Jogos do Rio 2016, questões sociais e tudo que envolve um apaixonado por esportes

Ter consciência dos problemas e se emocionar com as Olimpíadas está liberado.

Conhecer a cultura do Brasil, ter o esporte como paixão, saber fazer a crítica e conseguir se empolgar com os Jogos Olímpicos. Essa é a missão para o Rio 2016.

Sou um declarado apaixonado (viciado) em esportes. Gasto a maior parte do meu tempo livre acompanhando competições ao vivo, e, não canso disso, ainda busco na TV por assinatura e na internet documentários, jogos históricos e coisas relacionadas ao esporte pra assistir e ler. Minha memória esportiva vem desde a final do vôlei masculino em Barcelona 1992, e olha que o vôlei nem é meu esporte preferido. De lá pra cá o futebol e o basquete me iniciaram numa longa trajetória de apreciador, e também praticante. Mesmo sendo horrível com a bola nos pés, não fazia outra coisa até conhecer os outros esportes na escola e praticar todos (futsal, vôlei, basquete e handebol). Ainda hoje pratico-os quando coincidem o tempo e a disposição.

O que eu sou mesmo é espectador. Assisto de quase tudo. Do handebol ao Atletismo. Do basebol ao judô. Do ciclismo ao futebol americano. Tirando algumas poucas modalidades que não entendo e/ou não curto. Escrevo, comento e me emociono. É assim que encaro o esporte.

Sei de todos os problemas, danos sociais, incoerências e superfaturamentos por conta das Olimpíadas (teve coisas boas também apesar do caos organizativo). Mas nunca cogitei deixar de acompanhar ou me empolgar com os Jogos. Com a magnífica abertura que tivemos ontem a empolgação aumentou ainda mais. A cultura brasileira representada em seus diversos níveis: funk, Elza Soares, Vinícius de Moraes, samba, pagode, rap, Caetano/Gil/Anitta, a participação dos negros na nossa história, vaias ao Temer e muito mais.

Registro de Cerimônia de Abertura. Foto: espn.com.br

Gostar muito de esportes não faz da pessoa um alienado e acompanhar as Olimpíadas do Rio não te faz um desinformado ou mau caráter. O esporte necessita ser maior que isso tudo. A crítica ao que tem de errado, à corrupção, às demolições e remoções sem necessidade e a todos os outros problemas sociais do país pode (precisa) ser feita juntamente com o acompanhar/vibrar das competições.

Dito isto, estarei de espectador e comentarista de redes sociais do maior evento que o mundo produz acontecendo pela primeira vez na América do Sul, logo no Brasil. Além de torcer por noss@s atletas, sigo vibrando por Cuba, Palestina, Uruguai, Jamaica, Seleção de Refugiados, Síria e quem mais me conquistar, rs.