Fanatsma de La B [River x CABJ, Copa Libertadores da América de 2015]

La B

Hoje, dia 15 de setembro de 2016, a série B de 2017 se tornou a realidade colorada. Nem mais nem menos, apenas a realidade dura e cruel.

Tem que diga que Celso Roth cairá após a derrota vexatória para o Vitória (que foi o time que, ainda no primeiro turno, desacendeou o descenso do time colorado de Argel Fuck, hoje treinador do próprio Vitória) e tem que defenda que agora é a hora de olhar para o Gaúchão, a Copa do Brasil e a série B de 2017, criando o sentimento de olhar diretamente nos olhos do dragão e encarar o que vem por aí, sem rodeios e sem fórmulas mágicas, apenas a decepção que a direção criou nos últimos 12 meses.

Eu, particularmente, compactuo da ideia de que é hora se voltar ao que ainda dá pra ser feito. Se der pra vencer algum jogo na série A, beleza, mas se não der, beleza também; esse não é mais o chão colorado. A Copa do Brasil torneio curto e mata-mata é uma boa janela para o time tentar recuperar um título brasileiro (e, diga-se, esse é o torneio que mais é ávido por zebras em suas colunas) e começar a preparação ao hepta gaúcho e ao primeiro título da série B (é o que se espera de título em 2017).

O próximo passo a ser dado ainda agora é entender o que se quer dentro do Inter em termos de futebol (a direção atual deverá sair em dezembro desse ano) e se unir ao redor do quadro de futebol do clube, ignorando que o treinador a ser contratado agora passará pela transição de direção, criando a ideia de time e de conceito que se quer dentro do clube.

Uma lavada no elenco, inchado por empresários devidos aos anos de protagonismo no cenário brasileiro, é a segunda coisa que se deve fazer no clube. Continuar com jogadores que notoriamente não dão resposta — a exemplo de Sasha, Arthur, Géferson e Valdivia — será jogar um possível planejamento no lixo, afinal, se tem algo realmente bom na série B é a possibilidade do time grande se unir ao redor de um projeto e acabar com os sugadores que se apegam ao clube em busca de uma boca pra sair correndo pra um time do terceiro ou quarto escalão do futebol europeu.

O último passo inicial seria a transparência da gestão. Hoje o Inter tem sérios problemas de transparência — Píffero, e forma temerária, várias vezes, ainda em 2012, dizia que era possível reformar o estádio Beira-Rio com recursos próprio (o que não era) e até hoje muita gente o considera um "guerreiro colorado" por conta dessas declarações — essa cisão na direção precisa ter fim — e a dinastia de Fernando Carvalho precisa chegar ao fim — para que Inter possa, a exemplo do que ocorreu como muitos outros times do primeiro escalão que desceram ao inferno da série B, se reestruturar.

Sem essa restauração, essa capacidade de mudar usando o episódio que marcará a história do Inter para sempre, se perderá e o Inter corre o risco de subir para figurar por mais uma década na posição intermediária da tabela, como foi nos anos 90.

E, que Deus ajude o Internacional.