Acabou!

A vida é feita de ciclos, momentos que de alguma forma nos marcam, de maneira positiva ou negativa… tudo aquilo que um dia vivemos. Se ela é feita de ciclos, tem começo e fim. E o fim, muitas vezes é visto como algo ruim ou negativo. Saiba que não é bem assim.

De uns anos pra cá, tenho pensado muito nos términos de ciclos da minha vida: a conclusão da faculdade, o quase fim de uma amizade, a saída do trabalho voluntário na igreja e assim por diante; momentos que foram preenchidos por outras atividades.

Usei meus exemplos porque são realidades vívidas e de aprendizado, pois, tive de aprender a ter desprendimento também para entender que, quase tudo que um dia começou, um dia terá fim.

Não sei se é a vivência e o amadurecimento, mas tenho me sentido tão bem resolvida com estes ciclos que sinto saudade e no mesmo instante uma alegria de já ter vivido aquilo e ter acabado.

Claro que nestes ciclos a dor é inevitável, afinal, temos sentimentos. A questão para se refletir é: você está deixando a dor te dominar ou está controlando-a?

A dor, por sinal, vem acompanhada por sentimento de culpa: “a gente era feliz e não sabia”. Poxa, sabia sim! Tanto que vivemos aquilo, nos doamos, abdicamos e arriscamos.

Temos que parar com essa mania de ficar vivendo no passado e atentarmos ao hoje, ao agora. O que cada um de nós tem feito diferente no trabalho? Temos cultivado e regado nossas amizades hoje? Temos deixado entrar em nosso coração e em nossa vida pessoas que também se importam conosco, tal como em nossas antigas amizades?

Definitivamente, não se trata de esquecer o que já vivemos, afinal, somos o produto de todas as nossas experiências, mas de trazer conosco a certeza de que podemos seguir adiante com todas as lembranças e sabores do que vivemos.

Amigos e amigas, ciclos se fecham. Já foi, já passou! Neles nós aprendemos, ensinamos e absorvemos tanta vida e aspirações que nos ajudaram a ser as pessoas que somos hoje. Carregamos conosco o que realmente faz diferença. Nossas marcas são todas nossas. Por isso, comemoremos o fim, de verdade. E Gusttavo Lima que me desculpe: “que pena que acabou”, nada. Acabou e pronto. Vida que segue!

*Imagens Pixaby