Pacientes paralisados ​​recuperam movimentos com técnica robótica

Liderado por Miguel Nicolelis, o projeto utiliza interface cérebro-máquina para que paraplégicos recuperem parte de seu movimento nas pernas.

Oito pacientes paralisados ​​recuperaram parte do tato e de seu controle muscular da perna após um ano de treinamento com um dispositivo robótico de controle cerebral. Conduzido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, EUA, o estudo revelou um sistema de realidade virtual que usa a própria atividade cerebral dos pacientes para ajudá-los a recuperar a sensação de seus membros paralisados.

O treinamento consistiu em sessões semanais com um método de interface cérebro-máquina, onde os pacientes usaram sua mente para mover as pernas de avatares. Esta técnica possibilitou a estimulação dos nervos da medula espinhal que sobreviveram ao impacto dos ferimentos que os paralisaram. É a primeira vez que recuperação neurológica parcial foi constatada em pacientes com paralisia a longo prazo. Cada um deles sofreu graves lesões na medula espinhal em acidentes de carro, quedas e outros traumas que os deixaram completamente paralisados por no mínimo cinco anos.

A pesquisa oferece uma medida de esperança para pessoas que sofreram paralisias após lesionar a medula espinhal. Além disso, a descoberta mostra que interfaces de realidade virtual não são apenas dispositivos de assistência, mas podem realmente estimular a recuperação parcial de paraplégicos. O próximo passo será estudar pacientes com lesões mais recentes, para investigar se o tratamento precoce permite uma recuperação mais completa.

Fonte: Nature

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