capitals já tem que prestar conta, dizer o que vai fazer, receber aprovação de um board para alguma decisão estratégica.
  4. Normalmente, quem está no circuito intenciona vender a empresa, o tal EXIT que é a fase final pro founder.

E você, empreendedor, qual a sua experiência?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.