Brasileiros desenvolvem técnica contra infecções resistentes

A abordagem é mais resistente contra bactérias e fungos do que os medicamentos tradicionais.

Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Energias Materiais (CNPEM) de Campinas, São Paulo, criaram um novo método para combater a crescente resistência de bactérias e fungos aos medicamentos convencionais. O sistema consiste em nanopartículas de prata e sílica — mil vezes menores do que o diâmetro de um fio de cabelo — revestidas por uma camada de antibiótico. O resultado é um nanofármaco capaz de agir diretamente sobre as bactérias, poupando as células saudáveis do organismo.

Segundo os pesquisadores, a grande vantagem das nanopartículas é a capacidade de agir de modo seletivo. Levando uma grande dose do princípio ativo, elas podem ser muito eficazes contra bactérias e fungos resistentes sem afetar o organismo humano. Durante os experimentos preliminares, o nanoantibiótico foi capaz de eliminar a Escherichia coli, um tipo agressivo de bactéria que provoca diarréia e vômito e pode causar sérios problemas para o sistema digestivo.

Para que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais, será necessário conduzir mais testes a fim de investigar possíveis efeitos indesejados no organismo humano. De todo modo, a solução demonstrou potencial para o desenvolvimento de novas terapias que podem enfrentar não somente as superbactérias, mas também tumores e vírus — como o HIV, causador da Aids. Os cientistas esperam que, no futuro, as nanopartículas possam ser personalizadas para tratar diferentes condições.

Fonte: Scientific Report

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