Patch de microagulhas para a vacinação contra gripe

Novo método de vacinação é mais eficiente de administrar que as vacinas injetáveis ​​convencionais.


Em breve, a vacina contra a gripe poderá ser entregue por um adesivo de pele. Cientistas da Universidade de Osaka, Japão, desenvolveram uma nova técnica que utiliza microagulhas feitas a partir de um material que se dissolve na pele humana. Em comparação ao método injetável convencional, os patches de microagulhas dissolúveis entregam a droga com a mesma eficiência e tem vantagens — é indolor e pode fornecer vacinas para locais remotos com facilidade.

Chamado de MicroHyala, o patch foi testado em um grupo de 20 voluntários, que receberam doses de uma vacina eficaz contra três tipos de gripe. Os pesquisadores fizeram o mesmo com outro grupo, utilizando os métodos tradicionais. O estudo mostrou que as pessoas que receberam a imunização transcutânea da vacina através da MicroHyala obtiveram um retorno igual ou maior do que aqueles que tomaram a vacina através de uma agulha hipodérmica. Nenhuma das pessoas sujeitas ao novo método teve reacções adversas, sugerindo segurança na técnica.

Pesquisas anteriores já haviam avaliado o uso de microagulhas feitas de silicone ou metal, materiais que trazem riscos de rompimento na pele. As microagulhas do MicroHyala são compostas de ácido hialurónico, capaz de amortecer as articulações do corpo humano. Este material, ao longo do tempo, se dissolve na água e não deixa nenhum vestígio.

A tecnologia é especialmente interessante para países em desenvolvimento, onde os recursos de saúde são limitados. Fácil de usar e sem riscos relacionados a contaminação por agulhas, o método não exige um médico treinado para aplicação.

Além da inexistência de dor, os grandes benefícios destas novas formas de aplicação de vacinas são infraestruturais. As vacinas tradicionais — em seringas ou orais — precisam ser mantidas em temperaturas controladas e perdem o efeito por falta de acondicionamento adequado. Técnicas como esta apontam para um futuro com vacinas sem agulhas e de mais fácil aplicação e distribuição.

Fonte: Biomaterials

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