Sobre choques e série B

Dunga. Inter 1 x 0 Palmeiras, 1999.

Todo o time precisa de um choque de realidade de vez em quando. Foi assim com o Corinthians das loucuras da ISL e Kira. Foi assim com o GFPA da soberba pós-Koff e Felipão. Será assim com o Inter pós-Libertadores.

A crônica da morte anunciada era ruidosa após a eleição de uma figura como a do Píffero — completamente isolada no cenário nacional pelo enfrentamento infantil que mantém sempre com os profissionais do futebol, principalmente treinadores — e se desenha no horizonte.

A campanha de 2016 do Inter tem todos aqueles ingredientes de rebaixamento: time desarrumado, treinador intermediário inócuo, liderança inicial baseada na sorte e na imperícia dos adversários e uma direção que coloca os pés pelas mãos e ainda acredita na própria capacidade (sabe-se lá porque).

Certa feita eu disse que ele (Píffero) era o “nosso Cacalo”.

Poucas vezes estive tão certo.

O lado bom é que essa geração “alento 100%” vai entender o significado de torcer de verdade. Os 100 e tanto mil sócios devem se reduzir a um número mais verídico e, principalmente, a direção e o elenco devem ser limpos (a priori) pois a maioria dos ex-jogadores não vai querer se manter num clube na série B.